9 de mar. de 2014

FUNDAMENTOS DO PENTECOSTALISMO - RENOVAÇÃO TEOLÓGICA

“Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;2  de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. 3  E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. 4  Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem”.At.2.1-4.

OBJETIVO.
Este sermão faz parte de uma sequência que trata das características pela qual se originou o movimento pentecostal em meio à igreja cristã.

INTRODUÇÃO.
           Dentre muitos aspectos que o pentecostalismo trouxe como renovação espiritual, além do sentido de expressar vida à forma e realização de culto, na crença que vai além da forma conceitual do dogma e da doutrina do Espírito Santo; mas, na prática passaram a dar liberdade a Ele para assumir o controle da Igreja.
            O pentecostalismo desenvolveu uma nova forma de pensar acerca da Palavra de Deus e da fé rompendo com qualquer pensamento que condicionava em meras liturgias, dogmatismos vazios e aniquilação de quaisquer manifestações de sentimento no culto.
            O pentecostalismo veio para trazer um tipo de fé simples, ativa e convicta que se opõe a toda forma errada de crença daqueles que se fundamentam no “determinismo, quer seja ele pré ou pós determinista”, na “passividade” e na “incredulidade”; cujas convicções erradas que se resignam mais as fatalidades da vida como falso condicionamento da vontade divina do que na verdadeira Palavra de Deus.

ANÁLISE E CARACTERÍSTICAS.
            Portanto, quando analisamos o movimento pentecostal devemos destacar os seguintes avanços teológicos que trouxeram despertamento a Igreja para um elevado nível de autoridade.
Observemos:

1.      O MOVIMENTO DE SANTIDADE.
O pentecostalismo, na verdade, surgiu como consequência do despertamento espiritual, no final do séc. XIX o qual trouxe também o “movimento holiness”, isto é, o movimento de santidade, o qual despertava o cristão para viver uma vida santa diante de Deus. Dentre seus principais protagonistas estava Jonathan Edwards, Charles Finney, General Booth e Maria Woodworth Etter.
Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, Hebreus 12:14 

Sendo o tema sobre santidade um assunto preponderante na doutrina pentecostal, então desse entendimento, Willian Seymour protagonizou a questão acerca da “perda da salvação” em função da habitual prática do pecado em contrariedade o pensamento tradicional da “garantia de salvação” (Uma vez salvo, salvo para sempre). Segundo ele, uma vez que a pessoa fosse santificada, tal deveria buscar viver em santidade, mas se a mesma pessoa poderia perder a salvação caso caísse na prática habitual do pecado se apostatando da fé.
todavia, o meu justo viverá pela fé; e: Se retroceder, nele não se compraz a minha alma. Hebreus 10:38 

2.      O MINISTÉRIO DE CURAS – A DOENÇA VEM DO MALIGNO.
38  como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele; At.10.38

A ênfase do pentecostalismo está em que a doença é coisa do maligno sendo o pecado a maior causa de males e doenças; e como resultado dessa revelação o ministério de curas foi restaurado e passou a ser proclamadas mensagens sobre cura divina.
Infelizmente existem pessoas sujeitas ao pensamento tradicional fatalista que acreditam que seus sofrimentos vêm de Deus com o objetivo de levá-los mais perto e de fazê-los melhores. Querido, não há nenhuma letra de verdade nesse pensamento determinista, é totalmente mentira.
O pentecostalismo preconiza que devemos rejeitar, renegar, revogar e abolir a ideia de que Deus tem participação com as enfermidades, doenças, pobreza ou qualquer outro tipo de desgraça. As coisas malignas não vêm do alto, elas vêm da terra e nós que somos novas criaturas em Cristo não devemos aceitá-las, pois não somos da terra, mas somos do alto.
Charles Parham como outros fundadores do pentecostalismo entenderam que a cura divina faz parte da obra expiatória do sangue de Jesus tanto quanto a salvação; portanto, sendo tema integrante das mensagens do Evangelho Pleno.
“Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; contudo, nós o consideramos como aflito de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras (feridas) fomos sarados.” Is 53.4-5
 “Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; pelas suas feridas fostes sarados.” 1 Pe 2.24
Assim, somos nós que determinamos se os problemas vão permanecer e por quanto tempo e não nos conformar com o pensamento que se acomoda ao sofrimento.

3.      OS PROCESSOS DE LIBERTAÇÃO ESPIRITUAL.
Uma vez que no pentecostalismo existe o entendimento de que a doença vem do diabo, logo, Jesus envia seus discípulos para implantar o Reino de Deus e desfazer todas as obras do diabo.

