7 de set. de 2014

A SAGA DO TEMPLO

 “10 Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida. 11 Por vossa causa, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos. 12 Todas as nações vos chamarão felizes, porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o SENHOR dos Exércitos. Mlq.3.10-12”.
OBJETIVO.
Venho tratar neste sermão sobre a história e os fatores que levaram Davi a querer construir um templo para Deus no monte Moriá e quais foram os benefícios disso.
INTRODUÇÃO.
Malaquias tinha em mente algo considerado muito importante quando escreveu esses versículos acima exposto, a saber, a importância de ter o Templo, seu histórico e a necessidade de sua reconstrução para que fosse liberada a benção de Deus e a repreensão do devorador.
Destarte, temos que entender o histórico do Templo em Jerusalém e sua saga aitiológica para que possamos compreender com profundidade a importância do templo para benção do povo de Israel; pelo menos a importância do primeiro e segundo templo. Pois existiram três templos em Jerusalém: O Templo no período de Salomão (em torno de 970 a.C.), O Templo no período de Esdras ( por volta de 530 a.C.), O Templo de Herodes aproximadamente 30 d.C.) e o quarto, o qual está para ser construído, conforme profecia de Ezequiel; Ez.40ss.

HISTÓRICO.
  1. O contexto histórico anterior – a motivação de construir o templo:
A história começa quando Davi dispõe a trazer a arca da aliança de Bete Semes até Jerusalém para que pudesse glorificar a Deus ali e adorá-lo continuamente.
Então, Davi, com todo o Israel, subiu a Baalá, isto é, a Quiriate-Jearim, que está em Judá, para fazer subir dali a arca de Deus, diante da qual é invocado o nome do SENHOR, que se assenta acima dos querubins. 7 Puseram a arca de Deus num carro novo e a levaram da casa de Abinadabe; e Uzá e Aiô guiavam o carro. 8 Davi e todo o Israel alegravam-se perante Deus, com todo o seu empenho; em cânticos, com harpas, com alaúdes, com tamboris, com címbalos e com trombetas. 1 Cr.13.6-8.
Também estabeleceu os levitas na Casa do SENHOR com címbalos, alaúdes e harpas, segundo mandado de Davi e de Gade, o vidente do rei, e do profeta Natã; porque este mandado veio do SENHOR, por intermédio de seus profetas. 2 Crônicas 29:25
A primeira tentativa de trazer a arca deu errado porque Deus desaprovou o modo filisteu de leva-la. Mas, na segunda tentativa, Davi trás a arca da aliança no modo certo.
Então, disse Davi: Ninguém pode levar a arca de Deus, senão os levitas; porque o SENHOR os elegeu, para levarem a arca de Deus e o servirem para sempre...13 Pois, visto que não a levastes na primeira vez, o SENHOR, nosso Deus, irrompeu contra nós, porque, então, não o buscamos, segundo nos fora ordenado. 14 Santificaram-se, pois, os sacerdotes e levitas, para fazerem subir a arca do SENHOR, Deus de Israel. 15 Os filhos dos levitas trouxeram a arca de Deus aos ombros pelas varas que nela estavam, como Moisés tinha ordenado, segundo a palavra do SENHOR. 1 Cr.15.2;13-15.
Davi resolve colocar a arca da aliança em um tabernáculo no monte Sião, na cidade de Davi.
Ao entrar a arca da Aliança do SENHOR na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo ao rei Davi dançando e folgando, o desprezou no seu coração. 1 Cr.15.29
Não apenas satisfeito de ter trazido a arca para abençoar a si e a todo povo de Israel, Davi despertou a generosidade em seu coração pelo interesse em construir um templo que pudesse expressar a magnitude de Deus.
1 Sucedeu que, habitando Davi em sua própria casa, disse ao profeta Natã: Eis que moro em casa de cedros, mas a arca da Aliança do SENHOR se acha numa tenda. 2 Então, Natã disse a Davi: Faze tudo quanto está no teu coração, porque Deus é contigo. 1 Cr.17.1,2.
Todavia, veio da parte do Senhor a resposta de Deus acerca de um templo para si e quanto a disposição de Davi em construir esse templo.
Porém, naquela mesma noite, veio a palavra do SENHOR a Natã, dizendo: 4 Vai e dize a meu servo Davi: Assim diz o SENHOR: Tu não edificarás casa para minha habitação; 5 porque em casa nenhuma habitei, desde o dia que fiz subir a Israel até ao dia de hoje; mas tenho andado de tenda em tenda, de tabernáculo em tabernáculo. 6 Em todo lugar em que andei com todo o Israel, falei, acaso, alguma palavra com algum dos seus juízes, a quem mandei apascentar o meu povo, dizendo: Por que não me edificais uma casa de cedro? 7 Agora, pois, assim dirás ao meu servo Davi: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Tomei-te da malhada e de detrás das ovelhas, para que fosses príncipe sobre o meu povo de Israel. 8 E fui contigo, por onde quer que andaste, eliminei os teus inimigos de diante de ti e fiz grande o teu nome, como só os grandes têm na terra. 9 Prepararei lugar para o meu povo de Israel e o plantarei para que habite no seu lugar e não mais seja perturbado; e jamais os filhos da perversidade o oprimam, como dantes, 10 desde o dia em que mandei houvesse juízes sobre o meu povo de Israel; porém abati todos os teus inimigos e também te fiz saber que o SENHOR te edificaria uma casa. 11 Há de ser que, quando teus dias se cumprirem, e tiveres de ir para junto de teus pais, então, farei levantar depois de ti o teu descendente, que será dos teus filhos, e estabelecerei o seu reino. 12 Esse me edificará casa; e eu estabelecerei o seu trono para sempre. 13 Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; a minha misericórdia não apartarei dele, como a retirei daquele que foi antes de ti. 14 Mas o confirmarei na minha casa e no meu reino para sempre, e o seu trono será estabelecido para sempre. 15 Segundo todas estas palavras e conforme toda esta visão, assim falou Natã a Davi. 1 Cr.17.3-15

  1. O contexto histórico imediato: O Sinal sobre qual lugar edificaria o templo.
Assim, Davi ficou agradecido a Deus pelo fato de saber que seu filho construiria e que Deus lhe firmaria uma dinastia eterna que se cumpre com a vinda do messias em sua descendência. Todavia, ocorre um enredo que define o local para construção do Templo no Monte Moriá. Observe:
Esse episódio começa quando Davi em seu senso do orgulho faz um senso do número de guerreiros em Israel.
1 Então, Satanás se levantou contra Israel e incitou a Davi a levantar o censo de Israel. 2 Disse Davi a Joabe e aos chefes do povo: Ide, levantai o censo de Israel, desde Berseba até Dã; e trazei-me a apuração para que eu saiba o seu número. 3 Então, disse Joabe: Multiplique o SENHOR, teu Deus, a este povo cem vezes mais; porventura, ó rei, meu senhor, não são todos servos de meu senhor? Por que requer isso o meu senhor? Por que trazer, assim, culpa sobre Israel? 1 Cr.21.1-3.
Tal senso foi uma ofensa a Deus, portanto, seria escolhido um castigo por tal ato pecaminoso, assim Davi escolhe ser disciplinado pelo Senhor.
13 Então, disse Davi a Gade: Estou em grande angústia; caia eu, pois, nas mãos do SENHOR, porque são muitíssimas as suas misericórdias, mas nas mãos dos homens não caia eu. 14 Então, enviou o SENHOR a peste a Israel; e caíram de Israel setenta mil homens. 1 Cr.21.13-14.
Ora, e, meio ao castigo veio a misericórdia de Deus em lugar específico, isto é, na eira de Ornã, lugar mais alto e ao norte de Jerusalém antiga.
Enviou Deus um anjo a Jerusalém, para a destruir; ao destruí-la, olhou o SENHOR, e se arrependeu do mal, e disse ao anjo destruidor: Basta, retira, agora, a mão. O Anjo do SENHOR estava junto à eira de Ornã, o jebuseu. 1 Cr.21.15.
O MAPA.
A questão que nos surge a mente é porque Deus resolve parar o castigo justamente naquele lugar? Para que responsamos isso, nós temos que entender um histórico ainda mais antigo, isso é, do pacto de Deus com Abrão e a importância de se edificar um altar.


