20 de fev. de 2016

A IGREJA PRIMITIVA E A ASSISTÊNCIA SOCIAL

“Aconteceu, depois disto, que andava Jesus de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus, e os doze iam com ele, 2  e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios; 3  e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, Suzana e muitas outras, as quais lhe prestavam assistência com os seus bens.”. Lc.8.1-3.
OBJETIVO.
O presente sermão procura descrever a importância das atividades de assistência social no âmbito da igreja primitiva e de que forma essas atividades podem servir de referência a igreja atual.
INTRODUÇÃO.
Destacamos fundamentalmente o testemunho solidário e assistencial que predominava como “marca do cristianismo” nos primeiros séculos, bem como descrição de suas formas de solidariedade praticadas pelo mesmo no decorrer destes anos; entre eles: o batismo, o ágape, o socorro nas epidemias, a hospitalidade, caixa comunitária, coletas, o sepultamento e o testemunho da diaconia.
Todo princípio solidário baseava-se no seguinte versículo:
Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Gn.1.27.
Ora, se todo ser humano é a imagem e semelhança de Deus, logo é um dever cristão impedir que a imagem de Deus seja desconsiderada no tratamento de sua dignidade. Portanto, a assistência ao necessitado é uma forma de glorificar a Deus cuidando de sua imagem e semelhança.   
DESCRIÇÃO:
  1. BATISMO:
Indubitavelmente, o batismo é um dos sacramentos mais importantes da história da Igreja; tinha função de incorporar novos membros à mesma. Os candidatos ao batismo recebiam instruções éticas e práticas em relação à fé cristã (catequese/discipulado); tal candidato era apresentado por um membro da comunidade chamado “padrinho ou madrinha” ao catequista que o instruía aos princípios éticos da vida cristã como: cuidar dos pobres, amparar o órfão, a viúva, etc. Uma vez recebidos, podiam participar dos ágapes, porém não da “Santa Ceia”, a qual só participava quando fosse devidamente aprovado e aceito como cristão autêntico na comunidade.
Os cristãos não agiam de forma improvisada, mas organiza a comunidade,distribuindo as tarefas entre os membros, de acordo com o que cada um sabia fazer melhor.
2. SANTA CEIA:
Outro dos cerimoniais mais importantes da igreja primitiva era o ágape; o qual se tratava de um jantar comunitário administrado pelos diáconos que representava comunhão cristã tanto no cerimonial de Cristo (eucaristia ou Santa Ceia) quanto cumpria com uma função social que visava o suprimento daqueles cristãos mais necessitados com seu alimento diário entre a comunidade da fé.
Os membros da comunidade traziam alimentos e outros bens para partilhar entre os demais, com o objetivo de suprir os irmãos necessitados. Quem tinha mais, trazia mais. Dos alimentos trazidos, separava-se o pão e o fruto da videira pelo qual se dava graças, com vistas à celebração da Ceia do Senhor.
O termo comunhão [Koinonía] refere-se à prática da partilha de bens. Esta prática se fazia necessária, dada a realidade de que a grande maioria dos membros se constituía de pessoas pobres. No caso da comunidade de Jerusalém, a maioria se constituía de escravos, diaristas, mendigos, artesãos.
Nessa função social, a comunidade acolhia e dava suprimento àqueles irmãos que realizavam viagens ministeriais. Com o passar do tempo, houve a separação do ágape e do sacramento da Santa Ceia, perdendo, portanto, o ágape o aspecto sacramental e a eucaristia o aspecto social.
3. O SOCORRO NAS EPIDEMIAS:
Uma característica cristã era o socorro nas epidemias; prática exclusiva do cristianismo naquele período que dava assistência aos enfermos sem distinguir se eram cristãos ou não; tais auxílios nos períodos de pragas e mortandades colheram muitos cristãos vitimados pela peste, porém faziam um serviço comunitário que recebia louvor até dos pagãos; assim mesmo desconhecendo a solução do problema detinham a proliferação das próprias epidemias.
O bispo Dionísio de Alexandria(falecido em 265) escreve sobre a peste que atingiu sua cidade e relata que os cristãos cuidaram dos doentes, sem fazer distinção entre cristãos e nãocristãos. Segundo seu relato, os pagãos fugiam das pessoas infectadas, inclusive dos seus familiares, abandonavam os moribundos e deixavam os mortos jogados. Muitos cristãos morreram nesses cuidados, inclusive presbíteros, leigos e diáconos. Tomavam os moribundos no colo e no momento da morte “fechavam-lhes os olhos e a boca”. Preparavam os corpos com banho e os enterravam, e muitas vezes, os sucediam na morte (Eusébio, História Eclesiástica VII, 22, p. 467-470).
4. A HOSPITALIDADE:
A hospitalidade era outra prática comum naquele período, cujos cristãos abriam seus lares como locais de encontro e convívio da grei, gerando nisto expansão da comunidade e apoio solidário em abrigo até que tal indivíduo conseguisse trabalho e assim auxiliasse a outros. Se alguém estivesse de passagem, a hospitalidade instruía a proporcionar alimento até o próximo destino.
42  Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; 43  sendo forasteiro, não me hospedastes; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me. 44  E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos? 45  Então, lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer.Mt.25.42-45.
5. CAIXA COMUNITÁRIA:
