1 de mai. de 2015

JESUS E O CIRENEU

“1 Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado. 2  Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo.” Gl.6.1,2.
OBJETIVO.
Venho tratar neste sermão sobre a importância de ter amigos para compartilhar nossos fardos.

INTRODUÇÃO.

Afim de que possamos respaldar nosso argumento, permita-me utilizar Jesus como referência como forma de ter relacionamentos saudáveis. Observe o exemplo de Jesus.
Jesus tinha companheiros para levar seus fardos. Ele se relacionava e confidenciava a eles. Observe o texto:
36 Em seguida, foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar; 37  e, levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. 38  Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo. 39  Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres. Mt.26.36-39.

DEFINIÇÕES.

Mas, o que significa relacionamentos saudáveis? Relacionamentos saudáveis não significa relacionamentos perfeitos! Pois até nos relacionamentos saudáveis poderão ocorrer falhas na expectativa e na confiança.
Relacionamentos saudáveis trata de relacionamentos maduros e dispostos a perdoar, até porque é impossível ao ser humano não ter relacionamentos, a pessoa que acha que não precisa de relacionamentos é uma pessoa doente no âmbito socioemocional.
Até Jesus sofreu decepção com seus amigos nas horas mais difíceis.
40  E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo? 41  Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. 42  Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade. 43  E, voltando, achou-os outra vez dormindo; porque os seus olhos estavam pesados. 44  Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras. 45  Então, voltou para os discípulos e lhes disse: Ainda dormis e repousais! Eis que é chegada a hora, e o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos de pecadores. Mt.26.40-45.
Jesus teve amigos que fugiram.
50  Então, deixando-o, todos fugiram. 51  Seguia-o um jovem, coberto unicamente com um lençol, e lançaram-lhe a mão. 52  Mas ele, largando o lençol, fugiu desnudo. Mc.14.50-52.
Jesus teve um amigo que negou.
69 Ora, estava Pedro assentado fora no pátio; e, aproximando-se uma criada, lhe disse: Também tu estavas com Jesus, o galileu. 70  Ele, porém, o negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes. 71  E, saindo para o alpendre, foi ele visto por outra criada, a qual disse aos que ali estavam: Este também estava com Jesus, o Nazareno. 72  E ele negou outra vez, com juramento: Não conheço tal homem. 73  Logo depois, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Verdadeiramente, és também um deles, porque o teu modo de falar o denuncia. 74  Então, começou ele a praguejar e a jurar: Não conheço esse homem! E imediatamente cantou o galo. 75  Então, Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes. E, saindo dali, chorou amargamente. Mt.26.69-75.
Mas, diante de tudo isso, Jesus teve um companheiro fiel: O apóstolo João.
25  E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena. 26  Vendo Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho. 27  Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa. 28  Depois, vendo Jesus que tudo já estava consumado, para se cumprir a Escritura, disse: Tenho sede! 29  Estava ali um vaso cheio de vinagre. Embeberam de vinagre uma esponja e, fixando-a num caniço de hissopo, lha chegaram à boca. 30  Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito. Jo.19.25-30.

ANÁLISE E CARACTERÍSTICAS.

Todavia, isso não fez Jesus se ressentir e, por orgulho, criar barreiras nos relacionamentos. Pelo contrário, em momentos difíceis, Jesus adquiriu novas amizades.
Pois, as amizades nos auxiliam em nossas dificuldades. Até Jesus, o filho de Deus, precisou de ajuda no seu momento de dificuldades.
Observe o caso de Simão Cireneu; seguramente, em Cristo na cruz do calvário foi abolida a separação existente entre raças, a exemplo disto podemos tomar o caso de Simão Cireneu, em levar a cruz ao Gólgota.
21 E obrigaram a Simão Cireneu, que passava, vindo do campo, pai de Alexandre e de Rufo, a carregar-lhe a cruz. Mc.15.21.
31 Depois de o terem escarnecido, despiram-lhe o manto e o vestiram com as suas próprias vestes. Em seguida, o levaram para ser crucificado. 32 Ao saírem, encontraram um cireneu, chamado Simão, a quem obrigaram a carregar-lhe a cruz. Mt.27.31,32.
26 E, como o conduzissem, constrangendo um cireneu, chamado Simão, que vinha do campo, puseram-lhe a cruz sobre os ombros, para que a levasse após Jesus. Lc.23.26.
Simão de Cirene foi a pessoa obrigada pelos romanos a carregar a cruz de Jesus quando ele foi levado à sua crucificação, de acordo com os  Evangelhos.
Fora chamado de Cirene ou cireneu porque sua cidade natal era em Cirene, na Líbia, localizada ao norte de África, desta forma o texto faz alusão a Simão, o primeiro africano cristão. Cirene foi uma comunidade judaica, onde 100.000 judeus tinham resolvido habitar durante o reinado de Ptolomeu Soter (323-285 a.C.). E que periodicamente era costume muitos desses judeus irem a Jerusalém para as festas anuais, no caso, da Páscoa.
A tradição diz que seus filhos Rufo e Alexandre se tornaram missionários, a inclusão de seus nomes em Marcos sugere que eles tinham alguma posição na comunidade cristã em Roma.
Foi sugerido que o Rufo mencionado por Paulo em Romanos 16:13 é o filho de Simão de Cirene. Alguns também apontam Simão como os "homens de Cirene", que pregou o Evangelho para os gregos, em Atos 11: 20.

PASSOS PARA RECONHECER QUE PRECISA DE AJUDA.

1 Digo, pois, que, durante o tempo em que o herdeiro é menor, em nada difere de escravo, posto que é ele senhor de tudo. 2  Mas está sob tutores e curadores até ao tempo predeterminado pelo pai. Gl.4.1-2.
Ou seja, a verdade é que pedir ajuda não nos torna inferior em nossa posição como filhos de Deus, pelo contrário, nos faz reconhecer que o Pai coloca sobre nós curadores e tutores segundo seu propósito. Pessoas precisam de ajuda:
  • na vida espiritual.
  • no conhecimento da Palavra de Deus.
  • na área familiar.
  • no âmbito conjugal.
  • no aspecto do aprendizado financeiro.
  • nas tomadas de decisões.
  • no suporte em meio a dificuldades.
  • outros.
Somente o orgulhoso não reconhece que precisa de ajuda, e por isso, Deus permite ele sofrer com a consequência da dificuldade para fazê-lo mais humilde.
24 Daí retribuir- me o SENHOR, segundo a minha justiça, conforme a pureza das minhas mãos, na sua presença. 25 Para com o benigno, benigno te mostras; com o íntegro, também íntegro. 26 Com o puro, puro te mostras; com o perverso, inflexível. 27 Porque tu salvas o povo humilde, mas os olhos altivos, tu os abates. 28 Porque fazes resplandecer a minha lâmpada; o SENHOR, meu Deus, derrama luz nas minhas trevas. Sl.18.24-28.

