23 de fev. de 2012

TRINDADE


19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. 20  Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Romanos 1.19,20a

PROPÓSITO
Este presente sermão tem propósito de esclarecer acerca de muitas dúvidas concernentes aos cristãos. O que aprenderemos através deste estudo visa tentar explanar, ou seja, pelo menos minimizar as dúvidas a respeito da doutrina da trindade. 
Temos consciência de que por mais que estudemos este assunto jamais compreendemos na totalidade o que significa este grande mistério da doutrina da santíssima trindade. 
Tão pouco é intuito de nosso estudo esgotar o conhecimento desta matéria, porém, traremos algumas ilustrações que demonstrará melhor esclarecimento daquilo que temos como convicção de fé.
Sabemos que o tema acerca da doutrina da Trindade é um dos estudos menos ministrados na forma de sermão no meio das igrejas evangélicas, isto por que:
Presumo que muitas pessoas preferem não comentar sobre este assunto porque não tem profundidade para tal. 
Outros não abordam este tema nos púlpitos porque tem medo de tentar explicar, o que de fato sabemos, aquilo que na mente racional parece ser inexplicável. 
Outros evitam comentar esse tema porque apresentam dúvidas, a saber, se eles próprios creem de forma legítima conforme a ortodoxia.

INTRODUÇÃO
Porém, uma das coisas que nos legitima como cristãos tem sido o fato de todos aqueles que são fiéis seguidores de Cristo acreditam na doutrina da trindade, dentro da fórmula de credo ratificado pela ortodoxia defendido nos concílios Eclesiais.
Mesmo que o termo trindade não seja encontrado na Bíblia; seu conceito e doutrina são bíblicos e legitimados pela mesma.
18  Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. 19  Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Mateus 28.18-19.

Neste sentido, todos os cristãos, sejam nominais ou praticantes, acreditam na doutrina da trindade: 
Desde os católicos apostólicos romanos (pelo menos em teoria), os católicos ortodoxos; As igrejas de cunho protestante: luteranos, reformados, episcopais anglicanos; As igrejas de origem evangélica tradicional: batistas, menonitas, congregacionalistas, presbiterianos, metodistas; As igrejas de profissão pentecostal tradicional: Assembleia de Deus, Deus é amor, o Brasil para Cristo, Evangelho Quadrangular; Bem como, as igrejas de cunho neopentecostal que somos nós.

AFIRMAÇÃO
A Unidade Divina é uma Unidade Composta, e que nesta unidade há realmente três Pessoas distintas, cada uma das quais é a Divindade, e que, no entanto, cada uma está sumamente consciente das outras duas.

Nosso fundamento de fé afirma:
CREMOS que DEUS é um e que COEXISTE em três pessoas de uma só essência: o Pai (I Pe.1.2), o Filho (Tt. 2.13; I Jo. 5.20), e o Espírito Santo (I Co. 3.16; II Co3. 17 e 18; At.5.1 a 4), iguais em poder e glória, onde cada um possui todos os atributos divinos e Suas características de personalidade (Mt. 28.19; Mt. 3.16 e 17).    
"Este é aquele que veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo; não somente com água, mas também com a água e com o sangue. E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade. Pois há três que dão testemunho no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um. E três são os que testificam na terra: o Espírito, a água e o sangue, e os três são unânimes num só propósito."  I João 5.6 a 8

A DOUTRINA DA TRINDADE NO DECORRER DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA.
Bem podemos compreender porque a doutrina da Trindade era às vezes mal entendida e mal explicada. Era muito difícil achar termos humanos que pudessem expressar a unidade da Divindade e ao mesmo tempo, a realidade e a distinção das Pessoas. 
Ao acentuar a realidade da Divindade de Jesus, e da personalidade do Espírito Santo, alguns escritores corriam o perigo de cair no triteísmo, ou a crença em três deuses. Outros escritores, acentuando a unidade de Deus, corriam perigo de esquecer-se da distinção entre as Pessoas. 
Este último erro é comumente conhecido como sabelianismo, doutrina do bispo Sabélio que ensinou que Pai, Filho, e Espírito Santo são simplesmente três aspectos ou manifestações de Deus. Este erro tem surgido muitas vezes na história da igreja e existe ainda hoje. Essa doutrina do sabelianismo é claramente antibíblica e carece de aceitação, por causa das distinções bíblicas entre o Pai, o Filho, e o Espírito. Daí surgirem igrejas unitarianas ou unicistas

O PODER DO SÍMBOLO COMO ILUSTRAÇÃO
Mas existe um método pelo qual as verdades que estão além do alcance da razão ainda podem, até certo ponto, tornar-se perceptíveis a ela. Referimo-nos ao uso da ilustração ou da analogia. Porém elas devem ser usadas com cuidado, e não forçadamente.

1 Voltou Jesus a ensinar à beira-mar. E reuniu-se numerosa multidão a ele, de modo que entrou num barco, onde se assentou, afastando-se da praia. E todo o povo estava à beira-mar, na praia. 2  Assim, lhes ensinava muitas coisas por parábolas, no decorrer do seu doutrinamento... 33  E com muitas parábolas semelhantes lhes expunha a palavra, conforme o permitia a capacidade dos ouvintes. 34  E sem parábolas não lhes falava; tudo, porém, explicava em particular aos seus próprios discípulos. Marcos 4.1,2;33,34.

Deus permite que possamos utilizar figuras de linguagem como técnica de ensinamento e aprendizado. Pois, as alegorias são poderosas ferramentas de ilustração de verdades espirituais. Elas têm sido de grande ajuda para quem quer demonstrar os mistérios da Palavra de Deus.

