11 de fev. de 2014

AUTORIDADE PARA GOVERNAR O CLIMA E AFUGENTAR SEUS ESPÍRITOS

35  Naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes Jesus: Passemos para a outra margem. 36  E eles, despedindo a multidão, o levaram assim como estava, no barco; e outros barcos o seguiam. 37  Ora, levantou-se grande temporal de vento, e as ondas se arremessavam contra o barco, de modo que o mesmo já estava a encher-se de água. 38  E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro; eles o despertaram e lhe disseram: Mestre, não te importa que pereçamos? 39  E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! O vento se aquietou, e fez-se grande bonança. 40  Então, lhes disse: Por que sois assim tímidos?! Como é que não tendes fé? 41  E eles, possuídos de grande temor, diziam uns aos outros: Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?
1 Entrementes, chegaram à outra margem do mar, à terra dos gerasenos. 2  Ao desembarcar, logo veio dos sepulcros, ao seu encontro, um homem possesso de espírito imundo, 3  o qual vivia nos sepulcros, e nem mesmo com cadeias alguém podia prendê-lo; 4  porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram quebradas por ele, e os grilhões, despedaçados. E ninguém podia subjugá-lo. 5  Andava sempre, de noite e de dia, clamando por entre os sepulcros e pelos montes, ferindo-se com pedras. 6  Quando, de longe, viu Jesus, correu e o adorou, 7  exclamando com alta voz: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes! 8  Porque Jesus lhe dissera: Espírito imundo, sai desse homem! 9  E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? Respondeu ele: Legião é o meu nome, porque somos muitos. 10  E rogou-lhe encarecidamente que os não mandasse para fora do país. 11  Ora, pastava ali pelo monte uma grande manada de porcos. 12  E os espíritos imundos rogaram a Jesus, dizendo: Manda-nos para os porcos, para que entremos neles. 13  Jesus o permitiu. Então, saindo os espíritos imundos, entraram nos porcos; e a manada, que era cerca de dois mil, precipitou-se despenhadeiro abaixo, para dentro do mar, onde se afogaram. Mc.4.35-5.1-13.
OBJETIVO.
Este sermão tem como propósito alertar os cristãos acerca de sua autoridade sobre as questões climáticas e sobre espíritos que atuam através delas. 
INTRODUÇÃO.
Começo a indagação desse argumento com as seguintes perguntas que embora aparentemente absurdas nos conduzem a prerrogativa para nosso válido argumento:
      Teria Jesus criado aquela tormenta para depois repreendê-la, tendo em vista que Ele é o criador de todas as coisas (Jo.1.3)? Penso que não, porque se isso fosse provável, Jesus estaria desfazendo as suas próprias obras e isso é um absurdo! Logo, não foi Jesus quem criou aquela tormenta.

      Teria sido o Pai quem criara a tormenta e esqueceu-se de comunicar a Jesus? Digo que esse segundo raciocínio também é inviável. Logo, não foi o Pai, pois o filho está sempre em comunhão com o Pai.

      Então quem teria criado a tormenta? Seria fruto do acaso e da combinação climática das temperaturas da geografia de Israel? Se assim fosse, a natureza como criação estaria se rebelando contra seu criador, pois sua intenção era gerar perecimento (v.38). Logo, é garantido que isso não tenha acontecido e assim devemos rechaçar o pensamento determinista e fatalista de aceitamos as calamidades com resignação.
Contudo, podemos pensar que mais do que uma combinação e variação de temperaturas climáticas existem espíritos que podem interferir na atmosfera, tanto espiritual quanto natural (Ef.2.2).
A resposta plausível está na continuidade do texto em seu fluxo de argumentação de Marcos 5 de 1 a 13 sobre um espírito territorial nesse caso chamado “Legião” que tentara impedir Jesus de cruzar a fronteira e libertar aquele homem.
Sim existem espíritos territoriais que comandam as regiões tanto na esfera espiritual quanto climática e cabe a Igreja exercer autoridade contra esses espíritos.
ANÁLISE.
            Quero enumerar alguns versículos que fortalecem o pensamento de que existem espíritos que controlam as questões climáticas de regiões, vejamos:
Ainda, quanto aos anjos, diz: Aquele que a seus anjos faz ventos, e a seus ministros, labareda de fogo; Hebreus 1:7 
Depois disto, vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, conservando seguros os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma. Apocalipse 7:1 
            Observe que ambos os versículos corroboram com a ideia de que por trás dos ventos existem forças espirituais, não é por acaso que a palavra para designar espírito é a mesma para vento, tanto no hebraico, grego e latim.
            Observe também a existência de manifestações espirituais em meios a fenômenos da natureza com os ventos:
Quando estava o SENHOR para tomar Elias ao céu por um redemoinho, Elias partiu de Gilgal em companhia de Eliseu... Indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho. 2 Reis 2:1,11.

