31 de jul. de 2012

DOM DE LÍNGUAS


1 Segui o amor e procurai, com zelo, os dons espirituais, mas principalmente que profetizeis. 2  Pois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus, visto que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. 1 Co.14.1,2

OBJETIVO.
            Nossa proposta neste presente sermão é proporcionar entendimento prático e experimental aos leitores e ouvintes acerca de um assunto tão importante na igreja: O Dom de Línguas. Bem como, descrever acerca da importância e utilidade deste dom na atualidade.

INTRODUÇÃO.
            Quero iniciar este sermão pela resposta a quatro perguntas práticas e fundamentais no entendimento daquilo que não pode ser considerado racional e sim espiritual. De maneira que este sermão será orientado em seu desenvolvimento por estas quatro perguntas: “Por que o dom de línguas é importante?”; “O que se fala em línguas estranhas?”; “Porque devo busca-lo?” e “Como recebê-lo?”  

1.      PORQUE O DOM DE LÍNGUAS É IMPORTANTE?
- O dom de línguas é importante haja vista que Deus colocou um capítulo inteiro da Bíblia para tratar deste assunto; assim, partimos do raciocínio que Deus não colocaria um capítulo em algo que Ele não estivesse interessado em que a Igreja aprendesse.
- O dom de línguas é importante porque é o dom que produz inicialização aos mistérios e manifestações sobrenaturais divinas. Ele introduz as pessoas as coisas do Espírito Santo e seus carismas. Mc.16.17; At.2;
17  Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; Mc.16.17.
4  Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem. At.2.4
31  Entretanto, procurai, com zelo, os melhores dons. E eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente. 1 Co.12.31
- O dom de línguas é importante porque se trata de um dom que trás edificação.
4  O que fala em outra língua a si mesmo se edifica, mas o que profetiza edifica a igreja. 1 Co.14.4
20  Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo, Jd.20

2.      O QUE ACONTECE QUANDO NOS COMUNICAMOS ATRAVÉS DO DOM DE LÍNGUAS?
- Através do dom de línguas falamos mistérios.
2  Pois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus, visto que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. 1 Co.14.2
14  Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 15  Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. 1 Co.2.14,15.
- Através do dom de línguas falamos em códigos espirituais de guerra que por vez, neutraliza as ações do inimigo.
2  Pois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus, visto que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. 1 Co.14.2
- Através do dom de línguas oramos bem e de maneira correta na ocasião.
14  Porque, se eu orar em língua estranha, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto. 1 Co.14.14 (RC)
26 Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. Rm.8.26
- Através do dom de línguas falamos as grandezas de Deus.
11  tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios. Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus? At.2.11
- Através do dom falamos revelação, ciência, profecia e doutrina.
6 Agora, porém, irmãos, se eu for ter convosco falando em outras línguas, em que vos aproveitarei, se vos não falar por meio de revelação, ou de ciência, ou de profecia, ou de doutrina? 1 Co.14.6
- Através do dom de línguas somos edificados na fé.
4  O que fala em outra língua a si mesmo se edifica, mas o que profetiza edifica a igreja. 1 Co.14.4
20  Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo, Jd.20

3.      PORQUE DEVO BUSCÁ-LO?
- Porque é um mandamento e expressa a vontade de Deus.
1 Segui o amor e procurai, com zelo, os dons espirituais, mas principalmente que profetizeis.1 Co.14.1
31  Entretanto, procurai, com zelo, os melhores dons. E eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente. 1 Co.12.31
5  E eu quero que todos vós faleis línguas estranhas; mas muito mais que profetizeis, porque o que profetiza é maior do que o que fala línguas estranhas, a não ser que também interprete, para que a igreja receba edificação. 1 Co.14.5 (RC)
- Porque é um sinal para os que fluem no poder do Espírito.
17  Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; Mc.16.17.
- Porque é um início de novas experiências espirituais, de forma que rompe o lacre do racionalismo e incredulidade e inicia-se na espiritualidade.
12  Assim, também vós, visto que desejais dons espirituais, procurai progredir, para a edificação da igreja. 1 Co.14.12

4.      COMO RECEBÊ-LO?
Existem alguns princípios importantes a serem observados para receber o dom de línguas. Primeiramente você deve entender que ao buscar o dom de línguas você procura introduzir-se no reino espiritual de Deus; então se você é o que adentra neste reino, logo você deve se sujeitar aos termos que Deus coloca e não presumir que Deus se condicionará aos teus termos. Assim, por mais motivado que você esteja. Sujeite-se aos termos de Deus.
- Você precisa se dedicar a isto com zelo, fervor e paixão.
1 Segui o amor e procurai, com zelo, os dons espirituais, 1 Co.14.1
- Você precisa se render. Entenda que o Espírito Santo é cavalheiro, ou seja, Ele não irá arrombar a porta de seu coração; é você que deve se dispor a Ele e entregar-se de todo seu coração, alma e espírito.
5  Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará. Sl.37.5
No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor; Rm.12.11 
- Você precisa ter fé.
2  Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?... 5  Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Gl.3.2,5.
Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito. Abre bem a boca, e te encherei. Salmos 81:10 

EXPERIÊNCIAS PARA EDIFICAÇÃO.
            Como se dá a manifestação? E o que sente no momento? São algumas indagações que não podem ser colocadas como doutrina, mas úteis no entendimento das manifestações.
- Fogo No Corpo: São experiências de chamas ardentes que perpassam o corpo ou a alma da pessoa, podendo acontecer em todo o corpo ou em partes deste. (Alguns chamam de Batismo de fogo).