A caixa comunitária (deposita pietatis) era outra característica de solidariedade cristã que proporcionava apoio e conforto material e espiritual. Tal gesto consistia em uma partilha voluntária dos bens ocorrida nos ágapes pela administração dos diáconos para a grande maioria de cristãos que se constituía da classe mais pobre da sociedade (patrimonium pauperum) como: escravos, diaristas, artesãos e mendigos. Basicamente seu propósito destinava a nutrir e sepultar os pobres, órfãos, viúvas, escravos anciãos, náufragos, encarcerados ou aqueles que foram prejudicados de alguma forma pela perseguição da fé.
Em concordância com a caixa comunitária estava às coletas que servia como fundo recolhido para auxílios específicos ocorridos entre cristãos ou entre comunidades como sinal de favor e apoio em unidade. Assim ocorreu a coleta no tempo do apóstolo Paulo com assistência das igrejas de origem gentílica aos irmãos de origem judaica
1  Pois quanto à ministração que se faz a favor dos santos, não necessito escrever-vos; 2  porque bem sei a vossa prontidão, pela qual me glorio de vós perante os macedônios, dizendo que a Acaia está pronta desde o ano passado; e o vosso zelo tem estimulado muitos… 5  Portanto, julguei necessário exortar estes irmãos que fossem adiante ter convosco, e preparassem de antemão a vossa beneficência, já há tempos prometida, para que a mesma esteja pronta como beneficência e não como por extorsão. 6  Mas digo isto: Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará, 7  Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria. 8  E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra; 9  conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre.
10  Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer, também dará e multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça. 11  enquanto em tudo enriqueceis para toda a liberalidade, a qual por nós reverte em ações de graças a Deus. 12  Porque a ministração deste serviço não só supre as necessidades dos santos, mas também transborda em muitas ações de graças a Deus; 13  visto como, na prova desta ministração, eles glorificam a Deus pela submissão que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade da vossa contribuição para eles, e para todos; 2 Co.9.1,2,5-13.
6. ÓRFÃOS E VIÚVAS.
De fato, no início da era cristã, a criança, em sentido geral, se encontrava numa situação de grande vulnerabilidade. Crianças não desejadas e as nascidas fora do matrimônio eram enjeitadas . De acordo com este costume, amplamente difundido na Grécia e no Império Romano, as crianças eram, em grande medida, descartáveis.
Evidentemente, muitas das crianças abandonadas morriam. Outras eram criadas para serem escravas. Os rapazes eventualmente eram obrigados a se tornarem gladiadores e as moças eram exploradas na prostituição.
Os órfãos, dada a sua vulnerabilidade, são recomendados ao cuidado da comunidade. A sua sobrevivência fora do cristianismo praticamente era possível apenas na prostituição ou na escravidão.
Neste contexto, a comunidade cristã, além de sustentar e educar órfãos, providenciava novos pais para órfãos cristãos . Portanto, praticava-se a diaconia da adoção. Orígenes (falecido em 253/4) foi adotado por uma mulher cristã. Também filhos de mártires foram adotados.
Mais uma categoria de pessoas que recebeu ajuda das comunidades cristãs no período da Igreja Antiga são as viúvas, por causa da sua vulnerabilidade. Elas, via de regra, são mencionadas ao lado dos órfãos.
“A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo”.Tg.1. 27
7. O SEPULTAMENTO:
Outra atitude solidária assumida pelo cristianismo primitivo como um dever comunitário estava no sepultamento, a começar pelos sepultamentos cristãos, onde cristãos abastados cediam seus jazigos familiares aos irmãos na fé.
57  Ao cair da tarde, veio um homem rico de Arimatéia, chamado José, que também era discípulo de Jesus. 58  Esse foi a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que lhe fosse entregue. 59  E José, tomando o corpo, envolveu-o num pano limpo, de linho, 60  e depositou-o no seu sepulcro novo, que havia aberto em rocha; e, rodando uma grande pedra para a porta do sepulcro, retirou- se. Mt.27.57-60.
Com o tempo e em decorrência disto, esta caridade passou a abranger o sepultamento dos não-cristãos, cujos defuntos se encontravam na pobreza ou abandono. Tal postura em cuidado com os mortos se dá pelo entendimento que cada ser humano é conforme a imagem de Deus sendo, portanto, merecedor de um sepultamento digno. Depois veio também o zelo e cuidado com cemitérios e outras atitudes de respeito aos mortos cuja mentalidade cristã representa o ingresso e descanso numa vida porvir.
8. O TESTEMUNHO DA DIACONIA:
O testemunho da diaconia à sociedade se deu no início da Igreja como forma diferencial indiscutível e valorosa de evangelização e demonstração de fraternidade em fé como manifestação visível do Reino de Deus.
Tal testemunho transformador através do auxílio recíproco entre os “fiéis” e solidariedade entre os “não fiéis” chamou a atenção, admirou e impactou o mundo naquela época dando igualdade de valor aos pobres, escravos, mulheres, crianças, enfermos e excluídos. Logo, esta atitude filantrópica proporcionou mudanças significativas na forma como as pessoas tinham que lidar com o sofrimento e necessidades.