9  Então, respondeu Satanás ao SENHOR: Porventura, Jó debalde teme a Deus? 10  Acaso, não o cercaste com sebe, a ele, a sua casa e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste, e os seus bens se multiplicaram na terra. 11  Estende, porém, a mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face. 12  Disse o SENHOR a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está em teu poder; somente contra ele não estendas a mão. E Satanás saiu da presença do SENHOR... 16  Falava este ainda quando veio outro e disse: Fogo de Deus caiu do céu, e queimou as ovelhas e os servos, e os consumiu; só eu escapei, para trazer-te a nova... 18  Também este falava ainda quando veio outro e disse: Estando teus filhos e tuas filhas comendo e bebendo vinho, em casa do irmão primogênito, 19  eis que se levantou grande vento do lado do deserto e deu nos quatro cantos da casa, a qual caiu sobre eles, e morreram; só eu escapei, para trazer-te a nova. Jó.1.9-12;16,18,19.
Depois disto, o SENHOR, do meio de um redemoinho, respondeu a Jó: Jó 38:1 
            Portanto, estamos repletos de textos que tratam sobre as atividades espirituais em manifestação de fenômenos da natureza. Não apenas possuímos versículos bíblicos, mas estamos repletos de lendas na etnografia de seres espirituais que percorrem os redemoinhos e ventos comprovando a crença popular do mesmo.       
CARACTERÍSTICAS.
Ora, as catástrofes podem ocorrer pelo mínimo por dois motivos:
1.      Por juízo divino sobre uma população impenitente a fim de levá-los ao arrependimento.
Porque eis que o SENHOR virá em fogo, e os seus carros, como um torvelinho, para tornar a sua ira em furor e a sua repreensão, em chamas de fogo, Isaías 66:15 

2.      Por ação dominadora das trevas oprimindo os povos.
1 Entrementes, chegaram à outra margem do mar, à terra dos gerasenos. 2  Ao desembarcar, logo veio dos sepulcros, ao seu encontro, um homem possesso de espírito imundo, 3  o qual vivia nos sepulcros, e nem mesmo com cadeias alguém podia prendê-lo; 4  porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram quebradas por ele, e os grilhões, despedaçados. E ninguém podia subjugá-lo. Mc.5.1-4.

3.      Por inaptidão ou passividade de cristãos que deveriam orar e exercer autoridade sobre as questões climatológicas.
39  E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! O vento se aquietou, e fez-se grande bonança. 40  Então, lhes disse: Por que sois assim tímidos?! Como é que não tendes fé? Mc.4.39-40.
Todavia, o mesmo nível de autoridade que Jesus tinha para repreender o mar e o vento nós também temos (Jo.14.12-14) e assim ele nos conferiu autoridade para exercer esse poder e as forças espirituais e naturais se sujeitarem a ele.
APLICAÇÃO.
Testemunho de John Alexander Dowie em Pomona, Califórnia e seus oito meses de seca.
            Quero ressaltar que isso não é só para alguns que se afirmavam como Elias, mas isso é pata todos nós que cremos que temos a unção que estava sobre Elias, o qual alterava a climatologia e os elementos da natureza (Tg.5.17). Assim podemos orar com fé e reprender as catástrofes climáticas em o Nome de Jesus.
            Permita-me compartilhar minha experiência:
  Minha experiência no início da conversão acerca de determinar a onde à chuva ia cair.
  Minha experiência em determinar o fim de uma seca de mais de quarenta dias e a chuva ocorrer na virada do dia.
  Minha experiência de repreender ao furacão e ele alterar sua rota em Cuba.
CONCLUSÃO.
Assim, quero regimentar um exército de intercessores que tem o entendimento para usar essa autoridade de reprender as catástrofes através do poderoso nome de Jesus e em se tratando de chuvas tão necessárias, que tais possam orar para atenuá-las de tormenta para aguaceiros ou que venha desviá-las para regiões inabitadas ou despovoadas.

2 de fev. de 2014

VIGILÂNCIA ESPIRITUAL

6 Assim, pois, não durmamos como os demais; pelo contrário, vigiemos e sejamos sóbrios. 7 Ora, os que dormem dormem de noite, e os que se embriagam é de noite que se embriagam. 8 Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, revestindo-nos da couraça da fé e do amor e tomando como capacete a esperança da salvação; 9 porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo, 10 que morreu por nós para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos em união com ele. 1 Ts.5.6-10.
OBJETIVO.
Este sermão tem como propósito alertar os cristãos no sentido de viver uma vida em maior sobriedade espiritual a fim de que não sejam tão susceptíveis as astutas ciladas do diabo e perder o que já foi conquistado em Deus.
INTRODUÇÃO.
Assim, como o sermão “Como Evitar Decisões Tolas”; este sermão propõe a tratar de temas que esclarecem o leitor e ouvinte a viver uma vida com sobriedade na fé. Pois a sobriedade é importante para darmos manutenção às conquistas que já temos alcançado.
Muitas analogias são demonstradas nas Sagradas Escrituras; porém uma delas é a utilizada por Paulo sobre um atleta que tudo se domina para alcançar o prêmio, ou seja, o atleta se torna disciplinado a fim de conquistar um mérito e uma posição em sua categoria esportiva.