E disseram um para o outro: Porventura, não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras? Lc. 24.32
- Calafrios, Arrepios E Tremores: São sensações físicas causadas por experiências espirituais que muitas pessoas sentem quando desfrutam de algo sobrenatural. Pode representar manifestação física da presença de Deus podendo ser manifesta em todo o corpo ou partes deste.
6  porque só de pensar nisso me perturbo, e um calafrio se apodera de toda a minha carne. Jó 21:6
120  Arrepia-se-me a carne com temor de ti, e temo os teus juízos. Salmo 119:120
12 Uma palavra se me disse em segredo; e os meus ouvidos perceberam um sussurro dela.  13  Entre pensamentos de visões da noite, quando cai sobre os homens o sono profundo,  14  sobreveio-me o espanto e o tremor, e todos os meus ossos estremeceram.  15  Então, um espírito passou por diante de mim; fez-me arrepiar os cabelos da minha carne;  16 parou ele, mas não conheci a sua feição; um vulto estava diante dos meus olhos; e, calando-me, ouvi uma voz que dizia: Jó 4:12-16.
46  E disse Jesus: Alguém me tocou, porque bem conheci que de mim saiu virtude. 47  Então, vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se tremendo e, prostrando-se ante ele, declarou-lhe diante de todo o povo a causa por que lhe havia tocado e como logo sarara. Lc. 8:46,47
31  Então, Moisés, quando viu isto, se maravilhou da visão; e, aproximando-se para observar, foi-lhe dirigida a voz do Senhor,  32  dizendo: Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, e o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés, todo trêmulo, não ousava olhar. At.7:31,32
Quanto aos profetas. O meu coração está quebrantado dentro de mim; todos os meus ossos estremecem; sou como um homem embriagado e como um homem vencido pelo vinho, por causa do SENHOR e por causa das palavras da sua santidade Jr.23:9
- Visão De Luzes Ou Flashes: São manifestações de flashes de luzes das mais variadas cores, muitas vezes representam sinais de Deus. Podendo ser vistas a olho nu ou de modo espiritual. Em Jó 15:12  Na Versão Inglesa: New International Version ( NIV ) encontramos o vocábulo FLASH. Muitas vezes se percebe flashes sobre pessoas, sinais sobre algumas conversas, etc.
E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. At. 9:3
12  Por que te arrebata o teu coração? Por que flamejam os teus olhos, Jó 15:12
E, estando ele orando, transfigurou-se a aparência do seu rosto, e as suas vestes ficaram brancas e mui resplandecentes. Lc.9:29.
- Soprar O Espírito: Manifestação espiritual onde sopra sobre a pessoa para esta receber o Espírito Santo. Percebemos que Deus ou o profeta sopra sobre a pessoa e este recebe o Espírito.
7 Então formou o Senhor ao homem do pó da terra, e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente. Gn.2:7
9 Então ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize-lhe: Assim diz o Senhor Deus; Vem dos quator ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam. 10 Profetizei como ele me ordenara, e o espírito entrou neles e viveram e se puseram em pé, um exército sobre modo numeroso. Ez.37:9-10
22  E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Jo.20:22
- Embriagues no espírito: Manifestação espiritual cuja semelhança se acha como se estivesse embriagado, tal pessoa pode cair no chão, trocar palavras, movimentos desconexos, risos e etc...

18  E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, Ef.5:18
13  E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto. 14  Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a voz e disse-lhes: Varões judeus e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras.  15  Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo esta a terceira hora do dia.  16  Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: At.2:13,15,16
Quanto aos profetas. O meu coração está quebrantado dentro de mim; todos os meus ossos estremecem; sou como um homem embriagado e como um homem vencido pelo vinho, por causa do SENHOR e por causa das palavras da sua santidade. Jr.23:9
- Línguas gagas ou gemidos inexprimíveis: Trata-se da manifestação de balbuciar as mesmas palavras ou silabas ou produzir gemidos espirituais.

