29 de set. de 2011

GERACOES ATUAIS: X,Y,Z,ALFA, SEGUNDO PROPOSITO DIVINO


5  Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do SENHOR; 6  ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que eu não venha e fira a terra com maldição. Ml.4.5,6.
INTRODUÇÃO
Quero iniciar este presente sermão através da afirmação que Deus tem um propósito de vida para cada geração. Sim, de fato, Deus é que estabelece o surgimento das gerações! Apesar de vivermos nesta terra de forma finita, nosso Deus é eterno e estabelece planos peculiares no decorrer das gerações. E no transcorrer das gerações Deus tem propósitos peculiares com cada uma delas. É NECESSÁRIO, PORTANTO, QUE CADA GERAÇÃO VENHA BUSCAR SUA PRÓPRIA E PECULIAR EXPERIÊNCIA EM DEUS!
Quem fez e executou tudo isso? Aquele que desde o princípio tem chamado as gerações à existência, eu, o SENHOR, o primeiro, e com os últimos eu mesmo. Isaías 41:4
Todavia, como referido no versículo áureo, Deus estabelece um plano para que por meio do relacionamento de pais e filhos este projeto de vida seja efetuado no decorrer das gerações e possa ser liberador de poderosas bênçãos. Em contrapartida, a falta de relacionamento entre pais e filhos, além de privar estas bênçãos, faz com que seja liberada uma maldição.
Constatamos que a preocupação em relação ao "futuro dos filhos" tem sido objeto de singular questionamento dos pais na atualidade.
Quando teu filho, no futuro, te perguntar, dizendo: Que significam os testemunhos, e estatutos, e juízos que o SENHOR, nosso Deus, vos ordenou? Dt.6.20.
29  quanto a ti, ó rei, estando tu na cama, entraram os teus pensamentos na mente, sobre o que havia de acontecer no futuro; e aquele que revela segredos te descobriu o que há de acontecer. Dn.2.29. TB
Eu sei os pensamentos que tenho acerca de vós, diz Jeová, pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma expectação. Jr.29.11 TB.
            Tenho visto que quanto mais sábia é uma pessoa maior é sua capacidade de ser pró ativa em seus aspectos básicos da vida, bem como no planejamento de seu futuro e de seus filhos. Quanto menos esclarecimento tiver uma pessoa, esta dispensa mais tempo de sua vida remediando problemas que não foram planejados.
            A lei de Pareto (ou princípio 80/20 como preferir chamar) foi criada pelo economista italiano Vilfredo Pareto. Esta lei diz que: 80% das consequências advêm de 20% das causas. Se fizer a análise do tempo que perde do seu dia, verá que em 20% das suas atividades gastam 80% do seu tempo.
Irmãos, pró atividade requer aprendizado e muita disciplina mental e comportamental.
Há esperança para o teu futuro, diz o SENHOR, porque teus filhos voltarão para os seus territórios. Jr.31.17
Sem dúvida, qualquer pai zeloso pelo bem-estar de seus filhos, em maior ou menor grau, expressa esta incerteza pelo futuro de sua família. Pois todo pai almeja que seu filho seja abençoado e não amaldiçoado.
Desta forma, para que não implicasse a maldição, Deus determina primeiramente que o coração dos pais seja convertido ao coração dos filhos e depois vice-versa. O que significa isso? Significa em primeira instância que a linguagem e o entendimento de uma geração paterna deverão estar voltados à compreensão de uma geração posterior e esta geração posterior, denominada por geração dos filhos, estará interessada no que a geração anterior tem a ensinar.
Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele. Pv.22.6 RC.
            O termo instruir é muito mais profundo do que apenas transmitir conhecimento, tem haver com a relação de capacitar o aprendiz a fazer o trabalho de forma conjunta. Por isso as versões inglesas ASV e KJV colocam o verbo to“Train”.  O termo menino neste texto em hebraico é  “Naar” que significa uma faixa etária que vai de criança até adolescente, de onde procede a versão Vulgata: Ajusta o adolescente...; no seu caminho, a versão espanhola RV. Escreve em sua “carreira” mostrando que compete aos pais a formação profissional e alvos da vida de um filho. E até quando envelhecer, conota preocupação com o futuro (você tem se preocupado com sua aposentadoria, plano de previdência privada, etc). Sabe que se ele for bem instruído, não se apartará dos princípios paternos.
Esta inter-relação de gerações é vital para que haja continuidade no propósito divino, a falha de uma geração anterior acarretará na sobrecarga e fragelamento do propósito da geração posterior.
8  Faleceu Josué, filho de Num, servo do SENHOR, com a idade de cento e dez anos; 9  sepultaram-no no limite da sua herança, em Timnate-Heres, na região montanhosa de Efraim, ao norte do monte Gaás. 10  Foi também congregada a seus pais toda aquela geração; e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o SENHOR, nem tampouco as obras que fizera a Israel. Jz.2.8-10.

Segundo a correta orientação das Sagradas Escrituras, temos a compreensão que cabe aos pais gerar o senso de origem, propósito e destino a seus filhos. Seguindo a analogia de Salmos 127, podemos reconhecer que o pai serve de arco, propulsionando seu filho como flecha na força necessária para liberá-lo para mais longe.

