5 de set. de 2013

ESPONTANEIDADE NO ESPÍRITO

“Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade”. 2 Co.3.17.

OBJETIVO.
Venho tratar neste sermão sobre a importância do cristão dar liberdade para o Espírito Santo, bem como fluir espiritualmente de forma espontânea acreditando na capacidade espiritual e unção que ele próprio possui em Deus.

INTRODUÇÃO.
Noção sobre tricotomia
O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. 1 Ts.5.23.
Segundo o texto acima podemos constatar que o ser humano é uma unidade em sua totalidade que inclui espírito, alma e corpo; logo o homem é um ser biopsicoespiritual.
De acordo com a Palavra de Deus podemos afirmar que o espírito tem prioridade sobre a psique como ao físico. Pois o centro do ser humano é seu espírito em torno do qual se agrupa ou psicofísico. Assim, seria correto afirmar que o ser humano é um espírito, possui uma alma e habita num corpo.
Mas, um ser humano é também um ser integrado, o qual, o aspecto espiritual estabelece unidade e totalidade do ente humano, ele forma esta totalidade como sendo biopsicoespiritual numa totalidade tripla que torna o ser humano completo.
Desta forma, quando falamos acerca de espontaneidade espiritual referimos ao aspecto do Espírito Santo tornar-se fluente através do nosso espírito por meio de uma alma sujeita, rendida e credora da liberdade espiritual que se dá. Para isso, tanto o livre-arbítrio que se encontra no espírito quanto à vontade psíquica devem acreditar na capacidade espiritual que existe no homem interior.
Assim, veremos certos fenômenos fundamentais do homem espiritual e sua relação com a alma.

DEFINIÇÕES.
Dentre os elementos existenciais humanos e seus fenômenos primários existem classificações no espírito que consistem em consciência, intuição e comunhão.
Consciência espiritual
Consciência espiritual denominada igualmente como “consciência moral” é pré-lógica, pré-moral e intuitiva que vislumbra o ideal e o futuro potencial, a qual precisa ser diferenciada da consciência psíquica que visa mais o presente momento.
Devido o fato de a consciência moral possuir existência eterna, tal não é um “ser que é”, mas um “ser que deveria ser”. A consciência espiritual precisa ser considerada pré-lógica ou anterior a ela e possui uma compreensão pré-moral dos valores muito anterior a qualquer moral ética explícita que está alojada na consciência psíquica.
14  Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos. 15  Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se, 16  no dia em que Deus, por meio de Cristo Jesus, julgar os segredos dos homens, de conformidade com o meu evangelho. Rom.2.14-16.
A Consciência espiritual dá ao espírito humano certa faculdade cognitiva que proporciona entendimento espiritual, o qual é realçado pela meditação da Palavra; isto é, quanto mais nós meditamos na Palavra tanto mais aguçamos nossa capacidade de entendimento espiritual usada pelo discernimento desta consciência moral. A Palavra de Deus é alimento e fonte iluminadora de nossa consciência moral.
Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual; Colossenses 1:9 
17  para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele, 18  iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos. Ef.1.17-18.
e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, Efésios 4:23 

A intuição
A consciência moral de alguma maneira antecipa espiritualmente e revela as questões morais através do auxílio essencialmente intuitivo. Pois, a intuição opera conjuntamente nessa função dada por sua percepção. Pois, assim como a consciência espiritual, a intuição é eterna e consegue vislumbrar certos fatores atemporais por meio de seus pressentimentos e percepções intuitivas.
Assim, com o auxílio da consciência espiritual que proporciona a capacidade para discernir, a intuição tem a responsabilidade que confere capacidade de decidir. Assim, a decisão espiritual em seu “livre arbítrio” é atitude própria de algo espiritual da intuição, o qual é colaborada pelas informações da consciência e pressentimentos da comunhão.
Eu, na verdade, ainda que ausente em pessoa, mas presente em espírito, já sentenciei, como se estivesse presente, que o autor de tal infâmia seja, em nome do Senhor Jesus, reunidos vós e o meu espírito, com o poder de Jesus, nosso Senhor, 1 Coríntios 5.3,4 
Portanto, a intuição é volitiva e por meio do livre arbítrio aciona as decisões espirituais, bem como suas interações e manifestações.
Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação. 2 Timóteo 1.7 
Dado o fato de nossa intuição ter percepção espiritual, desta forma, a intuição habilita as manifestações carismáticas através do desenvolvimento do espírito mediante oração. O exercício da oração ativa nossas percepções espirituais e pressentimentos relacionais, ou seja, a oração aguça nossa intuição que pode ativar as manifestações espirituais existentes nos dons carismáticos do Espírito Santo de Deus em nós.
14  Porque, se eu orar em outra língua, o meu espírito ora de fato, mas a minha mente fica infrutífera. 15 Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente. 1Co.14.14,15.

Comunhão
Contudo, existe uma área íntima relacional e igualmente sensitiva no espírito humano, a qual, nela se tem pressentimento e percepção da presença divina, pela qual podemos ter comunhão com Deus mediante adoração que manifesta evidências de seu amor, bondade e relacionamento como reflexos dos atributos morais divinos.
Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? 1 Coríntios 6:19 
Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele. 1 Coríntios 6:17 
Da mesma forma o amor, como expressão desta área de comunhão é um fenômeno primário do espírito, pois também pressente de forma singular. O amor lida com meras possibilidades e não realidades. Em uma postura absolutamente individual subjetiva a um “deveria ser”, pois somente o amor é capaz de ver a pessoa em sua singularidade como indivíduo absoluto que é em suas raízes numa profundidade sensitiva.
O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Rom 8.16 
É área da comunhão que despertamos nossa paixão, nosso fervor e temor pelas coisas de Deus e sua intimidade.
Além disso, existe também outro fenômeno primário junto ao aspecto da comunhão espiritual: àquilo que é estético ou artístico. Ou seja, o espiritual é igualmente dotado daquilo que é estético e artístico, o qual desperta uma ação plenamente intuitiva e sensitiva formada para adoração.
Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade. João 4.23,24. 