  1. O contexto histórico antepassado: A importância de se edificar uma altar.
Por um bom tempo em sua vida, Abraão peregrinava entre o deserto do Negueve e a futura cidade de Betel e em cada lugar ele erigia um altar ao Senhor e invocava seu nome e tinha experiência com um de seus nomes e atributos: Observe a experiência com o atributo de Deus chamado em hebraico de “EL”.
2 Era Abrão muito rico; possuía gado, prata e ouro. 3 Fez as suas jornadas do Neguebe até Betel, até ao lugar onde primeiro estivera a sua tenda, entre Betel e Ai, 4 até ao lugar do altar, que outrora tinha feito; e aí Abrão invocou o nome do SENHOR. Gn.13.2,4.

Quando Abraão peregrinou em Berseba, ele teve a experiência de erigir um altar e invocar o atributo do Deus Eterno “EL ‘OLAM”.
Plantou Abraão tamargueiras em Berseba e invocou ali o nome do SENHOR, Deus Eterno. Gn.21.33.
Todavia, foi no Caminho dos Carvalhais de Manré em Hebrom (Gn.13.18) que ele teve a experiência com o atributo de Deus Todo-Poderoso que se revela como “EL SHADDAY” Gn.17.1.
18 E Abrão, mudando as suas tendas, foi habitar nos carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom; e levantou ali um altar ao SENHOR. Gn.13.18

1 Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o SENHOR e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito. Gn.17.1
Também Abrão teve o conhecimento de uma cidade chamada Salém (o qual é Jebus: futura Jerusalém) cujo sacerdote chamado Melquisedeque sai ao seu encontro para abençoá-lo com a experiência do atributo de Deus Altíssimo “ELION”.
18 Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; era sacerdote do Deus Altíssimo; 19 abençoou ele a Abrão e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, que possui os céus e a terra; 20 e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus adversários nas tuas mãos. E de tudo lhe deu Abrão o dízimo. Gn.14.18-20.
Dali, Abraão tem o entendimento do que é um sacerdote sobre sua vida e da importância de contribuir com a parte do Senhor lhe entregando os dízimos. O Novo Testamento nos dá referência disso.
1 Porque este Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, que saiu ao encontro de Abraão, quando voltava da matança dos reis, e o abençoou, 2 para o qual também Abraão separou o dízimo de tudo (primeiramente se interpreta rei de justiça, depois também é rei de Salém, ou seja, rei de paz; 3 sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias, nem fim de existência, entretanto, feito semelhante ao Filho de Deus), permanece sacerdote perpetuamente. 4 Considerai, pois, como era grande esse a quem Abraão, o patriarca, pagou o dízimo tirado dos melhores despojos. Hb.7.1-4.


Passado algum tempo Deus prova a Abraão em seu maior desafio para edificar um altar e fazer sacrifício daquilo que era mais importante.
1 Depois dessas coisas, pôs Deus Abraão à prova e lhe disse: Abraão! Este lhe respondeu: Eis-me aqui! 2 Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei. 3 Levantou-se, pois, Abraão de madrugada e, tendo preparado o seu jumento, tomou consigo dois dos seus servos e a Isaque, seu filho; rachou lenha para o holocausto e foi para o lugar que Deus lhe havia indicado. Gn.22.1-3.
Assim, Abraão sai de Berseba crendo no “DEUS ETERNO”, passa por Hebrom sabendo que DEUS É TODO-PODEROSO, toma direção a Efrata (Belém) e segue o CAMINHO por Jebus e a Moriá encontrar-se com DEUS ALTÍSSIMO. Circula o vale de Refain (Vale da Sombra dos Mortos) e contorna o Vale de Hinon (Vale do Desespero) e deixa seus moços Gn.22.4-5. (Js.15.8)
4 Ao terceiro dia, erguendo Abraão os olhos, viu o lugar de longe. 5 Então, disse a seus servos: Esperai aqui, com o jumento; eu e o rapaz iremos até lá e, havendo adorado, voltaremos para junto de vós. Gn.22.4-5

... e as suas saídas estarão do lado de En-Rogel. 8 Deste ponto sobe pelo vale do Filho de Hinom, do lado dos jebuseus do Sul, isto é, Jerusalém; e sobe este limite até ao cimo do monte que está diante do vale de Hinom, para o ocidente, que está no fim do vale dos Refains, do lado norte. 9 Então, vai o limite desde o cimo do monte até à fonte das águas de Neftoa... Js.15.7b, 8,9a.

Abraão deve escolher entre dois caminhos e dois vales, isto em alegoria é:
Ou sobe ao oriente pelo vale de Cedrom (Vale da Escuridão e das Cinzas) ou sobe por outro vale ao ocidente [Vale Tiropeão] que atravessa por Selá (Siloé – Fonte das águas) que dá direção mais ampla a distante Neftoa (Abertura das Águas) ao extremo noroeste de Jerusalém. Pois é pela direção desse último vale que Abraão sobe na expectativa de que Deus é a fonte de toda vida, eternidade, poder e soberania, por isso proverá para si um holocausto ainda que dos mortos tenha que ressuscitar.
6 Tomou Abraão a lenha do holocausto e a colocou sobre Isaque, seu filho; ele, porém, levava nas mãos o fogo e o cutelo. Assim, caminhavam ambos juntos. 7 Quando Isaque disse a Abraão, seu pai: Meu pai! Respondeu Abraão: Eis-me aqui, meu filho! Perguntou-lhe Isaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? 8 Respondeu Abraão: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto; e seguiam ambos juntos.

17 Pela fé, Abraão, quando posto à prova, ofereceu Isaque; estava mesmo para sacrificar o seu unigênito aquele que acolheu alegremente as promessas, 18 a quem se tinha dito: Em Isaque será chamada a tua descendência; 19 porque considerou que Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos, de onde também, figuradamente, o recobrou. Hb.11.17-19.
Abraão circula o Monte Sião a Ocidente e margeia o Monte Ofel subindo ao Monte Moriá , Gn.22.2,9-14. E tem a experiência com o atributo de Deus da provisão “JIRÉH”.
2 Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei... 9 Chegaram ao lugar que Deus lhe havia designado; ali edificou Abraão um altar, sobre ele dispôs a lenha, amarrou Isaque, seu filho, e o deitou no altar, em cima da lenha; 10 e, estendendo a mão, tomou o cutelo para imolar o filho. 11 Mas do céu lhe bradou o Anjo do SENHOR: Abraão! Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui! 12 Então, lhe disse: Não estendas a mão sobre o rapaz e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho. 13 Tendo Abraão erguido os olhos, viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos; tomou Abraão o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho. 14 E pôs Abraão por nome àquele lugar—O SENHOR Proverá. Daí dizer-se até ao dia de hoje: No monte do SENHOR se proverá. Gn.22.2,9-14