            Todo pai anela que seu filho tenha melhor qualidade de vida que ele próprio já tenha desfrutado. Quando os pais não estabelecem planejamento efetivo na vida de seus filhos, o que na maioria das vezes ocorre é que seus filhos permanecem na mesma condição econômica e social de seus pais, ou em alguns casos pode até piorar (Cf. adágio: PAI RICO, FILHO NOBRE, NETO PÓBRE). Mas, quando pais estabelecem planejamento de vida aos seus filhos, tais podem ascender uma, talvez duas posições sociais e econômica em relação a seus pais.

“Herança do SENHOR são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão. Como flechas na mão do guerreiro, assim os filhos da mocidade. Feliz o homem que enche deles a sua aljava; não será envergonhado, quando pleitear com os inimigos à porta”. Sl.127.3-5

Existe uma falsa sabedoria em voga no mundo secular que sustenta a tese onde o jovem quando tornar-se maior de idade poderá escolher o que fará de sua vida. Pensamos ser uma falácia tal proposição, pois, no competitivo mercado de trabalho, já não há mais tempo para esperar o amadurecimento do jovem para tal escolha, é necessário que o mesmo já venha ser preparando na infância.

De que maneira este inter-relacionamento deve ocorrer? Sabemos que o inter-relacionamento começa pela “comunicação” e pelo “entendimento” de como são constituídas as peculiaridades de cada geração. Assim, se um pai quiser compreender seu filho terá que entender como funciona a geração em que seu filho está inserido. Desta forma apresentarei neste sermão alguns conceitos sociológicos que denominam o desenvolvimento e a peculiaridade de cada geração:
4  não o encobriremos a seus filhos; contaremos à vindoura geração os louvores do SENHOR, e o seu poder, e as maravilhas que fez. 5  Ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel, e ordenou a nossos pais que os transmitissem a seus filhos, 6  a fim de que a nova geração os conhecesse, filhos que ainda hão de nascer se levantassem e por sua vez os referissem aos seus descendentes; 7  para que pusessem em Deus a sua confiança e não se esquecessem dos feitos de Deus, mas lhe observassem os mandamentos; 8  e que não fossem, como seus pais, geração obstinada e rebelde, geração de coração inconstante, e cujo espírito não foi fiel a Deus. Salmos 78:4-8.

O QUE SIGNIFICA SOCIOLOGICAMENTE OS TERMOS PARA AS GERAÇÕES: X,Y,Z e ALFA?
Recentemente tem havido uma necessidade de se nomear as gerações de forma a não alinhar com as mesmas características indivíduos de épocas diferentes. Até há pouco tempo atrás, quando nos referíamos as crianças, adolescentes ou pessoas de meia ou terceira idade acabávamos generalizando comportamento e características, independente da época em que viveram.
Hoje é inaceitável imaginar o comportamento de um adolescente, independente da época que tenha vivido. Assim, fica fácil entender que um adolescente do Século XIX, com certeza terá características diferentes de um adolescente do início do Século XX, ou dos anos 50, 60 ou 90.
Dessa forma, se optou por chamar as gerações (independente de sua idade, já que as gerações envelhecem) por nomes específicos. Contudo, apesar de destacarmos as características peculiares de cada geração, o texto sagrado nos apresenta Deus como ser que tem soberania sobre todas as gerações.

Quão grandes são os seus sinais, e quão poderosas, as suas maravilhas! O seu reino é reino sempiterno, e o seu domínio, de geração em geração. Daniel 4:3 

As principais classificações das gerações são:
(DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO ANTERIOR A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E A GERAÇÃO DE INDEPENDÊNCIA, PAI DOS BABY BOOMERS. Do livro: Não existe um pai em casa?).
GERAÇÃO BABY BOOMERS 
Baby Boomers é uma definição genérica para crianças nascidas durante uma explosão populacional. Em geral, a atual definição de Baby Boomers, se refere aos filhos da Segunda Guerra Mundial, já que logo após a guerra houve uma explosão populacional. O crescimento vegetativo em período de prosperidade social com ambiente favorável apresenta caráter linear e não costuma reproduzir o padrão especular do "baby boomers". Hoje, estas pessoas estão com mais de 45 anos e gostam de um emprego fixo e estável. Elas valorizam muito a experiência e o tempo de trabalho numa empresa.
7  Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência... 9  Disse mais Deus a Abraão: Guardarás a minha aliança, tu e a tua descendência no decurso das suas gerações. Gênesis 17:7,9.
que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniqüidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até à terceira e quarta geração! Êxodo 34:7 

GERAÇÃO X
A segunda denominação moderna foi a que se denominou Geração X. Esta geração é composta dos filhos dos Baby Boomers da Segunda Guerra Mundial. Os integrantes da Geração X têm sua data de nascimento, localizada, aproximadamente, entre os anos 1960 e 1980. As pessoas desta geração têm entre 40 e 45 anos e, acima de tudo, gostam de ter segurança financeira. Além disso, esta geração viu a tecnologia nascer.