Outras considerações
Assim, o espírito humano consegue pressentir e vislumbrar por meio da consciência moral, intuição e comunhão aqueles aspectos que tange aquilo que é eterno e não apenas o momento. Comprovando a perenidade e eternidade existencial do espírito.
16  Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. 17  Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, 18  não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas. 2 Co.4.16-18.
A alma por sua vez, consegue ter certa pró-atividade no tocante aos seus interesses; cabe a ela a faculdade de raciocínio e elaboração de planos, todavia seus planos sempre atendem aos seus interesses.
Semelhantemente, o homem é dotado de corpo, o qual é instintivo e impulsivo, as questões do corpo atendem aos interesses, apetites e desejos do momento. Daí a fragilidade da carne em relação ao pecado; pois o pecado contempla o prazer momentâneo que pode trazer severas consequências para o amanhã.
Porém, mediante a Palavra de Deus somos capacitados a discernir as atitudes intenções que procedem do espírito, da alma e da natureza carnal.
Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. Hebreus 4.12 


ANÁLISE.
12 Tendo, pois, tal esperança, servimo-nos de muita ousadia no falar. 13  E não somos como Moisés, que punha véu sobre a face, para que os filhos de Israel não atentassem na terminação do que se desvanecia. 14  Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até ao dia de hoje, quando fazem a leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que, em Cristo, é removido. 15  Mas até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. 16  Quando, porém, algum deles se converte ao Senhor, o véu lhe é retirado. 2 Co.3.12-16.

Além dos aspectos fenomenais estudados acima, bem como no referido texto de 2 Coríntios capítulo 3, observa-se certa espiritualidade em “estado latente” no interior do indivíduo; ou seja, de alguma maneira, existe um véu ou uma venda espiritual que embota os sentidos e percepções espirituais que impedem o espírito humano de fluir com espontaneidade, cuja manifestação dada “em fé” evoca o poder que transcende em comunhão com Deus.
Entretanto, o mesmo texto afirma que através da conversão, o Espírito Santo remove esse embotamento causado por esta venda espiritual inibidora, restringente ou limitadora que causava latência. Ou seja, através de nossa nova posição em Cristo, nos tornamos capazes de fluir com plena espontaneidade no espírito através do Espírito Santo residente em nós.
Mas, sobre aqueles que não se convertem sua relação transcendente de fé com Deus se atrofia e transforma-se em neurose, cuja escala social degenera-se em superstição e neurose de massa. Ou seja, a humanidade está doente e perturbada porque deliberadamente tem rejeitado sua busca pela comunhão com Deus.
17  Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. 18  E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito. 2 Co.3.17-18.
Todavia em primeiro estágio, a função do Espírito Santo e nossa como seus auxiliadores é liberar a pessoa destas vendas espirituais inibidoras da fé através da regeneração espiritual dada pela conversão em Jesus aceitando-o como Senhor e Salvador pessoal. Isto é, nascendo de novo e tornando-se nova criatura e tornando-se liberto de qualquer ação das trevas e suas potestades.
Em segundo estágio, nossa função como auxiliadores do Espírito Santo é conduzir e despertar em fé através do “Batismo com o próprio Espírito Santo” por meio de uma libertação do inconsciente espiritual essencialmente reprimido por um excesso de consciência que neutraliza as funções espirituais.
Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.
E em terceiro estágio, é proporcionar e manter espontaneidade espiritual, a qual promove liberação do bloqueio das forças criadoras e artísticas para um processo de atuação no espírito em seu sentido existencial para sua vocação, chamado e ministério.
E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito
Para isso é necessário que despertemos confiança na Palavra de Deus que nos autoriza a fluir no espírito e evitarmos os temores e repressões ocasionados pelo excesso de consciência de nossa psique que resiste para permanecer no controle.
Assim, de forma consciente devemos autorizar e liberar nosso inconsciente espiritual a permitir que o Espírito Santo assuma total controle de todo nosso ser e assim sujeitar nossa psique a sua vontade. Ou seja, nossa tarefa é consentir, permitir e transformar nossa potencialidade inconsciente que está no espírito num ato consciente como único objetivo de glorificar a Deus.
Devemos ter confiança no Espírito Santo que nos conduzirá nesse processo e exercício de fé através do fluir espiritual, a qual se encontrava em estado latente ou inconsciente sufocado pela alma.
Devemos acreditar em nossa própria capacidade espiritual, que agora possuímos dado o fato de nós termos sido feitos nova criatura em Cristo e restituído nossa posição como filhos de Deus.
Portanto, devemos aflorar dos processos inconscientes e restabelecer em Deus por meio do Espírito Santo nossa espontaneidade espiritual dado pela intuição.
Porque a percepção da intuição cuja sensibilidade de seu sentimento neste aspecto, é muito maior do que a perspicácia da razão. Assim, para nossa análise existencial o ser humano não pode mais constituir como um ser exclusivamente racional, mas espiritual.
Isto é, acredite mais na capacidade dada por Deus em seu espírito. Creia na unção que Deus lhe concedeu! A unção tem poder para despedaçar o jugo e autoridade para desbloquear impedimentos na alma que neutralizam as coisas no mundo espiritual, as quais, inertes por algum tempo, passam a entrar em ação.
“E acontecerá, naquele dia, que a sua carga será tirada do teu ombro, e o seu jugo, do teu pescoço; e o jugo será despedaçado por causa da unção.” Isaías.10.27.

