10 de fev. de 2015

FEIXES AMADURECIDOS - CHIBOLETE


Juízes 12.1. Então os homens de Efraim se congregaram, passaram para Zafom e disseram a Jefté: Por que passaste a combater contra os amonitas, e não nos chamaste para irmos contigo? Queimaremos a fogo a tua casa contigo. 2. Disse-lhes Jefté: Eu e o meu povo tivemos grande contenda com os amonitas; e quando vos chamei, não me livrastes da sua mão. 3. Vendo eu que não me livráveis, arrisquei a minha vida e fui de encontro aos amonitas, e o Senhor mos entregou nas mãos; por que, pois, subistes vós hoje para combater contra mim? 4. Depois ajuntou Jefté todos os homens de Gileade, e combateu contra Efraim, e os homens de Gileade feriram a Efraim; porque este lhes dissera: Fugitivos sois de Efraim, vós gileaditas que habitais entre Efraim e Manassés. 5. E tomaram os gileaditas aos efraimitas os vaus do Jordão; e quando algum dos fugitivos de Efraim dizia: Deixai-me passar; então os homens de Gileade lhe perguntavam: És tu efraimita? E dizendo ele: Não; 6. então lhe diziam: Dize, pois, Chibolete; porém ele dizia: Sibolete, porque não o podia pronunciar bem. Então pegavam dele, e o degolavam nos vaus do Jordão. Cairam de Efraim naquele tempo quarenta e dois mil. 7. Jefté julgou a Israel seis anos; e morreu Jefté, o gileadita, e foi sepultado numa das cidades de Gileade.


1. A FALTA DE MATURIDADE
O que iremos abordar neste sermão vem dos exemplos de virtudes e defeitos do comportamento do povo de Deus, mais especificadamente em seu juiz Jefté, em uma época de grande dificuldade espiritual. E uma destas dificuldade estava na falta de maturidade espiritual.

1.1. A FALTA DE MATURIDADE NO PREPARO
FUNDO HISTÓRICO
O texto narra um evento ocorrido no período entre a saída do povo de Israel do Egito e o período monárquico israelita. Ocorre especificamente no período dos juizes de Israel entre 1.350 a 1.100 a.C. Neste período da história, o texto relata a chamada de Deus a Jefté, um homem rude, filho de uma gileadita, que Deus comissiona para trazer libertação a Israel de seus opressores.

1.2. OS VOTOS EXÓTICOS COMO SINTOMA DE DESPREPARO
Ao narrar este ponto do sermão, quero salientar aqui que meu propósito não é criticar e sim, de alguma maneira trazer o povo de Deus novamente a sobriedade e pureza da Palavra de Deus.

Jz.11.29-31. 29. Então o Espírito do Senhor veio sobre Jefté, de modo que ele passou por Gileade e Manassés, e chegando a Mizpá de Gileade, dali foi ao encontro dos amonitas. 30. E Jefté fez um voto ao Senhor, dizendo: Se tu me entregares na mão os amonitas, 31. qualquer que, saindo da porta de minha casa, me vier ao encontro, quando eu, vitorioso, voltar dos amonitas, esse será do Senhor; eu o oferecerei em holocausto.
Jefté acolhe ao chamado fazendo um voto louco ao Senhor, muitas vezes tomamos atitudes e fazemos votos exóticos por causa de nosso despreparo.

Meus irmão, a Bíblia nos orienta a pensarmos muito bem antes de fazer qualquer voto tolo,
Ec.5.1-5. 1. Guarda o teu pé, quando fores à casa de Deus; porque chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos; pois não sabem que fazem mal. 2. Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma na presença de Deus; porque Deus está no céu, e tu estás sobre a terra; portanto sejam poucas as tuas palavras. 3. Porque, da multidão de trabalhos vêm os sonhos, e da multidão de palavras, a voz do tolo. 4. Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. O que votares, paga-o. 5. Melhor é que não votes do que votares e não pagares.

A Bíblia chama isto de sacrifícios de tolos, e por duas razões é considerado sacrifício de tolos, a primeira, por não saberem o que fazem, e a segunda, por fazer mal, escandalizando o próprio evangelho.
Agimos e fazemos votos estranhos como forma de obter a aprovação divina, levando-nos a fazermos coisas que nos deixam até ridículos e estranhos aos demais e inclusive escandalizam o próprio evangelho do Senhor Jesus.
1.3. AS OBSTINAÇÕES COMO SINTOMA DE DESPREPARO
O maior problema destes sacrifícios, não é o voto em si, porém o fato de que o maior sacrifício que eles fazem é o sacrifício do bom senso. A fé vai além da nossa razão, e devemos ter isto como base de fé para nossa vida, porém em muitos aspectos da vida, a fé não é contra o bom senso, pelo contrário, o bom senso colabora com a fé. É o culto racional de Rm.12.1,2.

Jz.11.34,35. 34. Quando Jefté chegou a Mizpá, à sua casa, eis que a sua filha lhe saiu ao encontro com adufes e com danças; e era ela a filha única; além dela não tinha outro filho nem filha. 35. Logo que ele a viu, rasgou as suas vestes, e disse: Ai de mim, filha minha! muito me abateste; és tu a causa da minha desgraça! pois eu fiz, um voto ao Senhor, e não posso voltar atrás.
E quando agimos impensadamente, ainda temos oportunidade de retroceder, porém quando nos tornamos obstinados, realmente sacrificamos o próprio bom senso, e isto não agrada a Deus.

1.4. DEUS QUER USAR A TODOS, INCLUSIVE OS DESPREPARADOS, A DIFERENÇAS ESTÃO NOS RESULTADOS.
Deus por intermédio de Jefté e de suas ações bélicas fez grandes proezas e livrou Israel do jugo dos amonitas. Porém, a continuidade de seu ministério foi um desastre. Vejamos:

2. A FALTA DE MATURIDADE NOS RELACIONAMENTOS
2.1. O PRECONCEITO
Após a vitória, a tribo de Efraim vem a Jefté questionar o porque de não o convocarem para a guerra contra a os Amonitas, expressando palavras jocosas e preconceituosas em relação a tribo de Gileade, tribo de Jefté. Este porém responde com uma ação bélica perseguindo e matando os sobreviventes da batalha entre os Gileaditas e os Efraimitas.
Para descobrir entre os sobreviventes quem era de fato Efraimita, Jefté usou de um recurso lingüístico que diferenciava o dialeto efraimita dos gileaditas. A palavra chave era CHIBOLETE o qual, os efraimitas diziam: SIBOLETE. E por causa desta variação lingüística caíram de Efraim quarenta e dois mil homens.

2.2. O ORGULHO MINISTERIAL
O fato de sermos bons em algo, não nos dá direito algum de nos acharmos superiores a quem quer que seja. Ainda que Efraim fosse uma boa tribo, todavia não podia se achar a melhor, nem tampouco Gileade. Muitas vezes temos orgulho de nós mesmos ou quem sabe até de nosso ministério. Irmão isto é reprovável aos olhos de Deus.

2.3. A COMPETIÇÃO
Devemos Ter em foco que o nosso maior inimigo é Satanás, e não nossos irmãos; uma das maiores evidência de que estamos fora da direção de Deus, e quando passamos a fazer as coisas com sentimento e motivação de competitividade com base nos irmãos. A maior desgraça em Israel foi quando as tribos começaram a lutar contra si. Recebendo total desaprovação divina.
Como está a motivação de seu coração?

3. HUMILDADE COMO DEMONSTRAÇAO DE MATURIDADE

3.1. A HUMILDADE SE VÊ NA DIPLOMACIA
Juízes 8 1. Então os homens de Efraim lhe disseram: Que é isto que nos fizeste, não nos chamando quando foste pelejar contra Midiã? E repreenderam-no asperamente. 2. Ele, porém, lhes respondeu: Que fiz eu agora em comparação ao que vós fizestes? Não são porventura os rabiscos de Efraim melhores do que a vindima de Abiezer? 3. Deus entregou na vossa mão os príncipes de Midiã, Orebe e Zeebe; que, pois, pude eu fazer em comparação ao que vós fizestes? Então a sua ira se abrandou para com ele, quando falou esta palavra.
Vemos no texto acima da Palavra, que não fora a primeira vez que os efraimitas questionaram as atitudes bélicas de um herói de Israel, o mesmo fato ocorreu também com Gideão, porém este usou da diplomacia para solucionar o problema com os efraimitas. O que não fora com Jefté, devida a sua rudez, este usou do recurso da força para resolver a situação.