APLICAÇÃO.

Assim, devemos amadurecer nossas emoções e termos hombridade e humildade para solicitar ajuda quando precisamos. Pois, até o filho de Deus precisou de ajuda para cumprir com seu propósito na terra, cujo Simão carregou-lhe a cruz.

CONCLUSÃO.

Diante de todos esses argumentos se estabelece a seguinte proposição:
“Ninguém se encontra tão bem em sua vida que possa dizer que não precisa de ajuda alguma, ou ninguém está tão mal a ponto de não poder ajudar outrem”.

APELO.

Quantos sentem necessidade de ter relacionamentos saudáveis?
Quantos estão dispostos a se humilhar para pedir ajuda?

11 de abr. de 2015

PRÁTICAS INCOERENTES

"O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos". Oséias 4.6.

OBJETIVO.

O objetivo desse sermão visa tratar sobre a existência de certas práticas erradas ou incoerências no meio cristão com abordagem franca e honesta a fim de corrigir certos comportamentos. Todavia, a proposta não está em produzir crítica severa, mas expor a realidade dos fatos com o intuito de proporcionar corações arrependidos.
MODO DE MINISTRAÇÃO.
Trata-se de um ensaio do pensamento ou constatações, cujo foco desse sermão não é apologético, mas desenvolvê-lo dentro da ótica pastoral e evangelística. Pois através do amor pelos perdidos e empatia pelas ovelhas e seus conflitos podemos trazer um direcionamento profético para suas necessidades e propósito de vida. (Uma entrada profética).

INTRODUÇÃO.

Certo dia, eu pesquisava sobre alguns materiais de estudo; então encontrei um conteúdo que dizia algo similar do tipo: “Certos cristãos tem problema com a mentira”. De momento, eu refutei aquele conteúdo, sequer li seu material; depois, parei para observar o tema, se o mesmo procedia. Então cheguei a constatação que em algumas circunstâncias, tal proposição pode ser correta. Observemos com cuidado:

ANÁLISE E CARACTERÍSTICAS.

  1. CERTOS CRISTÃOS TEM PROBLEMA COM A MENTIRA.

De fato, tal proposição pode estar correta em alguns casos a serem apresentados; cujos pastores, e principalmente os pregadores itinerantes são os mais responsáveis por isso.
“2 Na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os fariseus. 3  Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem. 4  Atam fardos pesados e difíceis de carregar e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los". Mt.23.2-4.
Observe que Jesus já falava acerca dessa abordagem entre a discordância das pregações com as devidas práticas das mesmas. Mas, quais são as áreas onde ocorrem essas incoerências?
No testemunho: Algumas pessoas procuram ajudar o milagre através do exagero de seu comentário (anedota do chorar rios de lágrimas), (o conto do testemunho quando o saldo do milagre vai aumentando a medida que repete o testemunho).
No relatório: Alguns relatórios eclesiais são imprecisos quando apresentados, principalmente no que convém. (estatísticas como supõe o neologismo “evangelásticos" que enumeram pessoas, anjos, arcanjos, querubins e serafins numa reunião, pois é impossível conter tal número de pessoas naquele evento), (o caso de enumerar seis pessoas ou seis famílias), (aquele discurso de crescimento de cem por cento para ocultar número inexpressível de pessoas).
Descrição da realidade articulada: Trata da articulação do cenário apresentando somente às partes boas dos fatos; portanto, criando uma realidade diferente do episódio em si.
Talvez você pense: "Qual o problema com isso?" A final de contas isso não poderia ser definido como uma figura de linguagem na forma de “hipérbole”? Porém, é assim que surgem as fábulas ou os mitos no imaginário cristão. Pois, se tomarmos qualquer indivíduo crente e compilarmos sua história com esse método, certamente apresentaremos uma história de vida onde o próprio protagonista ficaria impressionado com seu relato.
Contudo, nessa descrição de realidade articulada, quando o cristão normal lê ou ouve estes fantásticos testemunhos, tem a sensação de que sua vida é fracassada ou insignificante; ou seja, se não enxergar um anjo por dia, ou se Deus por meio dele não realizar um feito extraordinário de forma cotidiana; então passa aquela sensação decepcionante de que seu dia foi vazio, inoperante ou sem propósitos.
Com muito amor quero corrigir esse pensamento e dizer que esse sentimento não representa bem a realidade do Reino, bem como tem sido prejudicial para o desenvolvimento da vida cristã normal.
Nisso cria-se uma expectativa exacerbada acerca do que é uma vida cristã normal, que leva o cristão a viver uma vida aquém da normalidade!

2. CERTOS CRISTÃOS TEM DIFICULDADE COM AQUILO QUE PREGAM.

Certos Cristãos demonstram dificuldades em ter equilíbrio naquilo que pregam, isto é, demonstram estar cheios de amor e compaixão, mas na prática manifestam atitudes de religiosidade, elitismo ou legalismo. Isto é, seu discurso é inclusivo, mas sua prática é excludente.
Quanto a sua prática: Será que estamos preparados para receber os perdidos no estado deplorável que muitos se encontram, enquanto que um razoável número de igrejas ainda conservam a prática de homens e mulheres sentarem em lugares separados.
Quanto a forma de sua proclamação: A natureza do Evangelho é “Boa Notícia”, não temor do inferno! Quando enfatizamos mais o juízo do inferno do que a boa notícia de salvação, então incorremos no erro das pessoas virem para Jesus mais por medo do inferno do que por amor a Ele; isso não é genuína conversão, mas religiosidade.
Quando enfatizamos mais o inferno do que o amor de Deus, provocamos um desequilíbrio na teologia equânime de Deus sendo bom, justo e santo; o que leva as pessoas a imaginarem que Deus é carrasco, desta forma, não querem recebê-lo como salvador! Assim,  o ensinamento equilibrado acerca de Deus é fundamental para propagação do genuíno Evangelho.
Todavia, penso que demonstrar amor não se trata de possuir atitudes condescendentes a ponto de serem tontos ou manipuláveis. Existe um equilíbrio nesse comportamento e o amor de Deus é inclusivo e trás esse equilíbrio. Observe nos versículos abaixo o Evangelho do amor.
“30 Jesus prosseguiu, dizendo: Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e veio a cair em mãos de salteadores, os quais, depois de tudo lhe roubarem e lhe causarem muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o semimorto. 31  Casualmente, descia um sacerdote por aquele mesmo caminho e, vendo-o, passou de largo. 32  Semelhantemente, um levita descia por aquele lugar e, vendo-o, também passou de largo. 33  Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, compadeceu-se dele". Lc.10.30-33.
Quanto ao sistema que rege suas vidas: (Cultura pagã ou Evangelho?) Certos Cristãos demonstram incoerência entre aquilo que pregam e o que vivem, falam sobre viver o evangelho, mas orientam suas vidas em meio à práticas culturais mundanas e pagãs. Exemplo: (adotam costumes de novelas, moda e outros comportamentos); (vários namoros simultâneos ou o “ficar”).
Além disso, estamos convictos que as pessoas escolhem sua conduta de vida cristã e até sua congregação mais por um critério cultural do que por uma direção do Espírito Santo. Isto porque elas não sabem ter direção espiritual para tal, pois na ausência de uma orientação espiritual a cultura assume esta função.