  1. O retorno ao contexto histórico imediato: A escolha do Monte Moriá.
Agora encontramos o anjo sobre o mesmo monte Moriá (eira de Ornã) que Abrão erigira um altar e Deus se compadecera.
15 Enviou Deus um anjo a Jerusalém, para a destruir; ao destruí-la, olhou o SENHOR, e se arrependeu do mal, e disse ao anjo destruidor: Basta, retira, agora, a mão. O Anjo do SENHOR estava junto à eira de Ornã, o jebuseu. 1 Cr.21.15
Ao saber do paradeiro do anjo Davi tem a disposição para fazer um sacrifício naquele lugar 1 Cr.21.18-25.
18 Então, o Anjo do SENHOR disse a Gade que mandasse Davi subir para levantar um altar ao SENHOR, na eira de Ornã, o jebuseu. 19 Subiu, pois, Davi, segundo a palavra de Gade, que falara em nome do SENHOR. 20 Virando-se Ornã, viu o Anjo; e esconderam-se seus quatro filhos que estavam com ele. Ora, Ornã estava debulhando trigo. 21 Quando Davi vinha chegando a Ornã, este olhou, e o viu e, saindo da eira, se inclinou diante de Davi, com o rosto em terra. 22 Disse Davi a Ornã: Dá-me este lugar da eira a fim de edificar nele um altar ao SENHOR, para que cesse a praga de sobre o povo; dá-mo pelo seu devido valor. 23 Então, disse Ornã a Davi: Tome-a o rei, meu senhor, para si e faça dela o que bem lhe parecer; eis que dou os bois para o holocausto, e os trilhos, para a lenha, e o trigo, para oferta de manjares; dou tudo. 24 Tornou o rei Davi a Ornã: Não; antes, pelo seu inteiro valor a quero comprar; porque não tomarei o que é teu para o SENHOR, nem oferecerei holocausto que não me custe nada. 25 Davi deu a Ornã por aquele lugar a soma de seiscentos siclos de ouro. 1 Cr.21.18-25
A resposta da aceitação divina vem mediante o fogo que cai do céu e impede a praga destruidora. Daí a entendimento que mediante o sacrifício naquele lugar Deus responde a oração, abençoa e impede o devorador.
26 Edificou ali um altar ao SENHOR, ofereceu nele holocaustos e sacrifícios pacíficos e invocou o SENHOR, o qual lhe respondeu com fogo do céu sobre o altar do holocausto. 27 O SENHOR deu ordem ao Anjo, e ele meteu a sua espada na bainha. 1 Cr.21.26-27.
Logo, Davi entende que este local é consagrado para edificar o templo do Senhor. Observe o texto abaixo:
28 Vendo Davi, naquele mesmo tempo, que o SENHOR lhe respondera na eira de Ornã, o jebuseu, sacrificou ali. 29 Porque o tabernáculo do SENHOR, que Moisés fizera no deserto, e o altar do holocausto estavam, naquele tempo, no alto de Gibeão. 30 Davi não podia ir até lá para consultar a Deus, porque estava atemorizado por causa da espada do Anjo do SENHOR. 1 Disse Davi: Aqui, se levantará a Casa do SENHOR Deus e o altar do holocausto para Israel. 1 Cr.21.28-30 e 1 Cr.22.1

Desta forma, Davi dispõe de seus próprios recursos para auxiliar na construção do Templo embora não fosse ele o construtor do Templo. 1 Cr.28.2-7. 1 Cr.29.1-3.
2 Pôs-se o rei Davi em pé e disse: Ouvi-me, irmãos meus e povo meu: Era meu propósito de coração edificar uma casa de repouso para a arca da Aliança do SENHOR e para o estrado dos pés do nosso Deus, e eu tinha feito o preparo para a edificar. 3 Porém Deus me disse: Não edificarás casa ao meu nome, porque és homem de guerra e derramaste muito sangue. 4 O SENHOR, Deus de Israel, me escolheu de toda a casa de meu pai, para que eternamente fosse eu rei sobre Israel; porque a Judá escolheu por príncipe e a casa de meu pai, na casa de Judá; e entre os filhos de meu pai se agradou de mim, para me fazer rei sobre todo o Israel. 5 E, de todos os meus filhos, porque muitos filhos me deu o SENHOR, escolheu ele a Salomão para se assentar no trono do reino do SENHOR, sobre Israel. 6 E me disse: Teu filho Salomão é quem edificará a minha casa e os meus átrios, porque o escolhi para filho e eu lhe serei por pai. 7 Estabelecerei o seu reino para sempre, se perseverar ele em cumprir os meus mandamentos e os meus juízos, como até ao dia de hoje. 1Cr.28.2-7.

1 Disse mais o rei Davi a toda a congregação: Salomão, meu filho, o único a quem Deus escolheu, é ainda moço e inexperiente, e esta obra é grande; porque o palácio não é para homens, mas para o SENHOR Deus. 2 Eu, pois, com todas as minhas forças já preparei para a casa de meu Deus ouro para as obras de ouro, prata para as de prata, bronze para as de bronze, ferro para as de ferro e madeira para as de madeira; pedras de ônix, pedras de engaste, pedras de várias cores, de mosaicos e toda sorte de pedras preciosas, e mármore, e tudo em abundância. 3 E ainda, porque amo a casa de meu Deus, o ouro e a prata particulares que tenho dou para a casa de meu Deus, afora tudo quanto preparei para o santuário: 1 Cr.29.1-3
ANÁLISE E CARACTERÍSTICAS.
Nesse sentido, agora nós podemos entender o discurso do profeta Ageu e o valor que o mesmo dava a reconstrução do Templo, pois ele foi um profeta que viu o Templo de Salomão e sua destruição e a reconstrução do Templo de Esdras.
3 Veio, pois, a palavra do SENHOR, por intermédio do profeta Ageu, dizendo: 4 Acaso, é tempo de habitardes vós em casas apaineladas, enquanto esta casa permanece em ruínas? 5 Ora, pois, assim diz o SENHOR dos Exércitos: Considerai o vosso passado. 6 Tendes semeado muito e recolhido pouco; comeis, mas não chega para fartar-vos; bebeis, mas não dá para saciar-vos; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o para pô-lo num saquitel furado. 7 Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Considerai o vosso passado. 8 Subi ao monte, trazei madeira e edificai a casa; dela me agradarei e serei glorificado, diz o SENHOR. Ag.1.3-8.

APLICAÇÃO: BENEFÍCIOS DE ABENÇOAR A RESTAURAÇÃO OU CONSTRUÇÃO DE UM TEMPLO.
  1. PROSPERIDADE: Ag.2.3-9; 18-19.
3 Quem dentre vós, que tenha sobrevivido, contemplou esta casa na sua primeira glória? E como a vedes agora? Não é ela como nada aos vossos olhos? 4 Ora, pois, sê forte, Zorobabel, diz o SENHOR, e sê forte, Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, e tu, todo o povo da terra, sê forte, diz o SENHOR, e trabalhai, porque eu sou convosco, diz o SENHOR dos Exércitos; 5 segundo a palavra da aliança que fiz convosco, quando saístes do Egito, o meu Espírito habita no meio de vós; não temais. 6 Pois assim diz o SENHOR dos Exércitos: Ainda uma vez, dentro em pouco, farei abalar o céu, a terra, o mar e a terra seca; 7 farei abalar todas as nações, e as coisas preciosas de todas as nações virão, e encherei de glória esta casa, diz o SENHOR dos Exércitos. 8 Minha é a prata, meu é o ouro, diz o SENHOR dos Exércitos. 9 A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o SENHOR dos Exércitos; e, neste lugar, darei a paz, diz o SENHOR dos Exércitos...18 Considerai, eu vos rogo, desde este dia em diante, desde o vigésimo quarto dia do mês nono, desde o dia em que se fundou o templo do SENHOR, considerai nestas coisas. 19 Já não há semente no celeiro. Além disso, a videira, a figueira, a romeira e a oliveira não têm dado os seus frutos; mas, desde este dia, vos abençoarei.