APLICAÇÃO

Particularmente fiquei muito comovido com este material, pois não imaginava a importância e poder da solidariedade como fonte de crescimento da Igreja Cristã nos primeiros séculos.
Assim faço de minhas impressões o sentimento do imperador Juliano sobre este assunto: “O êxito dos cristãos se devia a isto. Ele escreve: “Será que não entendemos que o ateísmo (= cristianismo) foi promovido de modo mais eficiente pelo humanitarismo (dos cristãos) para com os estranhos e pelos cuidados (dos cristãos) com os enterros dos mortos?”
Bem-aventurado o que acode ao necessitado; o SENHOR o livra no dia do mal. 2  O SENHOR o protege, preserva-lhe a vida e o faz feliz na terra; não o entrega à discrição dos seus inimigos. 3  O SENHOR o assiste no leito da enfermidade; na doença, tu lhe afofas a cama. Sl.41.1-3.
(UMA NOTA DE ESCLARECIMENTO QUANTO A PRÁTICA DA  I.C.A.R.)

CONCLUSÃO.

Penso que boa parte daquilo que conhecemos como extraordinário crescimento da Igreja nos primeiros séculos se deu pelo fato dos mesmos cristãos terem consciência do valor da solidariedade como forma de expressão genuína e testemunho de fé.
Cujos resultados não somente engrossou as fileiras daqueles que abraçavam uma nova postura de relacionamento com Deus, mas também de relacionamento com o próximo.

APELO.

Quantos desejam se dispor ao Senhor a fim de praticar a sua fé através do amor solidário?

Material extraído de Conteúdo: GAEDE Neto, Rodolfo. Diaconia e cuidado: testemunhos dos primeiros séculos do cristianismo, São Leopoldo, EST.

13 de fev. de 2016

BENEVOLÊNCIA, BENIGNIDADE E BENEFICÊNCIA


“Ele ama a retidão e a justiça; a terra está cheia da benignidade do Senhor.” Sl.33.5.