11  Pelo que por lábios gaguejantes e por língua estranha falará o SENHOR a este povo, Is.28:11
E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. Rm.8:26
...Na manhã de domingo levantei-me cedo e me refugiei num bosque fora da vila, a fim de derramar o coração diante de Deus suplicando-lhe uma benção sobre os trabalhos do dia.Não pude exprimir em palavras a angústia da minha alma, mas lutei com gemidos e, creio, muitas lágrimas, durante uma ou duas horas, sem encontrar alívio.  (Testemunho de Charles Finney )

EXERCENDO O DOM DE LÍNGUAS
            Após a manifestação do dom de línguas você deve praticar o dom a ponto de adquirir habilidade nele de Novas línguas para as Línguas estranhas; de Línguas estranhas para Variedade ou diversidade de Línguas e de Variedade de Línguas a Interpretação de Línguas.
12  Assim, também vós, visto que desejais dons espirituais, procurai progredir, para a edificação da igreja. 13  Pelo que, o que fala em outra língua deve orar para que a possa interpretar. 1 Co.14.12,13

CONCLUSÃO E APLICAÇÃO.
            Procure o hábito de orar em línguas todos os dias para seu aperfeiçoamento e progressão na fé. É importante você manter o equilíbrio, ou seja: Ore tanto em português, nossa língua em ocasião, como também em línguas espirituais.
APELO
            Quantos querem ser batizados no Espírito Santo e querem manifestar o dom de línguas? Quantos já possuem o dom de línguas e estão parados e querem reativar o dom? Quantos querem progredir no dom em variedades e interpretação?

ACENDENDO A CHAMA DO ESPÍRITO


1 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; 2  de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. 3  E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. 4  Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem. At.2.1-4.

INTRODUÇÃO

            Quero por meio de este sermão despertar nossos corações para permitir que sejamos incendiados por Deus e que sejamos ateados pela chama do Espírito Santo que foi derramado com poder no dia de Pentecostes.
Sim Irmão! Seja despertado neste dia escolhido por Deus, a fim de ser incendiado por Deus! Ateie fogo do Espírito Santo em seu ser e seja completamente marcado por este poder do alto! Deus quer derramar fogo do Espírito sobre você como no dia de Pentecostes. FOGO DO ESPÍRITO!!!
            E que esta chama ardente do Espírito que é iluminadora, purificadora, aquecedora, geradora de poder e energia, tendo sido uma vez acessa, venha permanecer ardente em nossos corações até o dia em que nosso Senhor Jesus Cristo volte para buscar sua Igreja.

- Iluminadora: Onde há trevas, a luz do Espírito faz sair! As trevas não podem ficar onde a fogo do Espírito. (De um lugar fechado e escuro para fora do cenáculo ao encontro das multidões!)
A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela. Jo.1.5.

- Purificadora: A chama do Espírito Santo trás purificação em nossas vidas, assim como o fogo purifica muitas coisas.
5 Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos! 6  Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; 7  com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado. Is.6.5-7.

Aquecedora: Onde entra o fogo do Espírito, a frieza espiritual vai embora! Onde se alojava o temor vem o encorajamento; onde havia timidez chega à ousadia e intrepidez! Onde estava à dúvida e incerteza agora sobrepuja a fé!!!
            O fogo trás paixão que aquece a alma para relevância das coisas espirituais em detrimentos daquilo que é natural. O aquecimento do Espírito trás fervor ao coração que estava parado com relação às coisas celestiais.
No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor; Rm.12.11

- Geradora de Poder: Deus libera força a onde falta ânimo e vigor para realizar a obra! Talvez você sentisse incapaz de realizar a obra de Deus. De fato isto é uma verdade! Pois, somos incapazes de realizar a obra de Deus por nossos próprios esforços, tampouco Deus espera que realizemos a obra desta maneira! Pelo contrário; Ele espera que realizemos a obra no PODER DO ESPIRITO!

Prosseguiu ele e me disse: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel: Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos. Zc.4.6.

1.      COMO SER CHEIO DO ESPÍRITO!
Tomemos a analogia do fogo, conforme utilizado aqui no texto áureo. Perguntem-se quais são as possibilidades de se gerar fogo? Algumas delas são: Atrito, Concentração de calor, etc. Imagine o riscar de um fósforo, ou o incendiar por uma lente ótica que trás concentração de calor. Uma vez acesso o pavio, uma vez riscado o fósforo, os demais se incendeiam por aproximação.
Ou seja: Você atrita ou incendeia o palito e este se incendia; após isto trás outros gravetos ou materiais incendiáveis para aumentar o fogo; desta forma o fogo se propaga por aproximação de elementos combustíveis.
Assim, Deus precisa só de uma pessoa para atear o fogo divino para o avivamento. E os demais são incendiados por aproximação. Quantos querem ser este combustível divino para atear e propagar o fogo do Espírito!