  1. POR ASEGURARMOS A CASA DE DEUS, DEUS CONFIRMA NOSSA CASA.
11 Há de ser que, quando teus dias se cumprirem, e tiveres de ir para junto de teus pais, então, farei levantar depois de ti o teu descendente, que será dos teus filhos, e estabelecerei o seu reino. 12 Esse me edificará casa; e eu estabelecerei o seu trono para sempre. 13 Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; a minha misericórdia não apartarei dele, como a retirei daquele que foi antes de ti. 1 Cr.17.11-13.
  1. DEUS REPREENDE A PRAGA DEVORADORA. Mlq.3.10ss.
10 Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida. 11 Por vossa causa, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos. Mlq.3.10,11.


CONCLUSÃO.
Assim, somos estimulados a auxiliar na reparação de nosso local de culto público, não somente porque amamos a casa de Deus, mas porque também somos abençoados.
Oração de Davi 1 Cr.29.10-17.
10 Pelo que Davi louvou ao SENHOR perante a congregação toda e disse: Bendito és tu, SENHOR, Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade. 11 Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. 12 Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força. 13 Agora, pois, ó nosso Deus, graças te damos e louvamos o teu glorioso nome. 14 Porque quem sou eu, e quem é o meu povo para que pudéssemos dar voluntariamente estas coisas? Porque tudo vem de ti, e das tuas mãos to damos. 15 Porque somos estranhos diante de ti e peregrinos como todos os nossos pais; como a sombra são os nossos dias sobre a terra, e não temos permanência. 16 SENHOR, nosso Deus, toda esta abundância que preparamos para te edificar uma casa ao teu santo nome vem da tua mão e é toda tua. 17 Bem sei, meu Deus, que tu provas os corações e que da sinceridade te agradas; eu também, na sinceridade de meu coração, dei voluntariamente todas estas coisas; acabo de ver com alegria que o teu povo, que se acha aqui, te faz ofertas voluntariamente. 1 Cr.29.10-17
APELO.

Quantos querem ser auxiliadores nessa tarefa de reparar ou construir a casa do Senhor?