OBJETIVO.
Venho tratar neste sermão sobre as expressões generosas de nossa vida cristã como evidência de maturidade espiritual.


INTRODUÇÃO.

A ação do amor. O amor não pode ser apenas conceitual e filosófico, necessita ser aplicado! Observe comigo esse versículo de Tiago:
14  Que proveito há, meus irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura essa fé pode salvá-lo? 15  Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano. 16  e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito há nisso? 17  Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma. 18  Mas dirá alguém: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me a tua fé sem as obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. Tg.2.14-18.
O autor afirmava que nossa fé precisa ser quantificada, mensurada, ou nivelada pela quantidade de nossas ações em amor.
Em outras palavras, Tiago afirmou que a expressão de nossa vida cristã não pode ser apenas fundamentada em nosso credo, mas em nossa prática de fé manifestada na generosidade e amor! Com isso, não quero dizer que o credo que seja irrelevante, pois, nossa confissão de fé é muito importante; mas, o amadurecimento de nossa crença tem que ser evidenciado pelas ações que ela promove em nós.
Assim, a confissão de fé precisa estar em harmonia com a prática de nossa vida cristã!

DEFINIÇÕES.

Portanto, a maturidade espiritual pode ser apresentada pela capacidade, na qual, o Espírito Santo consegue evidenciar seu fruto de Gálatas 5.22,23 em nós, a saber:
Mas o fruto do Espírito é: o amor, a alegria, a paz, a paciência, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão, o autocontrole; contra estas coisas não há lei.

ANÁLISE E CARACTERÍSTICAS.

Estabelecemos uma proposição: Toda “nobre intenção do ser” deve  proceder primariamente de uma emoção que associada a uma convicção, elabora um sentimento, e por fim desencadeia na prática deste propósito.
Portanto, quando se trata de amor, precisamos compreender que a fase inicial dessa virtude se deriva de um propósito espiritual de amor altruísta que gera uma emoção empática, a qual elaborada por uma convicção fraterna torna se depois em um sentimento caridoso que executa ações generosas.
Destarte, definimos aqui os conceitos e propósitos acerca da virtude da bondade e da emoção do bem, por meio do sentimento de benevolência, da execução da benignidade e por fim, da prática da beneficência.

CLASSIFICAÇÃO HUMANA QUANTO A PROPÓSITOS NOBRES

60 % DA POPULAÇÃO QUE NÃO TEM PERSPECTIVA
No tocante ao cumprimento de propósitos nobres podemos constatar uma razão onde 60% das pessoas vivem neste mundo só para subsistência, elas não têm perspectiva de melhoria de vida.
Lamentavelmente, 60% da população passam o dia apenas pensando em se manter para o dia seguinte. Tais pessoas se queixam da vida, culpam o governo e terceiros, sabem reclamar e lamentar dos problemas, queixam-se das coisas erradas; mas, são incapazes de apresentar propostas para mudança significativa de seu estado e sair daquela inércia ou falta de iniciativa que apresentam, possuem benevolência, mas tal se torna inconsistente. Assim tem sido na atualidade e assim foi desde o início da civilização.
Tratando este ponto, Jesus afirmou sobre a necessidade do propósito sobrepujar os desejos cotidianos da vida, colocando-se como exemplo:
32  Mas ele lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis [...] 34  Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra. Jo.4.32,34.
É estarrecedor o fato que a grande maioria da população que já existiu, viveu tão somente para manutenção da vida e perpetuação da espécie. Certo pregador anunciou que os maiores talentos e potenciais do mundo sequer foram executados, ou seja, não passaram de vontade e lamentavelmente se encontram no cemitério.  
Que venhamos assumir o compromisso pessoal e com Deus de não enterrar nossos sonhos e potencialidades. Se 60% da humanidade enterrou consigo os seus sonhos, todavia, os meus e os seus sonhos não serão assim enterrados porque firmaremos a resolução de não sermos como a maioria, mas sairemos da inércia para propósitos nobres e generosos.
OUTROS 20% DA HUMANIDADE QUE SÃO OPORTUNISTAS
5  Outra parte caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra. 6  Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se. Mt.13.5,6.
Além dos anteriores, há outro grupo de 20% da população que também está insatisfeita com levar uma vida de subsistência; cientes desta insatisfação e agregado a inclinação vil do coração, tais pensam tirar vantagem disto de alguma maneira. Tornam-se oportunistas, mesquinhos e traiçoeiros, destinam sua missão neste mundo em tirar vantagem das circunstâncias e dos outros. Estes são os aproveitadores!
Tais sobrevivem e sobressaem à custa do primeiro grupo de 60% da multidão. Embora, os mesmos, não consigam tirar vantagem de todos, e por não ter um propósito nobre, são classificados em conjunto com os demais 60% que não cooperam no desenvolvimento geral dos propósitos.
Estes, juntos com os 60% que sabem reclamar do problema, mas não se propõe a solucioná-lo, às vezes, são estes que de fato promovem as dificuldades visando tirar vantagem de terceiros. Estes tais estragam a humanidade e podem seduzir à corrupção muitos daqueles pertencentes aos 60%.  
Que venhamos assumir a postura pessoal e com Deus de não se deixar influenciar pelos gananciosos e inescrupulosos deste mundo. Tampouco se deixar ser seduzidos pela ganância e injustiça social promovida por esses na exploração da humanidade para seu bel prazer.
OUTROS 10% DA HUMANIDADE QUE SÃO INERTES
7  Outra caiu entre os espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram. Mt.13.7.
Além destes, nós encontramos na sociedade outros 10% de pessoas que chegam a consciência que precisam deixar um legado e alguma forma de contribuição à Deus e a humanidade. Estes sabem detectar o problema e até apresentam alguma solução, porém, a falta de iniciativa necessária para sair da inercia torna-os incapazes de resolver seus problemas.
Tais pessoas sabem que este legado tem a ver com alguma coisa filantrópica ou benevolente, entendem este dever como sua missão; porém, não sabem exatamente o que fazer, nem como fazer.
Seus afazeres diários e suas preocupações neutralizam sua operacionalidade na fé. Possuem benevolência, mas carecem de benignidade que é o iniciar de uma boa ação.
Por hora, em um sentimento sonhador, devaneado ou fantasioso esperam que alguém venha lhes mostrar o caminho ou dar as condições para concretização de seu chamado. Ainda que tal atitude seja viável, entretanto, são como aqueles relógios que de tempo em tempo precisam que alguém dê corda para o funcionamento; ou como aqueles automóveis, cuja bateria fraca precisa de um pequeno empurrão para dar partida. A motivação pode ser boa, mas a vontade é fraca.  
Assim encontramos muitos cristãos na atualidade, têm um potencial tremendo, mas estão parados porque têm vontade fraca, apesar de ser talentosos e conhecedores naquilo que fazem, ficam a espera de alguém que lhes dê as condições e oportunidades. Queridos, quem sabe realizar seu chamado faz as coisas acontecerem sem ficar a espera de ocasião e circunstância de terceiros.  
Que Jesus possa mover nosso coração, dar força de vontade necessária, poder de motivação e encorajamento próprio a exercer nosso propósito! Que venhamos assumir o compromisso de depender menos das motivações externas e mais do encorajamento interno proporcionado pelo próprio Espírito de Deus e sua Palavra, para que nEle, nossa vontade e determinação seja sempre constante!
6  Sê forte e corajoso, porque tu farás este povo herdar a terra que, sob juramento, prometi dar a seus pais. 7  Tão-somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares. 8  Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido. 9  Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares. Js.1.6-9.
OS ÚLTIMOS 10% DA HUMANIDADE QUE SÃO PROATIVOS
8  Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto: a cem, a sessenta e a trinta por um. Mt.13.8.
Por fim, temos os últimos 10% da humanidade que tem cumprido com seu propósito. Estes migraram de benevolência e benignidade para beneficência. Eles não tomam nada de contrariedade por desculpa no impedimento da realização de seu desígnio. As dificuldades servem como aprendizado para fortalecimento de sua determinação, caráter e propósito.  
Eles detectam os problemas, apresentam soluções e aplicam alternativas para construção de um caminho ao seu ministério. Tais não se encontram a espera de oportunidades ocasionadas pelas circunstâncias e por terceiros, pelo contrário, eles geram oportunidades e apresentam resultados. De certa forma, são liberadores de destino!
Se não têm dinheiro, eles criam recursos; se não têm tempo eles planejam e alteram sua agenda para proporcionar tempo. Se eles desconhecem um assunto, não se conformam com a falta de conhecimento, e assim, pesquisam e tornam-se peritos naquele assunto.
Nenhuma preguiça ou falta de vontade é capaz de segurá-los. Não se contentam com coisas pela metade, mas buscam aperfeiçoamento no propósito. Tais são como aquele exército descrito no livro do profeta Joel, capítulo 2 que não abandonam seus postos e estão determinados a triunfar. Eles são da têmpera e determinação semelhantes a Paulo:
1  Depois disto, deixando Paulo Atenas, partiu para Corinto. 2  Lá, encontrou certo judeu chamado Áqüila, natural do Ponto, recentemente chegado da Itália, com Priscila, sua mulher, em vista de ter Cláudio decretado que todos os judeus se retirassem de Roma. Paulo aproximou-se deles. 3  E, posto que eram do mesmo ofício, passou a morar com eles e ali trabalhava, pois a profissão deles era fazer tendas. 4  E todos os sábados discorria na sinagoga, persuadindo tanto judeus como gregos. At.18.1-4.
São como Paulo, que ao invés de ficar deplorando por causa da contrariedade dos judeus ou pela insensibilidade dos irmãos e falta de recursos, dobrou as mangas e foi fazer tendas, provendo ele próprio suprimento de recursos a si e a terceiros, porque sabia que seu propósito era maior e mais elevado que todas estas circunstâncias que o dificultava.