25 Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. 26  Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. 27  Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado. 1 Co.9.25-27.
Igualmente, o atleta não é coroado se não lutar segundo as normas. 2 Timóteo 2.5 
O que nos lembra daqueles esportistas de Tênis que se esmeram para estar no topo da ATP; ou dos lutadores que se esforçam para ganhar um cinturão.
No entanto, uma coisa é conquistar o título, outra é manter o título, temos visto como é difícil para um atleta se manter no título; da mesma forma, percebemos que muito se tem dito acerca de alcançar as conquistas na fé, mas pouco se trata acerca de manter essas conquistas.
O inusitado é que o diabo pouco se preocupa se você vai conquistar algo, desde que ele possa retomar essa conquista em pouco tempo depois, dado a falta de vigilância da mesma. Por isso a necessidade de vigilância espiritual a fim de que mantenhamos as conquistas em Deus.
Acautelai-vos, para não perderdes aquilo que temos realizado com esforço, mas para receberdes completo galardão. 2 João 1:8 
Portanto, é necessário assumir uma postura sóbria e disciplinada em fé a ponto de conquistar o que Deus tem nos dado e manter essa conquista até a volta de Jesus.
O que é Vigilância Espiritual?
É a capacidade de ser sóbrio e coerente nas decisões respeitando e sendo condizente com as circunstâncias em questão na manutenção e responsabilidade do que já foi alcançado. Aquele que é diligente, precavido, cuidadoso nas coisas espirituais.
Ao falarmos acerca de conquistas, tratamos não apenas do aspecto de conquistas materiais; mas, principalmente as espirituais como: a salvação, a cura, a restauração do casamento, a ascensão ministerial, os dons, etc.
Percebemos que as pessoas se esforçam por alcançar essas coisas, porém depois de conquistadas, as mesmas negligenciam; assim, perdem o que já conquistou. Por negligência, insensatez, ou relapso são destituídas de autoridade espiritual sobre tudo aquilo que já tiveram outrora.
Lares que foram construídos entram em divórcio, pessoas perdem empregos que foram alcançados, dons recebidos são enterrados, ministérios pessoais estacionados, ministros que conquistaram títulos caem em vergonha e descrédito, outros naufragam na fé, etc.
Todos esses relatos ocorrem porque as pessoas são ciclotímicas na fé e inconstantes na vida dado a falta de disciplina e vigilância agregado ao enfoque de se ensinar muito sobre conquistas e pouco sobre vigilância espiritual.
homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos. Tiago 1:8 
6  E, quanto àqueles que pareciam ser de maior influência (quais tenham sido, outrora, não me interessa; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que me pareciam ser alguma coisa nada me acrescentaram; Gl.2.6
ANÁLISE.
Mas como manter vigilância?
A sobriedade e vigilância espiritual de um indivíduo estão relacionadas com a competência que o mesmo indivíduo tem acerca do senso de circunstância e percepção das questões.
Isto é, quanto mais coerente e sensato for determinada pessoa, mais ele estará apto para vigiar acerca de sua vida espiritual e tanto mais o mesmo manterá suas conquistas e posições espirituais. De forma que a sensatez está diretamente relacionada ao senso de circunstância e a vigilância como um todo.
Observe o versículo abaixo:
13 Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo. 14 Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; 15 pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, 16 porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo. 1 Pe.1.13-16.
            Observe a sequencia do ensinamento petrino: Primeiro devemos ter o entendimento e pensamento cingidos de resolução, depois entrarmos em estado contínuo de vigilância, a fim de não voltarmos a uma disposição mental de outrora que nos levava a uma dimensão aquém das conquistas e assim perdermos o que já foi alcançado. Exemplo: “Dieta e perda de peso.”
            Pessoas se esmeram para conquistar perda de peso, chegam a fazer redução de estomago, porém depois voltam às paixões da glutonaria e ganham peso novamente.
Irmãos! Se quisermos conquistar algo, temos que assumir uma mudança radical para uma mentalidade que gera essa conquista, então devemos manter essa mentalidade sob pena de retornarmos a um pensamento que nos retorna a posição de outrora. Para uma mudança no quadro de conquista exige uma mudança definitiva de pensamento.
O exemplo de Simão Pedro.
Sem dúvida, depois de Jesus, a personagem que mais falou sobre vigilância na Bíblia foi o apóstolo Pedro. Isso porque no tempo de Simão, o mesmo necessitava desesperadamente de vigilância e foi o mesmo que ao tornar-se apóstolo Pedro necessitava ser trabalhado nessa área.
Ninguém cometeu mais erros por falta de vigilância que Simão, tal vivia abrindo espaço para ser corrigido por falta de sobriedade, observe alguns exemplos:
22 E Pedro, chamando-o à parte, começou a reprová-lo, dizendo: Tem compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá. 23  Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro: Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens. Mt.16.22,23.
4  Então, disse Pedro a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés, outra para Elias. 5  Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi. 6  Ouvindo-a os discípulos, caíram de bruços, tomados de grande medo. Mt.17.4-6.