Porque, na verdade, tendo Davi servido à sua própria geração, conforme o desígnio de Deus, adormeceu, foi para junto de seus pais e viu corrupção. Atos 13:36 

Um exemplo claro de alguém que atingiu seu potencial: DAVI, FILHO DE JESSÉ! Davi aos 15 anos: pastor de ovelhas, oitavo da família; Aos 17 anos: Mavioso salmista, cheio do Espírito; Aos 20 anos: Perseguido pelo rei; Aos 30 anos: Rei de Judá; Aos 33 anos: Rei de Israel; Reinou 40 anos em Israel (uma geração judaica); Foi rei, salmista, compositor, profeta, pastor, guerreiro, líder.



GERAÇÃO Y
A terceira geração foi a denominada Geração Y, também chamada de Geração Next ou Millennnials, a Geração Y, também chamada geração do milénio ou geração da Internet. Apesar de não haver um consenso a respeito do período desta geração, a maioria da literatura se refere à Geração Y como as pessoas nascida entre os anos 1980 e 2000. São, por isso, muitos deles, filhos da geração X e netos da Geração Baby Boomers.
Essa geração desenvolveu-se numa época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica. Os pais, não querendo repetir o abandono das gerações anteriores, encheram-nos de presentes, atenções e atividades, fomentando a autoestima de seus filhos. Eles cresceram vivendo em ação, estimulados por atividades, fazendo tarefas múltiplas. Acostumados a conseguirem o que querem não se sujeitam às tarefas subalternas de início de carreira e lutam por salários ambiciosos desde cedo.  Muito diferente dos Baby Boomers, esta geração não hesita em mudar de emprego. Caso o atual não o agrade, não há problema em procurar um outro. Alguns Baby Boomers e X’s se refere a esta geração como sendo a GERAÇÃO MIMADA.
Essa é a famosa e tão comentada geração do momento. As pessoas têm no máximo 30 anos, é adepta à tecnologia e está sempre na busca de novidades, a geração do computador, das facilidades, da globalização e tudo mais. Uma de suas características atuais é a utilização de aparelhos de alta tecnologia, como telefones celulares de última geração, os chamados 'smartphones' (telefones inteligentes), para muitas outras finalidades além de apenas fazer e receber ligações como é característico das gerações anteriores.
Enquanto grupo crescente, tem se tornado o público-alvo das ofertas de novos serviços e na difusão de novas tecnologias. As empresas desses segmentos visam a atender essa nova geração de consumidores, que constitui um público exigente e ávido por inovações.
Mas se engana quem pensa que na Geração Y tudo são só flores. Nascidos numa época de pós-utopias e modificação de visões políticas e existenciais, a chamada Geração Y cresceu em meio a um crescente individualismo e extremada competição. Não são jovens que, em geral, têm a mesma consciência política das gerações da época contracultural. E também, como as informações aparecem numa progressão geométrica e circulam a uma velocidade e tempo jamais vistos antes, o conhecimento parece que tende a ficar cada vez mais superficial.
Em contrapartida, e por razões que nos nossos tempos parecem óbvias, a chamada Geração Y tem sido mais preocupada com o meio ambiente que as gerações precedentes e as causas sociais, o que revela um contraponto ao individualismo empedernido. Têm um ponto de vista diferente das gerações anteriores, que viveram épocas de guerras e desemprego.

Salmos 33:11  O conselho do SENHOR dura para sempre; os desígnios do seu coração, por todas as gerações.

Isaías 51:8  Porque a traça os roerá como a um vestido, e o bicho os comerá como à lã; mas a minha justiça durará para sempre, e a minha salvação, para todas as gerações.


GERAÇÃO Z
É a definição sociológica para definir geração de pessoas nascidas desde a segunda metade da década de 90 até os dias de hoje. Ou seja, geração que correspondem à idealização e nascimento da internet, criada em 1990. Formada por indivíduos constantemente conectados através de dispositivos portáteis e, preocupados com o meio ambiente, a Geração Z não tem uma data definida. Pode ser integrante ou parte da Geração Y, já que a maioria dos autores posiciona o nascimento das pessoas da Geração Z entre 1990 e 2009.
A grande nuance dessa geração é zapear, tendo várias opções, entre canais de televisãointernetvídeo gametelefone e mp3 players . É a geração touchscreen, você imagina as crianças de hoje, daqui poucos anos ainda apertando botão? As pessoas da Geração Z são conhecidas por serem digitalmente nativas, estando muito familiarizadas com a World Wide Webcompartilhamento de arquivos, telefones móveis e mp3 players, não apenas acessando a internet de suas casas, e sim pelo smartfone, ou seja, extremamente conectadas à rede.
O mundo para eles é tecnológico e virtual. Não conseguem imaginá-lo sem internet, telefones celulares, computadores, iPods, videogames com gráficos exuberantes, televisores e vídeos em alta definição. Sua vida é regada a muita informação, pois tudo que acontece é noticiado em tempo real e muitas vezes esse volume imenso acaba se tornando obsoleto em pouco tempo.
Se a vida no virtual é fácil e bem desenvolvida, muitas vezes a vida no real é prejudicada pelo não desenvolvimento de habilidades em relacionamentos interpessoais. Vive-se virtualmente aquilo que a realidade não permite. Talvez daí venha o fascínio dos jovens por jogos fantasiosos onde estes podem ser o que quiserem, sem censura ou reprimenda. Seguimos então para a geração que não irá arrumar, vão sim trocar, não vai vender, vai se desfazer. Não irá procurar por produtos que sintam necessidade, apenas escolheram de quem comprar. Pois ofertas de todos os tipos e gostos não vão faltar.
Salmos 22:30  A posteridade o servirá; falar-se-á do Senhor à geração vindoura.