3.2. O RECONHECIMENTO DE MATURIDADE PELA SIMBOLOGIA DO TRIGO
Jo.12. 24. Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo caindo na terra não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto. 25. Quem ama a sua vida, perdê-la-á; e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna.
O trigo quando amadurece ou chove ele tem a tendência de se curvar o joio não.

3.3. O ORGULHO MINISTERIAL, O IMPECILHO PARA O AVIVAMENTO
Nesses dias Deus tem falado comigo que um dos principais impecilhos para o avivamento é que o povo de Deus tem andado com orgulho ministerial, todos acham ou esperam que sejam eles que trarão o avivamento, buscam o “copyright” do avivamento. E o simples fato de se acharem os instrumentos principais para o avivamento, é o fator que os desqualifica para o mesmo.

3.4.DEVEMOS VALORIZAR QUE DEUS VALORIZA
Mt.11. 25. Naquele tempo falou Jesus, dizendo: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos. 26. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado.
O coração de Deus está nos humildes, devemos também amar os humildes de espírito. Devemos estimá-los como Deus estima; muitas vezes somos fascinados pelos valores do mundo, e estimamos justamente que Deus abomina, os orgulhosos.

3.5. OS ORGULHOSOS TEM A TENDÊNCIA DE SE ESPELHAR NOS ORGULHOSOS
Tenho percebido nestes anos de cristianismo uma situação real que ocorre no meio do povo evangélico. É o fato de os arrogantes buscarem e procurarem imitar outros arrogantes em suas excentricidades, manias e tendências.
Passamos vários anos ensinando a pessoa a ser humilde, ter uma compostura de humildade, pensamos que o sujeito aprendeu. Até o dia em que este, vê pela televisão, ou vai a um culto, ou presencia de alguma forma, um pregador que avulta algo importante para si, fazendo gestos ou tomando jargões arrogantes, PRONTO, como num simples relance, este irmão absorve toda mania ou tendência que o fulano fez. E isto se torna modinha na igreja. Então estabeleci uma proposição em meu coração.
“Como é difícil para a pessoa que tem a vaidade em seu coração aprender os passos da humildade; e como este é susceptível a vaidade e a arrogância de seus próprios sentidos. Basta uma só contemplada para um homem vaidoso e este já aprende, pois seu coração está inclinado a isto”

Jó 27. 12. Eis que todos vós já vistes isso; por que, pois, vos entregais completamente à vaidade? 13. Esta é da parte de Deus a porção do ímpio, e a herança que os opressores recebem do Todo-Poderoso:
Jó.35. 12. Ali clamam, porém ele não responde, por causa da arrogância os maus. 13. Certo é que Deus não ouve o grito da vaidade, nem para ela atentará o Todo-Poderoso.
Sl.24. 3. Quem subirá ao monte do Senhor, ou quem estará no seu lugar santo? 4. Aquele que é limpo de mãos e puro de coração; que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente. 5. Este receberá do Senhor uma bênção, e a justiça do Deus da sua salvação. 6. Tal é a geração daqueles que o buscam, daqueles que buscam a tua face, ó Deus de Jacó.
Sl.51. 16. Pois tu não te comprazes em sacrifícios; se eu te oferecesse holocaustos, tu não te deleitarias. 17. O sacrifício aceitável a Deus é o espírito quebrantado; ao coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.


4. O TRATAR DE DEUS PARA O AMADURECIEMENTO
4.1. OS CONFLITOS DE RELACIONAMENTO
Entendemos também que Deus estava usando até a própria rudez de Jefté para disciplinar uma tribo que já tinha sido admoestada de sua grave falha de questionar atitudes de Deus, e suas autoridades, que trouxeram livramento para a nação de Israel. Nesta segunda vez, Deus utiliza da disciplina de forma mais rigorosa.

4.2. O IRACUNDO
Pv.19. 19. Homem de grande ira tem de sofrer o castigo; porque se o livrares, terás de o fazer de novo.

4.3. A EXCLUSÃO DO CORPO OU A MORTE NO CORPO
Em alguns aspectos, o crente despreparado, ou com conflitos de relacionamento, pode por força do próprio corpo de Cristo, ser rejeitado, todavia, isto com muitos sofrimentos e até feridas no mesmo.

5. DEUS PROCURA EM NÓS FEIXES MADUROS
5.1. CRENTES CHIBOLETE - LEXICOLOGIA DA PALAVRA
O vocábulos CHIBOLETE tem a sua origem verbal de SHABAL que significa ”crescer ; ir para cima”, e daí então, derivou-se a idéia de produzir feixe de espigas; ou florescer plenamente.
Deste verbo se originou a palavra CHIBOLETE que é o particípio substantivado desta raiz verbal. CHIBOLETE representa um feixe de espiga ou um ramo. Sendo basicamente usado para trigo ou cevada, daí a colheita do trigo em feixes ou espigas de milho.
A palavra SIBOLETE não tem significação lexicográfica, nos melhores dicionários hebraicos, aparece apenas sendo descrito como uma variação lingüística de Chibolete. Sendo que, na palavra Chibolete é usada o caracter SHIM ao passo que na palavra Sibolete é usado o caracter SAMEK.
Em muitas línguas existe esta variação lingüistica das sibilantes, como por exemplo, no caso do português entre pronunciação sulista e a carioca. Da mesma forma podemos encontrar também no espanhol entre os Ibéricos e os Americanos. Os ibéricos apresentam uma sibilante guturalizada como os gileaditas ao passo que o centro-americanos apresentam uma sibilante enfática.

Cremos portanto, que a questão espiritual desta palavra CHIBOLETE não estava na sua pronunciação, embora tenha sido isto que tenha ocasionado o suplício dos efraimitas; e sim, no seu significado, Deus estava procurando encontrar frutos maduros entre os efraimitas e não estava encontrando, para galgar um grau em sua comunhão com Deus, em estágio de maturidade. Vejamos outras referências da palavra Chibolete que corroboram com esta argumentação.

6. DEUS NOS DÁ UM TEMPO PARA AMADURECERMOS E FRUTIFICARMOS

Gn.41.5-7 5. Depois dormiu e tornou a sonhar; e eis que brotavam dum mesmo pé sete espigas cheias e boas. 6. Após elas brotavam sete espigas miúdas e queimadas do vento oriental; 7. e as espigas miúdas devoravam as sete espigas grandes e cheias. Então Faraó acordou, e eis que era um sonho.
O texto de gênesis narra a história de José e o sonho do faraó, onde neste sonho, demostra que o significado de sete espigas representa bênçãos de Deus ao homem e um período de tempo.

Jó.24.22-24 22. Todavia Deus prolonga a vida dos valentes com a sua força; levantam-se quando haviam desesperado da vida. 23. Se ele lhes dá descanso, estribam-se, nisso; e os seus olhos estão sobre os caminhos deles. 24. Eles se exaltam, mas logo desaparecem; são abatidos, colhidos como os demais, e cortados como as espigas do trigo.
A palavra de Deus aqui enfatiza a argumentação anterior pois quando Deus encontra valentes, a estes, Ele prolonga a vida, quando não encontra virtude neles, então colhe como feixes de trigo.