De fato, Jesus utilizou largamente as ilustrações demonstradas pelas figuras de linguagem, ele assim o fazia porque tais serviam como ponte de esclarecimento de verdades ocultas através de realidades cotidianas.

Embora, as figuras de linguagem e o simbolismo sejam poderosas ferramentas de compreensão espiritual, sabemos que tais mecanismos de ensinamento possuem suas limitações, ou seja, as figuras de linguagem têm capacidade de ilustrar um aspecto ou um ponto de vista da verdade. Todavia, ela não tem poder para ilustrar toda a verdade em seus pontos de vista.

Assim, quando utilizamos uma simbologia para ilustração de algum conhecimento a ser apresentado temos o entendimento de que tal ilustração é limitada precisando utilizar outras ilustrações para dar continuidade ao ensinamento utilizado por meio das figuras de linguagem. 
Vejamos algumas simbologias escolhidas por Deus em sua palavra para nos ensinar acerca de alguns atributos.

OS SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO

a) Água.
Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. 39  Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado. João 7.38,39.

b) Fogo. 
Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. Mateus 3:11  

c) Pomba.
9 Naqueles dias, veio Jesus de Nazaré da Galiléia e por João foi batizado no rio Jordão. 10  Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se e o Espírito descendo como pomba sobre ele. 11  Então, foi ouvida uma voz dos céus: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo. Mc.1.9-11.

d) Óleo.
1  O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados;... 3  e a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto, veste de louvor, em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo SENHOR para a sua glória.Is.61:1,3.

e) Vento.
1  Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; 2  de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. 3  E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. 4  Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.At.2:1-4

f) Selo, 
13  em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; f.1:13.
19  Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor.  Tm.2:19; 

g) Vinho, 
18  E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, E.5:18, 

OS SÍMBOLOS MANIFESTATIVOS DE DEUS

a) A Nuvem, A Glória e O Fogo.
4  quando o Senhor lavar a imundícia das filhas de Sião e limpar Jerusalém da culpa do sangue do meio dela, com o Espírito de justiça e com o Espírito purificador. 5  Criará o SENHOR, sobre todo o monte de Sião e sobre todas as suas assembléias, uma nuvem de dia e fumaça e resplendor de fogo chamejante de noite; porque sobre toda a glória se estenderá um dossel e um pavilhão, 6  os quais serão para sombra contra o calor do dia e para refúgio e esconderijo contra a tempestade e a chuva. Is.4.4-6.

OS SÍMBOLOS DE CRISTO

a) Água da vida.
aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. João 4:14  

b) O Pão da Vida.
35  Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede... 48  Eu sou o pão da vida... 50  Este é o pão que desce do céu, para que todo o que dele comer não pereça. 51  Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne. João 6:35,48,50,51.

c) A Luz do Mundo.
De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida. João 8:12  

d) O Sol da Justiça.
Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria. Malaquias 4:2  

e) A Estrela da Manhã.
Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração, 2 Pedro 1:19  
Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã. Apocalipse 22:16  

f) A Videira Verdadeira.
João 15:1  Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor... 5  Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.

g) A Rocha Eterna ou Pedra Angular.
4  Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa,... 6  Pois isso está na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado. 7  Para vós outros, portanto, os que credes, é a preciosidade; mas, para os descrentes, A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular 8  e: Pedra de tropeço e rocha de ofensa. São estes os que tropeçam na palavra, sendo desobedientes, para o que também foram postos. 1 Pe.2.4,6-8.

UTILIZAÇÃO DA SIMBOLOGIA PARA EXPLICAÇÃO DA TRINDADE
Como podem três Pessoas ser um Deus? - É uma pergunta que deixa muita gente perplexa. Não nos admiramos dessa estranheza, pois, ao considerar a natureza interna do eterno Deus, estamos tratando de uma forma de existência muito superior a nossa.
Tal sublimidade da natureza divina e sua capacidade de assimilação são tão elevadas ao nosso conhecimento e que em muitos pontos ficamos a indagar sem conseguir captar todo o entendimento. 
Poderíamos comparar a um professor de matemática querer ensinar teorema de Pitágoras e fórmula de seno, cosseno e tangente a um cãozinho de estimação. Por mais que o professor ensinos verdadeiros acerca de matemática, o problema da não assimilação dos princípios não está na veracidade da matéria, mas incapacidade de absorvê-la.
Assim, o fato de não absorvermos toda revelação divina, não significa que esta revelação não seja verdadeira, apenas, que não temos capacidade para a mesma.

O EXEMPLO DO TESTEMUNHO DO ENSINAMENTO ACERCA DO SOL A UM CEGO DE NASCENÇA! Jo.9.1.
Para melhor esclarecimento apresentaremos algumas simbologias para ilustrar certas verdades e atributos acerca da doutrina da trindade:

A simbologia da água, do ar, e do pão: 
Deus permitiu que estes três elementos fossem figuras de alguns de seus atributos a fim de nos ensinar algumas verdades espirituais. Tanto a água quanto o ar e o pão servem como fonte elementar de recursos para manutenção da vida.  Assim como estes produtos representam nossa fonte primária de alimentos, assim também Deus deseja que nós o tenhamos como fonte de nossos recursos espirituais.
A simbologia da água em seus três estados: sólido, líquido e gasoso.
Da mesma forma que a água pode ser encontrada em três estados diferentes contudo ser considerada de mesma natureza, assim  tal simbologia proposta pela Palavra de Deus também nos dá indicação de como representa a trindade. 
Na verdade são três estados diferentes do mesmo elemento: ao estado sólido chamamos gelo, ao estado líquido chamamos água e ao estado gasoso chamamos vapor; todavia, os três são considerados água.