Salmos 71:18  Não me desampares, pois, ó Deus, até à minha velhice e às cãs; até que eu tenha declarado à presente geração a tua força e às vindouras o teu poder.

 
GERAÇÃO ALFA (OU ALPHA GENERATION)
Ainda sem características precisas definidas, da geração nascida a partir de 2010, a não ser que nascerão em um mundo conectado em rede, a Geração Alfa será composta tanto de filhos geração Y, como da Geração Z. Nenhuma outra teve tanto acesso ao conhecimento humano como esta que agora começa a se formar. Alguns pesquisadores já disseram que "Apesar de já haver uma definição para a próxima letra (Geração Z) esta geração não está definida, exatamente numa época, mas em um hábito de comportamento: uma geração eternamente conectada e preocupada com a ecologia e o respeito ao meio ambiente."

Isaías 58:12  Os teus filhos edificarão as antigas ruínas; levantarás os fundamentos de muitas gerações e serás chamado reparador de brechas e restaurador de veredas para que o país se torne habitável.

Isaías 61:4  Edificarão os lugares antigamente assolados, restaurarão os de antes destruídos e renovarão as cidades arruinadas, destruídas de geração em geração.

OBS: Material extraído da wikipedia e demais sites:

28 de ago. de 2011

PROPÓSITOS DA FÉ EM HEBREUS 11


INTRODUÇÃO

Ao iniciarmos a leitura do capítulo 11 de Hebreus nos deparamos com algumas coisas relevantes para sua interpretação. Primeiramente, constatamos que o tema central do capítulo é sobre fé, de fato, o autor quer nos ensinar acerca de muitos aspectos importantes sobre fé. O qual será tema e objeto de nossa ministração.

Em segundo ponto, percebemos que existem quarenta versículos, e estes versículos no livro de Hebreus em seu capítulo 11 possuem uma representação, tais representam o “período de tempo de uma geração”, o “período de uma fase ministerial” ou a “fase de nossa provação terrena”. Ex.: Moisés passou por três períodos de 40 anos, assim: Josué, Samuel, Saul, Davi, Salomão e etc. Então, o número quarenta associado ao tema central do capítulo nos leva a conclusão parcial que existe um tempo para provação e aperfeiçoamento terreno de nossa fé, ou seja, enquanto estivermos neste mundo, poderemos e estaremos sendo provados e aperfeiçoados em nossa fé.

Além de o autor expor sobre o termo fé em aspectos gerais, entretanto, através do discorrimento do assunto ele apresenta elementos e conceitos importantes para compreensão e assimilação pormenorizada do tema fé. O autor de Hebreus destaca vários pontos concernentes a fé como: conceitos, a atuação da fé, a aprovação por ela, transmissão e transferência da mesma e sua recompensa. Assuntos que haveremos de aprender através deste sermão:


1.      CONCEITOS SOBRE FÉ

1 Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam a convicção de fatos que se não vêem... A fé esta relacionada ao ato de aguardar ou ter expectativa de algo, a fé é o penhor, isto é, a garantia que algo será efetuado. Ou seja, se você tem fé acerca de alguma coisa, esta mesma fé lhe serve de penhor que tal coisa será realizada. Como posso saber que tal coisa que busco pela fé acontecerá? É simples, você já possui o ticket de confirmação do recebimento que é sua fé
Assim, a fé trás a condição de coisas vindouras para o presente, pois “a fé é”, ou seja, a fé nunca será alguma coisa, pois enquanto nossa expectativa estiver no futuro, não possuímos fé e sim esperança.


2.      ATUAÇÃO DA FÉ EM FAZER O INVISÍVEL TORNAR-SE VISÍVEL

1 ... a convicção de fatos que se não vêem. Um dos propósitos ou modos de operação da fé esta relacionada ao ato de gerar (criar) algo que ainda não possa ser visto de forma natural. Tal coisa passa a existir no mundo espiritual e ser contemplado nele, porém não está visível no mundo natural. Mas, se isto é procedente, então de que maneira isto ocorre?

3  Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem. A fé é utilizada por meio da ativação de palavras, onde o próprio Deus utiliza deste recurso para estabelecer seus propósitos (formação do universo), sempre gerando de uma dimensão invisível para uma visível. Assim, constata-se que a melhor “aplicação da fé” é por meio da citação (confissão) da Palavra de Deus Rm.10.17; 2 Co.4.13. Pois a fé é a linguagem de Deus. Quando utilizamos a Palavra de Deus dentro dos propósitos e anseios estabelecidos pela mesma Palavra, (como dizemos: em linha com a Palavra), colaboramos no processo de “em fé”  executarmos a vontade de Deus e fazer existir seus propósitos.