3. CERTOS CRISTÃOS PROCURAM ESPIRITUALIZAR SUAS AÇÕES.

Certos cristãos tem inconsistência entre o que dizem e o modo que vivem. Procuram espiritualizar suas ações, e por fim acabam deixando a culpa e a responsabilidade de suas ações para Deus.
Cuidado em dizer "Deus falou comigo..." Exemplo: Certa irmã, em uma hora de reunião com seu lider, falou cinquenta e poucas vezes a expressão: "Deus falou comigo..." Tenho observado que tal argumento serve como desculpa para a pessoa fundamentar suas decisões (principalmente quando resolve trocar de igreja). Penso que pelo menos tal pessoa deveria ser sincera e dizer que “não concorda” ou “não se adapta” mais com a forma ou direção que se conduz seu relacionamento com a igreja sem responsabilizar Deus por isso conotando “ar de espiritualidade”.
“28 O profeta que tem sonho conte-o como apenas sonho; mas aquele em quem está a minha palavra fale a minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo? —diz o SENHOR. 29  Não é a minha palavra fogo, diz o SENHOR, e martelo que esmiúça a penha? 30  Portanto, eis que eu sou contra esses profetas, diz o SENHOR, que furtam as minhas palavras, cada um ao seu companheiro. 31  Eis que eu sou contra esses profetas, diz o SENHOR, que pregam a sua própria palavra e afirmam: Ele disse". Jr.23.28-31.
Sobre esse assunto, encontramos o relato de determinados líderes que apresentam ao grupo “uma nova visão” vinda de Deus; contudo, tais líderes esquecem que disseram ter tido outra visão anterior, a qual também afirmavam como se viesse de Deus. Mas, qual destas visões veio de Deus? A antiga ou a inovadora? Estaria Deus mudando de tempo em tempo? (Mlq.3.6).
Ou pessoas dizem que tal ação foi dirigida por Deus e no fim a mesma ação não dá certo. Exemplo: Trabalho, namoro, casamento, etc.
“13 Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. 14  Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. 15  Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo. 16  Agora, entretanto, vos jactais das vossas arrogantes pretensões. Toda jactância semelhante a essa é maligna". Tg.4.13-16.
4. CERTOS CRISTÃOS AFIRMAM SER LIVRES MAS PERMANECEM MANIPULÁVEIS.
Certos cristãos afirmam ser livres, todavia permanecem influenciados por práticas clichês e manipulados como massa de manobra. Sim, deveras! Existe muita manipulação de marketing evangélico e eclesial.
Exemplo: Podemos observar certos artistas evangélicos em mera profissionalização cujo cumprimento de propostas contratuais acabam por fazer em público coisas que envergonham o Evangelho. A necessidade econômica em vender um novo CD ou escrever um livro novo com o propósito de mantê-lo em “fama” faz da celebridade cristã um sub serviente a propósitos explicitamente mercadológicos (a genuína motivação de expansão do Reino está longe de ser verdade!).
Por falar em “mercado da fé”, observe isso: Muitos acessórios chamados “reforços de fé” que são vendidos na forma de “amuletos” evangélicos como “lenços ungidos”, “água benta”, “óleo de Israel”, etc. Os quais visam exploram o reino de forma financeira e comercial.
“2 E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; 3 também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme". 2 Pe.2.2,3.
Exemplo: Shows de cantores com finalidades puramente comercial, comemoração de feriados com finalidade de lucro, eventos cristãos onde se vendem a unção (At.8.9-23).
“13 Estando próxima a Páscoa dos judeus, subiu Jesus para Jerusalém. 14  E encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados; 15  tendo feito um azorrague de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas 16  e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio". Jo.2.13-16.
Cabe a nós exercer o “binômio profético”, e como profetas de Deus “anunciar” Cristo e seu compromisso com a verdade e “denunciar” os erros, ou distorções cometidos em nome do Reino.
No aspecto do profetismo, a igreja ficou apenas com o anúncio sobre Jesus Cristo e seu Reino vindouro, mas perdeu a característica de “denúncia contra o pecado, a injustiça e a corrupção”. Uma vez que a Igreja negligenciou tal tarefa diante da sociedade, a mesma agora passa a ser exercida pela imprensa, isto é, a imprensa agora cumpre o papel negligenciado pela Igreja em denunciar os abusos cometidos pelas autoridades. É como se a igreja neutralizasse sua função de coluna e baluarte da verdade.
"para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade". 1 Timóteo 3.15.
5. CERTOS CRISTÃOS PROFESSAM FÉ ABSOLUTA, MAS NÃO RECONHECEM SUAS DEBILIDADES NA FÉ.
Quanto a debilidades: Certos cristãos professam fé absoluta, no entanto, tem dificuldades para reconhecer as próprias debilidades na fé. Penso que as pessoas deveriam ser honestas em afirmar que crêem, mas sinceras no reconhecer que existe debilidades na fé.
Reconhecer debilidades não significa estar susceptível a incredulidade; pois o medo para com a incredulidade ou o temor de que suas debilidades possam, no âmago, ser uma espécie de incredulidade, leva o portador a não admitir suas debilidades na fé; no entanto, tal sentimento faz um mal tremendo em sua relação com Deus. Deus quer curar esse sentimento para que a pessoa não sofra mais.
“23  Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crê. 24  E imediatamente o pai do menino exclamou com lágrimas: Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé!” Mc.9.23,24.
“18  Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência. 19  E, sem enfraquecer na fé, embora levasse em conta o seu próprio corpo amortecido, sendo já de cem anos, e a idade avançada de Sara, 20  não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, 21  estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera. 22  Pelo que isso lhe foi também imputado para justiça”. Rom.4.18-22.
Observe o caso de Abraão. O considerado “Pai na Fé”, exemplo e modelo de fé genuína tinha plena fé no milagre que estava por acontecer; todavia, ele não negou seu estado de “amortecimento”, mas apesar disso, ele creu. Assim, nós devemos considerar nosso estado e não entrar em mecanismos de defesa psíquica” como “negação” da realidade, porque isso é “dissonância cognitiva”; mas, apesar disso, continuar crendo.