29 de ago. de 2014

CARISMA, CONHECIMENTO E CARÁTER

Respondeu-lhes Jesus: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus? Marcos 12:24 .
OBJETIVO.
Venho tratar neste sermão sobre os aspectos da personalidade do Espírito Santo que devem ser evidenciados naqueles que professam andar em sua presença.
INTRODUÇÃO.
O Espírito Santo é uma pessoa da trindade, o Espírito Santo é Deus possuindo a mesma essência e natureza divina, como tal, revela traços típicos de sua personalidade vinculados a sua onipotência, onisciência e onipresença.
De mesma forma, existe a promessa de que o Espírito Santo viria e residiria na vida daquele que professa a Cristo como seu Senhor e Salvador pessoal e busca viver uma vida cheia de sua presença.
ANÁLISE E CARACTERÍSTICAS.
Assim, deve ser evidenciada a presença do Espírito Santo na vida do cristão em pelo menos três fatores:
  • Reflexos de sua onipotência podem ser encontrados através do Carisma (Charisma) que o pregador possui como resultado da ação dos dons do Espírito Santo nele.
  • Resíduos de sua onisciência podem ser evidenciados através do Conhecimento espiritual e bíblicos adquiridos mediante revelação do Espírito Santo pelo estudo da Palavra na vida do pregador.
  • Resquícios de sua onipresença podem ser constatados mediante o caráter transformado pela presença e fruto do Espírito na vida do cristão.
CLASSIFICAÇÃO.
Desta forma, todo cristão deveria possuir esses três fatores como demonstração de que é uma pessoa cheia do Espírito Santo. Não apenas um desses fatores, pois a apresentação de somente um desses fatores representa anomalia espiritual, mas a apresentação sólida e equilibrada desses três fatores concomitantemente.
Ou seja, o cristão deve possuir carisma (unção), conhecimento (bíblico e revelado) e caráter. Observemos esses três fatores:
CARISMA
Representa a ação do poder do Espírito Santo manifesto pela unção!
Temos ciência de que o Espírito Santo trás o carisma que leva a unção. Assim a unção como elemento da graça divina é o efeito do operar do Espírito Santo em nós e através de nós (para não dizer: apesar de nós; pois a teologia da reforma nos ensina que o agir de Deus é “extra nós”). Assim, o poder do Espírito Santo é manifesto na unção. Pois, ela representa o poder divino, o qual é manifesto em nosso espírito.
12 Jessé mandou buscá-lo e o fez entrar. Ora, ele era ruivo, de belos olhos e de gentil aspecto. Então disse o Senhor: Levanta-te e unge-o, porque é este mesmo.
13 Então Samuel tomou o vaso de azeite, e o ungiu no meio de seus irmãos; e daquele dia em diante o Espírito do Senhor se apoderou de Davi. Depois Samuel se levantou, e foi parta Ramá.” 1 Sm.16.12-13.
A unção pode ser depositada. Ou seja, através do azeite, aquela unção foi depositava sobre o rapaz (Davi – 1 Sm.16.12-13). Não apenas como símbolo, mas como manifestação fluida da unção em sua realidade.
14 Guarda o bom depósito, mediante o Espírito Santo que habita em nós. 2 Tm.1.14
A unção é transferível; isto é, Deus utilizou seu servo, o profeta Samuel, para transferir a unção que liberara o destino do futuro rei. Ou seja, a transferência de unção proporcionou a Davi na ativação de seu destino ministerial.
Não te faças negligente para com o dom que há em ti, o qual te foi concedido mediante profecia, com a imposição das mãos do presbitério. 1 Timóteo 4:14
6 Por esta razão, pois, te admoesto que reavives o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos.7 Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação. 2 Tm.1.6,7.
A unção é tangível; da mesma forma, Deus espera que seja tangível em cada um de nós. Tal qualidade do que é tangível pode apresentar várias sensações como frio, fogo, eletricidade, etc. Embora não seja obrigatória a manifestação destas. (Vede apostila de Casa-Luz 12).
Jesus, reconhecendo imediatamente que dele saíra poder, virando-se no meio da multidão, perguntou: Quem me tocou nas vestes? Marcos 5:30
Muitos buscam unção por causa destas sensações que proporcionam sentimento de bem estar; recorrem a este preenchimento como se tivesse um fim em si mesmo; daí a necessidade cada vez mais intensa e constante de reabastecer-se com unção para preenchimento das mesmas satisfações.
Nesse sentido, o que diferencia um bruxo, um mago, um mediúnico, um exotérico de um crente? Pois o bruxo busca feitiçaria, o mago tem magia, o mediúnico apresenta mediunidade, o exotérico busca ocultismo e o crente procura a unção!
A diferença não deve estar só na natureza do poder, pois uns buscam poder das trevas enquanto outro busca poder de Deus. O fato é que se buscássemos poder tão somente por uma natureza diferente e em nada diferenciado quanto ao motivo da busca desse poder, então seriamos então iguais a eles.
Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei. 1 Samuel 15:23
Observe que desobediência (falha de caráter) e rejeição da Palavra (falta de conhecimento) pode ser considerado como feitiçaria.
Destarte, temos que ser diferentes não apenas na natureza do poder, mas no conhecimento, no caráter e motivação ao apresentá-lo.
Pois, carisma e unção sem conhecimento bíblico e espiritual é espiritismo. E carisma e unção sem caráter é feitiçaria.
Existem muitas pessoas que vieram para o evangelho e buscam o poder e a unção, mas permanecem com a mesma motivação de velha criatura, não entendendo que em cristo tudo deve se fazer novo. Ex. Simão, o mágico, que pensou que poderia comprar o dom do Espírito Santo. At.8.8-11; 18-21.
22 Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? 23 Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade. Mt.7.22,23.
E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento. 1 João 2:20
CONHECIMENTO.
1 Digo, pois, que, durante o tempo em que o herdeiro é menor, em nada difere de escravo, posto que é ele senhor de tudo. 2 Mas está sob tutores e curadores até ao tempo predeterminado pelo pai. 3 Assim, também nós, quando éramos menores, estávamos servilmente sujeitos aos rudimentos do mundo; 4 vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, 5 para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. Gl.4.1-5.
Amados irmãos, o texto acima nos indica que embora sejamos senhores de todas as coisas e tenhamos direito e autoridade para nos assenhorar acerca de muitos aspectos; no entanto, esse governo ou senhorio não exerce plena capacidade de atuação, se nós não estivermos amadurecidos a ponto de exercermos essa autoridade pela apropriação desse conhecimento da verdade.
Assim, devemos compreender como atua “o conhecimento da verdade” e quais são os níveis de operação e assimilação pelo qual introjetamos em nosso ser até fazer com que essa verdade torne-se parte de nossas vidas.
Paulo estabelece quatro palavras gregas para descrever o conhecimento e seus níveis de interação no ser humano, observemos suas distinções e assimilemos pelo exemplo apresentado:
OIDA: Representa a “ação de saber” acerca de uma verdade ou informação, todavia não implica que o fato de saber dessa verdade seja uma realidade concreta que gere benefícios para o sabedor dessa informação. Observe os fariseus que sabiam ou tinham a informação sobre Jesus, mas tal informação não lhes aproveitou porque não se apropriaram dessa verdade.
e enviaram-lhe os seus discípulos, juntamente com os herodianos, a dizer; Mestre, sabemos que és verdadeiro, e que ensinas segundo a verdade o caminho de Deus, e de ninguém se te dá, porque não olhas a aparência dos homens. Mat_22:16
Exemplo: Você recebe a informação que alguém vai lhe dar um presente. Observe, embora você saiba que alguém vai lhe dar um presente, todavia, apesar do conhecimento dessa informação nada mudou de concreto em sua vida.
SOFIA: Representa outra “ação do saber” onde essa informação torna-se mais mensurável e objetiva, existe algo de palpável nessa informação, todavia, há certos fatores que ainda não estão devidamente esclarecidos.
Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor? ou quem se fez seu conselheiro? Rom 11:33,34.
Exemplo: Você recebe agora sabe que “fulano” vai lhe dar um presente. E você o encontra com o pacote na mão, o qual lhe entrega o presente. Todavia, o mesmo se encontra empacotado, cabendo a você desembrulhá-lo, a fim de saber o que é.
GNOSKO: Representa mais uma “ação do saber” em um nível mais elevado, onde esse saber exige uma mudança de comportamento, no sentido de você renunciar certos conhecimentos e paradigmas para assumir outros conhecimentos melhores e mais acurados.
Mas o que para mim era lucro passei a considerá-lo como perda por amor de Cristo; sim, na verdade, tenho também como perda todas as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como refugo, para que possa ganhar a Cristo, Flp 3:7,8.
pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas; derribando raciocínios e todo baluarte que se ergue contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo; 2Co 10:4,5.
Exemplo: Você tomou posse do presente empacotado; agora cabe a você remover a embalagem e rasgar o pacote para descobrir o que está lá dentro. Logo você percebe que se trata de uma caixa de bombom.
EPIGNOSKO: Representa o último estágio do conhecimento ou da “ação do saber” quando a informação torna-se uma verdade dentro de si, fazendo se uma realidade para sua compreensão e sendo um fato concreto. Isto é o conhecimento passa a fazer parte de ti gerando a plenitude de seus benefícios.
para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê o espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele; Ef 1:17
até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo; Ef 4:13
Por esta razão, nós também, desde o dia em que ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual; para que possais andar de maneira digna do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus, corroborados com toda a fortaleza, segundo o poder da sua glória, para toda a perseverança e longanimidade com gozo; dando graças ao Pai que vos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz, Col 1:9-12.
Exemplo: Nesse estágio do saber, você tomou posse absoluta do presente e o torna parte de sua vida na medida em que você abre a caixa de bombom e o degusta absorvendo os nutrientes e a serotonina ao seu corpo.
Assim, devemos nos apropriar do conhecimento da Palavra de Deus e fazer da Palavra não apenas um compêndio de informações religiosas, mas torná-la parte integrante de nossa vida.
Da mesma forma que a unção sem conhecimento e caráter gera espiritismo e feitiçaria, o conhecimento sem a unção e caráter gera pessoas vazias que vivem na letra e na religiosidade.
Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus. Mateus 22:29
o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica. 2 Coríntios 3:6
CARÁTER.
A grande diferença de um grande homem de Deus e um cristão neófito está na perfeita combinação de carisma, conhecimento e caráter em níveis profundos e elevados.
Não basta ter equilíbrio com pouco poder, pouco conhecimento e pouco caráter. Deus quer que tenhamos equilíbrio através do muito poder, muito conhecimento e muito caráter em santidade.
Porém, como se avalia alguém com caráter? Através do Fruto do Espírito que gera profundos valores éticos e morais! Um cristão que não é regido pelos frutos e pela integridade desses valores torna-se um cristão de mau caráter.
22 Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, 23 mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. Gl.5.22,23.
Também se avalia alguém com caráter pelo decorrer de toda uma jornada cristã e não apenas o momento em que tal vive. Pois vida cristã é uma jornada e não um momento de estado espiritual. (O problema das pessoas que não valorizam o caráter é buscam avaliar apenas o presente estado espiritual de uma pessoa e não um todo).
Por isso, para saber acerca do caráter de uma pessoa busca-se todo um histórico de sua vida: como foi o grau e legitimidade de sua conversão e como tem levado toda a sua vida cristã. E isso não é uma questão do sujeito estar avivado por alguns dias, mas um histórico de vida cristã.
6 não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo. 7 Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo. 1 Tm.3.6,7.
O que é um neófito? Neófito é um novato na fé e na vida cristã. Como podemos avaliar quem é neófito? Através do tempo e maturidade de vida cristã.
Isso é, para alguns, neófito representa alguém com três meses de conversão, outros acham que um neófito é quem não alcançou dois anos de conversão, outros pensam que seja cinco anos; mas alguns renomados escritores cristãos afirmam que se trata de no mínimo dez anos de uma vida inculpável diante dos homens e de Deus.
CONCLUSÃO.
Sim, cristianismo é a combinação equilibrada e elevada desses três fatores: carisma, conhecimento e caráter na vida de um cristão durante toda sua trajetória de vida.
APELO.


Quantos querem viver esse nível de vida espiritual?

17 de ago. de 2014

ESTUDO SOBRE ANSIEDADE

A ansiedade no coração do homem o abate, mas a boa palavra o alegra. Provérbios 12.25”.



OBJETIVO.
Venho tratar neste estudo sobre o tema da “ansiedade”, a qual é um dos mais aterradores distúrbios que tem assolado a sociedade, inclusive no ambiente cristão. Assim, apresentar mecanismos espirituais e comportamentais que podem neutralizá-lo.