3.      OBTER BOM TESTEMUNHO: SER APROVADO PELO TIPO DE FÉ QUE APRESENTA.

2  Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho. A bíblia afirma que os que adquirem um determinado nível ou condição de fé, não caducam, pois não envelhecem, mas são chamados de antigos. Cuja postura de fé que adquiriram produziu da parte de Deus uma apreciação através do testemunho de seus posicionamentos. Logo, um bom comportamento realizado em fé produz aprazimento em Deus. É isto que Deus espera de nós neste período de provação e peregrinação terrena de fé. Veja em versículos abaixo exemplos e qualificações deste raciocínio:

4 Pela fé, Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim; pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas. Por meio dela, também mesmo depois de morto, ainda fala. A fé conduz-nos a praticar o que há de melhor, a transcender a condição normal para excelência, o qual, tal comportamento produz em nós da parte de Deus uma aprovação, cuja duração é eterna. Nós demonstramos este crescimento e aperfeiçoamento de fé muitas atitudes, porém, uma das mais realçam nossas atitudes de fé é nas ofertas.

5  Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque Deus o trasladara. Pois, antes da sua trasladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus. A fé nos coloca em uma prova de avaliação, cujo propósito final é agradar a Deus. Quem assim o agrada, Deus toma para si. Quem não agradou Deus em fé durante sua vida, Deus rejeita.

6  De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam. A fé tem propósito de agradar a Deus e nos aproximar dEle; a medida que nos aproximamos dele está mesma fé nos mostra ainda mais quem Deus é! Quem assim o faz obtém bom testemunho e é recompensado.

16  Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade. Existe uma inclinação na fé de deixar de buscar coisas terrenas a fim de buscar as coisas que aos olhos de Deus são primazia que são as coisas celestiais. É necessário que entendamos que aqueles que têm fé agradam a Deus. Mas os incrédulos envergonham a Deus. Existem cristãos que causam vergonha a Deus por sua incredulidade. Uma vez que tais envergonham a Deus, Deus não faz questão de ser seu Deus.


4.      FÉ GERA OBEDIÊNCIA: POSTURA CONDIZENTE COM TIPO DE FÉ

7  Pela fé, Noé, divinamente instruído acerca de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, aparelhou uma arca para a salvação de sua casa; pela qual condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé. A fé nos conduz a instrução divina levando a obediência da mesma, mostra o que ainda não era visível, a fé nos proporciona temor a Deus; a fé nos coloca em situação de instrumento de juízo; a fé nos condiciona em sua hereditariedade e consequentemente ao direito de herança (sua casa).

8  Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia.  A fé nos leva ao entendimento de nosso chamado e posiciona numa postura de obediência, no propósito de nos direcionar para alcançar a herança, mesmo não tendo muito conhecimento do que é.

22  Pela fé, José, próximo do seu fim, fez menção do êxodo dos filhos de Israel, bem como deu ordens quanto aos seus próprios ossos. A fé leva-nos a apontar esperanças vindouras e preparar o presente de acordo com elas. (pro atividade da fé).


5.      FÉ GERACIONAL OU PORTADORA DE HERANÇA

9  Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa; No conceito de hereditariedade da fé, a mesma promessa divina dada nós, pode ser repassada aos nossos herdeiros. Este repasse de fé pode ser feito por “TRANSMISSÃO” sempre dada de via oral, Rm.10.17; 2 Co.4.13. Ou por “TRANFERÊNCIA” concedido por impartição da unção através de uma benção legitimada.

20  Pela fé, igualmente Isaque abençoou a Jacó e a Esaú, acerca de coisas que ainda estavam para vir. A fé nos condiciona a uma dimensão de bênção e apropriação de coisas futuras.

21  Pela fé, Jacó, quando estava para morrer, abençoou cada um dos filhos de José e, apoiado sobre a extremidade do seu bordão, adorou. A fé propicia que tal benção possa ser transferível cuja finalidade seja adoração.


6.      A FÉ PROPORCIONA PROMESSAS INALCANSÁVEIS NA CONDIÇÃO HUMANA

10  porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador. A fé leva-nos aguardar coisas superiores as nossas condições, coisas que só Deus pode realizar.

11  Pela fé, também, a própria Sara recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade, pois teve por fiel aquele que lhe havia feito a promessa. A fé nos faz receber poder naquilo que é nossa fragilidade, proporciona superação. A fé nos apresenta e convence da fidelidade divina em cumprir sua promessa.

12  Por isso, também de um, aliás já amortecido, saiu uma posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e inumerável como a areia que está na praia do mar. A fé tem poder para da morte fazer surgir vida incontável e imensurável. É inexplicável o poder da fé Mc.9.23.


7.      O AMADURECIMENTO DA FÉ É PROPORCIONADO PELAS OPOSIÇÕES

À medida que observamos as reações contrárias à fé neste mundo nós chegamos a constatação que tudo que ocorre de secular e mundano compete contra a fé, existem várias razões para que a fé seja neutralizada e impeça as pessoas de exercê-la: um dia por que está frio, outro porque está quente, outro porque existe um clássico esportivo, ou por que há uma festividade e etc. Tudo é motivo que impeça a pessoa de intensificar sua fé ou vir ao culto. Porém, quem vence estas oposições elementares adquire um amadurecimento de fé incalculável 1 Pe.1.7.