Quanto a doenças: Acerca desse tema, tais pessoas dizem não precisar de remédios, que já tem saúde divina, mas aceitam usar óculos, convivem com a obesidade, calvície ou outros. (Há um episódio jornalístico, onde certo bispo que afirmava que doença era demônio e pecado, no entanto, quando entrevistado demonstrou ter doenças). Penso que não podemos aceitar certas incoerência ou exageros de acreditar que existem umas doenças que precisam ser expurgadas, enquanto permitimos outras que sejam toleráveis; isto é, doença é doença! Cuidado com os exageros! E o que dizer destes versículos abaixo:
“Estando Eliseu padecendo da enfermidade de que havia de morrer, Jeoás, rei de Israel, desceu a visitá-lo, chorou sobre ele e disse: Meu pai, meu pai! Carros de Israel e seus cavaleiros!” 2 Reis 13:14.
“13  E vós sabeis que vos preguei o evangelho a primeira vez por causa de uma enfermidade física. 14  E, posto que a minha enfermidade na carne vos foi uma tentação, contudo, não me revelastes desprezo nem desgosto; antes, me recebestes como anjo de Deus, como o próprio Cristo Jesus. 15  Que é feito, pois, da vossa exultação? Pois vos dou testemunho de que, se possível fora, teríeis arrancado os próprios olhos para mos dar. 16  Tornei-me, porventura, vosso inimigo, por vos dizer a verdade?” Gl.4.13-16.
"Não continues a beber somente água; usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades". 1 Timóteo 5:23
Quanto a confiança: Certos cristãos professam suas crenças, mas apresentam dificuldades para confiar. Há uma incoerência entre aquilo que crêem e a forma ou motivação pelo que praticam.  Há uma “dissonância cognitiva” entre o crer no âmbito espiritual e no parâmetro cognitivo com o confiar na esfera emocional.
Isto é, com a fé no espírito afirmamos que Deus é onipotente, onipresente e onisciente, com a fé e intelecto confessamos que Deus é moralmente amor, justiça e santidade, mas na prática e na emoção nos comportamos como se ele não fosse. Observe esses versículos.
9 Andarei na presença do SENHOR, na terra dos viventes. 10 Eu cria, ainda que disse:estive sobremodo aflito. 11 Eu disse na minha perturbação: todo homem é mentiroso. 12 Que darei ao SENHOR por todos os seus benefícios para comigo? 13 Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do SENHOR. Sl.116.9-13.
Compare que o salmista declara que possui fé; embora, o mesmo igualmente descreve sua humanidade quando manifesta seus sentimentos e não reprime a exposição de suas fraquezas. Diante disso ele reconhece a fragilidade humana para com a mentira ou falsidade, no entanto, na presença desses fatos, o autor transcende seu entendimento depositando sua genuína confiança nAquele que verdadeiramente pode satisfazer os desejos de seu coração.
Exemplo de mãe que não confia os cuidados de seu bebê com a babá; assim, a cada minuto liga para saber o estado da criança.
6. CERTOS CRISTÃOS PROFESSAM UMA TEOLOGIA IMPRATICÁVEL DENTRO DOS PARÂMETROS UNIVERSAIS DO EVANGELHO.
Queridos! Não está errado admitirmos que temos debilidades em certas áreas da vida no tocante a fé, isso nos faz humanos e tira sobre nós o jugo de uma religiosidade absoluta que sufoca justamente aqueles que mais têm mais sofrido em razão da fé. Isto é, os pobres, os injustiçados, os doentes e outros.
Tais exageros têm levado muitos ao sentimento de frustração ou incapacidade que geram alienação ou enfraquecimento no relacionamento com o Deus. Vamos ser amorosos com essas pessoas e ajudá-los a encontrar sentido em seus assuntos e assim desfrutar de uma magnífica comunhão com o Pai e seus irmãos de fé.
Exemplo: Para alguns parece certo possuir “exacerbada teologia da prosperidade” e dizer que pobreza é pecado em um país de primeiro mundo e onde há liberdade de culto e condições propícias para desenvolvimento. O difícil é manter essa teologia quando alguns cristãos são perseguidos e espoliados como no Iraque, Síria, Sudão e China.
Porque não somente vos compadecestes dos encarcerados, como também aceitastes com alegria o espólio dos vossos bens, tendo ciência de possuirdes vós mesmos patrimônio superior e durável. Hebreus 10.34  
Para alguns, conotação de ser “apóstolo ungido” é possuir estética de um homem bem sucedido e ostentar objetos de desejo e consumo; todavia, os mesmos esquecem o modo como os “apóstolos do cordeiro” viveram e procederam.
“9  Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens. 10  Nós somos loucos por causa de Cristo, e vós, sábios em Cristo; nós, fracos, e vós, fortes; vós, nobres, e nós, desprezíveis. 11  Até à presente hora, sofremos fome, e sede, e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa, 12  e nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos; 13  quando caluniados, procuramos conciliação; até agora, temos chegado a ser considerados lixo do mundo, escória de todos. 14 Não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar; pelo contrário, para vos admoestar como a filhos meus amados”. 1 Co.4.9.14.
“11 Tenho-me tornado insensato; a isto me constrangestes. Eu devia ter sido louvado por vós; porquanto em nada fui inferior a esses tais apóstolos, ainda que nada sou. 12  Pois as credenciais do apostolado foram apresentadas no meio de vós, com toda a persistência, por sinais, prodígios e poderes miraculosos. 13  Porque, em que tendes vós sido inferiores às demais igrejas, senão neste fato de não vos ter sido pesado? Perdoai-me esta injustiça. 14  Eis que, pela terceira vez, estou pronto a ir ter convosco e não vos serei pesado; pois não vou atrás dos vossos bens, mas procuro a vós outros. Não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais, para os filhos. 15  Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol da vossa alma. Se mais vos amo, serei menos amado?” 2 Co.12.11-15.
“Conheço as tuas obras, tanto o teu labor como a tua perseverança, e que não podes suportar homens maus, e que puseste à prova os que a si mesmos se declaram apóstolos e não são, e os achaste mentirosos;” Apocalipse 2:2
    No Novo testamento encontramos os apóstolos entesourando coisas espirituais para o rebanho de Deus, na atualidade o discurso está em o povo de Deus entesourar riquezas para aqueles que se auto proclamam apóstolos.
    Não que seja errado o homem de Deus possuir os bens desse mundo, errado está em colocar o foco nisso e fazer disso essência de sua teologia. Portanto, a igreja em sua função profética precisa denunciar esses abusos da fé.