Porque as línguas são importantes?
O texto afirma que Deus precisou só de línguas de fogo (v.3) e as demais pessoas ficaram incendiadas no Pentecostes e levaram o evangelho a dezesseis nações! Veja o poder da língua:
5  Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva! 6  Ora, a língua é fogo; é mundo de iniqüidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno. Tg.3.5,6.
Irmão, não seja uma língua de trapo! Não seja uma língua de cascavel! Não seja uma língua de confusão! Seja uma língua de FOGO DO ESPÍRITO SANTO e então você incendiará uma grande floresta! Aleluia.
Seja um ativador de novas línguas (Mc.16.17); Interaja espiritualmente como um propagador de línguas estranhas. Seja um orador de línguas espirituais. Seja um cantor de línguas celestiais (1 Co.14.15). Flua em diversidade de línguas (1 Co.12.10,28). Vamos, flua!!!

2.      O QUE É NECESSÁRIO PARA FLUIR!
Para que você venha receber do fogo do Espírito é necessário que você creia e se renda! Uma vez o fogo acesso é necessário apenas que você saiba que tal fogo possa ser propagado por aproximação. Ou seja; creia que você será incendiado por Deus.

a)      Fé. A fé proporciona entrada no mundo espiritual.
2  Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?...5  Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé?
 
b)      Rendição ou Entrega. Tendo uma vez crido, renda-se a esta condição de crença.
Compreenda a ilustração da propagação do fogo! Para que os gravetos sejam incendiados, os mesmos não podem estar em pé; precisam ser inclinados, e quanto mais eles se inclinam, mais rápidos são acessos. Assim, você precisa se render ao Espírito Santo; quanto mais se curvar a Ele tanto mais ele te incendiará.
18  Eis aqui o meu servo, que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz. Farei repousar sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará juízo aos gentios... 20  Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega, até que faça vencedor o juízo. 21  E, no seu nome, esperarão os gentios. Mt.12.18,20,21.

CONCLUSÃO
Desperte a chama do Espírito em teu coração. Seja incendiado por Deus neste dia! Renda-se a ele e permaneça quebrantado diante dele.

23 de mar. de 2012

DESTINADOS AO ALVO


3  Herança do SENHOR são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão. 4  Como flechas na mão do guerreiro, assim os filhos da mocidade. Sl.127.3,4.

            A Palavra de Deus aplica muitas figuras, alegorias ou símbolos para ilustrar e coisas espirituais. Neste texto áureo proposto no sermão queremos utilizar estas ilustrações para pontuar e esclarecer certos aspectos condicionados ao propósito da vida.
            Entendemos que Deus criou a vida e o ser humano com um propósito, não somente a humanidade, mas toda a vida constituída por Deus trás um destino e propósito estabelecido nesta macro visão celestial.
            Semelhante à figura utilizada em nosso texto áureo onde uma flecha que retirada da aljava pelo guerreiro pudesse ser disparada rumo ao centro do alvo proposto pelo atirador.
            Note que Salomão ao escrever este texto utiliza as comparações de filhos ou vidas como flechas; sim! Cada vida constitui uma flecha que foi devidamente projetada; confeccionada com pontas, haste e estabilizadores; polida e cuidadosamente estocada para em momento oportuno ser utilizada pelo habilidoso guerreiro.
            Neste quadro enfatizamos que Deus é o doador das flechas! Pois elas são heranças do Senhor. Cabe a Ele a liberação destas setas de acordo com sua necessidade. Agrego nesta ilustração o fato de Ele também pode ser utilizado como o guerreiro que desfere as flechas em sua trajetória de forma precisa e acurada.

Mas o SENHOR está comigo como um poderoso guerreiro; por isso, tropeçarão os meus perseguidores e não prevalecerão; serão sobremodo envergonhados; e, porque não se houveram sabiamente, sofrerão afronta perpétua, que jamais se esquecerá. Jeremias 20:11 

            Dizemos que Deus é guerreiro preciso e acurado! Preciso porque Ele jamais erra o centro do alvo, aliás, com habilidosa perícia de poderoso guerreiro, ele está sempre acertando o centro do alvo.
Acurado porque jamais falha, ou seja, todas as vezes que atira a flecha ele acerta sempre no alvo. Precisão tem haver com a qualidade do acerto, acuracidade tem haver com a quantidade de acertos precisos no alvo. Assim, nosso Deus é preciso e acurado em tudo o que ele faz.
            Assim, se Deus é preciso e acurado quando desfere suas flechas; Logo, você e eu necessitamos confiar mais na capacidade divina de seus lançamentos rumo ao propósito destinado por Ele. Todos nós devemos acreditar mais em sua perícia no decurso e condução de nossa trajetória terrena. Precisamos crer mais em sua perspicácia e habilidade, que apesar das inúmeras variáveis, Ele termina sempre por acertar o alvo.
22  Logo a seguir, compeliu Jesus os discípulos a embarcar e passar adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia as multidões. 23  E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só. 24  Entretanto, o barco já estava longe, a muitos estádios da terra, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário. 25  Na quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando por sobre o mar. 26  E os discípulos, ao verem-no andando sobre as águas, ficaram aterrados e exclamaram: É um fantasma! E, tomados de medo, gritaram. 27  Mas Jesus imediatamente lhes disse: Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais! 28  Respondendo-lhe Pedro, disse: Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas. 29  E ele disse: Vem! E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus. 30  Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor! 31  E, prontamente, Jesus, estendendo a mão, tomou-o e lhe disse: Homem de pequena fé, por que duvidaste? Mt.14.22-31.