PASSOS PARA ASSIMILAR ESSE CONHECIMENTO.

COMO FUNCIONA DE FORMA PRÁTICA.
Devemos arrojar de um mero desejo introspectivo de benevolência para assumir o risco de agirmos em benignidade e persistir na execução do bem por meio da beneficência.
JESUS NÃO SE RESTRINGIA COM A POBREZA
Observe o exemplo de Jesus! Ele poderia ter se contentado com a pobreza de sua condição familiar; mas ele não se restringia com a pobreza, pelo contrário, acreditou na provisão divina dos recursos! Embora Jesus tenha nascido na pobreza (2 Co.8.9); ele nunca se deixou restringir pelo sistema financeiro fundamentado no dinheiro, ou seja, ele recusou admitir ser subjugado pelo controle opressivo do sistema financeiro deste mundo; tampouco se subjugou pelo domínio daqueles que manipulam o dinheiro.
Embora Jesus tenha nascido na pobreza; ele nunca “se acomodou”, “se conformou” ou “se limitou” com a falta de dinheiro!
DEUS ENRIQUECE SEUS FILHOS PARA PROMOVER SEU REINO E GLÓRIA ATRAVÉS DA GENEROSIDADE E NÃO PARA GERAR OSTENTAÇÃO PESSOAL!
Deus quer enriquecer você a fim de abençoar e ser generosos para com os outros: “Sê tu uma benção... em ti serão benditas todas as famílias da terra” Gn.12.2. Assim como Deus enriqueceu Abraão, Isaque, Jacó, José, Moisés, Davi, Salomão e outros para ser objeto de Seu louvor na terra. Cabe a nós anuirmos e recebermos o consentimento deste projeto divino para que através destas riquezas nós toquemos as nações.
20 Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio. 2 Co.1.20
Observe que em cada promessa que Deus cumpre em nossas vidas o Seu nome é glorificado, ou seja, Deus tem interesse de cumprir com todas as promessas em nós para que Ele seja glorificado através de nossa realização; como corrobora o texto abaixo:
1 Seja Deus gracioso para conosco, e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o rosto; 2 para que se conheça na terra o teu caminho e, em todas as nações, a tua salvação… 6 A terra deu o seu fruto, e Deus, o nosso Deus, nos abençoa. 7 Abençoe-nos Deus, e todos os confins da terra o temerão. salmo 67.1,2,6,7.
De que forma podemos ajudar pessoas a se fortalecerem nas finanças e entender que Deus quer prosperá-las?
DEIXANDO DE SER UM EXPLORADOR ALHEIO PARA TORNAR-SE UM GENEROSO ABENÇOADOR!
Muitos imigrantes que vieram ao Brasil com uma mentalidade exploratória e sucessivamente passaram este espírito exploratório aos seus descendentes. Hoje, podemos constatar esse espírito de exploração no meio das capitais de nosso país, onde os mais avantajados procuram de todas maneiras explorar e levar vantagem sobre os desafortunados. Isto permeia desde a vaga de automóvel onde o cidadão quer levar vantagem até ultrapassar o seu limite de tempo ao usar o microfone no púlpito!
Muitos crentes têm feito isso, abusam do tempo do microfone a ponto de comprometer o tempo destinado ao orador e ainda tem a “cara de pau” de se desculpar jogando a responsabilidade para o Espírito Santo.
O que para alguns que interpretam essa atitude como uma forma astuta e esperta de levar vantagem na forma de prosperidade, conquista e expansão de domínio; Na verdade, Deus reconhece esse comportamento como pecado, iniquidade e injustiça social! Venho nesse dia denunciar esse tipo  de comportamento em meio a muitos evangélicos que têm explorado a terceiros e têm dito: DEUS ME ABENÇOOU! Isso é um engano!
O que passa é que enquanto tivermos este sentimento ganancioso e iníquo de tentar levar vantagem e explorar terceiros, seremos susceptíveis ao mesmo espírito que nos explorará, ou seja, de exploradores, um dia seremos explorados; pois é isso que temos semeado para conosco! Assim, devemos abolir este comportamento em nossos negócios e estabelecermos preços e negociações justas (sem exploração do cliente, do assalariado e outros), procurar respeitar meu limite sem ultrapassar o limite alheio, etc.
Nós não devemos ir as pessoas ou aos países para buscar ou explorar dinheiro, mas para abençoá-los com dinheiro; assim nos colocamos numa posição espiritual de benção e autoridade sobre tais pessoas e nações.
Observe isso: Cada oferta que você dá a alguém, seja ao pobre, a um ministério, ou a obra missionária ou nação, é um nível da autoridade que você está recebendo no mundo espiritual.
O rico domina sobre os pobres; e o que toma emprestado é servo do que empresta. Pv. 22.7.  
Então as nações virão negociar contigo, porque verão a unção de Deus sobre sua vida como foi com Labão e Jacó (Gn.30.27). Labão não queria que Jacó partisse, pois via a benção de Deus sobre ele.

APLICAÇÃO.

Meu testemunho sobre crescer em generosidade! E as dificuldades que tive para vencer o medo da carência para abençoar.
O MEDO COMO ELEMENTO INIBIDOR DA GENEROSIDADE
Pois só semeia quem tem coração rico, só retém quem tem uma mentalidade pobre! E aquele que o retém, o faz com receio de que falte suprimento para si gerando a incredulidade.
A incredulidade sempre é acompanhada pelo medo. Ora, se você teme o futuro, então você adquire uma postura muito aquém da aplicação de recursos e perde oportunidades; mas se você é otimista, tem fé em Deus e está em obediência a Sua voz, então você entra no cenário de conquistas e vê seu sonho realizado.
1 Sobrevindo fome à terra, além da primeira havida nos dias de Abraão, foi Isaque a Gerar, avistar-se com Abimeleque, rei dos filisteus. 2  Apareceu-lhe o SENHOR e disse: Não desças ao Egito. Fica na terra que eu te disser; 3  habita nela, e serei contigo e te abençoarei; porque a ti e a tua descendência darei todas estas terras e confirmarei o juramento que fiz a Abraão, teu pai... 6 Isaque, pois, ficou em Gerar...  12 Semeou Isaque naquela terra e, no mesmo ano, recolheu cento por um, porque o SENHOR o abençoava. 13  Enriqueceu-se o homem, prosperou, ficou riquíssimo; Gn.26.1-3,6,12-13.
Observe a situação de Isaque, enquanto todos os filisteus reservaram a semente e a fizeram como grão para seu mantimento por causa do medo de escassez; Isaque crendo na Palavra manteve a semente como semente e assim foi o único que colheu naquele ano e multiplicou estas sementes em muitos grãos.
ALARGANDO A VAZÃO DA GENEROSIDADE
O medo institui uma mentalidade de pobreza se conflagra num escravizador, bloqueador e redutor espiritual, cuja, principal função é limitar e impedir a vazão da prosperidade e por fim, da generosidade.
De que forma? A mentalidade de pobreza induz ao pensamento de fechar a torneira da benção e da liberação generosa como estratégia econômica fundamentada no medo de carência e escassez futura.
Mas, em Nome de Jesus Cristo, nós podemos ser transformados em Deus e mudar hoje esta realidade para uma realidade próspera, vitoriosa e generosa a fim de receber tudo o que a Palavra de Deus garante a nosso respeito. Assim tomaremos posse hoje.
Pois, entendemos que prosperidade não começa com finanças, ela deve começar no coração e na alma; se teu coração e tua alma têm visão e mentalidade próspera e generosa, então a prosperidade material será uma consequência.

CONCLUSÃO.

Assim, a expressão de nossa fé esta fundamentada na forma com que conseguimos transcender de benevolência para benignidade e beneficiência em um coração que ao invés de explorar terceiros, parte para a nobreza de espírito em acreditar que Deus é poderoso para o abençoar, não para ostentar a si mesmo, e sim para abençoar e ser generoso para com os outros.

APELO.

Quantos querem praticar essa generosidade?