A representação simbólica da água por meio de sua plasticidade.
Assim como podemos ter água em um recipiente original e ainda assim distribuí-la em outros dois recipientes, sendo, portanto, a mesma água com as mesmas propriedades nos três recipientes; semelhantemente, podemos imaginar como a trindade pode estar em três situações distintas e ser consideradas Deus; 
Mesmo distribuídas em três recipientes distintos, tal elemento pode retornar ao seu recipiente original e voltar ao seu estado único. Desta forma, ainda que de forma muito limitada, tal ilustração leva-nos a abrir um pouquinho de nossa percepção a entender como as três pessoas da trindade podem ser três e ao mesmo tempo um.
Cabe aqui ressaltar, evidentemente, que tal ilustração é limitada, como falamos anteriormente, refutamos o entendimento Moldalista Sabeliano que acredita que trata-se apenas de uma pessoa em três modalidades diferentes, ou seja, uma única personalidade em três roupagens distintas, isto é heresia. Pois tanto o Pai quanto, o Filho e o Espírito Santo possuem personalidades distintas.

A simbologia utilizada pelas propriedades da eletricidade
Há uma eletricidade, mas os equipamentos por ela utilizados proporcionam simultaneamente movimento, luz e calor.

A representação simbólica da Luz
O raio de luz realmente se compõe de três raios: primeiro, o actinico, que é invisível; segundo, o luminoso, que é visível; terceiro, o calorífero, que produz calor, o qual se sente mas não se vê. Onde há estes três, ali há luz; onde há luz, temos estes três. João o apóstolo, disse: "Deus é luz". Deus o Pai é invisível; ele se tomou visível em seu Filho, e opera no mundo por meio do Espírito, que é invisível, no entanto, é eficaz. Da mesma forma, podemos possuir numa sala três lâmpadas, mas todas projetam e mesclam numa só iluminação.

O Equipamento três em um
A analogia da Trindade semelhante a um equipamento de som “3 em 1”. Três equipamentos distintos compostos em um único dispositivo.
Analogia da Trindade através da tricotomia
Deus disse: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme à nossa semelhança." O homem é um, e, no entanto, tripartido, constituído de espírito, alma e corpo. Assim, como podemos ser classificados em três partes, mas na verdade, somos um; Deus é triuno!
O conhecimento humano assinala divisões na personalidade. Não temos sido cônscios, às vezes, de arrazoarmos com nós mesmos e de estarmos ouvindo a conversação? Eu falo comigo mesmo, e me escuto falando comigo mesmo!

JESUS CRISTO E A SANTA CEIA
Utilizemos agora os elementos da Santa ceia para ilustrar algumas verdades acerca da Cristologia, ou seja, a doutrina de Cristo.

A simbologia do pão:
A Palavra de Deus apresenta o pão da ceia como representação do corpo de Cristo. ele foi institucionalizado pelo próprio Senhor Jesus para figurar como elemento da segunda ordenança, isto é: A Santa Ceia.
Assim como nós repartimos o pão e distribuímos aos membros do corpo de Cristo, que é a igreja; onde cada participante recebe uma porção deste pão que todos desfrutam. Assim também, todos nós, apesar de nossas individualidades, podemos desfrutar do mesmo Cristo Jesus. Somos distintos, temos experiências distintas, mas desfrutamos do mesmo Jesus.
Ninguém recebe uma porção de pão que representa mais Jesus do que outro pedaço de pão; ou seja, todos recebem Cristo de forma igual.

A simbologia do cálice.
Semelhantemente ao pão; da mesma forma todos recebem um cálice com o suco da vide que representa o sangue de Jesus, assim todos recebem e desfrutam da mesma experiência de Jesus. O Cálice representa aquele mesmo poder salvador e purificador do sangue de Jesus. É como se o sangue de Jesus tivesse poder de multiplicação a ponto de alcançar e operar em todos nós. 

JESUS CRISTO: SUA ENCARNAÇÃO E A ETERNIDADE
A doutrina da Encarnação foi outra doutrina que se encontrou dificuldade de interpretação no decorrer da história eclesiástica. Ou seja, como o “verbo” que é infinito se tornou carne e se estabeleceu num só lugar.
É difícil de explicar, pois nossa mente não consegue entender esta plasticidade do Espírito e de Cristo. Primeiramente a Bíblia afirma que ele se esvaziou de si mesmo.
5  Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, 6  pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; 7  antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, Filipenses 2.5-7.
Ao mesmo tempo em que Jesus se esvaziou concentrando-se num único ponto, a Bíblia diz que nEle residia toda a plenitude de Deus.
porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude. Colossenses 1:19  
porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. Colossenses 2:9.
Além do fato de Cristo se esvaziar restringindo se no corpo em seu período ministerial terreno.  Porém, após a ressurreição, Jesus Cristo tornou a reaver todos os seus atributos. De forma que hoje vemos Jesus Cristo dotado todos os seus atributos de divindade.
Logo, quando Cristo voltar para governar sobre esta terra ele vira com poder e grande glória. Estaremos, portanto, eternamente com ele vendo-o assim como ele é.
2  Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é. 1 Jo.3.2


25 de nov. de 2011

COMPORTAMENTO CRISTÃO


Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas. Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam. 1 Coríntios 6:12; 10:23

     