6  Aproximou-se, pois, de Simão Pedro, e este lhe disse: Senhor, tu me lavas os pés a mim? 7  Respondeu-lhe Jesus: O que eu faço não o sabes agora; compreendê-lo-ás depois. 8  Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu não te lavar, não tens parte comigo. 9  Então, Pedro lhe pediu: Senhor, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça. 10  Declarou-lhe Jesus: Quem já se banhou não necessita de lavar senão os pés; quanto ao mais, está todo limpo. Ora, vós estais limpos, mas não todos. Jo.13.6-10.
33  Disse-lhe Pedro: Ainda que venhas a ser um tropeço para todos, nunca o serás para mim. 34  Replicou-lhe Jesus: Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes. 35  Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo. Mt.26.33-35.
40  E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo? 41  Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. Mt.26.40,41.
Então, Simão Pedro puxou da espada que trazia e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita; e o nome do servo era Malco. Mas Jesus disse a Pedro: Mete a espada na bainha; não beberei, porventura, o cálice que o Pai me deu? Jo.18.10,11.
Então, Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes. E, saindo dali, chorou amargamente. Mateus 26.75
Todavia, Jesus tinha um propósito de transformar essa debilidade em Pedro, Ele o recebera como Simão, uma cana agitada pelo vento das circunstâncias e o transformaria em Pedro, um homem sólido e vigilante com uma pedra.
41  Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: Achamos o Messias (que quer dizer Cristo), 42  e o levou a Jesus. Olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro). Jo.1.41,42.
17  Pela terceira vez Jesus lhe perguntou: Simão, filho de João, tu me amas? Pedro entristeceu-se por ele lhe ter dito, pela terceira vez: Tu me amas? E respondeu-lhe: Senhor, tu sabes todas as coisas, tu sabes que eu te amo. Jesus lhe disse: Apascenta as minhas ovelhas. 18  Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres. 19  Disse isto para significar com que gênero de morte Pedro havia de glorificar a Deus. Depois de assim falar, acrescentou-lhe: Segue-me. 20 Então, Pedro, voltando-se, viu que também o ia seguindo o discípulo a quem Jesus amava, o qual na ceia se reclinara sobre o peito de Jesus e perguntara: Senhor, quem é o traidor? 21  Vendo-o, pois, Pedro perguntou a Jesus: E quanto a este? 22  Respondeu-lhe Jesus: Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa? Quanto a ti, segue-me. Jo.21.17-21.
Perceba que a questão de vigilância em Pedro perdurou tanto no início quanto no meio e fim do ministério:
14 Quando, porém, vi que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho, disse a Cefas, na presença de todos: se, sendo tu judeu, vives como gentio e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus? Gl.2.14.
            Há o relato histórico dos atos de Pedro que narra sobre “Quo Vadis?”.
CARACTERÍSTICAS.
A vigilância não é meramente um aspecto relacionado à esfera espiritual da fé; mas está mais relacionada às questões psíquicas do discernimento, intelectualidade e coerência. Tem a ver com a capacidade da pessoa gerenciar e policiar seu pensamento.
Por incrível que pareça, uma grande parcela da população (mesmo cristã) sequer tem o pudor ou preocupação de vigiar ou questionar a validade e a qualidade das ideias do que passa em seus pensamentos. Simplesmente abrem a boca de forma destrambelhada e extravasam toda sua estultícia e inconveniência.
Pergunta: Você tem o hábito de vigiar o que passa o conteúdo e qualidade daquilo que brota em seus pensamentos?
Observe isso: É comum presenciarmos episódios de pessoas com falta de coerência ou bom senso e ao analisar essa pessoa que cometeu a gafe perceber que tal possui na sua aparência estereótipos de evangélicos fundamentalistas e ai ouvirmos da parte do lesado que recebeu a gafe o famoso dito: “Tinha que ser crente”!
A propósito, a falta de coerência nada tem a ver com o aspecto de “ser” ou “não ser” crente, mas com “ter” ou “não ter” tino, bom senso e coerência nas circunstâncias.  Exemplo: A crente e o marido feiticeiro.
Sob esse ponto podemos destacar aquelas pessoas que apesar de serem crentes as mesmas são: indiscretas, inconvenientes ou impertinentes.
Nas expressões populares elas são tachadas de: “Vacilão”, “Sem noção”, “Sem desconfiômetro”, “Nó cego”, “Pisa na bola”, “Bola fora”, “Viajante”, “Xarope”, “O que não se toca”, etc.
O real problema é que a pessoa inconveniente, de fato, não se percebe que está sendo inconveniente e que ela gera incomodo. Exemplo: Podemos constatar pessoas inconvenientes nas filas de caixa, fast food, etc.
O inconveniente respalda na falsa ideia e capricho de que os outros têm que tolerar seus incômodos em favor do bom relacionamento. E que por causa disso, dão mal testemunho do Evangelho. O nome do Evangelho é blasfemado por causa dessas inconveniências.