Is.17.5,6 5. E será como o segador que colhe o trigo, e que com o seu braço sega as espigas; sim, será como quando alguém colhe espigas no vale de Refaim. 6. Mas ainda ficarão nele alguns rabiscos, como no sacudir da oliveira: duas ou três azeitonas na mais alta ponta dos ramos, e quatro ou cinco nos ramos mais exteriores de uma árvore frutífera, diz o Senhor Deus de Israel.
Is.27.11-13. 11. Quando os seus ramos se secam, são quebrados; vêm as mulheres e lhes ateiam fogo; porque este povo não é povo de entendimento; por isso aquele que o fez não se compadecerá dele, e aquele que o formou não lhe mostrará nenhum favor. 12. Naquele dia o Senhor padejará o seu trigo desde as correntes do Rio, até o ribeiro do Egito; e vós, ó filhos de Israel, sereis colhidos um a um. 13. E naquele dia se tocará uma grande trombeta; e os que andavam perdidos pela terra da Assíria, e os que foram desterrados para a terra do Egito tornarão a vir; e adorarão ao Senhor no monte santo em Jerusalém.

Os textos de Isaías reforçam a idéia de Deus procurando trigos maduros, caso contrário lança a ceifa como juízo dos iníquos. Os ramos que não estão bons a semelhança do sonho de faraó em gênesis, servem para serem lançados no fogo. Porém aqueles que demonstram bons frutos serão colhidos pelo Senhor para seu louvor e glória e serão levados para um lugar de descanso e regozijo.

Argumento fortemente corroborado com as mensagens do Novo Testamento, através dos ensinamentos de João Batista e de nosso Senhor Jesus Cristo.
Mt.3.8,10,12. 8. Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento,... 10. E já está posto o machado á raiz das árvores; toda árvore, pois que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo... 12. A sua pá ele tem na mão, e limpará bem a sua eira; recolherá o seu trigo ao celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível.
Zc.4.11-14. 11. Falei mais, e lhe perguntei: Que são estas duas oliveiras à direita e à esquerda do castiçal? 12. Segunda vez falei-lhe, perguntando: Que são aqueles dois ramos de oliveira, que estão junto aos dois tubos de ouro, e que vertem de si azeite dourado? 13. Ele me respondeu, dizendo: Não sabes o que é isso? E eu disse: Não, meu senhor. 14. Então ele disse: Estes são os dois ungidos, que assistem junto ao Senhor de toda a terra.

Da mesma forma Deus sabe honrar e valorizar a quem o teme, é o caso destes dois raminhos de oliveira que representa dois ungidos de Deus. E como no caso de Davi, homem de Deus, veja.
2 Sm.25.29,30. 29. Se alguém se levantar para te perseguir, e para buscar a tua vida, então a vida de meu senhor será atada no feixe dos que vivem com o Senhor teu Deus; porém a vida de teus inimigos ele arrojará ao longe, como do côncavo de uma funda. 30. Quando o Senhor tiver feito para com o meu senhor conforme todo o bem que já tem dito de ti, e te houver estabelecido por príncipe sobre Israel,

7. AVALIAÇÃO PESSOAL
· Qual é o nível de maturidade de nossas conversas? Ou passamos a maior parte do tempo falando da vida de outros?
· Temos falado ou vivido na mentira?
· Guardamos alguns pecados de estimação?
· Você não consegue se libertar de velhos hábitos errados?
· Passa ano e sai ano e você não consegue amadurecer emocionalmente? Esta sempre envolvido nos mesmos probleminhas e nas mesmas queixas?
Dn.5. 24. Então dele foi enviada aquela parte da mão que traçou o escrito. 25. Esta, pois, é a escritura que foi traçada: MENE, MENE, TEQUEL, UFARSlM. 26. Esta é a interpretação daquilo: MENE: Contou Deus o teu reino, e o acabou. 27. TEQUEL: Pesado foste na balança, e foste achado em falta. 28. PERES: Dividido está o teu reino, e entregue aos medos e persas.

CONCLUSÃO
Sendo assim, podemos concluir que Deus procura trigos maduros; todos nós temos um período de tempo nesta terra. No devido tempo, Deus vem procurar frutos em nossa vida. Os feixes que não estão bons, como na parábola do joio e do trigo Mt.13.24-30, vão ser separado dos demais. Porém, Deus sabe honrar e valorizar a quem o teme, aqueles que demonstram bons frutos serão colhidos pelo Senhor para seu louvor e glória e serão levados para um lugar de descanso e regozijo.

1 de fev. de 2015

O AMOR

 “O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, 5 não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; 6 não se alegra com a injustiça, mas regozija- se com a verdade; 7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 8 O amor jamais acaba.” 1 Co. 13.4-8.

OBJETIVO

Este sermão visa expor e aflorar ensaios sobre o tema do amor Ágape fundamentado na teologia e na experiência.

DEFINIÇÃO E INTRODUÇÃO

Deus é amor (1 Jo 4.8)! Assim, para entender e desfrutar do amor divino deve se buscar sua origem nEle. Tudo o que nós podemos aprender e experimentar acerca do amor genuíno vem de Deus. Quanto mais estamos com Deus tanto mais somos enriquecidos na experiência e no conhecimento desse amor.
A essência do amor de Deus é "Ágape", isto é, um gênero de amor abnegado, altruísta e sacrificial. Nisso podemos entender porque Deus amou o mundo de uma tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna (Jo 3.16).
Assim podemos deslumbrar o porque Deus agiu conforme versículo abaixo:
Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. 9 Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Rom 5.8

4 Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, 5 e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo,-- pela graça sois salvos, 6 e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; Ef 2.4-6.
Desta forma, não é por nossa eficiência, justiça, bondade ou capacidade, mas exclusivamente por sua graça fundamentada em seu amor.

ANÁLISE

"O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." O amor é a força motriz que move a roda ou engrenagens do universo; é o sentimento primário que fundamenta e faz funcionar Reino de Deus.
Todas as vossas obras sejam feitas em amor. 1Co 16.14
que Cristo habite pela fé nos vossos corações, a fim de que, estando arraigados e fundados em amor Ef 3.17
O amor é mais do que um fim em si mesmo; o amor é um caminho, uma postura de vida. O amor é uma dinâmica de vida.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor. Segui o amor...1Co 13.13,1Co 14.1a
Pois estar amadurecidos na fé e na vida cristã é andar e estar aperfeiçoado em amor.
Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei. Gl 5.22,23.

CARACTERÍSTICAS

"O amor é paciente, é benigno..." Pois motiva Deus a investir na humanidade e dá esperança necessária para acreditar que vale a pena continuar se esforçar em favor a ela.
Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3.16.
Desta forma, o amor é pleno de esperança.
e a esperança não desaponta, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”. Rom 5.5
O amor deve ser saudável e não doentio; para que isso aconteça ele em sua natureza deve ser altruísta e não egoísta. Daí a necessidade e supremacia do amor ser conforme o termo grego correspondente: "Ágape" e não "Fileo" ou "Eros".
"O amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece..." Todo amor que promove o eu como foco é imaturo, possessivo e egoísta. O amor genuíno e aperfeiçoado tem o foco em outrem.
O amor doentio busca em primeira instância suprir carências pessoais, o amor genuíno sacia o todo. Daí muitas distorções e dificuldades em encontrar relacionamentos saudáveis em amor. Por causa dos problemas derivados daqueles que o buscam para suprir suas próprias carências ao invés de se doar de forma recíproca.
13 Ninguém tem maior amor do que este:de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. João 15.13.
O amor é dadivoso, gracioso, generoso, doador; Isto é, o amor procura sempre abençoar; faz com que o "eu" não seja só o receptor, mas o transmissor e por fim o canal; pois evoca e provoca a ação graciosa de Deus que se manifesta através desse gênero de amor.
Amor é uma doação recíproca visando o bem comum. Por causa disso, o amor é cuidadoso, mas também é perdoador: "não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; "
O amor é sincero e busca andar em integridade para com aquele que é objeto desse amor.
9 O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros; Rom 12.9-10.
na pureza, na ciência, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido 2Co 6.6
O amor tem capacidade de consternação. Ele constrange e induz a fazer o que é certo. Assim, o amor tem alto poder de reconciliação e recuperação.
Pois o amor de Cristo nos constrange, porque julgamos assim: se um morreu por todos, logo todos morreram 2Co 5.14

PASSOS PARA CRESCER EM AMOR

O amor é revigorante e tem efeito motivacional, o qual transcende para outras virtudes, pois promove de forma intrínseca a justiça e a santidade. "não se alegra com a injustiça, mas regozija- se com a verdade;"
Devido a natureza motivacional desse gênero de amor, ele desperta características funcionais em si que o conduz a aplicação, como está escrito em 1 Co.8.1 “A ciência incha, mas o amor edifica”. Ou seja, o amor, em sua essência, não é de natureza epistemológica teórica mas excede para o âmbito funcional; ou seja, não dá apenas para conhecer e saber acerca do amor, deve se vivê-lo, sentí-lo, experimentá-lo.