PROPÓSITO
Esta mensagem visa tratar acerca dos aspectos práticos da igreja, ou seja, tem haver com a conduta que cada cristão deve ter diante de nosso senhor Jesus Cristo e da sociedade em que vive a fim de que estabeleça um testemunho promissor do Evangelho através de seu comportamento. Agostinho disse: “Pregue o Evangelho e se precisar use palavras”.
“assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos.” 1 Co.10. 33 

INTRODUÇÃO
            Quando o apóstolo Paulo escreveu os versículos anteriores, ele o fez para uma igreja que apesar de ser uma igreja cheia dos dons carismáticos ou espirituais apresentava muitos e sérios problemas de conduta, a saber: a igreja que se encontrava em Corinto. Por isso a Primeira Epístola de Paulo aos Corintos apresenta muitas instruções acerca do comportamento e da vida prática como: santificação (1.2); facções e partidarismos (1.10); vanglórias e prepotências (1.31; 3.21; 4.18); pleitos e demandas (6.1); contenciosidade (11.16) murmurações (10.10); carnalidades (3.1); ciúmes (3.3); imoralidades (5.1-11); prostituição (6.15); casamentos desigual (7); glutonaria (6.13); comidas consagradas (8); vestimentas inadequadas (11); cabelos ou penteados (11.6,14); polidez e educação (11.21); finanças (9); administração (16) e obediência (16.16).

            Todavia, mais do que simplesmente apresentar normas rígidas de conduta moral através de uma legalidade formal abstrata, Paulo consignou o tema para um nível de reflexão mais elaborado sobre os códigos, juízos, ações morais, ou seja, a uma conotação mais profunda no campo da ética. Assim, mais do que satisfazer o cristão de Corinto com: “Não pode isso! Não pode aquilo...” Paulo buscou como exigência às questões da “razão” ou do “porque?” de cada normativa. Por conseguinte, mais do que tratar de responder às questões do QUE DEVO FAZER. Nesta epístola o fator relevante é POR QUE DEVO AGIR ASSIM. E de que maneira este fator tornaria os princípios válidos para a localidade na igreja de Corinto.
Desta forma, tomo os princípios válidos aplicados por Paulo na correção das condutas dos cristãos em Corinto nesta carta circunstancial para instruir acerca de nossos comportamentos na atualidade.


1.      FUNDAMENTO DOUTRINÁRIO

A palavra e o Evangelho de nosso senhor Jesus Cristo tem nos chamado para uma vida em liberdade; Cristo nos resgatou da escravidão da lei e de Satanás, bem como, da escravidão do pecado para que pudéssemos servi-lo com alegria. Assim, esta “nova vida em liberdade” estabelece a certeza de que não estamos mais debaixo do jugo do pecado.

“9  sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele. 10  Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus. 11  Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. 12  Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; 13  nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça. 14  Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça”. Rom.9.9-14.

Ou seja, quando a Bíblia afirma que não estamos mais a serviço do pecado significa que nós não precisamos mais segui-lo em nossos comportamentos, bem como, manter certos hábitos pecaminosos quer sejam conscientes quer sejam inconscientes, quer sejam voluntários quer sejam involuntários. (ORAÇÃO)
“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” João 8:32

Ora, uma vez que nós adquirimos esta liberdade em Jesus Cristo temos agora a responsabilidade de nos “mantermos livres” para que não caiamos novamente no pecado. Pois aquele que comete a prática do pecado torna-se novamente escravo do pecado que cometeu. Entenda que Jesus nos presenteou com a liberdade, mas a manutenção da liberdade depende de nossa santificação. Para melhor entendimento disso quero propor a seguinte ilustração:
A meu ver a maior dificuldade de Moisés não foi libertar o povo de Israel da escravidão do Egito, mas retirar a escravidão de dentro de seus corações. Deus tirou-os da escravidão com braço forte e mão estendida, mas encontrou dificuldades de libertá-los de uma mente escrava, ou seja, de uma mente condicionada a escravatura e seu modo vida. A libertação da escravatura foi através de um ato, a libertação de uma mente escrava exige mudança de: pensamentos, hábitos, comportamentos e cultura. 

Talvez o maior desafio de Deus em nossas vidas não seja em nos libertar do pecado, tal já fez na cruz do Calvário; mas retirar a mentalidade e hábitos pecaminosos que estão dentro de nossos corações.
Eis a razão porque muitos se convertem nominalmente e não mudam de vida. O fato de o Brasil vir a se tornar maioria evangélica não quer dizer que será um país transformado. Veja os maus testemunhos de artistas, cantores e jogadores que se dizem evangélicos, os quais vieram da fama para Cristo.
Por assim concluir esta premissa podemos afirmar que embora sendo “libertos de tudo” não significa que faremos tudo. É neste entendimento que o apóstolo Paulo escreve os versículos.
Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas. Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam. 1 Coríntios 6:12; 10:23
Em Cristo nós temos liberdade para fazer qualquer coisa, porém não significa que faremos, pois temos o dever de consciência de que nenhuma destas coisas pode nos dominar.