Pois, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa. Romanos 2.24
Todos nós somos propensos a dar vacilo, quer sejam grandes ou pequenos atos de vacilo, porém, uns dão mais vacilo, outros menos. Segundo meu sermão “Como Evitar Decisões Tolas”:
“Todo ser humano pratica tolices. Parece ser da natureza caída do homem a prática de tolices. O homem é propenso a cometer tolice como a pedra é propensa a cair no chão pela lei da gravidade. Nós somos inclinados a praticar coisas tolas como a água é inclinada a seguir o curso mais profundo de uma superfície. Não há um homem sequer que não tenha praticado tolices. Não se trata aqui se haveremos de praticar coisas tolas, mas, o quanto destas coisas tolas nós poderemos evitar”.
Todavia, em meus anos de pastoreio posso conjecturar que existem grupos mais propensos a ter menos estado vigilância. Ora, meu intuito não é diagnosticá-los ou criticá-los, mas fornecer suporte a essas debilidades. Pois, a igreja deve buscar alternativas sociais e terapêuticas para esses grupos.
20  Sendo Noé lavrador, passou a plantar uma vinha. 21  Bebendo do vinho, embriagou-se e se pôs nu dentro de sua tenda. 22  Cam, pai de Canaã, vendo a nudez do pai, fê-lo saber, fora, a seus dois irmãos. 23  Então, Sem e Jafé tomaram uma capa, puseram-na sobre os próprios ombros de ambos e, andando de costas, rostos desviados, cobriram a nudez do pai, sem que a vissem. 24 Despertando Noé do seu vinho, soube o que lhe fizera o filho mais moço 25  e disse: Maldito seja Canaã; seja servo dos servos a seus irmãos. Gn.9.20-25.
APLICAÇÃO.
            Ora, meu irmão, é seu dever como cristão policiar e vigiar com aquilo que passa em seus pensamentos, palavras e ações! Pois a negligência disso trás consequências em todas as áreas da vida.
1.      A TENTAÇÃO E SUAS SUCEPTIBILIDADES PARA A QUEDA DA VIGILÂNCIA
A questão é, uma vez que se abre essa guarda ou apresenta essa debilidade, tal pode tornar-se uma presa fácil para o diabo e suas armadilhas.
8 Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; 9 resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo. 10 Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar. 11 A ele seja o domínio, pelos séculos dos séculos. Amém!
Uma vez que tais apresentam essa debilidade às mesmas tornam-se susceptíveis a tentação. Isto é, o diabo sempre derruba pessoas que não estão sóbrias na fé e na vigilância.
2.      O ANDAR NA CARNE
Outro fator propiciador para alguém ser derrubado pelo diabo é o fato de certos cristãos “andarem na carne”. Ou seja, quem anda na carne está sujeito a ser derrubado pelo diabo e propenso a perder aquilo que já conquistou.
Infelizmente, em meus anos de pastoreio posso conjecturar que a maioria de cristãos são guiados pela carne e sua natureza e não pelo espírito.
A maioria das pessoas, mesmo cristãs é guiada mais pela ação da preguiça e pela lei do menor esforço do que pelo Espírito. Constate você mesmo! E verás que as pessoas decidem as coisas do cotidiano pelo menor esforço e não pelo Espírito Santo. Exemplos: “Os carros e faróis no monte”; “O procurar uma igreja mais perto de casa e não uma igreja, a qual seja melhor para sua vida espiritual”.
A meu ver, existem demônios de preguiça cuja função é guiar muitos cristãos na tentação de fazer as coisas pelo menor esforço e não pela direção do Espírito Santo.
A maioria das pessoas, mesmo cristãs é guiada mais pelo egoísmo como fator motivacional que gera benefício próprio do que pelo aspecto altruísta do Espirito de ver o bem comum da comunidade. Em função disso acabam por prejudicar outros em razão de seu benefício próprio, o qual gera mal testemunho na fé.
Sede vigilantes, permanecei firmes na fé, portai-vos varonilmente, fortalecei-vos.1 Coríntios 16.13
            Você constata o quanto é carnal pelo nível de preguiça e egoísmo que você apresenta, quanto mais egoísta for a o cristão, mais carnal ele é. Quanto mais a pessoa pensa e vive apenas no mundinho de seus interesses tanto mais ela é susceptível a cometer carnalidades e inconveniências.
3.      A SOBRIEDADE E O MINISTÉRIO
Sobriedade e vigilância deve ser uma característica essencial de quem anela o ministério. Isto se torna um requisito essencial para quem anela fazer a obra de Deus.
É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; 1 Timóteo 3.2
Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério. 2 Timóteo 4.5
Antes, hospitaleiro, amigo do bem, sóbrio, justo, piedoso, que tenha domínio de si, Tito 1.8
PASSOS PARA EXERCITAR A VIGILÂNCIA ESPIRITUAL.
Ora, o fim de todas as coisas está próximo; sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações. 1 Pedro 4.7
1.      Ore mais: Existem 10 citações dadas por Jesus acerca da vigilância demonstrando o elevado nível de importância que ele dava a esse tema.
Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. Mateus 26:41
2.      Seja comedido, moderado: Uma pessoa moderada está mais propensa a agir com sabedoria e precaução assim evita os devaneios das falas e ações tolas.
Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Fp. 4.5
3.      Não se precipite: A precipitação é uma das principais armas do diabo para conduzir a pessoa ao pecado e decair da graça e autoridade.
Não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado. Provérbios 19:2
4.      Busque conselho: O homem que busca conselhos com pessoas sábias e virtuosas apresenta humildade e qualidade de quem se tornará exitoso na vida.
Onde não há conselho fracassam os projetos, mas com os muitos conselheiros há bom êxito. Provérbios 15.22
5.      Ande no espírito: A chave para andar em vigilância espiritual é andar no espírito. Pois quem anda no espírito anda debaixo da direção de Deus.
16  Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. 17  Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer. 18  Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei. 19  Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, 20  idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, 21  invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam. 22  Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, 23  mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. Gl.5.16-23.
6.      Busque avaliação de suas reais motivações antes de agir: O homem sábio e vigilante procura sempre, sempre e sempre avaliar suas motivações em Deus; o inconveniente simplesmente age porque tem preguiça para pensar.
Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios,... 17  Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor. Ef.5.15,17.
7.      Medite sete vezes antes de “falar”, “postar” e “agir”: Quando alguém comete um vacilo fica entre ele só, mas quando posta na internet o mundo inteiro descobre que ele fez estupidez.
Põe guarda, SENHOR, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios. Salmos 141.3
8.      Respeite limites e liberdade de outros: A minha liberdade termina quando começa a de outro. Seja educado e respeitoso nas ações a fim de adquirir graça diante dos outros.
7  Torna-te, pessoalmente, padrão de boas obras. No ensino, mostra integridade, reverência, 8  linguagem sadia e irrepreensível, para que o adversário seja envergonhado, não tendo indignidade nenhuma que dizer a nosso respeito. Tt.2.7,8.
APELO.
            Quantos necessitam desenvolver e exercitar vigilância espiritual?

29 de dez. de 2013

O FRUTO DO MADEIRO

15 Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. 16 E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, 17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás. Gn.2.15-17.
OBJETIVO.
Este sermão trata sobre o processo de restituição que Deus proporcionou através de Jesus Cristo quando ele foi crucificado. Pois, A OBRA DA CRUZ é a maior expressão de manifestação do amor de Deus a humanidade.
INTRODUÇÃO.
Existe um paralelo e analogia na história da humanidade que se cumpre em Cristo. O qual, de uma forma épica, Cristo é apresentado como salvador da humanidade e celebrado através de sua ação restituidora e substitutiva na Cruz.
A restituição de Cristo faz implicação à perda daquilo que se deu no Éden, isto é, no Paraíso. Mas, o que foi perdido no Éden?
1 Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? 2 Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, 3 mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais. 4 Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. 5 Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. 6 Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. Gn.3.1-6.
Ao observarmos atentamente o texto da criação e queda, nós percebemos que Adão e Eva pecaram ao praticar desobediência daquilo que Deus determinou que não fizessem: comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal.
Em síntese, o ser humano comeu do fruto que não devia, retirando do madeiro um fruto que não lhes pertencia. Assim ocasionou o pecado, o afastamento de Deus e a maldição sobre a humanidade.
ANÁLISE
Segundo o relato da queda, podemos observar agora alguns aspectos no pronunciamento dessa maldição que se deu em função do pecado:
14 Então, o SENHOR Deus disse à serpente: Visto que isso fizeste, maldita és entre todos os animais domésticos e o és entre todos os animais selváticos; rastejarás sobre o teu ventre e comerás pó todos os dias da tua vida. 15 Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. 16 E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará. 17 E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. 18 Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. 19 No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás. 20 E deu o homem o nome de Eva a sua mulher, por ser a mãe de todos os seres humanos. 21 Fez o SENHOR Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu. 22 Então, disse o SENHOR Deus: Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal; assim, que não estenda a mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente. 23 O SENHOR Deus, por isso, o lançou fora do jardim do Éden, a fim de lavrar a terra de que fora tomado. Gn.3.14-23.
Tal pronunciamento de maldição trouxe sentenças cujas consequências ocasionaram perdas e restrições tanto no aspecto espiritual, quanto no psíquico e físico:
- O roubo (O tirar o fruto do madeiro: roubar e ser roubado; engano; desobediência; desonras; ofensas e a decepção).
- Sofrimento (Dores e doenças; espinhos; nudez; suor; expulsão do Éden “Paraíso”).
- O ressentimento da criatura ao criador pela privação (O homem se afasta de Deus; rebeldia; culpa; incredulidade; morte espiritual; etc.).
- O ressentimento com outras pessoas (O aspecto da negação e acusação a terceiros: Adão culpa Eva que culpa a serpente; sobrepujança; manipulação; perdas nos relacionamentos).