9 E também faço esta oração:que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, 10 para aprovardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo, 11 cheios do fruto de justiça, o qual é mediante Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus. Fp 1.9-11.
Quando assim andamos e vivemos, instintivamente cumprimos a prática da lei. Pois a mesma foi compilada no espírito e teor desse amor.
8 A ninguém devais coisa alguma, senão o amor recíproco; pois quem ama ao próximo tem cumprido a lei. 9 Com efeito: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. 10 O amor não faz mal ao próximo. De modo que o amor é o cumprimento da lei. Rom 13.8-10.
e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios até a inteira plenitude de Deus. Ef 3.19
O amor nos faz compartilhar as necessidades uns dos outros, não como obrigatoriedade ou coação, mas por voluntariedade, clemência e gratidão.
pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que pela sua pobreza fôsseis enriquecidos. 2Co 8.9

APLICAÇÃO

O amor nos faz caminhar pra perto de Deus, o amor tem esse efeito gravitacional e aproxima sujeitos e objetos entre si. Sim, de fato, o amor possui um efeito de unidade, afinidade e ligação incomparável, observe:
1 Portanto, se há alguma exortação em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão do Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões, 2 completai o meu gozo, para que tenhais o mesmo modo de pensar, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, pensando a mesma coisa; 3 nada façais por contenda ou por vanglória, mas com humildade cada um considere os outros superiores a si mesmo; 4 não olhe cada um somente para o que é seu, mas cada qual também para o que é dos outros. Flp 2.1-4.
35 quem nos separará do amor de Cristo? a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? 36 Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte o dia todo; fomos considerados como ovelhas para o matadouro. 37 Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou. 38 Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, 39 nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor. Rom 8.35-39.
Logo, porque eu amo a Deus eu quero ser igual a Ele e quero estar com ele.
Como o Pai me amou, assim também eu vos amei; permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor. João 15:9,10.

CONCLUSÃO

"O amor jamais acaba..." O amor é mais que um sentimento, o amor é uma decisão; é um processo progressivo e uma caminhada rumo ao que é perfeito e aceitável em Deus.
Quanto, porém, ao amor fraternal, não necessitais de que se vos escreva, visto que vós mesmos sois instruídos por Deus a vos amardes uns aos outros; ... Exortamo-vos, porém, irmãos, a que ainda nisto abundeis cada vez mais, 1Ts 4.9,10
E, sobre tudo isto, revestí-vos do amor, que é o vínculo da perfeição. Col 3.14

APELO


  • Quantos querem experimentar e decidir pelo amor de Deus?
  • Quantos querem ser aperfeiçoados no amor de Deus? 