INTRODUÇÃO.
Ansiedade pode arruinar a emoção de uma pessoa! Ela tem sido um dos principais elementos causadores de conflitos internos na alma humana. Diante de tal gravidade, penso que esse assunto deva ser abertamente discutido e tratado em meio à comunidade cristã, bem como naqueles trabalhos de pastoreio e discipulado.
Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as consequências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, E, para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente como um laço. Lc.21.34.
O fato é que o sistema educacional quer seja no ambiente escolar ou familiar fundamenta-se bastante na formação cognitiva e pouco ensina sobre o aspecto emocional, isto é, não prepara o indivíduo para lidar com suas emoções. Diante disso surge uma proposição: Como educar nossas emoções a ponto de tê-las de forma madura, saudável e equilibrada?
A ansiedade é um dos transtornos mais popular de nossa condição humana. Atinge todas as classes sociais, independente de sexo, faixa etária ou profissão. A ansiedade produz uma inquietação na alma e um desconforto quanto a situações do passado mal resolvido, do presente e do futuro. Pode gerar fadiga emocional, pressão psicológica, fragilidade da saúde e colapso espiritual.
Todas as pessoas são susceptíveis a ansiedade! Um grande e extraordinário percentual da população sofre de ansiedade sem se dar conta disso. É possível que no decorrer de sua vida, a pessoa passa por inúmeras crises de ansiedade sem saber lidar com ela.
A ansiedade faz parte da condição humana, mas cabe a nós saber lidar com ela. Até Jesus passou por essa experiência do sentimento:
Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora. Jo.12.27
36 Em seguida, foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar; 37 e, levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. 38 Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo. 39 Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres. 40 E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo? 41 Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. Mt.26.36-41.
Por se tratar de um sentimento, de um estado de alma, as pessoas encontram dificuldades para administrá-la. Mas, glória a Deus, hoje aprenderemos a lidar com a ansiedade.
Existe uma extraordinária graça de Deus quando abordamos e compartilhamos esses assuntos segundo a Palavra de Deus, porque ela nos concede auxílio e fornece instruções valiosas para essas situações.
DEFINIÇÕES.
No entanto, ao entrarmos nesse tópico devemos primeiramente diferenciar certos aspectos que definirão o correto equilíbrio:
A ansiedade pode ser moderada ou patológica.
Primeiramente, o que é anseio? Todos nós temos anseios ou aspiramos algo; faz parte da natureza humana o anelo e conquista de sonhos, projetos, receios e seus aspectos do desejo. O ser humano está sempre em busca de algo mais e isso é bom quando dado de forma equilibrada.
1 Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. 2 A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus? 3 As minhas lágrimas têm sido o meu alimento dia e noite, enquanto me dizem continuamente: O teu Deus, onde está? 4 Lembro-me destas coisas—e dentro de mim se me derrama a alma—,de como passava eu com a multidão de povo e os guiava em procissão à Casa de Deus, entre gritos de alegria e louvor, multidão em festa. 5 Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu. Sl.42.1-5.

5 Aguardo o SENHOR, a minha alma o aguarda; eu espero na sua palavra. 6 A minha alma anseia pelo Senhor mais do que os guardas pelo romper da manhã. Mais do que os guardas pelo romper da manhã, 7 espere Israel no SENHOR, pois no SENHOR há misericórdia; nele, copiosa redenção. Sl.130.5-7.
A ti levanto as mãos; a minha alma anseia por ti, como terra sedenta. Salmos 143:6
Assim, existe um tipo de “ansiedade moderada” que é normal e demonstra que certa pessoa não encara as tensões da vida com apatia.
Destarte, a ausência de anseio ou o desequilíbrio para menos no fator do anseio pode levar alguém a entrar em estágio não salutar de “apatia”. Tal apatia pode vir pelo desapego aos valores e alegrias da vida, em caso cristão pode sublimar em acídia, ou seja, um desleixo temporal a favor do mundo porvir.
Em contrapartida, o desequilíbrio desses sentimentos em sua forma de excesso de anseio e a falta de compreensão em como deva ser lidado, quer no presente como no decorrer da história do indivíduo pode gerar distúrbios psíquicos que proporciona a “ansiedade”.
A medicina que estuda essa categoria de doença considera “ansiedade patológica” como anormal, pois rouba da pessoa a capacidade de enfrentar os problemas e a lucidez para suportar as pressões da vida.
A ansiedade é inútil, pois não melhora a qualidade de vida de quem está ansioso e ainda o prejudica. A pessoa ansiosa tem o péssimo hábito de precipitar antecipadamente os hipotéticos problemas que ainda estão por vir. Como estatisticamente a maioria dos problemas que poderiam afligir nunca ocorrerá, então, uma pessoa ansiosa sofre desnecessariamente.
Portanto, existe um ponto de equilíbrio na esfera da alma em que encontramos um estágio saudável para lidar com os aspectos das aspirações humanas. Pois, Deus deseja que sejamos saudáveis em todos os aspectos emocionais e espirituais.
2 Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma. 3 Jo.2
Qual a diferença entre esses estágios de apatia, anseio bom e ser ansioso? A diferença entre esses estágios da alma reside na capacidade do indivíduo em assimilar, dosar e tratar com as situações, aventuras e desventuras do coração.
ANÁLISE
A ansiedade pode permear todas as áreas da alma humana: Inconsciente, subconsciente e consciente; tanto no cognitivo, volição como emocional. De fato, a ansiedade consegue desencadear estímulos que interagem entre todos esses campos, inclusive no espírito humano.
Nesse sentido, a ansiedade pode ser considerada como um forte sinal de incredulidade, pois aqueles que confiam na providência de Deus descansam no seu cuidado bondoso e na Sua Palavra. Assim, a ansiedade pode ser mais do que uma doença; se não tratada de forma correta pode vir a consistir num pecado de desconfiança na capacidade divina de fazer aquilo que ele nos prometeu realizar; bem como desperta em nós a tentação de interferir nos resultados agindo em Seu lugar (Mt.4.7).
Entrega o teu caminho ao senhor, confia nele, e o mais ele fará. Sl.37.5.
Sobre esse aspecto, Jesus soube lidar muito bem com a ansiedade, pois na oração do Getsêmani ele venceu a angústia e soube confiar em Deus Pai sujeitando a sua vontade.
Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres. Mt.26.39.
Jesus conhece muito bem acerca da fragilidade da natureza humana, por saber disso ele nos deixa um conselho sábio:
por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? Mt.6.25.
A ansiedade pode ser gerada por uma preocupação, isto é preocupar-se antes das coisas acontecerem. Por exemplo: por alguma prestação que ainda não venceu, tal pessoa começa a se preocupar e não deixa ninguém sossegado. Desta forma, a preocupação não incomoda somente a pessoa, mas gera co-dependência e quem estiver por perto.
A ansiedade pode ser gerada por uma culpa, ou por algo que a pessoa fez de muito ruim e não consegue resolver ou lidar; com isto gera uma ansiedade, a qual desencadeia em angústia levando-a a um pavor cuja pessoa não consegue raciocinar direito.
Então, disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados, no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma, quando nos rogava, e não lhe acudimos; por isso, vem essa ansiedade. Gn.42.21.
Quando vier a ansiedade não fite os olhos no problema, mas faça o que a bíblia diz:
Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra. Sl.121.1.
Existem pelo menos três situações em nossa vida que mais nos preocupam e nos deixam ansiosos. A pessoa pode ser ansiosa no:
  • Ser - O qual se destaca pelos aspectos ontológicos de seu valor pessoal, aceitação ou medo da rejeição. Exemplo: A pessoa pode ser ansiosa no tocante as questões do relacionamento conjugal; na harmonia dos sólidos relacionamentos sociais onde se conjuga suas atividades como: família, escola, trabalho, etc. O resultado desse tipo de ansiedade no ser pode desencadear sentimentos de preocupação e depressão.
25 Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? 26 Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? 27 Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? Mt.6.25-27.
A ansiedade no ser pode despertar preocupação com as doenças. Atentar a saúde é algo normal, todos nós devemos cuidar bem do próprio corpo. O que não é normal é viver em função de uma preocupação crônica com doenças, pois temos o Senhor que nos sara.
nenhuma enfermidade verá sobre ti... Êx.15.26.
4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. 5 Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Is.53.4,5.
Observe que o verbo tomar está no passado isso significa que já foi consumada a cura. É passado, porém o efeito do poder da Palavra é para todos os tempos.
Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre. Hb.13.8.