Apesar de ocorrer essas consequências acima citadas. Contudo, Deus tinha um plano para retirar o homem dessa situação e reconciliar com Ele. Pois, através de Jesus cumpre-se o propósito de Deus em reconciliar a humanidade com Ele pagando o preço dessa reconciliação através da morte substitutiva.
Fez o SENHOR Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu. Gn.3.21
e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. Apocalipse 13.8.
Ora, a maldição começou sobre a humanidade porque o homem desobedeceu a Deus, roubou, tirou o fruto do madeiro e estava em falta com Deus. Assim, em analogia, aquele fruto roubado precisava ser restituído.
Jesus, como homem precisava ser crucificado no madeiro, o fruto precisava ser restituído. Por esta razão, somente através de Jesus, temos salvação eterna e libertação das maldições. Através de sua morte substitutiva (vicária) temos vida eterna a fim de nos reconduzir ao paraíso.
CARACTERÍSTICAS.
Para isso Jesus veio ao mundo e viveu para nos reconciliar com Deus.
10 Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida; 11 e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação. 12 Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. Rm.5.10-12.
Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. 2 Coríntios 5.18,19.
Em analogia, Jesus é o fruto escolhido por Deus para restituir o fruto roubado e dar a oportunidade de reconciliação.
41 Ouvindo esta a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre; então, Isabel ficou possuída do Espírito Santo. 42 E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre! 43 E de onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor? Lc.1.41-43.
Por isso, Jesus tinha que cumprir tudo que estava escrito ao seu respeito.
Pois vos digo que importa que se cumpra em mim o que está escrito: Ele foi contado com os malfeitores. Porque o que a mim se refere está sendo cumprido. Lc.22.27.
Mas Jesus lhe respondeu: Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o admitiu. Mt.3.15
Um dado importante, Jesus viveu uma vida plena segundo todo o propósito do Pai. Isto é, nada do que aconteceu com Jesus foi por acaso, tudo foi planejado por Deus. Até a profissão de José, seu pai adotivo, foi importante.
1 Tendo Jesus partido dali, foi para a sua terra, e os seus discípulos o acompanharam. 2 Chegando o sábado, passou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo-o, se maravilhavam, dizendo: Donde vêm a este estas coisas? Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E como se fazem tais maravilhas por suas mãos? 3 Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se nele. 4 Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, senão na sua terra, entre os seus parentes e na sua casa. Mc.6.1-4.
Jesus viveu e praticou a carpintaria até aos 30 anos, para que estivesse habilitado pelo Pai, a ser pregado num madeiro. Ou seja, por 30 anos ele se preparou para aquele único dia. Suas principais ferramentas foram usadas contra ele naquele dia. Madeira, Cravos e Martelo.
Assim, podemos afirmar JESUS ESTAVA DESTINADO A CRUZ, logo, NÃO TINHA COMO ERRAR, ele foi preparado para isso.
Portanto, Jesus teve que receber o preço da maldição por nós a fim de extrair a maldição da humanidade e recebermos sua benção.
13 Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro), 14 para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido. Gl.3.13,14.
13 Ora, ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá desceu, a saber, o Filho do Homem que está no céu. 14 E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, 15 para que todo o que nele crê tenha a vida eterna. 16 Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Jo.3.13-15.
Querido, a cruz representa a vitória de Jesus sobre a serpente, ali na cruz a serpente que representa o pecado e o diabo foram derrotados, nossa natureza pecaminosa foi colocada sobre Jesus quando Ele levou nossas iniquidades na cruz. E hoje não é diferente, pois todo aquele que olhar para Jesus, para a sua obra vitoriosa na cruz é perdoado e curado.
O diabo, até que tentou terminar com Jesus, mas no coração de Jesus estava resoluto o cumprimento do propósito do Pai, embora ele não tenha rejeitado o desafio.
22 Todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que lhe saíam dos lábios, e perguntavam: Não é este o filho de José? 23 Disse-lhes Jesus: Sem dúvida, citar-me-eis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; tudo o que ouvimos ter-se dado em Cafarnaum, faze-o também aqui na tua terra....28 Todos na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira. 29 E, levantando-se, expulsaram-no da cidade e o levaram até ao cimo do monte sobre o qual estava edificada, para, de lá, o precipitarem abaixo. 30 Jesus, porém, passando por entre eles, retirou-se. Lc.4.22-30
14 porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso. 15 (Eis que venho como vem o ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha.) 16 Então, os ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom. Ap.16.14-16.
Repito! Nada do que aconteceu com Jesus foi por acaso, tudo foi planejado por Deus. Seus 3 anos ½ de ministério que representa metade de um período, pois se o anticristo terá um período inteiro, então o curto período de 3 anos ½ indicam que ele voltará.
CLASSIFICAÇÃO.
Evidente que tais relatos acima fazem alusão a SIMBOLOGIA e propósito bíblico na crucificação como aspecto restituidor da justiça e santidade divina na busca pela reconciliação.