21 de dez. de 2014

SER CRISTÃO NO SÉCULO XXI

 “Ide, pois, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifícios. Porque eu não vim chamar justos, mas pecadores”. Mateus 9.13.
OBJETIVO.
Venho tratar neste sermão sobre a relevância de ser e portar-se como um cristão pós-contemporâneo sem omitir os aspectos fundamentais do Evangelho e da fé cristã.
INTRODUÇÃO.
O argumento de nosso sermão parte da seguinte premissa: “Como podemos ser cristãos em pleno século XXI e darmos um testemunho que seja eficaz e relevante para sociedade?”
A humanidade tem passado por importantes transformações no decorrer dos tempos, principalmente na virada deste século conforme profecia de Daniel 12.4.
Tu, porém, Daniel, cerra as palavras e sela o livro, até o fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará. Dan 12.4
A tecnologia e a ciência evoluíram de forma muito rápida, as quais fazem com que o mundo e suas interações se tornem intensas, ansiosas e globalizadas.
Entretanto, nós pertencemos a essas gerações de transição, nas quais muitas pessoas e instituições se sentem deslocadas porque não conseguem acompanhar os avanços e transformações da atualidade.
Pais se sentem deslocados em relação a seus filhos, anciãos perderam contato em relação aos jovens, profissionais tornam-se obsoletos em sua própria área de trabalho, empresas perdem espaço em meio a competição acirrada do mercado, bem como, a igreja perde comunicação em relação às presentes e vindouras gerações.
Sendo assim despertamos em nós o desejo de reavaliar certas práticas e fazer uma leitura atualizada dos conceitos de nossa “cosmovisão” dentro dos parâmetros da vida cristã sem perder a essência e os fundamentos da autêntica fé bíblica no mundo pós-contemporâneo.
ANÁLISE.
Ora, na verdade, o mundo sempre passou por transformações que causavam conflitos entre gerações; isso não deveria ser novidade; até na época de Jesus a sociedade passava por transformações inovadoras, contudo há de ressaltar que nunca as transformações foram tão abruptas como agora.
Porém, devemos observar o posicionamento de Jesus ante essas transformações e aprender com Ele a fim de que tenhamos um evangelho contextualizado.
Pois, certos comportamentos e tendências podem mudar, mas a essência e mensagem do Evangelho permanecem as mesmas. Observe os seguintes versículos:
Ora, estando ele à mesa em casa, eis que chegaram muitos publicanos e pecadores, e se reclinaram à mesa juntamente com Jesus e seus discípulos. E os fariseus, vendo isso, perguntavam aos discípulos: Por que come o vosso Mestre com publicanos e pecadores? Jesus, porém, ouvindo isso, respondeu: Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos. Ide, pois, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifícios. Porque eu não vim chamar justos, mas pecadores. Então vieram ter com ele os discípulos de João, perguntando: Por que é que nós e os fariseus jejuamos, mas os teus discípulos não jejuam? Respondeu-lhes Jesus: Podem porventura ficar tristes os convidados às núpcias, enquanto o noivo está com eles? Dias virão, porém, em que lhes será tirado o noivo, e então hão de jejuar. Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho; porque semelhante remendo tira parte do vestido, e faz-se maior a rotura. Nem se deita vinho novo em odres velhos; do contrário se rebentam, derrama-se o vinho, e os odres se perdem; mas deita-se vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam. Mt.9.10-17.
Naquele tempo passou Jesus pelas searas num dia de sábado; e os seus discípulos, sentindo fome, começaram a colher espigas, e a comer. Os fariseus, vendo isso, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos estão fazendo o que não é lícito fazer no sábado. Ele, porém, lhes disse: Acaso não lestes o que fez Davi, quando teve fome, ele e seus companheiros? Como entrou na casa de Deus, e como eles comeram os pães da proposição, que não lhe era lícito comer, nem a seus companheiros, mas somente aos sacerdotes? Ou não lestes na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e ficam sem culpa? Digo-vos, porém, que aqui está o que é maior do que o templo. Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifícios, não condenaríeis os inocentes. Mt.12.1-7.
Penso que, Jesus ao citar em ambos episódios acima sobre o livro de Oséias 6.6; Ele queria muito mais do que dar fundamentação bíblica ou justificar seu procedimento, mas trazer um novo entendimento que serve como “princípio de coerência” e interação moral nos comportamentos éticos e cristãos.
Observemos o texto original extraído das mensagens proféticas de Oséias:
Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra. Que te farei, ó Efraim? que te farei, ó Judá? porque o vosso amor é como a nuvem da manhã, e como o orvalho que cedo passa. Por isso os abati pelos profetas; pela palavra da minha boca os matei; e os meus juízos a teu respeito sairão como a luz. Pois misericórdia quero, e não sacrifícios; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos. Os.6.3-6.
Nesses versículos, O profeta Oséias aborda certos aspectos dos comportamentos de religiosidade (visto aqui como orvalho passageiro) em contraste ao verdadeiro tema da questão, isto é: “Conhecimento de Deus de forma progressiva que se intensifica tal qual a ilustração da alva que traz luz e revelação; de mesma forma, a ilustração da última chuva que proporciona refrigério e maturidade, o qual leva a um comportamento misericordioso e não ritual”.
Dessa forma, com essa proposição podemos compreender melhor aquilo que Jesus referia nos respectivos episódios.
Dentro do conceito de Jesus sobre o conhecimento de Deus, sua misericórdia e amor pelas vidas humanas, tais gestos de misericórdia e compaixão em busca dos necessitados suplantam todos os gestos rituais de religiosidade.
Corrobora também esse argumento em relação ao posicionamento de Jesus por textos como: A parábola do Bom Samaritano em Lc.10.27-37, confirmado por Isaías 58.2-12. E seguidas referências e afirmações de Is. 29.13.
Por isso o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas tem afastado para longe de mim o seu coração, e o seu temor para comigo consiste em mandamentos de homens, aprendidos de cor; Is. 29.13.
Perguntaram-lhe, pois, os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos anciãos, mas comem o pão com as mãos por lavar? Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim; mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Vós deixais o mandamento de Deus, e vos apegais à tradição dos homens. Disse-lhes ainda: Bem sabeis rejeitar o mandamento de Deus, para guardardes a vossa tradição. Mc. 7.5-9.
Ora, o que podemos extrair dos ensinamentos de Jesus sobre esse tema é que na maioria dos casos, o conhecimento de Deus e sua misericórdia produz compaixão que leva a reconciliação; contudo os conhecimentos sobre religiosidade produz discriminação que proporciona a condenação e o juízo que afastam as pessoas de Deus.
Porque o juízo será sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia; a misericórdia triunfa sobre o juízo. Tg. 2.13
Sendo assim concluímos o pensamento que o conhecimento de Deus deve ser inclusivo e restaurador, ao contrário dos atos de religiosidade que segregam as pessoas de Deus.
Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom procedimento as suas obras em mansidão de sabedoria. Mas, se tendes amargo ciúme e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. Porque onde há ciúme e sentimento faccioso, aí há confusão e toda obra má. Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia. Tg. 3.13-17.
APLICAÇÃO.
Desta forma, em nosso comportamento, nós devemos reavaliar tudo aquilo que pode afastar as pessoas de Deus e impedi-las de alcançar o Evangelho. Tais procedimentos necessitam de uma reforma tanto no setor clérigo, como na igreja e na atitude dos membros em relação a si mesmos e aos perdidos.
  • A Inovação deve começar pelos sacerdotes: mudança de perfil (informal, descontraído, acessível), vestimenta contemporânea, adepto a tecnologia, interação na abordagem social, contextualizado as necessidades do povo.
O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos. Os. 4.6.
1 Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda coparticipante da glória que há de ser revelada: 2 pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; 3 nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho. 4 Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória. 1 Pe.5.1-4.
  • Aplica-se na abordagem eclesial e sua dinâmica de interação e crescimento: A igreja tem acompanhado algumas transformações e tendências sociais, todavia, parece não haver uma avaliação precisa sobre quais fenômenos sociais ela deve seguir ou não; assim ela adota tanto bons padrões quanto ruins.
na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Romanos 8:21
Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. 2 Coríntios 3:17
O que é bom: Ao mesmo tempo que a igreja inovou no tocante a adoração com uma musicalidade contemporânea, bem como suas abordagens na cura interior, batalha espiritual, critérios de excelência, qualidade no serviço e estratégias de crescimento tornando-se compatível as realidades cotidianas.
O que é ruim: Da mesma forma, ela absorve certas influências sociais que causam prejuízo ao bem-estar do próprio membro como: permissividade mundana, uma postura de sexualidade liberal e o anarquismo da fé (cabe aqui uma observação pessoal).
Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor. Gálatas 5.13.
Vede, porém, que esta vossa liberdade não venha, de algum modo, a ser tropeço para os fracos. 1 Coríntios 8.9.
Bem como, prejuízo para própria igreja por meio da implementação de sistemas de aplicação tecnicista ou estratégias de crescimento mediante: pragmatismo, números, resultados, estética, exigência e mais valia extraordinária (Is.58.3). Cujos sistemas nos escrúpulos seculares subjugam os filhos de Deus a escravos de metas e programas no afã da liderança ostentar suas vaidades e caprichos ou sustentar suas inseguranças pessoais e finanças através de uma igreja de supraestrutura erigida em “nome do crescimento do reino”.
Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão. Gálatas 5.1.
Tal qual a igreja, assim a sociedade de uma forma geral caminha para o pragmatismo e sua atribuição de valores cuja ênfase enaltece ao materialismo, ao consumo, os resultados e a estética sem indagar a real importância ou relevância disso ante valores maiores como a vida, a peculiaridade e relacionamento interpessoal.
A imposição desse sistema frio e técnico suprime a riqueza dos sentimentos humanos, toli a liberdade de expressão e sua espontaneidade. O qual sufoca anseios e sentimentos daqueles que são absorvidos a um sistema. Tal situação desencadeia no medo de sermos enquadrados nisso e assim perdermos nossa identidade, ou nosso valor como indivíduo ou peculiaridade única criada por Deus.
A suma desse tópico é que a igreja deve avaliar bem a implementação ou dinâmica dos procedimentos para não corroer com aquilo pelo qual ela mesma foi chamada e estabelecer comportamentos válidos para seu propósito integral.
  • Deve se instruir o povo em uma nova abordagem evangelística: O Reino de Deus é estabelecido na maturidade de consciência através do amor e alegria contagiante não sob jugo de religiosidade; isto é: Você não deve fazer as coisas porque o pastor manda ou sua religião proíbe, mas porque você tem consciência da vontade de Deus e por amor quer fazer o que lhe agrada.
Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros. Jo.13.35.
Todas as vossas obras sejam feitas em amor. 1 Co.16.14.
Pois, se pela tua comida se entristece teu irmão, já não andas segundo o amor. Não faças perecer por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu. Rm.14.15.
Repare que segundo a teologia de João, guardar os mandamentos não é algo impositivo ou imperativo, mas observância de “uma prática de amor” quer os tornam agradáveis, leves e acessíveis.
Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, se amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus, que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são penosos; 1 Jo. 5.2,3.
O Evangelho em sua essência significa “boa notícia” e não notícia de condenação. As pessoas devem aceitar o evangelho por amor a Deus e por reconhecimento de sua bondade e não pelo medo do tormento que a virá anunciado pela condenação da religiosidade segregadora.
Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas. 1 Coríntios 6.12.
Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam. 1 Coríntios 10.23.


CONCLUSÃO.
Logo, cabe a nós, nessa época, fazermos uma retrospectiva e avaliarmos nosso comportamento para saber se temos sido religiosos ou autênticos cristãos que promovem um amoroso evangelho contextualizado as necessidades desta presente geração.
APELO.
Quantos querem aceitar a Jesus como Senhor e Salvador?

Quantos querem se propor a anunciar um evangelho contextualizado sem jugos de religiosidade?

7 de set. de 2014

A SAGA DO TEMPLO

 “10 Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida. 11 Por vossa causa, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos. 12 Todas as nações vos chamarão felizes, porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o SENHOR dos Exércitos. Mlq.3.10-12”.
OBJETIVO.
Venho tratar neste sermão sobre a história e os fatores que levaram Davi a querer construir um templo para Deus no monte Moriá e quais foram os benefícios disso.
INTRODUÇÃO.
Malaquias tinha em mente algo considerado muito importante quando escreveu esses versículos acima exposto, a saber, a importância de ter o Templo, seu histórico e a necessidade de sua reconstrução para que fosse liberada a benção de Deus e a repreensão do devorador.
Destarte, temos que entender o histórico do Templo em Jerusalém e sua saga aitiológica para que possamos compreender com profundidade a importância do templo para benção do povo de Israel; pelo menos a importância do primeiro e segundo templo. Pois existiram três templos em Jerusalém: O Templo no período de Salomão (em torno de 970 a.C.), O Templo no período de Esdras ( por volta de 530 a.C.), O Templo de Herodes aproximadamente 30 d.C.) e o quarto, o qual está para ser construído, conforme profecia de Ezequiel; Ez.40ss.