  • Ter Diante a massiva ênfase dada ao materialismo e suas formas de consumo, certas pessoas procuram preencher lacunas de seus anseios com produtos, status e ascensão social ou profissional. Na busca contínua por uma demanda cada vez maior, tal ímpeto desperta sentimentos de ansiedade no ter e a não obtenção destes por gerar frustração.
28 E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. 29 Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. 30 Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé? Mt.6.28-30.
A ansiedade no ter desperta preocupação com a questão financeira. Existem pessoas que pressupõe que pelo excesso de trabalho é que vão conquistar prosperidade econômica. Tal pensamento os conduz a uma cilada de ansiedade por desejos econômicos. Ora, não é errado trabalhar, pois Deus nos mandou trabalhar (Gn.2.15). Errado está na priorização do dinheiro no lugar d’Aquele que nos proporciona saúde para trabalhar.
17 Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas. 18 Antes, te lembrarás do SENHOR, teu Deus, porque é ele o que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê. Dt.8.17,18.
pois conhecereis a graça de nosso senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos. 2 Coríntios 8.9.
Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força. 1 Cr29.12.


  • Fazer Muitas pessoas manifestam sentimentos de ansiedade ao realizar certas atividades, as quais quando praticadas em ansiedade desperta ativismo, perfeccionismo, auto exigência, atritos com terceiros, descontentamento e culpa.
31 Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? 32 Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; 33 buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. 34 Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal. Mt.6.31-34.
De igual modo, a ansiedade no fazer pode despertar preocupação com a violência. A vigilância, a atenção e o cuidado é uma incumbência de todo cidadão. Contudo, a paralização e medo de sair de casa além de não ser produtivo leva a pessoa a sofrer por antecedência e esquece do que é o mais importante: Que o Senhor nos protege!
Se o senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que edificam; se o senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Sl.127.1.
CARACTERÍSTICAS.
1 SENHOR, tu me sondas e me conheces. 2 Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos. 3 Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos. 4 Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHOR, já a conheces toda. 5 Tu me cercas por trás e por diante e sobre mim pões a mão. 6 Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim: é sobremodo elevado, não o posso atingir... 23 Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; 24 vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno. Sl.139.1-6;23,24.
Embora exista certa ansiedade de tipo bem comum que aparenta não ter um sentido, ou seja, que não liga a nenhuma questão específica, derivada das vicissitudes corriqueiras do dia a dia, contudo seu manejo é semelhante a tantas outras, as quais nós observaremos a frente.
O que não parece claro no entendimento e assimilação daqueles que sofrem pelas formas de angústia é que nisso reside uma armadilha de agir em ansiedade tendo a como pulsão, força motriz ou motivação na busca de seus anseios. Isto é, o que motiva muitas pessoas a fazer algo, não é um propósito em si, mas uma reação da própria ansiedade.
A ansiedade tem tal susceptibilidade que pode se esconder atrás de pressupostos ou pensamentos de vaidade do “ser”, através de uma sensação de êxito ou conquista ou num sentimento de autoproteção e seguridade pessoal, social, econômica ou profissional.
De fato, existe uma sofisticada articulação da ansiedade que pode estar escondida por trás de uma virtude. Isto é, as pessoas adquirem certos comportamentos tidos pela sociedade como virtude, porém à custa da ansiedade oriunda de um “mecanismo de defesa” do ser.
Exemplo: O perfeccionismo, a proatividade e a excelência nas ações de alguém podem ser oriundos de ansiedade gerada pela preocupação e complexo de inferioridade; semelhante forma: o zelo, a pontualidade, as medidas cautelosas e seguras podem ser reações provenientes do medo e da rejeição.
Assim, quando outros indivíduos observam o comportamento de uma dessas pessoas virtuosas, tais não percebem que as mesmas pagam um alto preço de ansiedade em vista à demonstração dessas virtudes.
Tal sutileza da ansiedade é tão poderosa que a pessoa não percebe que está sensível a esse sentimento até que esteja inserido e controlado por ele.
Exemplo disso menciona-se determinados comportamentos adotados pela sociedade na Segunda feira. Pois, as pessoas ficam angustiadas no final de semana pensando no que devem fazer na semana seguinte, então quando elas começam o trabalho na segunda feira, tais resolvem fazer tudo em um único dia. Como lidar com isso? Ora, isso se lida com planejamento e controle das emoções!
A Palavra e o Espírito Santo
Mas, graças a Deus! Pois, ao abordarmos esse tema sobre uma ótica cristã, observamos que a Palavra de Deus nos dá esperança e nos ensina a controlar estas emoções, isto é, a Palavra de Deus está repleta de conselhos e admoestações a fim de que sejamos vitoriosos nessa área.
A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos simples. Sl.19.7
A observância da Palavra faz com que conheçamos melhor o nosso Deus. Pela sua Palavra conhecemos quem Ele é e como pode nos auxiliar em nossas aflições diárias.
Qual é o tamanho do Deus que você confia? Exemplo do menino que contempla o voo de um avião. Assim, quanto mais perto você estiver de Deus, tanto mais você poderá entender o quão grande Ele é.
Além de obtermos orientação da Palavra de Deus que nos fornece conforto temos a presença do Espírito Santo, o qual é nosso “parácletos”, nosso consolador que nos auxilia a vencermos os traumas e os distúrbios emocionais.
Pois o Espírito Santo foi dado a nós como selo e penhor da salvação, também Ele manifesta a Sua presença a fim de que em nosso espírito humano possamos ter comunhão com Deus.
13 em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; 14 o qual é o penhor da nossa herança, ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória. Ef.1.13,14.
O Espírito Santo além de proporcionar essa regeneração espiritual permite fazer com que nossa alma desfrute e deleite com sua presença.
a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que envie ele o Cristo, que já vos foi designado, Jesus, Atos 3.20
Respondeu-lhe: A minha presença irá contigo, e eu te darei descanso. Êxodo 33.14
Porém, a ação do Espírito Santo em nossa psique é muito maior do que apenas proporcionar deleite; Ele foi outorgado a nós para nos proporcionar cura emocional. Isto é, a presença do Espírito gera a cura (Rm.8.11).
4 Pois, na verdade, os que estamos neste tabernáculo gememos angustiados, não por querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. 5 Ora, foi o próprio Deus quem nos preparou para isto, outorgando-nos o penhor do Espírito. 6 Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto no corpo, estamos ausentes do Senhor; 7 visto que andamos por fé e não pelo que vemos. 2 Co.5.4-7.
De que forma Ele nos cura? Através da manifestação de seu fruto!
22 Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, 23 mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. Gl.5.22,23.
Se observarmos atentamente, nós veremos que o fruto do Espírito Santo serve como remédio e terapia para as questões das aflições e distúrbios emocionais:
Deus ministra “amor” para curar todos os sentimentos de rejeição, medo e carência afetiva (1 Jo.4.18). O Espírito Santo ministra “alegria” para curar qualquer depressão (Ne.8.10); Ele dispõe de “paz” para remover nossa ansiedade (Fp.4.6,7). Ele nos dá “paciência” para extrair toda inquietude a fim de que estejamos tranquilos (Is.26.3); também nos concede “benignidade e bondade” para que sintamos aceitos e protegidos (Sl.36.7); libera a “” para remover toda a atribulação emocional (Jo.14.1) a fim de que tenhamos bom ânimo (2 Co.5.6); dá-nos “mansidão” a fim de que permaneçamos calmos e tenhamos resiliência (Sl.37.11); por fim proporciona “domínio próprio” para remover toda preocupação e descontrole emocional.
Sintomas comportamentais
Como podemos detectar se uma pessoa se encontra em estágio de ansiedade? Através de alguns sintomas que servem como alarme para demonstração que algo precisa ser restaurado. Vejamos:
  • Agitação do pensamento. (Pessoas que não conseguem relaxar o pensamento e estão sempre com a mente ligadas a algo ou alguma atividade; a agitação do pensamento demonstra inquietude de alma).
  • Fazer às coisas com pressa e senso de urgência. (Existe um senso de dever, compromisso e seriedade exacerbada no modo como a pessoa lida com as atividades; a qual na verdade demonstra que a muito tempo perdeu aquela motivação de deleite ou prazer nas tarefas e possui apenas o sentimento de obrigação ou dever gerando excesso de tensão emocional).
  • Distúrbios na comunicação. (É comum detectarmos a manifestação da ansiedade nos problemas da articulação da fala ou exposição do raciocínio como: gagueira, precipitação da fala, comer as palavras, repetição inconsciente de palavras e a tagarelice).
  • Querer sempre mais. (Num contexto onde as pessoas vivem em busca de aceitação e realização pessoal, tal força motriz leva o indivíduo à busca contínua por maiores êxitos desencadeando sentimentos de insatisfação).
Sintomas fisiológicos (psicossomáticos)
Deus criou o ser humano de uma maneira fantástica em seu espírito, alma e corpo; quando tal estrutura biopsicoespiritual não funciona bem, a mesma tem suas formas de alertar o indivíduo na afirmação de que alguma coisa precisa ser socorrida. Tais manifestações de auxílio podem vir na forma de:
  • Perda ou inquietação do sono.
  • Dor de cabeça.
  • Tremor nas mãos e pernas.
  • Espasmos musculares.
  • Dor no peito.
  • Taquicardia.
  • Vertigem.
  • Sensação de queda ou desmaio.
  • Desequilíbrio emocional.
65 E nem ainda entre as mesmas nações descansarás, nem a planta de teu pé terá repouso; porquanto o SENHOR ali te dará coração agitado, e desfalecimento dos olhos, e desmaio da alma. 66 E a tua vida como suspensa estará diante de ti; e estremecerás de noite e de dia e não crerás na tua própria vida. 67 Pela manhã, dirás: Ah! Quem me dera ver a noite! E à tarde dirás: Ah! Quem me dera ver a manhã! Isso pelo pavor que sentirás no coração, com que pasmarás, e pelo que verás com os teus olhos. Dt.28.65-67.