5 de fev. de 2016

O PROFÉTICO E O ESTADO DE ÂNIMO

1  E entrando Jesus num barco, passou para o outro lado, e chegou à sua própria cidade. 2  E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Jesus, pois, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: Tem ânimo, filho; perdoados são os teus pecados. 3  E alguns dos escribas disseram consigo: Este homem blasfema. 4  Mas Jesus, conhecendo-lhes os pensamentos, disse: Por que pensais o mal em vossos corações? 5  Pois qual é mais fácil? dizer: Perdoados são os teus pecados, ou dizer: Levanta-te e anda? 6  Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados (disse então ao paralítico): Levanta- te, toma o teu leito, e vai para tua casa. 7  E este, levantando-se, foi para sua casa. 8  E as multidões, vendo isso, temeram, e glorificaram a Deus, que dera tal autoridade aos homens. Mt.9.1-8.
19  Levantou-se, pois, Jesus, e o foi seguindo, ele e os seus discípulos. 20  E eis que certa mulher, que havia doze anos padecia de uma hemorragia, chegou por detrás dele e tocou-lhe a orla do manto; 21  porque dizia consigo: Se eu tão-somente tocar-lhe o manto, ficarei sã. 22  Mas Jesus, voltando-se e vendo-a, disse: Tem ânimo, filha, a tua fé te salvou. E desde aquela hora a mulher ficou sã. Mt.9.19-22.


OBJETIVO.
Venho tratar neste sermão sobre a relação existente entre fé e o estado de ânimo do profeta a fim de haver liberação da graça e unção profética na execução dos decretos realizados com autoridade.


INTRODUÇÃO.

Temos instruído a igreja que a fé não é somente uma linguagem espiritual que interage apenas nas questões espirituais, mas afeta todos os aspectos da vida cristã.
A fé também toca na alma e no corpo do indivíduo, isto é, a fé é um canal de liberação divina sobre o biopsicoespiritual do homem.
ACRÓSTICO. A fé atua na mente gerando convicção, na vontade e gera convencimento, na emoção proporcionando confiança, essa fé provoca no cognitivo contentamento, na volição consentimento, conforto, e por fim, no sentimento consolo, compaixão e continuidade. Isso tudo afeta todo o estado de ânimo do cristão.
Existe uma íntima relação entre a liberação profética em fé e o estado de ânimo do profeta.
Pois o profeta recebeu graça e autoridade de Deus para executar os decretos divinos sobre a face da terra. Isso representa uma autoridade extraordinária na execução dos propósitos de Deus.
Satanás, sabedor dessa fenomenal autoridade, procura de todos modos impedir que o profeta execute seu chamado ministerial de liberação e ativação das coisas no mundo espiritual.
Sendo assim, ele procura roubar essa graça profética através do pecado, da imoralidade ou da ganância.
Quando não o consegue, então, ele utiliza outros estratagemas entre eles a ameaça, o medo e por fim a desmotivação ou depressão.
Toda vez que satanás desmotiva ou entristece um profeta, o ardil inimigo consegue neutralizar a obra de Deus através do seu canal profético.
Observe esse relato sobre o estado de ânimo do patriarca e profeta Israel:
12  Ora, foram seus irmãos apascentar o rebanho de seu pai, em Siquém. 13  Disse, pois, Israel a José: Não apascentam teus irmãos o rebanho em Siquém? Vem, e enviar-te-ei a eles. Respondeu-lhe José: Eis-me aqui. 14  Disse-lhe Israel: Vai, vê se vão bem teus irmãos, e o rebanho; e traze-me resposta. Assim o enviou do vale de Hebrom; e José foi a Siquém. Gn.37.12-14.
23  Logo que José chegou a seus irmãos, estes o despiram da sua túnica, a túnica de várias cores, que ele trazia; 24  e tomando-o, lançaram-no na cova; mas a cova estava vazia, não havia água nela… 28  Ao passarem os negociantes midianitas, tiraram José, alçando-o da cova, e venderam-no por vinte siclos de prata aos ismaelitas, os quais o levaram para o Egito… 31  Tomaram, então, a túnica de José, mataram um cabrito, e tingiram a túnica no sangue. 32  Enviaram a túnica de várias cores, mandando levá-la a seu pai e dizer-lhe: Achamos esta túnica; vê se é a túnica de teu filho, ou não. 33  Ele a reconheceu e exclamou: A túnica de meu filho! uma besta-fera o devorou; certamente José foi despedaçado. 34  Então Jacó rasgou as suas vestes, e pôs saco sobre os seus lombos e lamentou seu filho por muitos dias. 35  E levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; ele, porém, recusou ser consolado, e disse: Na verdade, com choro hei de descer para meu filho até o Seol. Assim o chorou seu pai. Gn 37:23ss.
14  Então enviou Faraó, e chamou a José, e o fizeram sair logo da cova; e barbeou-se e mudou os seus vestidos, e veio a Faraó. 15  E Faraó disse a José: Eu sonhei um sonho, e ninguém há que o interprete; mas de ri ouvi dizer que quando ouves um sonho o interpretas. 16  E respondeu José a Faraó, dizendo: Isso não está em mim; Deus dará resposta de paz a Faraó. 17  Então disse Faraó a José: Eis que em meu sonho estava em pé na praia do rio, 18  E eis que subiam do rio sete vacas gordas de carne e formosas à vista, e pastavam no prado. 19  E eis que outras sete vacas subiam após estas, muito feias à vista, e magras de carne; não tenho visto outras taus, quanto à fealdade, em toda a terra do Egito 20  E as vacas magras e feias comiam as primeiras sete vacas gordas; 21  E entravam em suas entranhas, mas não se conhecia que houvessem entrado em suas entranhas; porque o seu parecer era feio como no principio. Então acordei. 22  Depois vi em meu sonho, e eis que dum mesmo pé subiam sete espigas cheias e boas; 23  E eis que sete espigas secas, miúdas e queimadas do vento oriental brotavam após elas. 24  E as sete espigas miudas devoravam as sete espigas boas. E eu disse-o aos magos, mas ninguém houve que mo interpretasse. 25  Então disse José a Faraó: O sonho de Faraó é um só; o que Deus há de fazer, notificou-o a Faraó. 26  As sete vacas formosas são sete anos; as sete espigas formosas também são sete anos; o sonho é um só. 27  E as sete vacas magras e feias à vista, que subiam depois delas, são sete anos, como as sete espigas miúdas e queimadas do vento oriental; serão sete anos de fome. 28  Esta é a palavra que tenho dito a Faraó; o que Deus há de fazer, mostrou-o a Faraó. 29  E eis que vêm sete anos, e haverá grande fartura em toda a terra do Egito 30  E depois deles levantar-se-ão sete anos de fome, e toda aquela fartura será esquecida na terra do Egito, e a fome consumirá a terra: 31  e não será conhecida a abundância na terra, por causa daquela fome que seguirá; porquanto será gravíssima. 32  Ora, se o sonho foi duplicado a Faraó, é porque esta coisa é determinada por Deus, e ele brevemente a fará. 33  Portanto, proveja-se agora Faraó de um homem entendido e sábio, e o ponha sobre a terra do Egito. 34  Faça isto Faraó: nomeie administradores sobre a terra, que tomem a quinta parte dos produtos da terra do Egito nos sete anos de fartura; 35  e ajuntem eles todo o mantimento destes bons anos que vêm, e amontoem trigo debaixo da mão de Faraó, para mantimento nas cidades e o guardem; 36  assim será o mantimento para provimento da terra, para os sete anos de fome, que haverá na terra do Egito; para que a terra não pereça de fome. 37  Esse parecer foi bom aos olhos de Faraó, e aos olhos de todos os seus servos. 38  Perguntou, pois, Faraó a seus servos: Poderíamos achar um homem como este, em quem haja o espírito de Deus? 39  Depois disse Faraó a José: Porquanto Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão entendido e sábio como tu. 40  Tu estarás sobre a minha casa, e por tua voz se governará todo o meu povo; somente no trono eu serei maior que tu. 41  Disse mais Faraó a José: Vê, eu te hei posto sobre toda a terra do Egito. 42  E Faraó tirou da mão o seu anel-sinete e pô-lo na mão de José, vestiu-o de traje de linho fino, e lhe pôs ao pescoço um colar de ouro. 43  Ademais, fê-lo subir ao seu segundo carro, e clamavam diante dele: Ajoelhai-vos. Assim Faraó o constituiu sobre toda a terra do Egito.
25  Então subiram do Egito, vieram à terra de Canaã, a Jacó seu pai, 26  e lhe anunciaram, dizendo: José ainda vive, e é governador de toda a terra do Egito. E o seu coração desmaiou, porque não os acreditava. 27  Quando, porém, eles lhe contaram todas as palavras que José lhes falara, e vendo Jacó, seu pai, os carros que José enviara para levá-lo, reanimou-se-lhe o espírito;28  e disse Israel: Basta; ainda vive meu filho José; eu irei e o verei antes que morra. Gên 45.25-28.