PASSOS PARA CORRIGIR ESSES COMPORTAMENTOS INCOERENTES

  • Arrepender se. A base do Evangelho começa com arrependimento e transformação.
“15  dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho”. Mc.1.15.
  • Buscar honestidade e franqueza. A confissão é uma prática fundamental para quem quer estar em linha com a vontade e veracidade divina.
“2  Atentarei sabiamente ao caminho da perfeição. Oh! Quando virás ter comigo? Portas a dentro, em minha casa, terei coração sincero. 3  Não porei coisa injusta diante dos meus olhos; aborreço o proceder dos que se desviam; nada disto se me pegará”. Sl.101.2,3
  • Mudar comportamento. Mudança de comportamento implica em genuína conversão e transformação de vida.
“Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o SENHOR Deus. Portanto, convertei-vos e vivei”. Ezequiel 18.32  
  • Ser ponderado e comedido. A prudência nos faz ser precavidos e pessoas que reflitam não em clichês pré estabelecidos, mas em formação de opinião fundamentadas na Palavra e na Verdade. Assim, encontramos sóbrios e não nos precipitamos a agir de forma incoerente e ostentar outra realidade.
“Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação”. 2 Timóteo 1.7  
  • Não cair no oposto e entrar em obstinação pela acuracidade. Alguns se deixam extravasar em seus comportamentos, não porque sejam voluntariamente religiosos, mas porque estão sofrendo severas angústias que provocam compulsividade e obsessão. Em contra partida, não é saudável cair em minúcias ou obstinação por detalhes.
“15  Tudo isto vi nos dias da minha vaidade: há justo que perece na sua justiça, e há perverso que prolonga os seus dias na sua perversidade. 16  Não sejas demasiadamente justo, nem exageradamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo?” Ecl.7.15,16.
Todavia, Jesus é fiel para curar toda enfermidade quer no físico quanto na alma (N.O.C.) e no comportamento.

APLICAÇÃO.

Agostinho disse: “Pregue o Evangelho e se precisar use palavras”.
A melhor pregação do cristão é o seu testemunho de vida diante da sociedade. A maior dificuldade para evangelizar, está na falta de exemplo das pessoas que frequentam a Igreja. Precisamos pregar e viver um evangelho que faça sentido na doutrina e na vida diante daqueles que nos assistem, na esperança que nosso comportamento faça diferença para aqueles que precisam ver Jesus em nós.

CONCLUSÃO.

Minha proposta não foi produzir crítica severa ou em demasia , mas reconhecer que se quisermos alcançarmos aqueles que não conhecem a Cristo, devemos certificar se existem certas incoerências na expressão do que somos e com sinceridade nos ajustarmos de acordo com a Palavra de Deus.

APELO.

Quantos querem viver o Evangelho?

29 de mar. de 2015

EDUCAÇÃO SOCIOEMOCIONAL

28 Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. 29 Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. 30 Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. Mat 11:28-30



OBJETIVO.

Vamos tratar neste sermão sobre o “controle e educação dos sentimentos”; o qual, inclusive no ambiente cristão, a falta de conhecimento e controle dos sentimentos tem gerado alguns dos mais aterradores distúrbios que têm assolado a sociedade. Assim, nós apresentaremos alguns aspectos sobre o tema e algumas dicas comportamentais que podem gerenciá-los.
O objetivo é ministrar saúde emocional para aqueles que tiveram dificuldades emocionais na sua experiência de vida e necessitam de apoio para adquirirem cura emocional estabelecida por Jesus Cristo na cruz a fim de aprender a educar suas emoções.

INTRODUÇÃO.

Diante das exigências do mundo pós-contemporâneo Jesus apresenta uma proposta de refrigério: “achareis dencanso para vossa alma”; ele descreve a sociedade “cansada” (exausta) e “sobrecarregada” (estressada), mas oferece a solução que vem dele mesmo: “sou manso e humilde de coração”; “porque o meu jugo é suave  e meu fardo é leve”. Ou seja, Jesus apresenta uma proposta de buscar o que hoje denominamos por “educação socioemocional” para gerência dos próprios sentimentos. Essa busca está em sua pessoa e na comunhão com o Espírito Santo e seu fruto.

Muitos desconhecem a administração de seus próprios sentimentos, outros têm receio de tratar sobre esse tema, até por que ninguém gosta de aflorar sentimentos quando os desconhece; ainda há aqueles que por “mecanismo de defesa do ego” chamado “negação” procuram ignorar certos sinais ou sintomas de um conflito emocional; mas é justamente porque não querem lidar com isso que eles se tornam susceptíveis aos seus desconfortos.
Ora, a fuga acerca do conhecimento dos problemas não é a melhor maneira de resolvê-los. Parafraseando um dito de um renomado escritor: “Se na medida que resolvemos os problemas e estes apresentam mais demanda de sabedoria para resolvê-los, não será com falta de sabedoria que vamos resolver estes problemas ainda maiores.”
Daí a reação das pessoas tratarem esses aspectos do sentimento de forma negativa, desdém, menosprezo ou conflituosa; pois, na verdade a alma manifesta sua dificuldade de confrontar e lidar com suas emoções e conflitos, principalmente daquilo que ele não entende. Todavia, a Palavra de Deus assim afirma:
“Conhecereis a verdade; e a verdade vos libertará!” Jo.8.32
Outro fator importante a ser salientado é que o sistema educacional secular quer seja no ambiente escolar ou familiar se fundamenta prioritariamente na formação educacional “cognitiva” e pouco ensina sobre o aspecto “socioemocional”, isto é, não prepara o indivíduo para lidar com suas emoções e seus relacionamentos. Do ponto de vista socioemocional, nos encontramos despreparados para enfrentar as vicissitudes da vida.
Como revelam pesquisas científicas nas áreas de psicologia e economia da educação, “habilidades socioemocionais” são tão importantes quanto as “cognitivas” para a obtenção de bons resultados, e tão ou mais importantes que elas para o sucesso no trabalho e na vida.
Diante disso surge as seguintes proposições:
  • Podemos educar nossas emoções?
  • E se podemos; então como educar nossas emoções a ponto de habilitá-las de forma madura, saudável e equilibrada?
Essas características não são talentos natos, mas podem ser aprendidas em qualquer momento da vida. As pessoas têm predisposições, há crianças que são mais expansivas e outras mais retraídas. No entanto, é a interação com as pessoas de sua convivência que irá estimular ou não sua sociabilidade. Especialistas avaliam que é necessário haver um programa intencional e estruturado para que haja resultados positivos.