15  E, se, na verdade, se lembrassem daquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. OPOSIÇÃO DA TENTAÇÃO. A fé não exclui a possibilidade de “tentação” ao retrocesso, antes, a fé leva-nos a escolha de que devemos manter-se firme em nossa posição.

17  Pela fé, Abraão, quando posto à prova, ofereceu Isaque; estava mesmo para sacrificar o seu unigênito aquele que acolheu alegremente as promessas, OPOSIÇÃO DA PROVA: A fé nos condiciona a um período de “prova”. O fato de acolhermos a promessa independente da intensidade desta não evita a prova que dela será aplicada.

18  a quem se tinha dito: Em Isaque será chamada a tua descendência; 19  porque considerou que Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos, de onde também, figuradamente, o recobrou. OPOSIÇÃO DA RESTITUIÇÃO: Quem tem fé crê que Deus é poderoso para recobrar a promessa mesmo quando a mesma parece não ser mais possível.

23  Pela fé, Moisés, apenas nascido, foi ocultado por seus pais, durante três meses, porque viram que a criança era formosa; também não ficaram amedrontados pelo decreto do rei. OPOSIÇÃO DO MEDO: A fé nos livra de todo medo, quem sucumbe ao medo, ainda não possui amadurecimento de fé, quem resiste ao medo aperfeiçoa a fé.

24  Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, OPOSIÇÃO PELA RENÚNCIA: A fé nos obriga a posições de renúncia. Devemos aprender a abrir mão de certas coisas pela fé.

25  preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado; OPOSIÇÃO DOS PRAZERES: A fé nos condiciona a escolhas e renúncias contra o pecado, mesmo que tal traga satisfação transitória.

26  porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão. OPOSIÇÃO DA HUMILHAÇÃO: A fé impulsiona a aceitação da humilhação por amor a Cristo, entendendo que tal proporcionará recompensa melhor do que os benefícios transitórios das riquezas deste mundo.

27  Pela fé, ele abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei; antes, permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível. OPOSIÇÃO DE OPNIÕES: A fé leva-nos a decisões sem temor da opinião adversa, perseverando convicto como se vislumbrasse algo que não está aparente.

29  Pela fé, atravessaram o mar Vermelho como por terra seca; tentando-o os egípcios, foram tragados de todo. OPOSIÇÃO DAS ADVERSIDADES: A fé direciona-nos a atravessar adversidades cujas tais pode derrubar os que não tem fé.

30  Pela fé, ruíram as muralhas de Jericó, depois de rodeadas por sete dias. OPOSIÇÃO DE IMPEDIMENTOS: A fé tem poder para derrubar barreiras que constantemente nos cercam e insistem em permanecer nos impedindo de assumir a vitória.

28  Pela fé, celebrou a Páscoa e o derramamento do sangue, para que o exterminador não tocasse nos primogênitos dos israelitas. PROTEÇÃO EM MEIO EXTREMA OPOSIÇÃO: Mesmo debaixo de extraordinária oposição, devemos estar seguros e confiantes, pois Deus não permitirá que o mal possa nos tocar. A fé nos protege contra demônios que intentam fazer mal.

31  Pela fé, Raabe, a meretriz, não foi destruída com os desobedientes, porque acolheu com paz aos espias. PROTEÇÃO EM MEIO EXTREMA OPOSIÇÃO DE DESTRUIÇÃO: A fé além de proteger da iminente destruição, oportuniza pessoas assumirem na prova uma mudança significativa de vida e de comportamento produzindo resultado esperado pela provação, o qual é a “aprovação da fé”.

32  E que mais direi? Certamente, me faltará o tempo necessário para referir o que há a respeito de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas, O assunto de fé é inesgotável.

33  os quais, por meio da fé, subjugaram reinos Davi, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões Daniel, 34  extinguiram a violência do fogo, Amigos de Daniel escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos em guerra, puseram em fuga exércitos de estrangeiros Davi. 35  Mulheres receberam, pela ressurreição, os seus mortos Sunamita e Eliseu. Alguns foram torturados profetas menores, não aceitando seu resgate, para obterem superior ressurreição; 36  outros, por sua vez, passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões Jeremias. 37  Foram apedrejados Amós, provados, serrados pelo meio Isaías, mortos a fio de espada Ezequiel; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados Elias.
Todos estes da galeria da fé foram aprovados pela fé através da oposição e provação que passaram.


CONCLUSÃO: A FÉ NOS LEVA ANELAR E ALCANÇAR COISAS SUPERIORES

13  Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra. A promessa da fé tem fases de cumprimento, parte deste cumprimento é terreno, parte celestial. A fé nos condiciona a prática da confissão tanto do terreno quanto do celestial.