2.      A RAZÃO PELA QUAL NÃO PRATICAMOS CERTAS COISAS

Logo, a conduta cristã estabelece o entendimento de que nós “não fazemos as coisas porque tais nos são proibidas, mas nós tomamos a atitude de não fazermos determinadas coisas por que”:
a)      Não queremos cometer, ou seja, temos domínio próprio. A liberdade no dá o direito de não praticar o que não queremos. Assim como há pessoas que optaram pelo mau, temos igualmente o direito de optar pelo bem.
b)      O cristão possui e anela uma postura moral elevada porque sabe que isto enobrece seu comportamento. Queremos ser pessoas dignas, por isso escolhemos nossos comportamentos.
c)      Porque sabemos que tais coisas não fazem bem, cuidamos de nossa saúde e bem estar.
d)      Queremos ser exemplos e espelhos para a família, para os mais novos, assim evitamos o escândalo (1 Co.8.9,13; 10.32).
e)      O mais, importante: porque sabemos que tais atitudes desagradam a Deus e em amor não queremos desapontá-lo.
“Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados;” Efésios 5:1,

3.      ASPECTOS PRÁTICOS DESTE PRINCÍPIO

Desta forma quero descrever alguns aspectos práticos, nos quais tomamos “posturas de consciência e de liberdade” acerca de nosso comportamento. Todo cristão deve viver aquilo que prega. Suas atitudes devem servir de exemplo, e falarem mais alto do que seus ensinos.
“Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo o bem, tapeis a boca à ignorância dos homens loucos; como livres e não tendo a liberdade por cobertura da malícia, mas como servos de Deus. Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai o rei. Vós, servos, sujeitai-vos com todo o temor ao senhor, não somente ao bom e humano, mas também ao mau;” 1 Pedro 2:15-18
“Finalmente, irmãos, vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus que, assim como recebestes de nós, de que maneira convém andar e agradar a Deus, assim andai, para que continueis a progredir cada vez mais; porque vós bem sabeis que mandamentos vos temos dado pelo Senhor Jesus. Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra, não na paixão de concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus. Ninguém oprima ou engane a seu irmão em negócio algum, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas, como também, antes, vo-lo dissemos e testificamos. Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação. Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas, sim, a Deus, que nos deu também o seu Espírito Santo.” 1 Ts 4:1-8.
Como deve ser nosso comportamento? O nosso comportamento deve começar pelos pensamentos e propósitos do coração.

Mas o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem. Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. Mateus 15:18 ,19.

• Pensamentos: O pensamento cristão deve ser puro, sem malícia ou maldade. Rejeitamos todo pensamento bobo ou inconveniente.
“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” Filipenses 4:8

 • Coração: O cristão deve ter um coração puro, de boa índole e natureza e assim evitar a malignidade da alma. Nesse sentido, discordamos do pensamento humanista que acha que o ser humano é bom por natureza, eles se equivocam, pois, eles desconsideram a natureza caída do homem.
“bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;” Mateus 5:8

• Consciência: Consciência santa é purificada pelo sangue de Cristo.
“Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que, com simplicidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria carnal, mas na graça de Deus, temos vivido no mundo e maiormente convosco.” 2 Coríntios 1:12

 • Falar: Nosso falar deve ser puro, amoroso e verdadeiro; sem linguagens obscenas ou palavras torpes (palavrão), baixarias, palavras maliciosas (piadinhas picantes); insinuações sensuais, chocarrices, deboches, grosserias, inconveniências, linguajar espalhafatoso, palavras de baixo escalão, etc.
“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.” Efésios 4:29
“Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar”. Colossenses 3:8
“Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear também todo o corpo.” Tiago 3:2
“Disse comigo mesmo: guardarei os meus caminhos, para não pecar com a língua; porei mordaça à minha boca, enquanto estiver na minha presença o ímpio.” Salmos 39:1

 • Atitudes: Nossas atitudes devem ser equilibradas, demonstradas com cortesia, condescendência e amor.
- Devemos evitar à brutalidade, os recalques, a ignorância, o ciúme, a humilhação sobre outrem, egoísmo, soberba, presunção, prepotência e altivez.
“Toda amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmias, e toda malícia seja tirada de entre vós. Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.” Efésios 4:31-32
“16  Agora, entretanto, vos jactais das vossas arrogantes pretensões. Toda jactância semelhante a essa é maligna. 17  Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.” Tg.4.16,17.
- Mulheres, principalmente casadas devem evitar ficar de conversas isoladas e gracejos com homens e vice-versa; devemos zelar pela decência. (aparência do mal: 1 Ts.5.22)
- Devemos zelar pelo distanciamento e proximidade no falar; devemos ter cuidado nos cumprimentos, cuidado com os abraços calorosos. (Existem Regras de Etiqueta sobre isto)

 • Vestimentas: Devemos ser santos no nosso modo de vestir; isto é:
Primeiramente quero falar das razões para abordar este assunto; não falo sobre este assunto porque haja consideráveis problemas, até porque nossa igreja já se encontra relativamente liberta sobre este assunto; assim, não se preocupem irmãos e irmã, o chapéu não cairá sobre vocês. Amém!

- Não usar roupas sensuais, como: Mini Saia ou Saia com Aberturas demasiadas, Blusas Decotadas, Blusas Transparentes e Sensuais, Blusas apertadas mostrando partes íntimas.

- Cuidado com as exposições dos “air bags” frontais e traseiros, pois a qualquer leve batida, tais podem soltar para fora. É lastimável ver que mulheres casadas que não tem discernimento, querem se apresentar como “mocinhas” e assim mostram suas voluptuosidades e suas celulites. Coisa mais brega é uma “jovem senhora” ou “senhora de meia idade” querer se apresentar como mocinha por meio da sensualidade; o pior é que tem “marido banana” que deixa tal coisa acontecer. Vigia meu irmão e zela pela sua reputação e de sua esposa!
“Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus e estavam sujeitas ao seu próprio marido,” 1 Pedro 3:5

- Cuidado com as “roupas cafonas”. Devemos ter bom gosto na seleção de roupas que vamos adquirir (faça um curso em como se vestir bem).