DEFINIÇÕES.
Inteligência emocional e maturidade socioemocional são elementos imprescindíveis na atuação como resposta aos desafios na família, no trabalho, na vida, etc.
Tais habilidades não técnicas como: curiosidade, colaboração, resiliência, pensamento crítico, “Lócus de controle” e capacidade de resolução de problemas são cruciais para preparar as pessoas para o futuro.
As habilidades ou competências socioemocionais incluem um "conjunto de comportamentos e sentimentos" individuais como uma espécie de padrão constante ou tendência para responder de determinada forma em determinados contextos e situações cotidianas, como ao gerenciar as próprias emoções ou tentar atingir um objetivo.
Sobre esse assunto podemos observar o exemplo de Esdras, um homem que possuía inteligência (sabedoria) emocional.
97  Oh! quanto amo a tua lei! ela é a minha meditação o dia todo. 98  O teu mandamento me faz mais sábio do que meus inimigos, pois está sempre comigo. 99  Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque os teus testemunhos são a minha meditação. 100 Sou mais entendido do que os velhos, porque tenho guardado os teus preceitos. Sl. 119:97-100.
Segundo os versículos acima expostos podemos comparar o quanto a meditação e aplicação da Palavra de Deus nos torna sábios, isto é com inteligência e gerência socioemocional.

ANÁLISE.

A educação dos sentimentos visa compreender sistematicamente os processos que mantém a condição do sofrimento emocional, identificar as ideias, memórias, pensamentos e comportamentos que são prejudicais, refletindo sobre elas e, posteriormente, testando novos paradigmas de pensamento e comportamento para que seja possível o desenvolvimento de uma vida mais saudável e flexível.

CARACTERÍSTICAS.

Há ao menos 24 características ou competências socioemocionais a serem trabalhadas, onde cada pessoa pode aprimorá-las em diferentes níveis, tais são consideradas essenciais para gerar um resultado de vida positivo: Em geral, essas competências podem ser classificadas em cinco domínios:
  • Amabilidade (presente em cooperação, gratidão, cortesia),
  • Abertura a novas experiências (presente em comportamentos de curiosidade, motivação, criatividade, não ter medo de errar, coragem, etc.),
  • Extroversão (como sociabilidade ou inteligência social).
  • Conscienciosidade (expressa em atitudes de responsabilidade, persistência, perseverança, resiliência e outras), 
  • Estabilidade emocional (na capacidade de autocontrole, autoconceito, esperança e outras).

DESCRIÇÃO DE SENTIMENTOS.
Obviamente, ao tratarmos sobre o tema da educação socioemocional, é importante informar que não somente as habilidades e competências socioemocionais devem ser educadas, mas todas as emoções necessitam de educação e gerência. Assim, trataremos da questão da descrição de alguns sentimentos importantes e suas aplicações comportamentais.  
Na busca pela saúde emocional é fundamental que o indivíduo saiba avaliar qual a natureza e intensidade de um sentimento. Pois, os sentimentos norteiam os aspectos do inconsciente e consciente mais do que muitos possam imaginar.

Quanto ao Gênero:

Observa-se uma leve diferença na forma como o homem e a mulher lidam com seus sentimentos. Via de regra, os do gênero masculino tendem a absorver o sentimento ou informações sobre um pensamento e compartimentá-los em categorias. Enquanto que mulheres absorvem o sentimento de uma forma mais interligada, onde cada emoção se conecta entre si e com o todo.
Assim descobre-se porque ocorrem tantos ruídos de comunicação entre os gêneros, pois cada um quer absorver o sentimento segundo sua forma de ver a vida (cosmovisão) e lidar com suas emoções desconsiderando a de outro.
Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações. 1 Pe.3.7.
A educação socioemocional nos ensina a gerenciar nossos sentimentos a ponto de poder entender “a linguagem de amor” dos outros.

Quanto Natureza:

O sentimento de uma pessoa pode ficar armazenado no mais profundo de seu ser, aloca-se nas regiões mais intrínsecas do inconsciente. A natureza de um sentimento armazenado nesse recôndito é que está escondida por trás de um estímulo, ímpeto, pulsão ou motivação; o qual serve como efeito motivador para provocar ações e reações psíquicas.
Quando esse sentimento que orienta o estímulo é ruim, ele provoca atitudes que estão fundamentadas na rejeição, aflição ou angústia, preocupação, insegurança, frustração ou medo.
Desta forma, deve se reconhecer que tipo de sentimento vem do inconsciente e que natureza de sentimento ele provoca como estímulo primário.
Sob certos aspectos, nós reconhecemos os sintomas ou as evidências e não suas origens, suas raízes. Por exemplo, uma pessoa chega para nós e diz que está cheia de ansiedade, de tensão, mas isto é apenas sintoma. Precisamos ajudá-la a descobrir a verdadeira causa de sua ansiedade, qual força motriz ou estímulo que provoca tal ansiedade ou tensão.
Uma vez detectado essa força motriz emocional do estímulo, deve-se cuidá-la e reeducá-la para que seja um bom sentimento, o qual proporcionará atitudes saudáveis que despertem amor e harmonia para um comportamento equilibrado.
Portanto, o que estimula primariamente as ações não pode ser oriunda de sentimentos ruins como: rejeição, preocupação, insegurança, frustração ou medo; mas manifesta pelo “Fruto do Espírito” que é “amor, alegria, paz, mansidão, paciência, benignidade, bondade, fé e autocontrole” (Gl.5.22).

Quanto a Intensidade: O sentimento pode ser moderado ou patológico.