CARACTERÍSTICAS.
Mas, no que se trata do aspecto de repressão do inconsciente é inusitado constatar que facilmente as pessoas se dispõem a falar de sua vida nos detalhes mais íntimos; porém os mesmos mostram inibições quando abordam suas experiências espirituais íntimas constatando que a repressão espiritual é algo muito severo.
Outros são extraordinariamente expansíveis e eufóricos quando vão a festas e esportes, mas são terrivelmente solenes e apáticos quando veem a igreja e se acovardam quando tem que buscar as manifestações espirituais. Causa espanto saber desta possibilidade de tal repressão da espiritualidade e de seu ocultamento psicológico diante do consciente e de sua relutância e permanência na repressão do inconsciente.
O pior é que o único indivíduo que lucra com toda essa repressão e apatia consciente da espiritualidade é o diabo. É ele que está por trás da apatia, porque enquanto a pessoa conscientemente reprimir sua espiritualidade o inimigo permanece no terreno trabalhando para que essa repressão gere doenças, transtornos psíquicos e manifestações demoníacas.
Pois, nos recônditos do seu inconsciente essa fé desventuradamente reprimida emerge às vezes como inquietude do coração e pode manifestar-se como uma neurose e gerar entrada para possessão. Porque sua relação com a transcendência está perturbada por uma fé que foi atrofiada, distorcida e desfigurada em superstição.
Assim o ser que não pratica sua espiritualidade torna-se vítima de uma repressão por parte da razão despótica de uma inteligência técnica, cuja deficiência da fé vinga-se através de uma existência neurótica.
Mas, o cristão espiritualmente ativo exerce coragem para declarar-se partidário da ação carismática de Deus e fluir com toda espontaneidade rumo ao propósito e sentido de sua existência que encaminha para vontade de Deus.

EXERCENDO A ESPONTANEIDADE ESPIRITUAL E LUTANDO CONTRA A REPRESSÃO PSÍQUICA
Não devemos perder as oportunidades para fluir no espírito de forma espontânea. Pois, a manifestação espontânea da fé trás efeito curativo e refrigério também para a alma.
Por isso o culto é importante, porque nele somos alimentados em nossa consciência espiritual ou moral e em nossa cognição psíquica com a Palavra. Somos edificados na vontade psíquica e livre arbítrio com a fé e oração. Somos restaurados e refrigerados na comunhão espiritual e nas emoções pela adoração e louvor.
Observamos que episódios de maior manifestação da unção e espontaneidade espiritual ocorrem quando as pessoas se rendem confiadamente a Deus e trazem à tona a espontaneidade de toda espiritualidade verdadeira. Em experiências de profundo quebrantamento percebemos o exalar da unção e manifestação divina.
Aqui, nesta igreja quero afirmar que você tem liberdade verdadeira em Deus para aguçar e exercer sua espontaneidade espiritual. Assim, quero agora te encorajar trazer à tona a espontaneidade dessa fé.

PASSOS PARA AGUÇAR AS COISAS ESPIRITUAIS.
Para que você venha fluir com espontaneidade no Espírito é necessário que você creia, se renda, pratique a espiritualidade e tenha propósitos!
1.      Fé: A fé proporciona entrada no mundo espiritual. Assim como a lógica é a linguagem da razão a fé é a linguagem do espírito.
“ Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?... Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Gl.3.2,5”.
2.      Rendição ou Entrega: Tendo uma vez crido, renda-se a esta condição de crença. Você precisa se render ao Espírito Santo; quanto mais se curvar a Ele tanto mais ele te encherá. Quebrante-se diante dele e confie em suas sensações de espírito.
1 Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água. 2  Assim, eu te contemplo no santuário, para ver a tua força e a tua glória. Sl.63.1,2.
3.      Oração: Seja uma pessoa de profunda oração, se é batizado com o Espírito Santo, ative seu espírito pela oração em novas línguas (Mc.16.17); Interaja espiritualmente como um propagador de línguas estranhas. Seja um orador de línguas espirituais. Seja um cantor de línguas celestiais (1 Co.14.15). Flua em diversidade de línguas (1 Co.12.10,28). Vamos, flua!
4.      Iniciativa: Deixe a Palavra de Deus gerar convicção na cognição mental; Faça com que a adoração e louvor proporcionem ousadia em tuas emoções e, por fim, e tão importante quanto às anteriores, permita que a fé proporcione coragem no teu o livre arbítrio e vontade, quer espiritual ou psíquica.
5.      Propósito: Uma vez entendida a vontade de Deus e o sentido de sua vida, trabalhe nele com afinco até seu pleno cumprimento.

APLICAÇÃO.
A espontaneidade espiritual genuína neste sentido primordial rompe com paradigmas da religiosidade arcaica e dogmática que também pode ser repressora. Más a espontaneidade ao voltar à superfície poderá aparecer com manifestações infantis como choro, extravasante alegria, entusiasmo, pulo, gritos, danças e etc. Não se intimide, deixe fluir.
Muito dos fatores espirituais podem ser trazidas à luz através de manifestações proféticas e no decorrer através de sonhos (Recomendo meu Sermão: Sonhos Proféticos). Ou seja, tanto o profético, quanto os sonhos e a arte são poderosas ferramentas para refletir certos aspectos intrínsecos que ocorre no espiritual.
Portanto, concluímos que o espiritual penetra numa esfera inconsciente como sendo sua base, as quais podem falar respectivamente de consciência, amor e arte.

CONCLUSÃO.
Muitas vezes não entendemos o sentido de uma manifestação espiritual, e até racionalmente duvidamos; mas como temos aprendido a não se restringir pelo autoritarismo despótico da razão; então confiamos em Deus e na fé, o qual nos trará entendimento a frente e que seguramente poderá ser compreendido no final.
4  A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, 5  para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus. 1 Co.2.4,5.
Até porque sabemos que a mente cogita apenas as coisas do agora, mas a nossa intuição percebe aquele sentido aparentemente encoberto, que está acima de tudo, situado num outro plano, para dentro do qual devemos seguir e neste ponto o conhecimento não têm mais utilidade, então surge à fé. Assim, fazemos a opção por agir em fé e não se estribar apenas no campo restrito da razão.
14  Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 15  Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. 16  Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo. 1 Co.2.14-16.

APELO.
Quantos querem receber a Cristo? dar liberdade ao Espírito?
Quantos querem ser batizados com o Espírito Santo?
    Quantos querem dar liberdade ao Espírito?

23 de ago. de 2013

O ESCATOLÓGICO RIO DE ÁGUA VIVA!

37 No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. 38  Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. 39  Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado. Jo.7.37-39  .