- Devemos usar roupas limpas, perfumadas, bem passadas e etc.

- Cuidado com roupas consagradas: com estampas demoníacas, ou benzida por religião. Cuidado com as camisetas e estampas em outros idiomas.

- Cuidado com a moda que trás consagração (você foi liberto do jugo da moda ou das marcas = em alguns aspectos: moda representa a exploração mercantilista sobre as massas que gera escravidão, consumismo, arrogância e vaidade).

- Cuidado com a ostentação tanto na exposição de produto de marca quanto no uso de sua pirataria (entendo que o pecado é o mesmo, tanto no que usa uma marca pirateada, porque tal quer ostentar o que não tem quanto o que tem condições de comprar uma roupa de grife, pois tal quer se apresentar superior aos outros em usar uma marca que outros não podem ter). Procure roupas de qualidade, não grifes.

 • Jóias, pendentes e bijuterias: Orientamos cada cristão a ser criteriosos no uso de adornos. Observe o texto de Isaías 3 em contraste com Ezequiel 16 e verás que Deus não condena o uso de adorno, mas a altivez em utilizá-los, bem como, a motivação de sedução fora do casamento.

16 Diz ainda mais o SENHOR: Visto que são altivas as filhas de Sião e andam de pescoço emproado, de olhares impudentes, andam a passos curtos, fazendo tinir os ornamentos de seus pés, 17  o Senhor fará tinhosa a cabeça das filhas de Sião, o SENHOR porá a descoberto as suas vergonhas. 18  Naquele dia, tirará o Senhor o enfeite dos anéis dos tornozelos, e as toucas, e os ornamentos em forma de meia-lua; 19  os pendentes, e os braceletes, e os véus esvoaçantes; 20  os turbantes, as cadeiazinhas para os passos, as cintas, as caixinhas de perfumes e os amuletos; 21  os sinetes e as jóias pendentes do nariz; 22  os vestidos de festa, os mantos, os xales e as bolsas;23  os espelhos, as camisas finíssimas, os atavios de cabeça e os véus grandes. 24  Será que em lugar de perfume haverá podridão, e por cinta, corda; em lugar de encrespadura de cabelos, calvície; e em lugar de veste suntuosa, cilício; e marca de fogo, em lugar de formosura. Is.3.16-24.

8  Passando eu por junto de ti, vi-te, e eis que o teu tempo era tempo de amores; estendi sobre ti as abas do meu manto e cobri a tua nudez; dei-te juramento e entrei em aliança contigo, diz o SENHOR Deus; e passaste a ser minha. 9  Então, te lavei com água, e te enxuguei do teu sangue, e te ungi com óleo. 10  Também te vesti de roupas bordadas, e te calcei com couro da melhor qualidade, e te cingi de linho fino, e te cobri de seda. 11  Também te adornei com enfeites e te pus braceletes nas mãos e colar à roda do teu pescoço. 12  Coloquei-te um pendente no nariz, arrecadas nas orelhas e linda coroa na cabeça. 13  Assim, foste ornada de ouro e prata; o teu vestido era de linho fino, de seda e de bordados; nutriste-te de flor de farinha, de mel e azeite; eras formosa em extremo e chegaste a ser rainha. 14  Correu a tua fama entre as nações, por causa da tua formosura, pois era perfeita, por causa da minha glória que eu pusera em ti, diz o SENHOR Deus.

- Piercing: Orientamos nossos jovens a não usarem pierces e homens  não usarem brincos. Os pierces podem ter fundo ritual. (Há material extra sobre este assunto)

- Tatuagem: Orientamos cada cristão para não se tatuarem  e se você vier já tatuado para Cristo e puder fazer aplicação a laser, aproveite! Existem tatuagens cúlticas ou rituais, artísticas e penais. (Além de tantas outras de mau gosto. Além do fato de enquanto a tatuagem for nova tal mantem-se “bonita”, mas depois que envelhece começa a descolorir, enrugar e pode torna-se feia).
 “Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne; nem fareis marca alguma sobre vós. Eu sou o SENHOR.” Levítico 19:28.

- Devemos orientar quanto à aquisição de certas bijuterias e artesanato se não há alguma forma de consagração mística. Se não sentir paz, não compre.
“Então, disse Jacó à sua família e a todos os que com ele estavam: Tirai os deuses estranhos que há no meio de vós, e purificai-vos, e mudai as vossas vestes. E levantemo-nos e subamos a Betel; e ali farei um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia e que foi comigo no caminho que tenho andado. Então, deram a Jacó todos os deuses estranhos que tinham em suas mãos e as arrecadas que estavam em suas orelhas; e Jacó os escondeu debaixo do carvalho que está junto a Siquém. E partiram; e o terror de Deus foi sobre as cidades que estavam ao redor deles, e não seguiram após os filhos de Jacó.” Gênesis 35:2-5

 • Vícios: O cristão não deve ter algum vício, deve possuir o seu corpo em santidade, pois é o templo do Espírito Santo 1 Co.3.16,17. A Igreja da Comunhão Ágape orienta pessoas a abandonar “qualquer tipo” de vício tanto permissivo quanto ilegal.

16 Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? 17  Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado. 1 Co.3.16,17.

- Drogas e cigarros: Sabemos que é prejudicial à saúde e se encontra dentro daqueles cinco princípios porque não praticamos. Orientamos aos usuários buscarem libertação disto.