ANÁLISE E CARACTERÍSTICAS.

Observe como a tal tema funciona com outros textos correlatos:
O Coração de Samuel, o profeta:
1Sm 12:1  Então disse Samuel a todo o Israel: Eis que vos dei ouvidos em tudo quanto me dissestes, e constituí sobre vós um rei. 2  Agora, eis que o rei vai adiante de vós; quanto a mim, já sou velho e encanecido, e meus filhos estão convosco: eu tenho andado adiante de vós desde a minha mocidade até o dia de hoje. 3  Eis-me aqui! testificai contra mim perante o Senhor, e perante o seu ungido. De quem tomei o boi? ou de quem tomei o jumento? ou a quem defraudei? ou a quem tenho oprimido? ou da mão de quem tenho recebido peita para encobrir com ela os meus olhos? E eu vo-lo restituirei. 4  Responderam eles: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem tomaste coisa alguma da mão de ninguém. 5  Ele lhes disse: O Senhor é testemunha contra vós, e o seu ungido é hoje testemunha de que nada tendes achado na minha mão. Ao que respondeu o povo: Ele é testemunha.
1Sm 12:16  Portanto ficai agora aqui, e vede esta grande coisa que o Senhor vai fazer diante dos vossos olhos. 17  Não é hoje a sega do trigo? clamarei, pois, ao Senhor, para que ele envie trovões e chuva; e sabereis e vereis que é grande a vossa maldade, que fizestes perante o Senhor, pedindo para vós um rei. 18  Então invocou Samuel ao Senhor, e o Senhor enviou naquele dia trovões e chuva; pelo que todo o povo temeu sobremaneira ao Senhor e a Samuel. 19  Disse todo o povo a Samuel: Roga pelos teus servos ao Senhor teu Deus, para que não morramos; porque a todos os nossos pecados temos acrescentado este mal, de pedirmos para nós um rei. 20  Então disse Samuel ao povo: Não temais; vós fizestes todo este mal; porém não vos desvieis de seguir ao Senhor, mas servi-o de todo o vosso coração. 21  Não vos desvieis; porquanto seguiríeis coisas vãs, que nada aproveitam, e tampouco vos livrarão, porque são vãs. 22  Pois o Senhor, por causa do seu grande nome, não desamparará o seu povo; porque aprouve ao Senhor fazer de vós o seu povo. 23  E quanto a mim, longe de mim esteja o pecar contra o Senhor, deixando de orar por vos; eu vos ensinarei o caminho bom e direito.
O CORAÇÃO DE DAVI, O PROFETA
2Sm 6:13  Quando os que levavam a arca do Senhor tinham dado seis passos, ele sacrificou um boi e um animal cevado. 14  E Davi dançava com todas as suas forças diante do Senhor; e estava Davi cingido dum éfode de linho. 15  Assim Davi e toda a casa de Israel subiam, trazendo a arca do Senhor com júbilo e ao som de trombetas. 16  Quando entrava a arca do Senhor na cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela; e, vendo ao rei Davi saltando e dançando diante do senhor, o desprezou no seu coraçao. 17  Introduziram, pois, a arca do Senhor, e a puseram no seu lugar, no meio da tenda que Davi lhe armara; e Davi ofereceu holocaustos e ofertas pacíficas perante o Senhor. 18  Quando Davi acabou de oferecer os holocaustos e ofertas pacíficas, abençoou o povo em nome do Senhor dos exércitos. 19  Depois repartiu a todo o povo, a toda a multidão de Israel, tanto a homens como a mulheres, a cada um, um bolo de pão, um bom pedaço de carne e um bolo de passas. Em seguida todo o povo se retirou, cada um para sua casa. 20  Então Davi voltou para abençoar a sua casa; e Mical, filha de Saul, saiu a encontrar-se com Davi, e disse: Quão honrado foi o rei de Israel, descobrindo-se hoje aos olhos das servas de seus servos, como sem pejo se descobre um indivíduo qualquer. 21  Disse, porém, Davi a Mical: Perante o Senhor, que teu escolheu a mim de preferência a teu pai e a toda a sua casa, estabelecendo-me por chefe sobre o povo do Senhor, sobre Israel, sim, foi perante Senhor que dancei; e perante ele ainda hei de dançar 22  Também ainda mais do que isso me envilecerei, e me humilharei aos meus olhos; mas das servas, de quem falaste, delas serei honrado. 23  E Mical, filha de Saul não teve filhos, até o dia de sua morte.
O CORAÇÃO DE ELIAS, O PROFETA
1Rs 17:1  Então Elias, o tisbita, que habitava em Gileade, disse a Acabe: Vive o Senhor, Deus de Israel, em cuja presença estou, que nestes anos não haverá orvalho nem chuva, senão segundo a minha palavra.
Observe a autoridade profética de um homem de Deus que está com seu estado de ânimo ajustado ao propósito de Deus.
1Rs 18:1  Depois de muitos dias veio a Elias a palavra do Senhor, no terceiro ano, dizendo: Vai, apresenta-te a Acabe; e eu mandarei chuva sobre a terra. 2  Então Elias foi apresentar-se a Acabe. E a fome era extrema em Samária.