OBJETIVO.
O objetivo deste sermão é fazer uma correta analogia entre o escatológico “rio de água viva” do literal rio que há de surgir em Jerusalém oriental com a presença do Espírito Santo que se manifesta entre nós como fluir de muitas águas.

INTRODUÇÃO.
À medida que nos deparamos com vários relatos e versículos bíblicos acerca do termo "águas vivas" nós temos entendimento que se trata de uma grande promessa de Deus, todavia, sequer sabemos sobre sua exata compreensão e que benefício esta promessa proporciona para cada um de nós.
Primeiramente, o termo "água viva" representava qualquer forma fluída de água que se manifestava em movimento. Por isso podemos encontrar vários relatos no Antigo Testamento que apresentam águas vivas como sendo águas que brotavam ou estavam em movimento. Compare este relato abaixo:
18. E Isaque tornou a cavar os poços que se haviam cavado nos dias de Abraão seu pai, pois os filisteus os haviam entulhado depois da morte de Abraão; e deu-lhes os nomes que seu pai lhes dera. 19. Cavaram, pois, os servos de Isaque naquele vale, e acharam ali um poço de águas vivas. Gn.26.18,19.
Evidente, esse relato de Gênesis refere-se ao fato dos servos de Isaque encontrarem um poço de águas correntes, ou seja, encontraram um veio d'água que fazia com que esta água fosse sempre fresca.
Assim, podemos deduzir sua primeira analogia, que águas vivas representam águas em movimento, cujo fluir trás frescor para aquele que se dessedenta. Da mesma forma, o Espírito Santo quer trazer frescor aos nossos corações pelo movimento de sua manifestação dentro de nós.
Aleluia! Possamos cavar poços espirituais em nossos corações a fim de que brotem torrentes espirituais das águas do Espírito.
Da mesma forma que "águas vivas" representam movimentos das águas que trazem frescor, assim o Espírito Santo quer trazer purificação e mediante o fluir das águas pela representação fluída na purificação do leproso no livro de Levítico, capítulo 14.
3. e este sairá para fora do arraial, e o examinará; se a praga do leproso tiver sarado, 4. o sacerdote ordenará que, para aquele que se há de purificar, se tomem duas aves vivas e limpas, pau de cedro, carmesim e hissopo. 5. Mandará também que se imole uma das aves num vaso de barro sobre águas vivas. 6. Tomará a ave viva, e com ela o pau de cedro, o carmesim e o hissopo, os quais molhará, juntamente com a ave viva, no sangue da ave que foi imolada sobre as águas vivas; 7. e o espargirá sete vezes sobre aquele que se há de purificar da lepra; então o declarará limpo, e soltará a ave viva sobre o campo aberto. Lv.14.3-7.
Cabe, ressaltar neste texto que as águas vivas referem a uma água fresca tirada recentemente de uma fonte em contrário a uma “água armazenada”.
Portanto, se introduz um conceito no Antigo Testamento cuja representação de águas vivas torna-se como uma espécie de promessa de manifestação do Espírito Santo dentro do ser humano, à qual demonstrará uma poderosa restauração no espírito, alma e corpo humano mediante a operação de Deus trazendo frescor e purificação.

DEFINIÇÕES.
13. Ó Senhor, esperança de Israel, todos aqueles que te abandonarem serão envergonhados. Os que se apartam de ti serão escritos sobre a terra; porque abandonam o Senhor, a fonte das águas vivas. Jr.17.13.
Por isso, o Antigo Testamento trás diversas conotações da presença de Deus como fonte de águas vivas que refrigera a alma humana. Mas, a rejeição do homem para com Deus trás uma série de transtornos psíquicos. 
12. Espantai-vos disto, ó céus, e horrorizai-vos! ficai verdadeiramente desolados, diz o Senhor. 13. Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram para si cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas. Jr.2.12,13.
Assim, o ser humano desta atualidade tem rejeitado a Deus e da mesma forma têm trazido pressões psicológicas que os leva a enfermidades profundas em seu ser biopsicoespiritual.
Mas, Jesus Cristo veio ao mundo para trazer cura e saúde a todos os transtornos pessoais da alma humana prometendo que através do fluir do Espírito Santo vem a restauração de todos os anseios do homem.
10. Respondeu-lhe Jesus: Se tivesses conhecido o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe terias pedido e ele te haveria dado água viva. Jo.4.10
Assim, proponho a você a buscar a presença do Espírito Santo que refrigera sua alma e trará poderosa sensação de frescor, cura e bem-estar. 

ANÁLISE E CARACTERÍSTICAS.
Além do aspecto existencial e contemporâneo entre a analogia de "águas vivas" como representação do operar do Espírito Santo em nosso ser; existe igualmente, uma conotação literal e escatológica da manifestação do rio de águas vivas (correntes) que fluirá de Jerusalém oriental representando de forma simbólica o Espírito Santo que trás cura para Israel e a humanidade. 
3  Então, sairá o SENHOR e pelejará contra essas nações, como pelejou no dia da batalha. 4  Naquele dia, estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade, para o sul. 5  Fugireis pelo vale dos meus montes, porque o vale dos montes chegará até Azal; sim, fugireis como fugistes do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá; então, virá o SENHOR, meu Deus, e todos os santos, com ele. Zc.14.3-5.