            Neste sentido, somos como Pedro que apesar de estar diante de Jesus e sabermos que ele estende sua mão, estamos mais preocupados com o tempo, com o vento e o tamanho das ondas que nos se acercam. Devemos, portanto, a acreditar mais na capacidade divina de nos lançar rumo ao alvo. Devemos crer que Jesus cuida do barco de nossa vida e de cada um de nossos detalhes particulares.

25 Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? 26  Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? 27  Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? Mt.6.25-27.

            Assim precisamos depositar nossa fé nEle e esperar que Jesus faça tudo aquilo que prometeu fazer.

OUTRA ILUSTRAÇÃO

            Permita-nos utilizar outra ilustração! Penso que para sermos mais contundentes ao foco que desejamos apresentar; necessitamos fazer outra ilustração. Uma em que Deus como um poderoso guerreiro utiliza ao invés de arco e flecha uma zarabatana com suas devidas flechas ou dardos.
            Por meio desta comparação podemos ilustrar a forma como Deus desfere seus dardos para vida. Ou seja, quando Deus sopra fôlego de vida sobre uma substância ainda informe, junto com este sopro ele deposita os seus propósitos.

16  Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda. Sl.139.16

Desta forma, cada ser humano que ao ser gerado e absorvido de vida constitui alguém cujos sonhos divinos estão depositados nele. É como se Deus ao assoprar o FÔLEGO DE VIDA sobre a gestação de cada “ente” pudesse conter nele os projetos esperados.
Assim, somos centelhas e ventos deste soprar do Espírito Santo. Sim, o Espírito de Deus produziu em nós vida e sentido que ao ser liberado por Ele deposita em nós um propósito que não descansará, ou sequer voltará para trás até se cumpra o que foi determinado por Deus a nós.
Se alguém pudesse retroceder a flecha quando esta já foi lançada ao ar e puder retorná-la em meio ao seu percurso, assim poderá retroceder os propósitos de Deus na vida de uma pessoa. Ou seja, é impossível retroceder dos propósitos divinos tendo Ele lançado o rumo ao alvo.

8  Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR, 9  porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos. 10  Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, sem que primeiro reguem a terra, e a fecundem, e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come, 11  assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei. Is.55.8-11.
11  Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais. 12  Então, me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei. 13  Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. 14  Serei achado de vós, diz o SENHOR, e farei mudar a vossa sorte; Jer.29.11-14.

Igualmente, quando nossa vida cumpre com o desígnio de Deus, a Palavra do Senhor afirma que ela é colhida para o Senhor tendo como recompensa a vida eterna na morada celestial.

29  Se algum homem se levantar para te perseguir e buscar a tua vida, então, a tua vida será atada no feixe dos que vivem com o SENHOR, teu Deus; porém a vida de teus inimigos, este a arrojará como se a atirasse da cavidade de uma funda. 30  E há de ser que, usando o SENHOR contigo segundo todo o bem que tem dito a teu respeito e te houver estabelecido príncipe sobre Israel, 1 Sm.25.29,30

CONCLUSÃO

            Amado! Faça uma sondagem em teu coração e veja qual dificuldade de confiança que em tua vida gera insegurança de depender em Deus. Apresente a Ele nesta hora e confesse isto como pecado, pois Ele te perdoará.
Creia que sua vida está nas mãos de Deus. Coloque todas as preocupações e problemas nestas mãos e creia que Ele tem poder e capacidade para cuidar de você com habilidade extraordinária.
Deus abençoe.

14 de mar. de 2012

EVANGELHO E CULTURA


16  Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho! 17  Se o faço de livre vontade, tenho galardão; mas, se constrangido, é, então, a responsabilidade de despenseiro que me está confiada. 18  Nesse caso, qual é o meu galardão? É que, evangelizando, proponha, de graça, o evangelho, para não me valer do direito que ele me dá. 19 Porque, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. 20  Procedi, para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus; para os que vivem sob o regime da lei, como se eu mesmo assim vivesse, para ganhar os que vivem debaixo da lei, embora não esteja eu debaixo da lei. 21  Aos sem lei, como se eu mesmo o fosse, não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo, para ganhar os que vivem fora do regime da lei. 22  Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns. 23  Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele. 1 Co.9.16-22.