14  Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria. Existe um determinado nível de aprofundamento na fé que nos conduz a anelar coisas superiores que até então buscávamos, ou seja, quanto mais aprofundamos na fé, tanto mais anelamos coisas de natureza mais elevada.

38  (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra. Em contrapartida, a fé nos proporciona a condição de que nos tornamos incompatíveis com este mundo, na verdade, o mundo não merece os que têm fé, sendo necessário, portanto, Deus preparar um mundo melhor, algo superior a este mundo.

39  Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, A fé não nos faz adquirir todas as coisas que anelamos neste mundo, até porque se tivéssemos tudo que queríamos neste mundo, não haveria necessidade de buscar um mundo vindouro; Deus deixa este desejo de “quero mais” por uma razão? Assim a fé nos condiciona a expectativas de coisas que não podemos obter na limitação deste mundo, evocando algo superior que somente na vida celestial poderemos alcançar.

40  por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados. A fé proporciona algo melhor preparado por Deus para nós pelo qual possamos compartilhar com aqueles que comungam deste mesmo nível de fé.

10 de ago. de 2011

DIÁCONOS


1 Ora, naqueles dias, multiplicando-se o número dos discípulos, houve murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária. 2  Então, os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas. 3  Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço; 4  e, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra. 5  O parecer agradou a toda a comunidade; e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia. 6  Apresentaram-nos perante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos. 7  Crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos; também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé. At.6.1-7.


INTRODUÇÃO

O referido texto acima relata a história de como surgiram os diáconos na igreja primitiva, aqueles sete diáconos foram escolhidos em função de uma necessidade existente na casa de Deus.
O vocábulo "DIÁCONO" é de origem grega, e significa: servidor, auxiliar, obreiro. Sua função original era auxiliar os ministros nos assuntos práticos e temporais, como manutenção, assistência social, zeladoria e outros.
Deriva igualmente deste termo o vocábulo diaconia, cujo significado é: O ato de exercer o diaconato, ou seja, é quando um diácono exerce sua designação: ser ajudante do líder de uma igreja local. A diaconia também pode ser definida, segundo o dicionário Aurélio, como um serviço prestado ao próximo.
A razão pela qual surgiu esta necessidade na igreja primitiva é porque se multiplicaram o número dos discípulos, ou seja, havia crescimento por parte da igreja, além da sua capacidade de assimilação. Isto leva a constatação que na medida em que a igreja cresce surge à necessidade de preparar homens que estejam aptos para solucionar questões das circunstâncias que advém.

Estes homens foram instituídos e revestidos de autoridade e honra para o serviço que os qualificava para o exercício de suas funções ministeriais. Tal instituição do chamado fizera com que estes homens colocassem ao lado do serviço ministerial gerando cooperação mútua para aportar e desenvolver o crescimento ministerial da igreja. Seu papel é servir, executando as deliberações do presbitério.
Muitas pessoas servem dentro da igreja, mas o diácono ocupa uma posição honrosa de representar o presbitério naquilo que faz. É por isso que ele tem que ser apresentado diante da igreja.

O que nos mostra uma verdade fundamental contida na expressão prática da vida da igreja, isto é, Deus chama homens para contribuir com o chamado e auxiliar nas tarefas diárias e não para colocar-se em papel de oposição. Os diáconos, também foram estabelecidos para cuidar dos assuntos temporais da Igreja.

CARACTERÍSTICAS DE UM DIÁCONO


Para que tal propósito fosse assegurado, conforme Atos 6, era necessário que tais pessoas pudessem conter características específicas em seu caráter.
Estas características podem ser classificadas de três formas: O reconhecimento, a paixão e a habilidade de administração. Acerca da característica de reconhecimento, nós encontramos Pedro falando a respeito da boa reputação; com relação a paixão, nós podemos constatar que estes homens buscavam viver uma vida cheia do Espírito Santo; e no critério da habilidade de administração, observamos Pedro utilizar o termo sabedoria: Esta sabedoria não refere-se ao fato de possuir apenas conhecimento, mas habilidade para poder coordenar de forma prática este conhecimento adquirido.


1. BOA REPUTAÇÃO:

A boa reputação aqui relacionada representa o testemunho que tais pessoas têm tanto para com os de dentro da igreja quanto para com os de fora. Esta reputação está relacionada nos deveres do diácono, conforme escrito, na Epístola de Primeira de Timóteo, Capítulo 3, vejamos:

8 Semelhantemente, quanto a diáconos, é necessário que sejam respeitáveis, de uma só palavra, não inclinados a muito vinho, não cobiçosos de sórdida ganância, 9  conservando o mistério da fé com a consciência limpa. 10  Também sejam estes primeiramente experimentados; e, se se mostrarem irrepreensíveis, exerçam o diaconato. 11  Da mesma sorte, quanto a mulheres, é necessário que sejam elas respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo. 12  O diácono seja marido de uma só mulher e governe bem seus filhos e a própria casa. 13  Pois os que desempenharem bem o diaconato alcançam para si mesmos justa preeminência e muita intrepidez na fé em Cristo Jesus. 1 Tm.3.8-13.