6. Acontecerá naquele dia, que não haverá calor, nem frio, nem geada; 7. porém será um dia conhecido do Senhor; nem dia nem noite será; mas até na parte da tarde haverá luz. 8. Naquele dia também acontecerá que correrão de Jerusalém águas vivas, metade delas para o mar oriental, e metade delas para o mar ocidental; no verão e no inverno sucederá isso. 9. E o Senhor será rei sobre toda a terra; naquele dia um será o Senhor, e um será o seu nome. Zc.14.6-9.
Acerca deste relato, nós podemos encontrar várias reportagens que narram à existência de águas no subsolo de Jerusalém oriental.
“Arqueólogos israelenses realizavam escavações na cidade de David, na parte antiga de Jerusalém, e acidentalmente encontraram um extenso túnel recém descoberto que tinha uma importância vital na infra-estrutura urbana de Jerusalém e servia como um canal que escoava água das abundantes chuvas que caíam na cidade até o Mar Morto, evitando, assim, as devastadoras inundações que sempre traziam doenças e mortes. Os seus primeiros 100 metros já localizados se iniciam no lago de Siloé, uma das principais referências da parte sul da velha Jerusalém, e chegam a dez metros do Muro das Lamentações, fazendo nesse ponto uma curva à esquerda. Os arqueólogos estimam, porém, que a sua extensão seja muito maior”.
"Geólogos encontraram um rio subterrâneo de grandes dimensões no centro de Jerusalém... o maior rio subterrâneo já encontrado em Israel... É uma espécie de cânion que foi cortado pelo córrego da água durante um longo período de tempo, talvez milhões de anos numa caverna de 80 metros... Quando chegaram à profundidade de 75 metros e cortaram esta caverna acidentalmente... a água começou a fluir para este eixo... num cânion de mais de 200 metros de comprimento e que nunca chegou ao seu fim... Encontraram algumas cachoeiras no interior... Jerusalém não é conhecida por suas fontes de água e só há um ponto importante na cidade, o Giom bíblico, que tem sido fonte desde antes do tempo do rei Davi. (Fonte: Jornal Ha'Aretz Matéria publicada em 01.06.11)". 
Tais evidências arqueológicas podem encontram respaldo bíblico no referido texto de Ezequiel.
1 Depois disto, o homem me fez voltar à entrada do templo, e eis que saíam águas de debaixo do limiar do templo, para o oriente; porque a face da casa dava para o oriente, e as águas vinham de baixo, do lado direito da casa, do lado sul do altar. 2  Ele me levou pela porta do norte e me fez dar uma volta por fora, até à porta exterior, que olha para o oriente; e eis que corriam as águas ao lado direito. 3  Saiu aquele homem para o oriente, tendo na mão um cordel de medir; mediu mil côvados e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos tornozelos. 4  Mediu mais mil e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos joelhos; mediu mais mil e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos lombos. 5  Mediu ainda outros mil, e era já um rio que eu não podia atravessar, porque as águas tinham crescido, águas que se deviam passar a nado, rio pelo qual não se podia passar. 6  E me disse: Viste isto, filho do homem? Então, me levou e me tornou a trazer à margem do rio. 7  Tendo eu voltado, eis que à margem do rio havia grande abundância de árvores, de um e de outro lado. 8  Então, me disse: Estas águas saem para a região oriental, e descem à campina, e entram no mar Morto, cujas águas ficarão saudáveis. 9  Toda criatura vivente que vive em enxames viverá por onde quer que passe este rio, e haverá muitíssimo peixe, e, aonde chegarem estas águas, tornarão saudáveis as do mar, e tudo viverá por onde quer que passe este rio. 10  Junto a ele se acharão pescadores; desde En-Gedi até En-Eglaim haverá lugar para se estenderem redes; o seu peixe, segundo as suas espécies, será como o peixe do mar Grande, em multidão excessiva. 11  Mas os seus charcos e os seus pântanos não serão feitos saudáveis; serão deixados para o sal. 12  Junto ao rio, às ribanceiras, de um e de outro lado, nascerá toda sorte de árvore que dá fruto para se comer; não fenecerá a sua folha, nem faltará o seu fruto; nos seus meses, produzirá novos frutos, porque as suas águas saem do santuário; o seu fruto servirá de alimento, e a sua folha, de remédio. Ez.47.1-12.

Vede, portanto, nas Sagradas Escrituras, o cumprimento desta profecia, a qual nos indica que estamos próximos do fim e da iminente volta de nosso Senhor Jesus Cristo em seu propósito de buscar sua igreja e, no milênio, restaurar o reino de Israel.
Bem como, agregada a esta informação temos o conhecimento do surgimento de "Bolaines" (buracos) no setor norte do mar morto; cujo aparecimento manifesta apresentação de águas doces em meio ao aquífero mais salgado do mundo. Demonstrando tanto na origem, Jerusalém oriental, quanto em seu destino, Mar Morto, o cumprimento da profecia de Ezequiel 47. 
Certos estudiosos fazem considerável correlação destes textos sagrados de Zacarias 14 e Ezequiel 47 num paralelo entre a volta de Jesus, cujos pés estarão nos Monte das Oliveiras, o qual desencadeará um grande terremoto e fará com que este rio que está subterrâneo venha emergir fluindo rios de águas vivas relatadas por Ezequiel. 

APLICAÇÃO.
Contudo, a existência de um rio de água da vida em Jerusalém terrena é apenas projeção e reflexo profético da “verdadeira água da vida” que fluirá do rio de Deus na Jerusalém celestial, a qual representa a plena ação do Espírito Santo em curar e restaurar todo ser humano para que tenha acesso à Nova Jerusalém e se alimente da árvore da vida. 
Assim, o rio terreno é um símbolo profético do que será o espiritual! Desta forma, Deus anuncia um grande derramar do Espírito sobre seu povo.
1 Então, me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro. 2  No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos. Ap.22.1-2.


PASSOS PARA RECEBER ESTE FLUIR DE ÁGUAS VIVAS
Portanto, o conceito acerca do fluir de águas da vida é representado tanto numa manifestação pessoal quanto numa promessa coletiva sobre o grande operar do Espírito Santo no ser humano. O qual espera que cheguemos a ele e peçamos para que ele venha derramar do fluir de suas águas em nossos corações. 
pois o Cordeiro que se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima. Apocalipse 7:17 

Assim, nosso Senhor Jesus Cristo tem o propósito de nos guiar a presença do Espírito Santo para que recebamos Seu refrigério e sejamos plenamente curados a fim de que cumpramos com Sua vontade.
Todavia, isto depende de quanta sede nós temos para chegar diante da presença de Deus e pedirmos desta água da vida. 