- Jogos de azar: Carteado, loteria, bingo, etc. Além de ser viciante desperta a ganância pelo dinheiro fácil tornando-se porta para tantos outros pecados. Um ambiente mundano e não cristão. (Existe um material que fala sobre o carteado e sua origem blasfêmica chamado: “cartas satânicas”).

- Bebidas Alcoólicas: Nós como igreja temos postura fundamentada nos cinco critérios acima citados do porque não ingerimos bebidas alcoólicas. Quer seja aguardente, cerveja (com ou sem álcool). Veja o exemplo de Sansão: O cidadão que gosta de andar na margem de seus territórios e limites morais Jz.14.15.

- CONSELHO E ENSINAMENTO BÍBLICO SOBRE INGESTÃO DE VINHO. Sabemos e temos conhecimento que até o próprio Senhor Jesus Cristo bebia vinho (há alguns que conjecturam o fato de tal vinho não ter teor alcoólico, sobre o qual não existam evidências sustentáveis para poder comprovar como tendo ou não).

“18  Pois veio João, que não comia nem bebia, e dizem: Tem demônio! 19  Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores! Mas a sabedoria é justificada por suas obras.” Mt.11.18,19.

Também temos conhecimento que o Senhor Jesus Cristo se dominava quanto ao consumo do vinho.

“deram-lhe a beber vinho com fel; mas ele, provando-o, não o quis beber”.Mt.27.34.

Sabemos que Paulo orienta a Timóteo tomar vinho misturado com água por questões medicinais.

“23  Não continues a beber somente água; usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades.” 1 Tm.5.23

Todavia, nossa postura como conhecedores da Palavra está fundamentada no correto testemunho (Gn.9.20,21) que como cristãos devemos apresentar a família e sociedade relacionado aquelas cinco razões, além do fato de que por lei não podermos dirigir depois.
“21  É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer qualquer outra coisa com que teu irmão venha a tropeçar ou se ofender ou se enfraquecer.” Rm.14.21.
“E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito,”  Ef.5.18.


“8 Semelhantemente, quanto a diáconos, é necessário que sejam respeitáveis, de uma só palavra, não inclinados a muito vinho, não cobiçosos de sórdida ganância, 9  conservando o mistério da fé com a consciência limpa... 2  É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; 3  não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento;” 1 Tm.3.8,9;2,3. (Note que o diácono não deveria ser dado a muito vinho, porém ao ministro, tal não deveria ser dado ao vinho, veja o critério do exemplo.)

“7  Porque é indispensável que o bispo seja irrepreensível como despenseiro de Deus, não arrogante, não irascível, não dado ao vinho, nem violento, nem cobiçoso de torpe ganância; 8  antes, hospitaleiro, amigo do bem, sóbrio, justo, piedoso, que tenha domínio de si,”  Tt.1.7,8.

Assim respeitamos o posicionamento de cada igreja, todavia, nós utilizamos o princípio dos Recabitas em Jeremias 35 no entendimento que há benção de Deus no respeito à autoridade das lideranças quando nos orientam acerca do consumo de vinho.

2  Vai à casa dos recabitas, fala com eles, leva-os à Casa do SENHOR, a uma das câmaras, e dá-lhes vinho a beber... 6  Mas eles disseram: Não beberemos vinho, porque Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, nos ordenou: Nunca jamais bebereis vinho, nem vós nem vossos filhos;... 8  Obedecemos, pois, à voz de Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, em tudo quanto nos ordenou; de maneira que não bebemos vinho em todos os nossos dias, nem nós, nem nossas mulheres, nem nossos filhos, nem nossas filhas;... 18  À casa dos recabitas disse Jeremias: Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Pois que obedecestes ao mandamento de Jonadabe, vosso pai, e guardastes todos os seus preceitos, e tudo fizestes segundo vos ordenou, 19  por isso, assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Nunca faltará homem a Jonadabe, filho de Recabe, que esteja na minha presença.

- O crente e as músicas seculares: É triste observar cristãos que escutam músicas seculares (existe momentos que não podemos evitar como: metrô, supermercados etc. Mas falo daqueles que tem álbuns e CDs em casa) ou a moda de se reunirem para fazer baladas ou discotecas e isto com música mundana. Qual é a diferença entre fazer baladas com música mundana e uma boate ou clube de discoteca?

- De forma peculiar pode ser “qualquer coisa que em uso indevido te vicia” e faça com que não tenhas domínio de si mesmo. Pode ser café se te faz mal quando em excesso, chocolate se em abuso te trás espinhas, churrasco ou carne vermelha se possuis recomendação médica para não ingestão, futebol se está sem condicionamento e tal te afasta de Deus. Todavia, estes critérios são de ordem pessoal e cada um deve saber e buscar do Espírito Santo aquilo que é permitido e não recomendado.

Então, porque existem igrejas que são permissivas? Por várias razões:
a)     Porque certos líderes não se interessam em aprofundar-se na verdade. (Os.4.6)
b) Porque certos líderes gostam de dar seu parecer naquilo que não é sua especialidade.
c)     Porque certos líderes tem medo que se apertar na moral possam perder membros e arrecadação financeira.
d)  Porque certos líderes estão aliançados com “outras instituições” e seguem suas orientações.
e)      Porque alguns são carnais. 


      CONCLUSÃO

      Entendemos irmão que a conduta de cada cristão ao ter diante de nosso senhor Jesus Cristo e da sociedade em que vive deve ser com o propósito de estabelecer um testemunho promissor do Evangelho através de seu comportamento. Não tornar-se motivo de escândalo levando muitos a naufragar na fé e afastar os inconversos.
                Apesar de ter em sua compreensão o entendimento de que você é livre em Jesus, todavia, não use desta liberdade para praticar o mal. Pois queremos glorificar a Deus através das atitudes de nossa vida de forma que sejamos inteiramente para seu louvor e glória.