HISTÓRICO.
  1. O contexto histórico anterior – a motivação de construir o templo:
A história começa quando Davi dispõe a trazer a arca da aliança de Bete Semes até Jerusalém para que pudesse glorificar a Deus ali e adorá-lo continuamente.
Então, Davi, com todo o Israel, subiu a Baalá, isto é, a Quiriate-Jearim, que está em Judá, para fazer subir dali a arca de Deus, diante da qual é invocado o nome do SENHOR, que se assenta acima dos querubins. 7 Puseram a arca de Deus num carro novo e a levaram da casa de Abinadabe; e Uzá e Aiô guiavam o carro. 8 Davi e todo o Israel alegravam-se perante Deus, com todo o seu empenho; em cânticos, com harpas, com alaúdes, com tamboris, com címbalos e com trombetas. 1 Cr.13.6-8.
Também estabeleceu os levitas na Casa do SENHOR com címbalos, alaúdes e harpas, segundo mandado de Davi e de Gade, o vidente do rei, e do profeta Natã; porque este mandado veio do SENHOR, por intermédio de seus profetas. 2 Crônicas 29:25
A primeira tentativa de trazer a arca deu errado porque Deus desaprovou o modo filisteu de leva-la. Mas, na segunda tentativa, Davi trás a arca da aliança no modo certo.
Então, disse Davi: Ninguém pode levar a arca de Deus, senão os levitas; porque o SENHOR os elegeu, para levarem a arca de Deus e o servirem para sempre...13 Pois, visto que não a levastes na primeira vez, o SENHOR, nosso Deus, irrompeu contra nós, porque, então, não o buscamos, segundo nos fora ordenado. 14 Santificaram-se, pois, os sacerdotes e levitas, para fazerem subir a arca do SENHOR, Deus de Israel. 15 Os filhos dos levitas trouxeram a arca de Deus aos ombros pelas varas que nela estavam, como Moisés tinha ordenado, segundo a palavra do SENHOR. 1 Cr.15.2;13-15.
Davi resolve colocar a arca da aliança em um tabernáculo no monte Sião, na cidade de Davi.
Ao entrar a arca da Aliança do SENHOR na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo ao rei Davi dançando e folgando, o desprezou no seu coração. 1 Cr.15.29
Não apenas satisfeito de ter trazido a arca para abençoar a si e a todo povo de Israel, Davi despertou a generosidade em seu coração pelo interesse em construir um templo que pudesse expressar a magnitude de Deus.
1 Sucedeu que, habitando Davi em sua própria casa, disse ao profeta Natã: Eis que moro em casa de cedros, mas a arca da Aliança do SENHOR se acha numa tenda. 2 Então, Natã disse a Davi: Faze tudo quanto está no teu coração, porque Deus é contigo. 1 Cr.17.1,2.
Todavia, veio da parte do Senhor a resposta de Deus acerca de um templo para si e quanto a disposição de Davi em construir esse templo.
Porém, naquela mesma noite, veio a palavra do SENHOR a Natã, dizendo: 4 Vai e dize a meu servo Davi: Assim diz o SENHOR: Tu não edificarás casa para minha habitação; 5 porque em casa nenhuma habitei, desde o dia que fiz subir a Israel até ao dia de hoje; mas tenho andado de tenda em tenda, de tabernáculo em tabernáculo. 6 Em todo lugar em que andei com todo o Israel, falei, acaso, alguma palavra com algum dos seus juízes, a quem mandei apascentar o meu povo, dizendo: Por que não me edificais uma casa de cedro? 7 Agora, pois, assim dirás ao meu servo Davi: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Tomei-te da malhada e de detrás das ovelhas, para que fosses príncipe sobre o meu povo de Israel. 8 E fui contigo, por onde quer que andaste, eliminei os teus inimigos de diante de ti e fiz grande o teu nome, como só os grandes têm na terra. 9 Prepararei lugar para o meu povo de Israel e o plantarei para que habite no seu lugar e não mais seja perturbado; e jamais os filhos da perversidade o oprimam, como dantes, 10 desde o dia em que mandei houvesse juízes sobre o meu povo de Israel; porém abati todos os teus inimigos e também te fiz saber que o SENHOR te edificaria uma casa. 11 Há de ser que, quando teus dias se cumprirem, e tiveres de ir para junto de teus pais, então, farei levantar depois de ti o teu descendente, que será dos teus filhos, e estabelecerei o seu reino. 12 Esse me edificará casa; e eu estabelecerei o seu trono para sempre. 13 Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; a minha misericórdia não apartarei dele, como a retirei daquele que foi antes de ti. 14 Mas o confirmarei na minha casa e no meu reino para sempre, e o seu trono será estabelecido para sempre. 15 Segundo todas estas palavras e conforme toda esta visão, assim falou Natã a Davi. 1 Cr.17.3-15

  1. O contexto histórico imediato: O Sinal sobre qual lugar edificaria o templo.
Assim, Davi ficou agradecido a Deus pelo fato de saber que seu filho construiria e que Deus lhe firmaria uma dinastia eterna que se cumpre com a vinda do messias em sua descendência. Todavia, ocorre um enredo que define o local para construção do Templo no Monte Moriá. Observe:
Esse episódio começa quando Davi em seu senso do orgulho faz um senso do número de guerreiros em Israel.
1 Então, Satanás se levantou contra Israel e incitou a Davi a levantar o censo de Israel. 2 Disse Davi a Joabe e aos chefes do povo: Ide, levantai o censo de Israel, desde Berseba até Dã; e trazei-me a apuração para que eu saiba o seu número. 3 Então, disse Joabe: Multiplique o SENHOR, teu Deus, a este povo cem vezes mais; porventura, ó rei, meu senhor, não são todos servos de meu senhor? Por que requer isso o meu senhor? Por que trazer, assim, culpa sobre Israel? 1 Cr.21.1-3.
Tal senso foi uma ofensa a Deus, portanto, seria escolhido um castigo por tal ato pecaminoso, assim Davi escolhe ser disciplinado pelo Senhor.
13 Então, disse Davi a Gade: Estou em grande angústia; caia eu, pois, nas mãos do SENHOR, porque são muitíssimas as suas misericórdias, mas nas mãos dos homens não caia eu. 14 Então, enviou o SENHOR a peste a Israel; e caíram de Israel setenta mil homens. 1 Cr.21.13-14.
Ora, e, meio ao castigo veio a misericórdia de Deus em lugar específico, isto é, na eira de Ornã, lugar mais alto e ao norte de Jerusalém antiga.
Enviou Deus um anjo a Jerusalém, para a destruir; ao destruí-la, olhou o SENHOR, e se arrependeu do mal, e disse ao anjo destruidor: Basta, retira, agora, a mão. O Anjo do SENHOR estava junto à eira de Ornã, o jebuseu. 1 Cr.21.15.
O MAPA.
A questão que nos surge a mente é porque Deus resolve parar o castigo justamente naquele lugar? Para que responsamos isso, nós temos que entender um histórico ainda mais antigo, isso é, do pacto de Deus com Abrão e a importância de se edificar um altar.


  1. O contexto histórico antepassado: A importância de se edificar uma altar.
Por um bom tempo em sua vida, Abraão peregrinava entre o deserto do Negueve e a futura cidade de Betel e em cada lugar ele erigia um altar ao Senhor e invocava seu nome e tinha experiência com um de seus nomes e atributos: Observe a experiência com o atributo de Deus chamado em hebraico de “EL”.
2 Era Abrão muito rico; possuía gado, prata e ouro. 3 Fez as suas jornadas do Neguebe até Betel, até ao lugar onde primeiro estivera a sua tenda, entre Betel e Ai, 4 até ao lugar do altar, que outrora tinha feito; e aí Abrão invocou o nome do SENHOR. Gn.13.2,4.