EXERCENDO O FLUIR DA ÁGUA DA VIDA.
Tal promessa se dá sobre todo aquele que recebe em fé o entendimento de pode receber de Deus através de uma fonte inesgotável de frescor, unção e graça.
Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida. Apocalipse 21:6 


CONCLUSÃO.
Logo, através de todas estas analogias acerca do símbolo do Espírito Santo, as quais, Deus espera que nós acheguemos a ele e possamos desfrutar de sua presença gloriosa, sentir seu refrigério e sermos curados por seu poder.
Assim, em concordância ao seu chamado, nós igreja, estendemos este convite solene para que bebamos todos das fontes de água da vida.
O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida. Apocalipse 22:17.

APELO.
   Quantos querem receber a Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador pessoal e ter acesso a água da vida?
   Quantos estão aflitos e angustiados e precisam de uma cura divina em sua alma e corpo?
  Quantos que estão sedentos e querem saciar sua sede como o refrigério do Espírito Santo?

    Quantos querem ser batizados com o Espírito Santo?

20 de ago. de 2013

A SOBERBA DO PRESENTE SÉCULO

11 Então, passam como passa o vento e seguem; fazem-se culpados estes cujo poder é o seu deus. Hc.1.11
11 Luego pasa como el huracán, y peca porque hace de su fuerza su dios. Hc.1.11 VRV
OBJETIVO.
Este sermão visa analisar as orgulhosas características humanas em se inclinar para si mesmo no sentido de fazer de si sua própria divindade e como isto tem afetado a sociedade afastando-a de Deus. E que atitudes o cristão deve tomar frente a isto.

INTRODUÇÃO.
          Como outrora preguei em um sermão denominado: “A Armadura do Ego”. Vivemos no cumprimento escatológico de dias cruéis sobre a face da terra, pois os homens andam cada vez mais amantes de seu próprio egoísmo.

1 Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, 2  pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, 3  desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, 4  traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus,5  tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes. 2 Tm.3.1-4.
A presente sociedade instruída por uma série de filosofias contemporâneas fundamentadas no positivismo, humanismo, racionalismo tendem a enaltecer e impulsionar continuamente o ser humano a voltar-se para dentro de si mesmo.
Através do estímulo contínuo e incansável dos ensinamentos de tais valores sociais, os quais potencializam o homem a exigir e demandar cada vez mais a satisfação de si próprio que o faz “centro das atenções” onde todo o resto e outros convirjam para ele ou orbitem ou em torno de seus interesses.
Tal situação também pode ser comprovada pela narrativa do versículo áureo, o qual, afirma que os homens fazem de sua força ou poder o seu próprio deus e por isso pecam.
De fato, quando alguém não tem temor ao verdadeiro Deus, tal constitui a si mesmo ou a sua capacidade de valer seu poder político, social ou econômico como constituição de sua divindade.
Assim, funciona o sistema de valores deste mundo e muitas pessoas têm sido influenciadas por isto no sentido de que o mundo induz e propicia ao homem na crença de si próprio ou na sua força como sua divindade, isto pode ser exemplificado por este anagrama: “O EU se tornou o sEU próprio dEUs.”
ANÁLISE.
Da mesma forma, as grandes corporações, as potências, certas instituições, os valores seculares contribuem e se aproveitam na formação e enaltecimento deste errôneo pensamento.
Pois todas estas instituições fomentam o indivíduo a aguçar seu próprio individualismo despertando-lhe SOBERBA e MESQUINHEZ.
As quais Deus abomina, tornando-se cada vez mais distantes dEle.
15 Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; 16 porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. 17 Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente. 1 Jo.2.15-17
O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço. Provérbios 8.13
Castigarei o mundo por causa da sua maldade e os perversos, por causa da sua iniquidade; farei cessar a arrogância dos atrevidos e abaterei a soberba dos violentos. Isaías 13.11
Por isso satanás se esforça tanto em tornar este sistema atuante, porque quanto mais o ser humano torna-se amante de si mesmo e estabelece a si próprio como ídolo, tanto mais ele se afasta de Deus.
Desta forma, entendemos que o cristão não pode ser ORGULHOSO, SOBERBO, ARROGANTE, MESQUINHO, INTERESSEIRO, ETC. Posturas que Deus abomina.
Embora, temos a percepção de que dia após dia tem se aumentado o número de pessoas que professam a Jesus e se dizem cristãos, mas orgulham-se de seu modo soberbo de ser e não estão dispostas a crucificar sua arrogância na cruz. Querem andar em dois caminhos opostos ao mesmo tempo, preferem os benefícios de um sem renunciar o modo de outro. Isto é um ENGANO!
CARACTERÍSTICAS.
Devido o fato do ser humano atribuir divindade a seu poder despertando soberba e mesquinhez, então o indivíduo pelo mesmo poder passa a oprimir e praticar injustiça aos desfavorecidos deste sistema.
Tais chegam a pertencer a instituições cujo propósito é favorecer a si mesmos no controle e opressão sobre as massas desfavorecidas.
Ou seja, na deificação de seu EGO, não basta apenas sentir-se superior a outros, mas tem que subjugar outros para demonstrar que é superior provocando a injustiça.
2 Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? 3 Por que me mostras a iniquidade e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita. 4 Por esta causa, a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta, porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida.
Por causa deste sentimento o profeta Habacuque denuncia a violência e injustiça praticada por aqueles que são detentores do poder e o torcem ao seu favor. E clama a Deus na expectativa de que Ele possa fazer justiça contra aqueles que são mais fortes do que os que lhe fazem súplicas.
PASSOS PARA NÃO SE CONTAMINAR COM A SOBERBA SECULAR.
Mas, como entender este sentimento de aparente conivência ou apatia divina diante do malfeitor? Pois às vezes, parece que a justiça divina torna-se tardia, a qual favorece a impunidade!
13 Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar; por que, pois, toleras os que procedem perfidamente e te calas quando o perverso devora aquele que é mais justo do que ele?
Muitos podem sucumbir seu temor em meio a tanta injustiça, iniquidade e aparente impunidade e assim alçar mão e praticar as mesmas iniquidades.
3 O cetro dos ímpios não permanecerá sobre a sorte dos justos, para que o justo não estenda a mão à iniquidade. Sl. 125.3
Contudo, Habacuque não ficou lamentando ou abandonou sua fé pelo escândalo ou apostasia como muitos fazem quando se decepcionam com a injustiça praticada em razão da soberba aplicada por este mundo perverso.
Mas, ele se fortaleceu em fé, perseverou em vigilância moral e buscou ao Senhor em sua torre de vigia até adquirir o entendimento de como ele deve proceder neste mundo cruel.
1 Pôr-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza e vigiarei para ver o que Deus me dirá e que resposta eu terei à minha queixa. Hc.2.1.
Fundamentado nesta revelação o profeta apresenta outra postura de vida em direto confronto ao sistema da arrogância mundana. Pois, ao invés da pessoa sucumbir e procurar seus interesses e vantagens fundamentados pela influência do poder que este mundo secular oferece; Habacuque ele apresenta “a justiça que vem pela fé”.
4 Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé. Hc.2.4.
Ou seja, aquele que quer ser declarado justo e justificado aos olhos de Deus, não se amparará em si mesmo ou em seus próprios méritos ou sucumbirá às facilidades deste mundo vil, mas confiará pela fé na justiça que vem de Deus e entregará o juízo deste mundo em suas mãos na certeza de que Deus virá e causará justiça contra toda arrogância e perversidade.
APLICAÇÃO.
Assim, nós cristãos devemos não ser influenciados pelo sistema egoísta deste mundo que gera EGOLATRIA, manifesta SOBERBA, desencadeia MESQUINHEZ, produz INIQUIDADE e resulta em VIOLÊNCIA.
Mas, semelhante ao profeta Habacuque, devemos nos posicionar em direto confronto ao sistema arrogante deste mundo e buscar justiça pela fé.
Pois ao depositarmos fé na justiça divina afirmamos que não nos colocamos no centro de nosso querer, assim submetemos humildemente a vontade de Deus e confiamos nEle quanto sua capacidade de fazer justiça na terra o que nos proporciona a paz.
Ou seja, atuamos completamente contrário àquilo que o mundo tem ensinado.
CONCLUSÃO.
Nossa justiça está em Deus através da pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo que nos redimiu deste mundo mau e nos deu esperança de uma nova vida nele; o qual nos estabeleceu confiança na certeza de que Deus por fim se levantará a fim de julgar definitivamente contra todo arrogante e perverso, os qual, compareceram diante do juízo final e prestarão conta de seus intentos e atos cometidos.
24 Daí retribuir-me o SENHOR, segundo a minha justiça, conforme a pureza das minhas mãos, na sua presença. 25 Para com o benigno, benigno te mostras; com o íntegro, também íntegro. 26 Com o puro, puro te mostras; com o perverso, inflexível. 27 Porque tu salvas o povo humilde, mas os olhos altivos, tu os abates. Sl.18.24-27.