24 de nov. de 2011

O CUIDADO NO FALAR


Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno. Mateus 5:37 
Acima de tudo, porém, meus irmãos, não jureis nem pelo céu, nem pela terra, nem por qualquer outro voto; antes, seja o vosso sim sim, e o vosso não não, para não cairdes em juízo. Tiago 5:12 

 

INTRODUÇÃO

Esta mensagem trás continuação acerca de hábitos de uma vida vitoriosa a fim de que Deus possa proporcionar para nós o que há de melhor. Todavia, se de alguma forma ou outra não conseguimos desfrutar “deste melhor” é porque algumas coisas praticamos em nossos hábitos ou, quem sabe, deixamos de praticar em nosso comportamento que tem restringido nosso crescimento rumo a plena vitória prometida pela Palavra de Deus. Assim, as promessas não estão só para passivamente serem recebidas, mas devem ser ativadas. A Palavra de Deus nos indica que se existe esta limitação então tal se dá por causa de nossas “limitações de afetos” (V.12), ou seja, são nossos sentimentos que impedem nosso crescimento.
Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra. Is.1.19
11 Para vós outros, ó coríntios, abrem-se os nossos lábios, e alarga-se o nosso coração. 12 Não tendes limites em nós; mas estais limitados em vossos próprios afetos. 13  Ora, como justa retribuição (falo-vos como a filhos), dilatai-vos também vós. 2 Co.6.11-13.

1. A ADMINISTRAÇÃO DO CUIDADO

Para tanto, proponho que as áreas da vida humana sejam desenvolvidas através da administração do cuidado e neste caso: o cuidado no falar. Mas, porque devemos ter cuidado no falar? Quais são as implicações disto?
Se estabelecermos o devido cuidado com as palavras, não só manteremos nossa posição de vitória, mas agregaremos mais conquistas rumo o que Deus propôs sobre nossas vidas.
Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear também todo o corpo. Tiago 3:2 

2. O CUIDADO NO FALAR ATRAVÉS DA VIGILÂNCIA

Um dos aspectos do cuidado que devemos nos deparar tem haver com o critério da vigilância, se estabelecer o devido cuidado com as palavras evitaremos muitos males que nos acomete por meio de falatório insensato. Como bem referido naquela alegoria de um travesseiro de penas jogadas ao vento. Pois até os demônios estão atentos para distorcer nossa comunicação.
Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã. Tiago 1:26 
Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; aconselhar-te-ei, tendo-te sob a minha vista.  9. Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio; de outra forma não se sujeitarão. Sl.32. 8.
Disse comigo mesmo: guardarei os meus caminhos, para não pecar com a língua; porei mordaça à minha boca, enquanto estiver na minha presença o ímpio. Salmos 39:1 

Põe, ó Senhor, uma guarda à minha boca; vigia a porta dos meus lábios! Sl.141. 3.
12  Quem é o homem que ama a vida e quer longevidade para ver o bem? 13  Refreia a língua do mal e os lábios de falarem dolosamente. 14  Aparta-te do mal e pratica o que é bom; procura a paz e empenha-te por alcançá-la. 15  Os olhos do SENHOR repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor. Sl.34.12-15

3. O CUIDADO NO FALAR ATRAVÉS DA CORRETA UTILIZAÇÃO DAS PALAVRAS

            Outro aspecto do cuidado em relação às palavras está na correta utilização das mesmas. Uma das grandes maldições da humanidade está na falta de comunicação.  A comunicação pode se tornar uma benção quando bem aplicada.
A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto. Provérbios 18:21 
Alguém há cuja tagarelice é como pontas de espada, mas a língua dos sábios é medicina. Provérbios 12:18 
O homem ajuizado sabe colocar bem as palavras. Devemos pedir a Deus que nos conceda um linguajar sábio.
O SENHOR Deus me deu língua de eruditos, para que eu saiba dizer boa palavra ao cansado. Ele me desperta todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que eu ouça como os eruditos. Isaías 50:4 

4. O CUIDADO NO FALAR ATRAVÉS DA UTILIZAÇÃO DE LINGUAGEM SERENA, SANTA E MADURA


Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar. Colossenses 3:8 
Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Tiago 1:19 
Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. 1 Coríntios 3:1 
Se, tratando de coisas terrenas, não me credes, como crereis, se vos falar das celestiais? João 3:12 


5. DEUS É O CRIADOR DA COMUNICAÇÃO

Deus é o criador da comunicação, Sua Palavra está repleta de referências que abordam este tema. Desta forma, podemos inferir que: “Se Deus cria e aprova a comunicação entre seus filhos, torna-se vital o aperfeiçoamento desta matéria em estudo para o bom relacionamento entre Ele.
 “1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2  Ele estava no princípio com Deus. 3  Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. 4  A vida estava nele e a vida era a luz dos homens.”  Jo.1.1-4.


A comunicação focada segundo a ótica divina trata-se da capacidade que temos de se relacionar no âmbito máximo de corresponder com os anseios e desejos do Pai. Desta forma, podemos inferir que: “Se Deus cria e aprova a comunicação entre seus filhos, torna-se vital o aperfeiçoamento desta matéria em estudo para o bom relacionamento entre Ele, em questão, bem como no exercício eficaz do ministério”.