Quando Abraão peregrinou em Berseba, ele teve a experiência de erigir um altar e invocar o atributo do Deus Eterno “EL ‘OLAM”.
Plantou Abraão tamargueiras em Berseba e invocou ali o nome do SENHOR, Deus Eterno. Gn.21.33.
Todavia, foi no Caminho dos Carvalhais de Manré em Hebrom (Gn.13.18) que ele teve a experiência com o atributo de Deus Todo-Poderoso que se revela como “EL SHADDAY” Gn.17.1.
18 E Abrão, mudando as suas tendas, foi habitar nos carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom; e levantou ali um altar ao SENHOR. Gn.13.18

1 Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o SENHOR e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito. Gn.17.1
Também Abrão teve o conhecimento de uma cidade chamada Salém (o qual é Jebus: futura Jerusalém) cujo sacerdote chamado Melquisedeque sai ao seu encontro para abençoá-lo com a experiência do atributo de Deus Altíssimo “ELION”.
18 Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; era sacerdote do Deus Altíssimo; 19 abençoou ele a Abrão e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, que possui os céus e a terra; 20 e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus adversários nas tuas mãos. E de tudo lhe deu Abrão o dízimo. Gn.14.18-20.
Dali, Abraão tem o entendimento do que é um sacerdote sobre sua vida e da importância de contribuir com a parte do Senhor lhe entregando os dízimos. O Novo Testamento nos dá referência disso.
1 Porque este Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, que saiu ao encontro de Abraão, quando voltava da matança dos reis, e o abençoou, 2 para o qual também Abraão separou o dízimo de tudo (primeiramente se interpreta rei de justiça, depois também é rei de Salém, ou seja, rei de paz; 3 sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias, nem fim de existência, entretanto, feito semelhante ao Filho de Deus), permanece sacerdote perpetuamente. 4 Considerai, pois, como era grande esse a quem Abraão, o patriarca, pagou o dízimo tirado dos melhores despojos. Hb.7.1-4.


Passado algum tempo Deus prova a Abraão em seu maior desafio para edificar um altar e fazer sacrifício daquilo que era mais importante.
1 Depois dessas coisas, pôs Deus Abraão à prova e lhe disse: Abraão! Este lhe respondeu: Eis-me aqui! 2 Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei. 3 Levantou-se, pois, Abraão de madrugada e, tendo preparado o seu jumento, tomou consigo dois dos seus servos e a Isaque, seu filho; rachou lenha para o holocausto e foi para o lugar que Deus lhe havia indicado. Gn.22.1-3.
Assim, Abraão sai de Berseba crendo no “DEUS ETERNO”, passa por Hebrom sabendo que DEUS É TODO-PODEROSO, toma direção a Efrata (Belém) e segue o CAMINHO por Jebus e a Moriá encontrar-se com DEUS ALTÍSSIMO. Circula o vale de Refain (Vale da Sombra dos Mortos) e contorna o Vale de Hinon (Vale do Desespero) e deixa seus moços Gn.22.4-5. (Js.15.8)
4 Ao terceiro dia, erguendo Abraão os olhos, viu o lugar de longe. 5 Então, disse a seus servos: Esperai aqui, com o jumento; eu e o rapaz iremos até lá e, havendo adorado, voltaremos para junto de vós. Gn.22.4-5

... e as suas saídas estarão do lado de En-Rogel. 8 Deste ponto sobe pelo vale do Filho de Hinom, do lado dos jebuseus do Sul, isto é, Jerusalém; e sobe este limite até ao cimo do monte que está diante do vale de Hinom, para o ocidente, que está no fim do vale dos Refains, do lado norte. 9 Então, vai o limite desde o cimo do monte até à fonte das águas de Neftoa... Js.15.7b, 8,9a.

Abraão deve escolher entre dois caminhos e dois vales, isto em alegoria é:
Ou sobe ao oriente pelo vale de Cedrom (Vale da Escuridão e das Cinzas) ou sobe por outro vale ao ocidente [Vale Tiropeão] que atravessa por Selá (Siloé – Fonte das águas) que dá direção mais ampla a distante Neftoa (Abertura das Águas) ao extremo noroeste de Jerusalém. Pois é pela direção desse último vale que Abraão sobe na expectativa de que Deus é a fonte de toda vida, eternidade, poder e soberania, por isso proverá para si um holocausto ainda que dos mortos tenha que ressuscitar.
6 Tomou Abraão a lenha do holocausto e a colocou sobre Isaque, seu filho; ele, porém, levava nas mãos o fogo e o cutelo. Assim, caminhavam ambos juntos. 7 Quando Isaque disse a Abraão, seu pai: Meu pai! Respondeu Abraão: Eis-me aqui, meu filho! Perguntou-lhe Isaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? 8 Respondeu Abraão: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto; e seguiam ambos juntos.

17 Pela fé, Abraão, quando posto à prova, ofereceu Isaque; estava mesmo para sacrificar o seu unigênito aquele que acolheu alegremente as promessas, 18 a quem se tinha dito: Em Isaque será chamada a tua descendência; 19 porque considerou que Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos, de onde também, figuradamente, o recobrou. Hb.11.17-19.
Abraão circula o Monte Sião a Ocidente e margeia o Monte Ofel subindo ao Monte Moriá , Gn.22.2,9-14. E tem a experiência com o atributo de Deus da provisão “JIRÉH”.
2 Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei... 9 Chegaram ao lugar que Deus lhe havia designado; ali edificou Abraão um altar, sobre ele dispôs a lenha, amarrou Isaque, seu filho, e o deitou no altar, em cima da lenha; 10 e, estendendo a mão, tomou o cutelo para imolar o filho. 11 Mas do céu lhe bradou o Anjo do SENHOR: Abraão! Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui! 12 Então, lhe disse: Não estendas a mão sobre o rapaz e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho. 13 Tendo Abraão erguido os olhos, viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos; tomou Abraão o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho. 14 E pôs Abraão por nome àquele lugar—O SENHOR Proverá. Daí dizer-se até ao dia de hoje: No monte do SENHOR se proverá. Gn.22.2,9-14

  1. O retorno ao contexto histórico imediato: A escolha do Monte Moriá.
Agora encontramos o anjo sobre o mesmo monte Moriá (eira de Ornã) que Abrão erigira um altar e Deus se compadecera.
15 Enviou Deus um anjo a Jerusalém, para a destruir; ao destruí-la, olhou o SENHOR, e se arrependeu do mal, e disse ao anjo destruidor: Basta, retira, agora, a mão. O Anjo do SENHOR estava junto à eira de Ornã, o jebuseu. 1 Cr.21.15
Ao saber do paradeiro do anjo Davi tem a disposição para fazer um sacrifício naquele lugar 1 Cr.21.18-25.
18 Então, o Anjo do SENHOR disse a Gade que mandasse Davi subir para levantar um altar ao SENHOR, na eira de Ornã, o jebuseu. 19 Subiu, pois, Davi, segundo a palavra de Gade, que falara em nome do SENHOR. 20 Virando-se Ornã, viu o Anjo; e esconderam-se seus quatro filhos que estavam com ele. Ora, Ornã estava debulhando trigo. 21 Quando Davi vinha chegando a Ornã, este olhou, e o viu e, saindo da eira, se inclinou diante de Davi, com o rosto em terra. 22 Disse Davi a Ornã: Dá-me este lugar da eira a fim de edificar nele um altar ao SENHOR, para que cesse a praga de sobre o povo; dá-mo pelo seu devido valor. 23 Então, disse Ornã a Davi: Tome-a o rei, meu senhor, para si e faça dela o que bem lhe parecer; eis que dou os bois para o holocausto, e os trilhos, para a lenha, e o trigo, para oferta de manjares; dou tudo. 24 Tornou o rei Davi a Ornã: Não; antes, pelo seu inteiro valor a quero comprar; porque não tomarei o que é teu para o SENHOR, nem oferecerei holocausto que não me custe nada. 25 Davi deu a Ornã por aquele lugar a soma de seiscentos siclos de ouro. 1 Cr.21.18-25
A resposta da aceitação divina vem mediante o fogo que cai do céu e impede a praga destruidora. Daí a entendimento que mediante o sacrifício naquele lugar Deus responde a oração, abençoa e impede o devorador.
26 Edificou ali um altar ao SENHOR, ofereceu nele holocaustos e sacrifícios pacíficos e invocou o SENHOR, o qual lhe respondeu com fogo do céu sobre o altar do holocausto. 27 O SENHOR deu ordem ao Anjo, e ele meteu a sua espada na bainha. 1 Cr.21.26-27.
Logo, Davi entende que este local é consagrado para edificar o templo do Senhor. Observe o texto abaixo:
28 Vendo Davi, naquele mesmo tempo, que o SENHOR lhe respondera na eira de Ornã, o jebuseu, sacrificou ali. 29 Porque o tabernáculo do SENHOR, que Moisés fizera no deserto, e o altar do holocausto estavam, naquele tempo, no alto de Gibeão. 30 Davi não podia ir até lá para consultar a Deus, porque estava atemorizado por causa da espada do Anjo do SENHOR. 1 Disse Davi: Aqui, se levantará a Casa do SENHOR Deus e o altar do holocausto para Israel. 1 Cr.21.28-30 e 1 Cr.22.1