1Rs 18:33  Então armou a lenha, e dividiu o novilho em pedaços, e o pôs sobre a lenha, e disse: Enchei de água quatro cântaros, e derramai-a sobre o holocausto e sobre a lenha. 1Rs 18:34  Disse ainda: fazei-o segunda vez; e o fizeram segunda vez. De novo disse: Fazei-o terceira vez; e o fizeram terceira vez. 1Rs 18:35  De maneira que a água corria ao redor do altar; e ele encheu de água também o rego. 1Rs 18:36  Sucedeu pois que, sendo já hora de se oferecer o sacrifício da tarde, o profeta Elias se chegou, e disse: ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque, e de Israel, seja manifestado hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que conforme a tua palavra tenho feito todas estas coisas. 1Rs 18:37  Responde-me, ó Senhor, responde-me para que este povo conheça que tu, ó Senhor, és Deus, e que tu fizeste voltar o seu coração. 1Rs 18:38  Então caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, a lenha, as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego. 1Rs 18:39  Quando o povo viu isto, prostraram-se todos com o rosto em terra e disseram: O senhor é Deus! O Senhor é Deus!
1Rs 18:44  Sucedeu que, à sétima vez, disse: Eis que se levanta do mar uma nuvem, do tamanho da mão dum homem: Então disse Elias: Sobe, e dize a Acabe: Aparelha o teu carro, e desce, para que a chuva não te impeça. 1Rs 18:45  E sucedeu que em pouco tempo o céu se enegreceu de nuvens e vento, e caiu uma grande chuva. Acabe, subindo ao carro, foi para Jizreel: 1Rs 18:46  E a mão do Senhor estava sobre Elias, o qual cingiu os lombos, e veio correndo perante Acabe, até a entrada de Jizreel.
Observe como a ameaça de Jezabel altera o estado de ânimo do profeta. A ponto de abrir mão do propósito divino.
1Rs 19:1  Ora, Acabe fez saber a Jezabel tudo quanto Elias havia feito, e como matara à espada todos os profetas. 1Rs 19:2  Então Jezabel mandou um mensageiro a Elias, a dizer-lhe: Assim me façam os deuses, e outro tanto, se até amanhã a estas horas eu não fizer a tua vida como a de um deles. 1Rs 19:3  Quando ele viu isto, levantou-se e, para escapar com vida, se foi. E chegando a Berseba, que pertence a Judá, deixou ali o seu moço. 1Rs 19:4  Ele, porém, entrou pelo deserto caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte, dizendo: Já basta, ó Senhor; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais. 1Rs 19:5  E deitando-se debaixo do zimbro, dormiu; e eis que um anjo o tocou, e lhe disse: Levanta-te e come. 1Rs 19:6  Ele olhou, e eis que à sua cabeceira estava um pão cozido sobre as brasas, e uma botija de água. Tendo comido e bebido, tornou a deitar-se. 1Rs 19:7  O anjo do Senhor veio segunda vez, tocou-o, e lhe disse: Levanta-te e come, porque demasiado longa te será a viagem. 1Rs 19:8  Levantou-se, pois, e comeu e bebeu; e com a força desse alimento caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus. 1Rs 19:9  Ali entrou numa caverna, onde passou a noite. E eis que lhe veio a palavra do Senhor, dizendo: Que fazes aqui, Elias? 1Rs 19:10  Respondeu ele: Tenho sido muito zeloso pelo Senhor Deus dos exércitos; porque os filhos de Israel deixaram o teu pacto, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada; e eu, somente eu, fiquei, e buscam a minha vida para ma tirarem. 1Rs 19:11  Ao que Deus lhe disse: Vem cá fora, e põe-te no monte perante o Senhor: E eis que o Senhor passou; e um grande e forte vento fendia os montes e despedaçava as penhas diante do Senhor, porém o Senhor não estava no vento; e depois do vento um terremoto, porém o Senhor não estava no terremoto; 1Rs 19:12  e depois do terremoto um fogo, porém o Senhor não estava no fogo; e ainda depois do fogo uma voz mansa e delicada. 1Rs 19:13  E ao ouvi-la, Elias cobriu o rosto com a capa e, saindo, pôs-se à entrada da caverna. E eis que lhe veio uma voz, que dizia: Que fazes aqui, Elias?


CLASSIFICAÇÃO.

Como está teu estado de ânimo?
Em que Satanás tem usado a tristeza ou ameaça para neutralizar a obra de Deus em sua vida?
Como você reage em fé para romper com teu estado de ânimo?
Você governa teu estado de ânimo ou é ele que te controla?

PASSOS PARA ASSIMILAR ESSE CONHECIMENTO.


6  Esforça-te, e tem bom ânimo, porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria. 7  Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, cuidando de fazer conforme toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; não te desvies dela, nem para a direita nem para a esquerda, a fim de que sejas bem sucedido por onde quer que andares. 9 Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não te atemorizes, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus está contigo, por onde quer que andares. Jos 1.6,7,9.