APELO.

  • Quantos estão dispostos a renunciar o seu “EU” a fim de que Cristo seja o Senhor de seus corações?
  • Quantos estão dispostos a procurar em Deus na torre de vigia e descansar em sua resposta?
  • Quantos estão dispostos a se humilhar e esperar na justiça de Deus?

2 de ago. de 2013

CIDADANIA CELESTIAL

“13  Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra. 14  Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria. 15  E, se, na verdade, se lembrassem daquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. 16  Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade. Hebreus 11:13-16”

OBJETIVO.
Este sermão tem por objetivo identificar qual é a nossa real cidadania, ou seja, demonstrar que nossa real cidadania celestial é infinitamente superior à natureza humana.

INTRODUÇÃO.


Muitos fazem qualquer coisa para receberem o "Green Card" norte-americano. Tais assim fazem porque almejam ter uma qualidade de vida melhor ao viverem nesta terra. Todavia nós temos uma “cédula de identidade” superior a esta. Ou seja, o "Golden Card" celestial através do penhor do Espírito Santo!
20  Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio. 21  Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo e nos ungiu é Deus, 22  que também nos selou e nos deu o penhor do Espírito em nosso coração. 2 Coríntios 1:20-22
13  em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; 14  o qual é o penhor da nossa herança, ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória. Efésios 1.13, 14
Todos nós possuímos uma cidadania e somos oriundos de um lugar. Essa nossa naturalidade ou cidadania nos identifica quem somos, qual nossa natureza e que tipo de cultura nos identificamos.
Mas ao mesmo tempo em que nossa naturalidade ou cidadania nos identifica, também ela nos circunscrita a um lugar. Desta forma, nossa naturalidade estabelece parâmetros sociais pelo qual nos amoldamos a um determinado tipo de pensamento bairrista, regionalista ou mentalidade local.
Contudo, quando aceitamos a Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador, nós nascemos de novo e adquirimos a naturalidade celestial. Isto é, nós nascemos outra vez e temos agora um nascimento espiritual que implica em uma nova naturalidade e nova cidadania. Ora, nós não apenas possuímos dupla cidadania, mas adquirimos uma cidadania que suplanta à outra.
pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo, 2 Pedro 1:4 