Desta forma, Davi dispõe de seus próprios recursos para auxiliar na construção do Templo embora não fosse ele o construtor do Templo. 1 Cr.28.2-7. 1 Cr.29.1-3.
2 Pôs-se o rei Davi em pé e disse: Ouvi-me, irmãos meus e povo meu: Era meu propósito de coração edificar uma casa de repouso para a arca da Aliança do SENHOR e para o estrado dos pés do nosso Deus, e eu tinha feito o preparo para a edificar. 3 Porém Deus me disse: Não edificarás casa ao meu nome, porque és homem de guerra e derramaste muito sangue. 4 O SENHOR, Deus de Israel, me escolheu de toda a casa de meu pai, para que eternamente fosse eu rei sobre Israel; porque a Judá escolheu por príncipe e a casa de meu pai, na casa de Judá; e entre os filhos de meu pai se agradou de mim, para me fazer rei sobre todo o Israel. 5 E, de todos os meus filhos, porque muitos filhos me deu o SENHOR, escolheu ele a Salomão para se assentar no trono do reino do SENHOR, sobre Israel. 6 E me disse: Teu filho Salomão é quem edificará a minha casa e os meus átrios, porque o escolhi para filho e eu lhe serei por pai. 7 Estabelecerei o seu reino para sempre, se perseverar ele em cumprir os meus mandamentos e os meus juízos, como até ao dia de hoje. 1Cr.28.2-7.

1 Disse mais o rei Davi a toda a congregação: Salomão, meu filho, o único a quem Deus escolheu, é ainda moço e inexperiente, e esta obra é grande; porque o palácio não é para homens, mas para o SENHOR Deus. 2 Eu, pois, com todas as minhas forças já preparei para a casa de meu Deus ouro para as obras de ouro, prata para as de prata, bronze para as de bronze, ferro para as de ferro e madeira para as de madeira; pedras de ônix, pedras de engaste, pedras de várias cores, de mosaicos e toda sorte de pedras preciosas, e mármore, e tudo em abundância. 3 E ainda, porque amo a casa de meu Deus, o ouro e a prata particulares que tenho dou para a casa de meu Deus, afora tudo quanto preparei para o santuário: 1 Cr.29.1-3
ANÁLISE E CARACTERÍSTICAS.
Nesse sentido, agora nós podemos entender o discurso do profeta Ageu e o valor que o mesmo dava a reconstrução do Templo, pois ele foi um profeta que viu o Templo de Salomão e sua destruição e a reconstrução do Templo de Esdras.
3 Veio, pois, a palavra do SENHOR, por intermédio do profeta Ageu, dizendo: 4 Acaso, é tempo de habitardes vós em casas apaineladas, enquanto esta casa permanece em ruínas? 5 Ora, pois, assim diz o SENHOR dos Exércitos: Considerai o vosso passado. 6 Tendes semeado muito e recolhido pouco; comeis, mas não chega para fartar-vos; bebeis, mas não dá para saciar-vos; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o para pô-lo num saquitel furado. 7 Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Considerai o vosso passado. 8 Subi ao monte, trazei madeira e edificai a casa; dela me agradarei e serei glorificado, diz o SENHOR. Ag.1.3-8.

APLICAÇÃO: BENEFÍCIOS DE ABENÇOAR A RESTAURAÇÃO OU CONSTRUÇÃO DE UM TEMPLO.
  1. PROSPERIDADE: Ag.2.3-9; 18-19.
3 Quem dentre vós, que tenha sobrevivido, contemplou esta casa na sua primeira glória? E como a vedes agora? Não é ela como nada aos vossos olhos? 4 Ora, pois, sê forte, Zorobabel, diz o SENHOR, e sê forte, Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, e tu, todo o povo da terra, sê forte, diz o SENHOR, e trabalhai, porque eu sou convosco, diz o SENHOR dos Exércitos; 5 segundo a palavra da aliança que fiz convosco, quando saístes do Egito, o meu Espírito habita no meio de vós; não temais. 6 Pois assim diz o SENHOR dos Exércitos: Ainda uma vez, dentro em pouco, farei abalar o céu, a terra, o mar e a terra seca; 7 farei abalar todas as nações, e as coisas preciosas de todas as nações virão, e encherei de glória esta casa, diz o SENHOR dos Exércitos. 8 Minha é a prata, meu é o ouro, diz o SENHOR dos Exércitos. 9 A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o SENHOR dos Exércitos; e, neste lugar, darei a paz, diz o SENHOR dos Exércitos...18 Considerai, eu vos rogo, desde este dia em diante, desde o vigésimo quarto dia do mês nono, desde o dia em que se fundou o templo do SENHOR, considerai nestas coisas. 19 Já não há semente no celeiro. Além disso, a videira, a figueira, a romeira e a oliveira não têm dado os seus frutos; mas, desde este dia, vos abençoarei.

  1. POR ASEGURARMOS A CASA DE DEUS, DEUS CONFIRMA NOSSA CASA.
11 Há de ser que, quando teus dias se cumprirem, e tiveres de ir para junto de teus pais, então, farei levantar depois de ti o teu descendente, que será dos teus filhos, e estabelecerei o seu reino. 12 Esse me edificará casa; e eu estabelecerei o seu trono para sempre. 13 Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; a minha misericórdia não apartarei dele, como a retirei daquele que foi antes de ti. 1 Cr.17.11-13.
  1. DEUS REPREENDE A PRAGA DEVORADORA. Mlq.3.10ss.
10 Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida. 11 Por vossa causa, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos. Mlq.3.10,11.


CONCLUSÃO.
Assim, somos estimulados a auxiliar na reparação de nosso local de culto público, não somente porque amamos a casa de Deus, mas porque também somos abençoados.
Oração de Davi 1 Cr.29.10-17.
10 Pelo que Davi louvou ao SENHOR perante a congregação toda e disse: Bendito és tu, SENHOR, Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade. 11 Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. 12 Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força. 13 Agora, pois, ó nosso Deus, graças te damos e louvamos o teu glorioso nome. 14 Porque quem sou eu, e quem é o meu povo para que pudéssemos dar voluntariamente estas coisas? Porque tudo vem de ti, e das tuas mãos to damos. 15 Porque somos estranhos diante de ti e peregrinos como todos os nossos pais; como a sombra são os nossos dias sobre a terra, e não temos permanência. 16 SENHOR, nosso Deus, toda esta abundância que preparamos para te edificar uma casa ao teu santo nome vem da tua mão e é toda tua. 17 Bem sei, meu Deus, que tu provas os corações e que da sinceridade te agradas; eu também, na sinceridade de meu coração, dei voluntariamente todas estas coisas; acabo de ver com alegria que o teu povo, que se acha aqui, te faz ofertas voluntariamente. 1 Cr.29.10-17
APELO.

Quantos querem ser auxiliadores nessa tarefa de reparar ou construir a casa do Senhor?