O fato de Jesus morrer em nosso lugar e assim participar de nossos sofrimentos aponta para a compaixão de Deus. “Aquele que carrega a cruz conosco”. A nossa cruz representa o nosso fardo e o estigma que carregamos acerca do que já fomos e dos pecados que cometemos. Jesus leva as nossas marcas e feridas.
Observemos algumas restituições feitas por Jesus na cruz:
E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra. Lucas 22:44
28 Despojando-o das vestes, cobriram-no com um manto escarlate; 29 tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e, na mão direita, um caniço; e, ajoelhando-se diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, rei dos judeus! 30 E, cuspindo nele, tomaram o caniço e davam-lhe com ele na cabeça. 31 Depois de o terem escarnecido, despiram-lhe o manto e o vestiram com as suas próprias vestes. Em seguida, o levaram para ser crucificado. Mt.27.28-31.
1 Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR? 2 Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. 3 Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. 4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. 5 Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Is.53.1-5
41 No lugar onde Jesus fora crucificado, havia um jardim, e neste, um sepulcro novo, no qual ninguém tinha sido ainda posto. 42 Ali, pois, por causa da preparação dos judeus e por estar perto o túmulo, depositaram o corpo de Jesus. Jo.19.41,42.
A RESTITUIÇÃO.
Ora fica claro que em Jesus fora feita toda a restituição daquela maldição ocorrida no Éden (Paraíso).
Jesus foi o fruto reposto no madeiro, ele levou sobre si a nossa morte para que pudéssemos nele ter vida. Ele levou o suor de nosso rosto para que comêssemos dele como nosso pão. Ele levou as nossas dores e enfermidades para que pelas suas pisaduras fossemos sarados. Ele levou nossa nudez para vestíssemos vestes de justiça. Ele levou nossos cardos, espinhos e recebeu uma cora de humilhação para que recebêssemos a coroa da vida. Ele julgou a serpente e esmagou sua cabeça para que retornasse a benção e a autoridade sobre toda a terra.
No Éden, o homem foi expulso do jardim. Jesus, o novo homem, o segundo Adão, foi colocado e ressurreto em um jardim. Por fim, como por um ladrão a humanidade foi expulsa do Paraíso, Jesus inaugura o Paraíso com um convite feito a um ladrão perdoado.
21 Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. 22 Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo... 45 Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante. 46 Mas não é primeiro o espiritual, e sim o natural; depois, o espiritual. 47 O primeiro homem, formado da terra, é terreno; o segundo homem é do céu. 48 Como foi o primeiro homem, o terreno, tais são também os demais homens terrenos; e, como é o homem celestial, tais também os celestiais. 49 E, assim como trouxemos a imagem do que é terreno, devemos trazer também a imagem do celestial. 1 Co.15.21,22,46-49.
15 Todavia, não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos. 17 Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo. 19 Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos. 20 Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça, Rm.5.15,17,19,20.
CONCLUSÃO.
A crucificação de Jesus Cristo entre duas cruzes representa dois destinos, duas decisões a serem tomadas, as quais fazem alusão às duas árvores do Éden, a escolha do bem e do mal ressaltado também pela literatura secular.
38 Também sobre ele estava esta epígrafe em letras gregas, romanas e hebraicas: ESTE É O REI DOS JUDEUS. 39 Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também. 40 Respondendo-lhe, porém, o outro, repreendeu-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? 41 Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. 42 E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. 43 Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso. Lc.23.38-43.
Lembre-se, Jesus no momento da crucificação tinha ao seu lado dois ladrões. O primeiro se arrependeu e foi justificado; “Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”. Lc.23.43. Ora, se Jesus perdoou um criminoso também pode perdoar você. Esse arrependimento representa o arrependimento de todos nós.
O outro criminoso rejeitou a Cristo e ainda o ridicularizou demonstrando que era mais do que merecedor da sentença de morte por seus crimes e do castigo do inferno por causa de sua blasfêmia e rejeição a Deus. Tal criminoso representa aqueles que mesmo diante da opção da restituição e substituição de Jesus preferem viver uma vida fundamentada em sua própria justiça.
APELO.
Diante desse pensamento, somos forçados a tomar uma posição: Ou sigamos o caminho da maioria e ficamos apenas a contemplar o episódio como se não tivesse nada a vermos com isso.
Permanecemos a se gabar por conquistas ou títulos que nos sobem a cabeça, todavia continuamos a pendurar os diplomas de nossos próprios feitos na cruz. Ou aceitamos a inscrição INRI sobre nossas vidas e o reconhecemos como nosso Senhor e Salvador Pessoal.
Permanecemos como aquele crucificado que não enxerga sua situação e continuava a escarnecer das misérias de outro crucificado.
Ou somos como aquele outro que pondera sua vida diante da morte, o qual cresce pelo reconhecimento de suas falhas e necessidade de perdão. Cresce pelo reconhecimento de suas limitações. Cresce pelo reconhecimento da presença de Jesus em todos os aspectos da vida e mesmo em face da morte e convida-o para Jesus nele entrar.
42 E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. 43 Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso. Lc.23.33-43.



  • Quantos querem aceitar a Jesus com seu Senhor e Salvador pessoal?