INTRODUÇÃO
O propósito de nosso estudo sobre evangelho e cultura trata de nos aprofundar acerca das diferentes formas culturais e como tais podem ser utilizadas na propagação do evangelho. E como estas formas podem interferir no desenvolvimento pessoal, ministerial e eclesiástico.
Todos nós sofremos interferência cultura em nossas atitudes, quer seja em maior ou menor grau. A interferência cultural pode ser classificada em três formas: De maneira positiva; tanto de maneira positiva quanto negativa e de maneira negativa.

CULTURA, UMA SEGUNDA NATUREZA.
O que é cultura? É o estilo de vida, padrões de comportamento, modo de pensar e valores de um povo, casta ou classe social. No dicionário significa: sistema de atitudes e modos de agir, costumes e instrução de um povo.
Todos nós pertencemos a um intrincado ecossistema e trazemos conosco in loco uma grupal e similar cosmovisão a que chamamos “cultura”. Cultura, pois, esta ligada a totalidade dos produtos da atividade humana (materiais e espirituais).
A cultura também pode ser definida como a segunda natureza que procura suprir a ausência parcial de estruturas instintivas em nós. Tal afirmação pode ser exemplificada em linguagem de informática onde cultura pode ser representada como sendo nosso “OS” (Sistema Operacional) pelo qual interioriza e orienta o programa de nossas estruturas psíquicas, valores, normas e até linguagem.
Ao mesmo tempo em que somos personalizáveis segundo gosto particular e possuímos customizações que nos identificam como “persona” ou indivíduos. Assim apresentamos sistemas comuns que nos assemelham como grupo social e funcionamos de forma semelhante regido pelo mesmo padrão cultural.
Não é possível viver sem pertencer a um grupo social e não é possível pertencer a um grupo sem compartilhar uma determinada visão de mundo (cosmovisão), de valores, normas morais, linguagem, idiossincrasia, instituições, etc.
De fato, cada pessoa constituída em sua particularidade pode agregar vários comportamentos sociais específicos que vão delinear seu perfil cultural e idiossincrasia. Este perfil é influenciado por sua etnia, naturalidade, local de residência, grau de escolaridade, tipo de geração a qual pertence, grupo de interesse e etc.

A ORIGEM DA CULTURA ESTÁ NA CRIAÇÃO SOCIAL
Esta segunda natureza, a que chamamos de cultura, é uma criação social gerada de um padrão ou “sistema operacional” de valores. Sendo transmitida, atualizada e aprimorada de geração em geração como resultado de soluções e respostas criativas na superação de cada desafio que a vida nos apresenta pelo decorrer da história.

OBJETIVAÇÃO DA CULTURA E A FORMA COMO LIDAMOS COM O DIFERENTE

Outro aspecto importante a ser destacado está na dificuldade que temos em perceber quando uma determinada cultura se torna nossa segunda natureza dada à assimilação. Ela, pois, representa para nós "a realidade" e não uma interpretação da realidade entre outras possíveis.
Esta orientação cultural determina nossos comportamentos e conceitos pelo estabelecimento e legitimação de critérios entre aquilo que pode ser considerado válido ou inválido, normal ou anormal. A cultura passa a exercer, então, um poder coercitivo.
Obviamente, por força cultural a reprodução desse processo dá às pessoas um forte sentimento de segurança e de normalidade, o que as leva a rejeitar aquilo que é diferente e inovador, principalmente quando tal questiona e conflita com a ordem que é aceita e estabelecida pelo padrão social.
Daí as pessoas com maiores restrições culturais serem as mais inclinadas à coerção e sanções aplicadas, pois tais inovações sociais acabam por ferir seu frágil sentimento de segurança e normalidade.

Logo, neste constante processo de transformação cultural e de acordo com nível assimilação da mesma, nós podemos classificar culturalmente a ordem da sociedade por “tradicional” ou “moderna”.

SOCIEDADES TRADICIONAIS E SOCIEDADES MODERNAS

Há dois grandes modos de legitimar a ordem conforme o tipo de sociedade:

TRADICIONAL: Quando a sociedade é legitimada em nome da tradição que alega ser guardiã dos valores sociais que proporcionam estabilidade e segurança. Nesta ordem estática nada de fundamental pode ser modificado, tendo, portanto, representação da religião como um de seus principais expoentes e uma das bases de sua legitimação. O sistema moral, com seus valores e normas justificados, tem papel fundamental na reprodução da ordem vigente e nos mecanismos de sanção e repressão às tentativas de inovação.

Porém eles não deram ouvidos a isso; antes, procederam segundo o seu antigo costume. 2 Reis 17:40 
Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos, quando comem. Ele, porém, lhes respondeu: Por que transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição? Mateus 15:2,3.