Em I Tm 3.10, no referimento das qualificações do diácono, Paulo recomenda: “Primeiro devem ser provados”. Isto demonstrará seu valor (ou falta dele) para uma posição de responsabilidade na igreja.  É necessário que aquele que participa deste Ministério tenha alguns requisitos a cumprir:

·         Vida de Santidade. É imprescindível que o diácono tenha uma vida de santidade na Presença de Deus, pois Deus é Santo, e também o serviço dedicado a Ele deve ser santo.
·     Vida de Oração e Adoração (Comunhão com Deus). Para servir a Igreja e agradar a Deus, o obreiro precisa ter comunhão com Deus, através da oração e adoração na sua vida diária.
·       Leitura da Palavra de Deus. O obreiro precisa conhecer a Deus através de sua Palavra para que possa O servir e ter fé para ministrar diante de Deus.
·         Bom Testemunho. Sua vida precisa refletir a vida de Jesus.
·        Obediência. O diácono precisa ser obediente e submisso à voz do Espírito e de sua liderança.
·      Excelência. A obra de Deus deve ser feita com amor, zelo e excelência, não de qualquer jeito, mas conforme as suas forças.


2. CHEIOS DO ESPÍRITO.

Ser cheio do Espírito Santo não implica apenas em saber o quanto nós buscamos do poder do Espírito Santo como instrumentos úteis de Deus no meio da igreja, mas, o quanto este Espírito Santo teve liberdade de apropriar-se e moldar nossos pensamentos, sentimentos e coração, segundo seus eternos propostos, de fazer a obra divina não da nossa maneira, porém da maneira de Deus.

Ser cheio do Espírito Santo significa executar a obra sagrada não através de madeira, feno ou palha; mas de elementos preciosos como ouro, prata e pedras preciosas conforme relatado na Epístola de Primeira de Coríntios, capítulo 3.

11 Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo. 12  Contudo, se o que alguém edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, 13  manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provará. 14  Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão; 15  se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele dano; mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo. 16  Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? 17  Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado. 1 Co.3.11-17.


3. CHEIOS DE SABEDORIA,

A sabedoria relatada neste texto tem a ver com a habilidade, pela qual, podemos exercer na obra de Deus, o vocábulo sabedoria em hebraico denota tanto a questão empírica e experimental, como no aspecto da aquisição do conhecimento elaborado. Revela o completo equilíbrio entre experiência e habilidade no exercício ministerial.

Assim, Deus requer que seus escolhidos sejam homens que venham buscar sabedoria tanto quanto compartilhá-la. Todo homem de Deus que busca crescimento ministerial deve ser alguém que ama os estudos, bem como procura desenvolver-se como pessoa de forma espiritual, social e cognitiva.

TIPOS DE DIACONIA E FUNÇÕES ESPECÍFICAS

Poderíamos pensar em diácono com diferentes funções:
  • Diáconos com funções pastorais delegadas - São os que secundam aos Pastores, a Comunidade em todas as áreas – Ex. Líder de Casa-Luz, Líder de Departamentos e auxiliares.
  • Diáconos em serviços específicos de certas funções administrativas – São os que têm tarefas específicas em matéria administrativa designada.
Cabe ressaltar que as duas primeiras funções estão inclusas numa apostila específica do CURSO DE QUALIFICAÇÃO DE DIACONIA.
É importante salientar que além destas qualidades acima citadas, os diáconos encontrados em Atos dos Apóstolos também desenvolviam suas habilidades e funções ministeriais dentro dos cinco ministérios de Ef.6. Vejamos:

8 Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. At.6.8.

4  Entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra. 5  Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo. 6  As multidões atendiam, unânimes, às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele operava. 7  Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam gritando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados. 8  E houve grande alegria naquela cidade. At.8.4-8.

Filipe, o único homem chamado de evangelista no Novo testamento, era um dos sete diáconos da igreja Primitiva, e um dos que foram dispersos, por causa da perseguição, que culminou com a morte Estevão (At 6.5; 8.1-5). Esta perseguição proporcionou o exercício ministerial que elevou Filipe, o diácono, à categoria de evangelista. Nele podemos encontrar duas importantes qualidades:
·         Era um homem que, das adversidades, tirava proveito em favor da evangelização; era ativo e não um refugiado medroso.
·         Era um homem a quem Deus podia falar por intermédio dos anjos. Estava pronto a obedecer e apto a ser dirigido por Deus (At 8.26-29).

 A ELEIÇÃO DOS SETE DIÁCONOS

É importante para ressaltar no referido texto em Atos 6 que tais características são encontradas nos respectivos sete nomes, bem como, suas próprias personalidades tiveram grande aceitação por parte do povo. O que leva a compreensão de que tais pessoas devem ter tanto aceitação por parte da liderança quanto carisma e reconhecimento por parte do povo. Sendo que o resultado desta indicação trouxera um crescimento ainda maior na igreja primitiva.
Sem dúvida, o diácono precisa ter estas características. Tais qualidades encontram em meio aos referidos irmãos, agora apresentados: Paixão, Zelo, Obediência, Ser Servidor, Ser Esforçado, Ser Pacífico, Simpatia, Maturidade, Disposição, Prestatividade, Motivação e Fidelidade.