DEFINIÇÕES.
Não se trata de termos naturalidade terrena e adquirimos outra naturalização que agora é celestial (pois quem se naturaliza a algum outro país não deixa de ter sua primeira naturalização, apenas adquire a segunda). Mas trata-se de através do novo nascimento adquirimos uma nova naturalidade que é celestial, o qual suplanta a natureza terrena.
Desta forma, Deus espera que, semelhante a Jesus, nossa naturalidade celestial seja superior à nossa naturalidade terrena.
Como foi o primeiro homem, o terreno, tais são também os demais homens terrenos; e, como é o homem celestial, tais também os celestiais. E, assim como trouxemos a imagem do que é terreno, devemos trazer também a imagem do celestial. 1 Coríntios 15:48, 49 
Por que devemos suplantar uma natureza ou cidadania em relação à outra?
 2  E, por isso, neste tabernáculo, gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial; 3  se, todavia, formos encontrados vestidos e não nus. 4  Pois, na verdade, os que estamos neste tabernáculo gememos angustiados, não por querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. 5  Ora, foi o próprio Deus quem nos preparou para isto, outorgando-nos o penhor do Espírito. 2 Coríntios 5.2-5.
E, se, na verdade, se lembrassem daquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. Hb.11.5.
Porque enquanto tivermos com uma disposição mental de uma cidadania ou natureza terrena, nós estaremos vivendo entre dois mundos; Ora pensando e estando subjugados em uma natureza, ora transacionando para a outra; assim neste dualismo não conseguiremos desfrutar de tudo aquilo que está no mundo ou no Reino celestial em função de ainda possuímos uma mentalidade terrena.
1 Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. 2  Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; 3  porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. 4  Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória. Col.3.1-4.
“13  Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra. 14  Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria. Hb.11.13,14.
Desta forma é necessário possuirmos um entendimento correto de que de fato somos cidadãos celestiais e que agora estamos neste mundo como “Embaixadores do Reino”. E enquanto estivermos neste mundo já não vivemos mais com a mentalidade deste mundo no sentido de estarmos sujeitos aos seus rudimentos. Mas confessamos através de nossa postura de fé que somos estrangeiros e peregrinos sobre a terra.
Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças: Colossenses 2:20 
Portanto, a seleção de uma naturalidade é uma escolha nossa, a qual nós devemos acatar. Cabe a você decidir que tipo de natureza você quer estabelecer como sendo aquela que vai reger todas as intenções de seu coração.


ANÁLISE E CARACTERÍSTICAS.
Se você vive na dimensão espiritual de sua cidadania celestial você não está limitado a situações de seu país ou regionalismos. Talvez em seu país você esteja debaixo das condições inconstantes e vulneráveis do mesmo; contudo, quando você apropria-te de tua verdadeira cidadania, você está seguindo a soberania das leis celestiais; e no reino celestial não há vulnerabilidade, doenças, problemas e inconstâncias econômicas; e sim, há vida, fé e prosperidade; logo ao exercer ações celestiais de fé você exerce a autoridade do reino celestial sobre a terra por meio de seu posicionamento de embaixador.
20  De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus. 2 Co.5.20.
Assim, como embaixador de Deus você é enviado para implantar o Reino e abençoar nações e não estar circunscritos a elas.

FATORES QUE LEVAM AS PESSOAS A PERMANECEREM TERRENAS.
A questão está em que aceitamos a Jesus, todavia não entendemos a real dimensão de nossa nova posição em Cristo. Ou seja, aceitamos a Cristo e recebemos cidadania celestial, mas vivemos como se fôssemos cidadãos terrenos com pensamento limitados a esta natureza pequena.
Talvez porque não fomos devidamente ensinados quanto a nossa real posição e autoridade através da pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo no estabelecimento de seu reino celestial.
18  iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos 19  e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder; 20  o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, 21  acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir, não só no presente século, mas também no vindouro. 22  E pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, 23  a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas... 4 Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, 5  e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, —pela graça sois salvos, 6  e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; 7  para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Efésios 1.18-23;2.5-7.
IMPLICAÇÕES DE UMA VIDA TERRENA OU CELESTIAL
Quando assumimos nossa postura de cidadão celestial, nós nos desapegamos de todo tipo de rudimento, regionalismo ou bairrismo deste mundo. Determinadas coisas e valores que tínhamos outrora já não temos mais, bem como, a mesma apreciação que tínhamos antes. É como se as coisas deste mundo se ofuscassem devido à sublimidade da glória de Cristo e de seu reino.
6 Entretanto, expomos sabedoria entre os experimentados; não, porém, a sabedoria deste século, nem a dos poderosos desta época, que se reduzem a nada; 7  mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória; 8  sabedoria essa que nenhum dos poderosos deste século conheceu; porque, se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória; 9  mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. 1 Co.2.6-9.
Nós nos tornamos imunes ao sistema secular e ao tipo de espírito que governa as pessoas e valores deste mundo. Tais circunstâncias já não afetam mais nossas emoções, não consomem mais nosso tempo, energias e pensamentos. Exemplos:
ü       Times de futebol.
ü       Valores de consumo.
ü       Tradicionalismo e regionalismo.
ü       Linguagens, coloquialismos e pensamentos sectários.
Assim, necessitamos de uma reprogramação e reeducação segundo os valores celestiais propostos em Sua Palavra, os quais estabelecem as normas universais de seu Reino.
Temos agora tempo e foco para fazermos aquelas coisas que são genuinamente relevantes para Deus e seu reino. Desta forma, ao comparecer diante do tribunal de Cristo, teremos a confiança de que tivemos uma vida exitosa e produtiva aos olhos de Deus.

PASSOS PARA APROPRIARMOS DE NOSSA CIDADANIA CELESTIAL.
Ter o novo nascimento:
“porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus”? 1 João 5:4,5.

Ter o entendimento que este mundo é transitório:
e os que se utilizam do mundo, como se dele não usassem; porque a aparência deste mundo passa. 1 Coríntios 7:31 
Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. 1 Timóteo 6:7 
Abster-se das raízes, apegos e paixões seculares e mundanas:
Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. Tiago 4:4 
Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente. 1 João 2:15-17. 
Considera-se morto para este mundo:
Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo. Gálatas 6:14 
Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças: Colossenses 2:20 
Viver uma vida acima do padrão deste mundo:
(homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra. Hebreus 11:38 
Ter a confiança do real estabelecimento do Reino Celestial:
Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, Filipenses 3:20 
Mas tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembléia 23  e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados... 28  Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor; 29  porque o nosso Deus é fogo consumidor. Hebreus 12:22,23,28.
Nisto é em nós aperfeiçoado o amor, para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança; pois, segundo ele é, também nós somos neste mundo. 1 João 4:17 

CONCLUSÃO.
Desta forma somos orientados a assumirmos nossa real postura de cidadão celestial e assim andarmos em novidade de vida declarando-nos mortos para este mundo e vivos para Deus aguardando a promessa do estabelecimento literal do Reino de Deus sobre esta terra.

APELO.
Quantos ainda não são cidadãos celestiais e gostariam de receber a Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador?

Quantos já são cristãos, e a partir de agora querem assumir real posição em Cristo?