MODERNA: Com as mudanças geradas com o mundo, o progresso torna-se um elemento fundamental tanto no campo ético quanto  material. Neste aspecto a tradição transforma-se em obstáculo.
Na sociedade moderna surge o sujeito como indivíduo autônomo que é valorizado em detrimento da coletividade, cuja ação não tem limites; pois ao indivíduo moderno o novo passa ser o sinônimo do que há de mais elevado. Assim, bom é ser inovador, progressista. Nela existe uma visão extremamente otimista da história humana assumindo uma forma de mito ou crença forte em que o progresso conduz a um amanhã melhor.
O seu proceder não lhes permite voltar para o seu Deus, porque um espírito de prostituição está no meio deles, e não conhecem ao SENHOR. Oséias 5:4
Evidentemente que cada uma destas ordens sociais: tradicional ou moderna traz consigo benefícios e detrimentos a serem pleiteados. Diante destes acirrados defensores: ciência ou religião cabe à mesma sociedade como júri arbitrar seu próprio destino.

O ENDEMONINHAMENTO DA CULTURA SECULAR
Tal é a situação encontrada na sociedade atual, contudo, no mundo secular a cultura tornou-se cada vez mais endemoninhada.
Por exemplo: O forte apelo a sensualidade entre a moda e o despertamento da sensualidade cada vez mais precoce no coração das crianças. Sabemos que muitos traumas sexuais, se originam na infância, por falhas dos pais ou responsáveis; quer pela curiosidade ou por pessoas que aproveitam de sua ingenuidade.
3  Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, 4  nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus. 2 Co.4.3,4.
Podemos afirmar que o deus deste século aqui relatado como EON, cujo espírito determina os padrões culturais deste século. Desta forma, reconhecemos a existência de uma guerra de valores, princípios espirituais; sendo os valores e princípios de Deus em contrariedade com os valores do mundo influenciados por satanás, dentro de nossa cultura. Assim, um deverá vencer o outro.

3  Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne. 4  Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas 5  e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo, 6  e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão. 2 Co. 10.3-6
No texto acima (2 Co.10), Paulo descreve que as armas do Evangelho são poderosas para destruir fortalezas, as quais muitas delas estão inseridas e impregnadas em nossa cultura, isto é, nosso estilo de vida, padrões de comportamento, nosso modo de pensar e valores criam fortalezas que tende neutralizar a operação do Evangelho. Por isso o próprio Evangelho se opõe a elas.
UM CULTO AMOLDADO A CULTURA E NÃO AOS CÉUS

Outro fator preocupante que leva a constatação em que a cultura evangélica tem sido mais influenciada pela cultura secular e terrena do que celestial está na apresentação de moldes seculares de liturgia. Pois, a forma cerimonial de algumas igrejas está condicionada a cultura de um povo, a sua posição social e outros fatores étnicos. Embora, devemos ter o pré-conhecimento de que nem sempre uma forma ritual, litúrgica ou cerimonial estabelecida em uma comunidade deva ser imutável, tendo-a como norma ou lei universal.
Assim, os fatores culturais e sociais influenciam as igrejas dentro de uma mesma região, embora tais igrejas possam ter nível social distinto.
Então, vemos que igrejas do interior preferem hinos e cânticos no estilo sertanejo, semelhante aos moldes culturais de sua membresia; ou em outros países o country ou folclórico; enquanto as localizadas em cidades e perímetros urbanos preferem louvores mais ritmados, semelhante aos padrões culturais de sua grei. Vemos que a liturgia muda conforme a circunstancias sociais, porém, a mensagem bíblica que se propõem o evangelho deveria permanecer a mesma.
13  O Senhor disse: Visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu,   Isaías 29.13.
UMA CULTURA CELESTIAL
17  Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos, 18  obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração, 19  os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza. 20  Mas não foi assim que aprendestes a Cristo, 21  se é que, de fato, o tendes ouvido e nele fostes instruídos, segundo é a verdade em Jesus, 22  no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, 23  e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, 24  e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade. Ef.4.17-24 .
Baseado nos versículos acima, nós podemos considerar que o Evangelho é a cultura de Deus, e uma introdução à cultura dos céus. Através do Evangelho vem ao homem contemporâneo à transmissão dos valores e padrões celestiais e de nossa eternidade.
Quando aceitamos a Jesus Cristo, nos tornamos cidadãos celestiais pela adoção de uma nova identidade; assim, em muitos aspectos, nós somos desafiados a trocar conceitos e valores de nossa cultura e nossa visão. Recebendo da parte de Deus uma nova ótica das coisas, nova visão, nova concepção e nova percepção do mundo que vivemos e viveremos.
É tarefa do Espírito Santo (que habita em nós) fazer com que a verdade de Deus domine sobre nosso pensamento "renovando a nossa mente". Foi isso que o Senhor Jesus disse:
" o Consolador, o Espírito Santo. ..vos ensinará todas as coisas e vos  fará LEMBRAR de tudo o que vos tenho dito"   Jo 14.26
Daí, surge uma pergunta: Será que há em algo nossa cultura que nos leve a uma vida vitoriosa em Cristo Jesus. Necessitamos ser transformados pela RENOVAÇÃO da nossa MENTE e isso se faz através da Palavra de Deus. Observe o que diz Paulo:
"Os que se inclinam para a carne COGITAM das coisas da carne. mas os que se inclinam para o Espírito das coisas do Espírito. ..o PENDOR da carne da para a morte mas o do Espírito para a vida e paz. Por isso o PENDOR da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus. .." Rm 8.5-7
Desta forma, devemos avaliar se de fato nossa fé e conversão a Deus constitui nosso “OS” restando assim para cultura ser nosso software de trabalho; ou se a cultura é o Sistema Operacional de nossa vida e a fé nossa plataforma de trabalho.
            Além disso, estamos convictos que as pessoas escolhem sua conduta de vida cristã e até sua congregação mais por um critério cultural do que por uma direção do Espírito. Até porque elas não sabem ter direção espiritual para tal, pois na ausência de uma orientação espiritual a cultura assume esta função.
Mas, Deus na sua multiforme sabedoria aproveita esta variação cultural para permitir diversidade de igrejas; Talvez sejam os homens que criam igrejas a fim de adaptar a fé a seus ditames culturais, em todo caso, tais pessoas são volúveis, pois são guiadas pela volatilidade da alma subserviente a cultura.