Tal profundidade de um sentimento pode vir na intensidade de um exagero de sensações, que se não cuidado produz “aflição”, “angústia” e até “esgotamento” do mesmo; pode gerar uma crise ou um transtorno emocional propriamente dito.
Contudo, ao entrarmos nesse tópico devemos primeiramente diferenciar certos aspectos da intensidade do sentimentos que definirão o correto equilíbrio:
Primeiramente, o que é sentimento? Todos nós temos emoções, sensações e anseios; os sentimentos fazem parte da natureza humana e dão vivacidade a ser humano; pois o mesmo continuamento procura sentir essas emoções que agregam valor e sentido aquilo que fazemos e isso é bom quando dado de forma equilibrada.
1 Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. 2  A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus? 3  As minhas lágrimas têm sido o meu alimento dia e noite, enquanto me dizem continuamente: O teu Deus, onde está? 4  Lembro-me destas coisas—e dentro de mim se me derrama a alma—,de como passava eu com a multidão de povo e os guiava em procissão à Casa de Deus, entre gritos de alegria e louvor, multidão em festa. 5  Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu. Sl.42.1-5.
Assim, existe um tipo de “sentimento moderado” que é normal e demonstra que certa pessoa sabe gerenciá-los e desfruta sua vida com emoções e vivacidade.
Destarte, a neutralização de sentimentos ou o desequilíbrio para menos no fator das emoções pode levar alguém a entrar em estágio não salutar de “apatia ou preponderância do racionalismo”. Tal déficit de sentimento pode vir pelo desapego aos valores e alegrias da vida, em caso cristão pode sublimar em acídia, ou seja, um desleixo temporal a favor do mundo porvir.
Em contra partida, o desequilíbrio desses sentimentos em sua forma de excesso e a falta de compreensão em como deva ser lidado, quer no presente como no decorrer de sua história pode gerar conflitos psíquicos.
A medicina que estuda essa categoria de doença considera “sentimento patológico” como anormal, pois rouba da pessoa a capacidade de enfrentar os problemas e a lucidez para suportar as pressões da vida.
Portanto, existe um “ponto de equilíbrio” na esfera da alma em que encontramos um estágio saudável para lidar com os aspectos das aspirações humanas e suas habilidades socioemocionais. Pois, Deus deseja que sejamos saudáveis em todos os aspectos emocionais e espirituais.
2  Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma. 3 Jo.2
Quanto a Permanência
Penso que num processo da avaliação de um sentimento é necessário observar os aspectos da natureza do sentimento, sua intensidade; também o período pelo qual se prolonga tal sentimento.
Sim, o tempo pelo qual uma pessoa é acometida por um sentimento ruim e sua respectiva angústia e o tempo que a mesma leva para superá-lo de fundamental importância para descrevermos a permanência em um quadro de conflito emocional. Vai deste um sentimento de intensidade "aguda" ou "mediana" podendo se tornar "crônica"; vindo afetar os aspectos básicos de convivência e trabalho.
Exemplo: Há aqueles que se iram e depois conseguem superar rapidamente essa situação. Mas, existem aqueles que permitem que a ira afete por dias seu estado de humor.
26  Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, 27  nem deis lugar ao diabo. Ef.4.26,27.
É necessário que a pessoa saiba cuidar seu estado de ânimo a fim de o mesmo não venha ser dominado por seus sentimentos e faça algo impróprio.

ASPECTO DA ANGÚSTIA DOS SENTIMENTOS

Ao descrevermos os aspectos da angústia nos sentimentos devemos entender um critério preliminar a ser estabelecido: “O que” e “quem” está no controle de nosso ser?
Observe, o quadro apropriado é que você deveria controlar seus pensamentos e gerenciar seus sentimentos; jamais os pensamentos e sentimentos deveriam ser aqueles que  dominam o ser humano. Se deixarmos nossos pensamentos e sentimentos nos dominarem então estaremos susceptíveis a suas reações e caprichos.
Desta forma, não podemos ser passivos e susceptíveis aos sentimentos e emoção que as circunstâncias impõem; tais sentimentos no controle é que provocam a angústia; pois, os mesmos não são aptos para governarem o ser humano; embora, estes devam ter seu peso de participação e não serem negligenciados nas decisões da alma.
Necessitamos identificar os sentimentos e pensamentos que fazem mal. E gerenciá-los de forma correta a fim de mudar nosso comportamento e não permitir que a angústia se apodere deles.
Existem pelo menos três situações em nossa vida cujos sentimentos mais nos preocupam e nos deixam angustiados. A pessoa pode ser ou estar angustiada no:

Ser -

O qual se destaca pelos aspectos ontológicos de seu valor pessoal, aceitação ou rejeição.
Exemplo: A pessoa pode estar angustiada no tocante as questões do relacionamento conjugal; na harmonia dos sólidos relacionamentos sociais onde se conjuga suas atividades como: família, escola, trabalho, etc. O resultado desse tipo de angustia no ser tendem a desencadear sentimentos de “rejeição” e “depressão”.
25 Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? 26  Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? 27  Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? Mt.6.25-27.
A angústia no ser pode despertar preocupação com as doenças. Atentar a saúde é algo normal, todos nós devemos cuidar bem do próprio corpo. O que não é normal é viver em função de uma preocupação crônica com doenças, pois temos o Senhor que nos sara.
nenhuma enfermidade verá sobre ti... Êx.15.26.
4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. 5  Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Is.53.4,5.

Ter –

Diante a massiva ênfase dada ao materialismo e suas formas de consumo, certas pessoas procuram preencher lacunas de suas angústias com produtos, status e ascensão social ou profissional. Na busca contínua por uma demanda cada vez maior, tal ímpeto desperta sentimentos de ansiedade e mania e pelo “ter” e a não obtenção destes por gerar transtorno obsessivo compulsivo e ou esgotamento.
28  E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. 29  Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. 30  Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé? Mt.6.28-30.
A angústia pelo “ter” desperta preocupação com a questão financeira. Existem pessoas que pressupõe que pelo excesso de trabalho é que vão conquistar prosperidade econômica. Tal pensamento os conduz a uma cilada de ansiedade e compulsividade por desejos econômicos.
Ora, não é errado trabalhar, pois Deus nos mandou trabalhar (Gn.2.15). Errado está na priorização do dinheiro no lugar d’Aquele que nos proporciona saúde para trabalhar.
17  Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas. 18  Antes, te lembrarás do SENHOR, teu Deus, porque é ele o que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê. Dt.8.17,18.
pois conhecereis a graça de nosso senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos. 2 Coríntios 8.9.
Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força. 1 Cr29.12.

Fazer

Muitas pessoas manifestam sentimentos de angústia ao realizar certas atividades, as quais quando praticadas em tal sentimento desperta expectativas que na não realização dessas produz frustração que pode conduzir a irritação e fúria.
31 Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? 32  Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; 33  buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. 34  Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal. Mt.6.31-34.
De igual modo, a angústia no fazer pode despertar preocupação, pressentimento de ameaça ou medo para com a violência.
A vigilância, a atenção e o cuidado é uma incumbência de todo cidadão. Contudo, a paralisação e medo de sair de casa além de não ser produtivo leva a pessoa a sofrer por antecedência o que ocasiona no tormento; pois esquece do que é o mais importante: Que o Senhor nos protege!
Se o senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que edificam; se o senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Sl.127.1.