PASSOS PARA LIDAR COM A ANSIEDADE

De forma intrínseca
  • Lançando sobre Jesus. (Parte do processo de entendimento de que ansiedade é uma forma de enfermidade, como qualquer doença, assim sabemos que Jesus Cristo já a levou na cruz do Calvário; portanto, podemos nós apropriar da cura pela fé. 1 Pe.2.24).
Na tua presença, Senhor, estão os meus desejos todos, e a minha ansiedade não te é oculta. Salmos 38:9
6 Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte, 7 lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. 8 Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; 1 Pe.5.6-8.
  • Entendendo o amor e confiando na soberania de Deus. (Tal sentimento de ansiedade está diretamente relacionado com a demonstração da confiança que o indivíduo tem em Deus e na sua capacidade de cuidar de seus filhos).
18 No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor. 19 Nós amamos porque ele nos amou primeiro. 1 Jo.4.18,19.
  • Praticar as tarefas da vida na busca pelo sentimento de prazer, alegria e satisfação e não por sentimento dever ou obrigatoriedade. (Sabendo que Deus está sempre presente e receptivo a aquilo que fazemos com amor).
4 Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. 5 Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Fp.4.4,5.
Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos, 1 João 5.3
  • Através da Oração, súplicas e gratidão. (A oração é uma poderosa ferramenta espiritual para reprimir a ansiedade e subjugá-la a sua posição; pois, pela oração o indivíduo coloca o seu homem espiritual em predominância sobre as questões psíquicas). Através das formas de oração como petição ou súplicas, nós colocamos o motivo e objeto de nossa ansiedade diante de Deus, o qual pode resolver todas as coisas, bem como, verbalizamos para nossa alma mediante confissão gerando uma mudança de pensamento e convicção interior com fé necessária a ponto de poder dar ações de graças pela vitória.
6 Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. Fp.4.6
  • Alcançar a paz na mente e coração com a mudança de pensamento. (Estabelecida a predominância espiritual sobre aspectos psíquicos, agora o espírito humano é capaz de absorver as coisas concernentes a Deus e seus pensamentos numa transição ou mudança de padrão de pensamentos que promovem a paz interior apesar do conflito emocional).
7 E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus. 8 Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento. 9 O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco. Fp.4.4-9.
  • Tornar as percepções psíquicas e espirituais sensíveis à presença de Deus e o fruto de seu Espírito Gl.5.22,23. (A adoração é uma poderosa ferramenta espiritual para desembotar – 2 Co.3.14 - determinados sensores espirituais levando o cristão a estar sensível a presença de Deus proporcionando um relaxamento das tensões diárias).
Respondeu-lhe: A minha presença irá contigo, e eu te darei descanso. Êxodo 33.14
28 Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. 29 Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. 30 Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. Mt.11.28-30.
De forma comportamental
  • Respiração. (A respiração feita de forma correta é fundamental para a pessoa conseguir lidar com a ansiedade; isto é, mediante o uso do diafragma na respiração a pessoa consegue atenuar certas dores no peito, bem como proporcionar um melhor funcionamento de seu sistema cardiovascular).
  • Ter a prática regular de exercícios físicos. (A prática regular de exercícios físicos liberta substâncias no organismo que são poderosas reguladoras dos sentimentos de ansiedade ou depressão).
  • Diferença entre tranquilo e calmo. (A pessoa deve conhecer a si mesma e saber diferenciar de um estado tranquilo de alma e um comportamento calmo, às vezes, as pessoas podem estar calmas, mas isso não significa que por dentro estejam tranquilas).
  • Constatação, confissão e renúncia. (Como abordado anteriormente, é difícil para o indivíduo perceber que o mesmo se encontra em estado de ansiedade. Mas, uma vez constatado, tal pessoa deve no mesmo instante confessar seu estado em oração, apresentá-lo diante de Deus e renunciar determinado sentimento de ansiedade).
  • Agir em espírito contrário. (Além dos aspectos espirituais de oração e confissão do sentimento, cabe ao indivíduo a tomada de uma posição, ou seja, ter a resolução de não se sujeitar ao sentimento e agir exatamente de forma contrária, assim adquirindo o controle sobre seu estado de ânimo e não o oposto).
  • Receber cura interior pessoal, tratamento técnico ou terapia de grupo. (Existem determinados casos de ansiedade, apatia ou depressão que ultrapassa os parâmetros normais de todo cidadão. Tais casos necessitam da ajuda de um profissional competente que possa auxiliar em processo de recuperação).
  • Ter um confidente e um parceiro de oração acerca de conflitos pessoais. (É muito importante para a pessoa construir relacionamentos sólidos de amizade e companheirismo que possa facilitar as questões dos conflitos pessoais).
13 Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Está alguém alegre? Cante louvores. 14 Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. 15 E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. 16 Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo. Tg.5.13-16.
APLICAÇÃO.
Assim, fundamentado em todas estas proposições, sustenta-se e ampara-se o argumento proposto de uma maneira equilibrada na utilização de todas as formas integradas de atuação no auxilio contra a ansiedade: “Pessoal”, “Profissional ou técnica” e “pastoral”, considerando assim quatro aspectos:a espiritualidade cristã”, “a medicina”, “o acompanhamento pastoral” e o “contexto social” no cuidado entre aqueles que se encontram com determinados desequilíbrios emocionais.
CONCLUSÃO.
Nosso intuito é conduzir o cristão a procedimentos eficazes no sentido de colocar sua alma e angústias diante do Senhor e através de sua graça, nós podermos exercer autoridade espiritual contra sentimentos que nos assolam e obtermos vitória em todas essas situações.
APELO.

Quantos necessitam de oração e mais graça de Deus para saber lidar com suas emoções?