RENOVAÇÃO ECLESIÁSTICA COMO PERFIL DE IGREJA PARA GERAÇÕES X Y Z E ALFA
Tendo em vista à busca por um enquadramento maior de nosso papel como igreja não só para estas gerações denominadas “X” e “Y”, como também para gerações dos próximos trinta anos. Propomos análise profunda de suas estruturas psicossociais, adequação e alcance destas várias camadas sociais.
O Estudo comportamental constata que o desenvolvimento social emergiu das gerações que década após décadas vêm quebrando tabus tornando as novas gerações mais abertas na exposição de seus pensamentos frente aos tabus de outrora.
Que leva a constatação que as elites de classes sociais das gerações Z e Alfa estão cada vez mais conscientes de suas realidades sociais, com posturas cada vez mais ecológicas e saudáveis (visa à longevidade). São globalizadas, adeptas à tecnologia, conectadas, digitalmente nativas, e customizáveis dentro de seus conceitos sociais; é importante ressaltar que a linha de separação entre trabalho e lazer tornou-se mais estreita e flexível (SOHO) com aplicação de tarefas e funções múltiplas, afetando consequentemente as atividades da igreja.
Tais gerações constituem um público exigente e ávido, de crescente individualismo e extremada competição, não hesitam em mudança, estão sempre na busca por novidades, são marcados pela possibilidade de várias opções, pela facilitação da oferta de todos os tipos, bem como de escolhas: "Geração das Escolhas".
Propomos, portanto, renovação de perfil eclesiástico a fim de enquadrar-se nas atuais gerações “X” e “Y” e em “inevitável mudança social” a alcançar gerações “Z” e “Alfa” proclamando de forma contemporânea a eterna verdade de Deus.
Desta forma, é mister buscar mudanças que por nós deverão passar nos aspectos da transformação pessoal, do perfil e da estratégia:
ü     No aspecto pessoal: A apresentação de mudanças em nossa aparência visual é crucial, tanto institucional quanto pessoal, devemos possuir uma aparência mais jovial, informal e descontraída; menos sisuda (demonstração de uma aparência mais amiga, menos autoritária). Devemos ter mente ensinável a fim de evitar a zona de conforto e a predisposição à religiosidade que tende sempre a dizer não.
ü     No tocante ao perfil eclesiástico: A fim de tornar-se uma igreja acessível e atrativa devemos buscar constante atualização na adoração (modern worship); Inovação no segmento da informática (virtualização e conectividade); Em meio a muita informação que aparece numa escala de progressão geométrica as gerações carecem de orientação: “o chefe torna-se líder” pelo perfil de discipulado e mentoria.
ü     No campo da estratégia: Dado ao aumento do individualismo, da competitividade, da diminuição de valores como fidelidade, da tênue linha entre lazer/trabalho, da falta de habilidades em relacionamentos interpessoais; sabemos que um dos pontos cruciais destas gerações será o relacionamento levando-nos a avaliar possíveis soluções como disponibilização e flexibilidade de escolhas. Além de nossas alternativas clássicas de casa luz e trilho de liderança; a viabilidade de casas luz de interesse, ou casas luz temáticas, como casa luz de cura interior, libertação, poder, etc. Permitindo rotatividade conforme necessidade do indivíduo e relacionamento por temas de interesse.

CONCLUSÃO
            Assim, a igreja do futuro será capaz de assimilar e adequar a maior biodiversidade cultural possível. Semelhante uma “POLIS”, a qual absorve todas as tribos urbanas, etnias e modalidades culturais em suas microrregiões; assim a igreja, como uma grande cidade ou metrópole deve agregar suas várias modalidades étnicas e culturais destes segmentos.