ILUSTRAÇÃO

Observe como alguns sentimentos ruins em comparação ao “Fruto do Espírito”; os quais podem ser classificados e nivelados quanto a sua natureza, em escala de 0 à 10 quanto sua angústia e intensidade:
  • REJEIÇÃO: Começa com os aspectos intrínsecos das questões de baixo autoestima e falta de aceitação permeando em culpa, insegurança e complexo de inferioridade; ou autoestima distorcida que acolhe a ferida emocional, ofensa, ressentimento, mágoa, amargura, decepção, proporcionando orgulho, crítica, indiferença, desprezo e hostilidade.
  • DEPRESSÃO: começa com entristecimento, tristeza, prostração, pesar, desânimo, desmotivação, desapego, desleixo a vida, acídia e culmina em depressão.
  • ANSIEDADE: Autoconfiança, euforia, SPA (síndrome do pensamento acelerado), preocupação, autoexigência, perfeccionismo, pragmatismo, pressão, exaustão e esgotamento.
  • INQUIETAÇÃO: Impertinência, teimosia, controle, tecnicismo, tensão, obstinação e mania; num processo de manifestação de NOC ou TOC. (Neurose Obsessivo Compulsiva e Transtorno Obsessivo Compulsivo).
  • FRUSTRAÇÃO: Ocasionado por inquietação vinda de um excesso de expectativa, desapontamento, inconformidade, centralização, indiferença, irritação, hostilidade, ira e fúria.
  • MEDO: Começa com a incerteza ou dúvida a respeito de muitos aspectos que evolui para receio, o qual uma vez estabelecido se torna numa ameaça, após temor, desespero, medo, fobia, pânico, opressão e por fim o tormento.

PASSOS PARA LIDAR COM A ANGÚSTIA E OS SENTIMENTOS PELA PRESENÇA DO ESPÍRITO SANTO E SEU FRUTO.

Deus nos fornece conforto através da presença do Espírito Santo, o qual é nosso “parácletos”, nosso consolador que nos auxilia a vencermos os traumas e os distúrbios emocionais.
Pois, o Espírito Santo foi dado a nós como selo e penhor da salvação, também Ele manifesta a Sua presença a fim de que em nosso espírito humano possamos ter comunhão com Deus.
13  em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; 14  o qual é o penhor da nossa herança, ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória. Ef.1.13,14.
O Espírito Santo além de proporcionar essa regeneração espiritual permite fazer com que nossa alma desfrute e deleite com sua presença.
a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que envie ele o Cristo, que já vos foi designado, Jesus, Atos 3.20
Respondeu-lhe: A minha presença irá contigo, e eu te darei descanso. Êxodo 33.14
Porém, a ação do Espírito Santo em nossa psique é muito maior do que apenas proporcionar deleite; Ele foi outorgado a nós para nos proporcionar cura emocional. Isto é, a presença do Espírito gera a cura (Rm.8.11).
4  Pois, na verdade, os que estamos neste tabernáculo gememos angustiados, não por querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. 5  Ora, foi o próprio Deus quem nos preparou para isto, outorgando-nos o penhor do Espírito. 6  Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto no corpo, estamos ausentes do Senhor; 7  visto que andamos por fé e não pelo que vemos. 2 Co.5.4-7.
De que forma Ele nos cura? Através da manifestação de seu fruto!
22 Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, 23  mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. Gl.5.22,23.
Se observarmos atentamente, nós veremos que o fruto do Espírito Santo serve como remédio e terapia para as questões das aflições e distúrbios emocionais:
Deus ministra “amor” para curar todos os sentimentos de rejeição e carência afetiva (1 Jo.4.18). O Espírito Santo ministra “alegria” para curar qualquer depressão (Ne.8.10); Ele dispõe de “paz” para extrair toda ansiedade a fim de que estejamos tranquilos (Is.26.3).
Ele nos dá “paciência” para remover nossa mania, neurose e compulsividade (Fp.4.6,7); dá-nos “mansidão” a fim de que permaneçamos calmos e tenhamos resiliência contra a frustração e ira (Sl.37.11).
Também nos concede “benignidade e bondade” para que sintamos aceitos e protegidos (Sl.36.7); libera a “” para remover toda a atribulação emocional e medo (Jo.14.1) a fim de que tenhamos bom ânimo (2 Co.5.6); por fim proporciona “domínio próprio” para remover toda angústia, preocupação, descontrole e distúrbio emocional.


Todo esse processo começa com a experiência fundamental do “amor de Deus”, pois o amor de Deus reconstrói toda nossa estrutura psíquica deformada pelo pecado e enferma pelos traumas da vida. Observe  como o amor desencadeia todos os demais aspectos do fruto do Espírito:
4 O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, 5  não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; 6  não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; 7  tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 1 Co.13.4-7.
“22  Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, 23  mansidão, domínio próprio”. Gl.5.22,23a
O “amor é paciente”, compare como o amor trabalha no aspecto do fruto do Espírito chamado “longanimidade” (paciência), veja o amor em correlação ao fruto do Espírito chamado “benignidade”; também encontramos ligação com o aspecto do fruto do Espírito; o amor que não arde em ciúmes e tudo crê é um amor de “fidelidade” e confiança; o amor que não se ufana nem se ensoberbece é um amor de “mansidão”; o amor que não se conduz inconvenientemente é aspecto do fruto chamado “paz”.
Tal amor que não se ressente do mal é uma qualidade de amor que produz o aspecto do fruto chamado “bondade”. O amor que se regozija com a verdade tem a ver com o aspecto do fruto do Espírito chamado “alegria”; por fim, o amor que tudo sofre, tudo espera e tudo suporta correlaciona-se ao aspecto do fruto chamado “domínio próprio”.
Portanto, definimos que o amor trabalha em todos os aspectos do fruto do Espírito e que esse fruto não serve apenas para deleite, mas para cura e remédio de nossos sentimentos e para educação socioemocional.

APLICAÇÃO.

Assim, orientamos a todos que possam meditar sobre esse tema e permita que Deus, pela presença do Espírito Santo e seu fruto venha educar nossas emoções a ponto de podermos gerenciá-las de forma correta, com inteligência emocional.
Dedique um tempo de oração para que Deus aja através de seu Espírito e cure certas emoções, bem como, seus estímulos a fim de que você desfrute do melhor de Deus para sua vida.
11  Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança. 12  Então me invocareis, e ireis e orareis a mim, e eu vos ouvirei. 13  Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração. Jer.29.11-13.

CONCLUSÃO.

Portanto, queridos! Disponhais vosso coração, abrí vossos sentimentos, deixai o Espírito Santo trazer cura através da obra de Jesus Cristo na cruz do Calvário para que experimenteis refrigério do Senhor.
Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, de sorte que venham os tempos de refrigério, da presença do Senhor At.3.19

APELO.


  • Quantos querem receber cura em seus sentimentos?
  • Quantos permitem Deus reeducar seus sentimentos?
  • Quantos querem aptidão e crescimento na sua educação socioemocional?