Tendo Jesus convocado os doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para efetuarem curas. Lucas 9:1

Pois, o que controla o pecado é o diabo, pois o diabo tem pecado desde o princípio. E esta tem sido sua obra continua, levando as pessoas falharem pôr meio da prática do pecado. Mas aquele que tem fé em Deus não anda na prática do pecado. Porque ele vive em Deus e para Deus.

quem pratica pecado é do Diabo; porque o Diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo. 1 Jo.2.8.
Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo; e livrasse todos aqueles que, com medo da morte, estavam pôr toda a vida sujeitos à escravidão. Hb.2.14,15 .

A igreja é a única instituição chamada por Deus para destruir as obras do diabo, ela foi instituída por Deus para exercer sua autoridade espiritual através da intercessão e colocar abaixo o principado demoníaco que governa as pessoas e destruir os poderes demoníacos que as cegam.

...e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; Mt.16.18.

4.      O BATISMO COM ESPÍRITO SANTO E A EVIDÊNCIA EM LÍNGUAS.

Porque João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias. Atos 1:5 

Dentre todas essas verdades, o Batismo com o Espírito Santo foi a verdade que mais identificou o movimento pentecostal. Quando Charles F. Parham proclamou ao mundo, em 1901 que falar em línguas era a evidência de batismo com o Espírito Santo e inúmeras pessoas passaram a falar em outras línguas, as verdades do pentecostes da Igreja primitiva foram restauradas.  A partir desse relato, os jornais passaram a publicar a matéria: “Pentecoste! Pentecoste!” dando nome ao movimento.

Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;2  de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. 3  E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. 4  Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.At.2.1-4.

Todavia, foi em Azuza Street que o movimento tomou proporções internacionais, quando em 1906, Deus derramou um profundo avivamento sobre as pessoas que afluíam para lá. Algumas características importantes precisam ser observadas na forma como eles compreendiam a manifestação do dom de línguas e como tal conhecimento evoluiu.

a)      Línguas era a evidência de alguém que foi batizado com o Espírito Santo.
b)      Nos primórdios, entendiam que o dom de línguas era para desenvolvimento de missões estrangeiras, sendo a língua estrangeira falada no dom um sinal de envio para aquela nação.
c)      As manifestações de Línguas eram exercidas somente em ocasiões de um mover extraordinariamente soberano na espera que tal viria sobre eles.
d)      Mais tarde, chegou-se ao entendimento que o dom línguas poderia ser usado como forma de oração e canto.

5.      SINAIS E MANIFESTAÇÕES COMO LIBERDADE NO ESPÍRITO.

Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; Marcos 16:17 

Acredita-se que igrejas que se recusam a permitir que o povo se expresse abertamente e livremente para Deus estão na verdade entristecendo o Espírito Santo. Algumas pessoas tem medo das expressões de emoção na igreja, o interessante é notar que elas não têm problemas em se emocionar em casa ou em algum evento esportivo. Porém por alguma razão religiosa das trevas, acham que a igreja deve ser religiosa, sepulcral e serena.
As manifestações espirituais sempre foram marcas do pentecostalismo, desde que se tem notícia do pentecostalismo, os transes, o cair no chão, o falar em línguas, o grito, o choro, o riso, o tremor, o quebrantamento, etc., fazem parte do pentecostalismo. Mas, as manifestações arrebatadoras do Espírito não são novidades, é algo que a igreja havia perdido (Leia a apostila de Casa-Luz nº 12 que trata sobre as manifestações do Espírito).
Queiram ou não, o mover de Deus afeta as emoções, as quais são respostas espontâneas ao seu poder.

Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade”. 2 Co. 3.17.
É também em meio às manifestações que o Espírito Santo tem liberdade para distribuir dons e ministérios na Igreja, por isso o diabo resiste tanto às manifestações de Deus, porque o inimigo quer que a igreja permaneça subjugada na derrota e no sofrimento sem a ação do Espírito.

6.      A REALIDADE DA NOVA CRIAÇÃO.

17  E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. 2 Co.5.17.

Você é uma Nova Criatura, Nascida de Novo – Isto significa que a velha criatura morreu e com ela toda a desgraça, enfermidades, doenças, maldições. Você recebeu uma nova vida e foi feito uma nova criação. Quando você entende esta verdade, a doença e o fracasso não são mais parte de sua vida. Isto porque estes são todos os produtos da velha natureza, a natureza caída de Adão. A razão pela qual alguns cristãos vivem em derrota, medo, pecado, pobreza e doença é porque eles estão vivendo no passado. Eles ainda vivem com a mentalidade que costumavam ter, de onde vieram. Eles não vieram para a realidade da nova vida. Mas, Glória a Deus porque você entendeu a realidade da Nova Criatura que você é em Cristo Jesus.
Jonh G. Lake esclareceu essa revelação acerca da realidade da nova criação no entendimento do novo homem em Deus como nova criatura através do poder da ressurreição mediante a lei do espírito de vida em Cristo Jesus. Onde cada cristão deveria se ver da mesma forma como Deus a vê.

11  Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita. Rm.8.11.

A realidade da nova criação nos ensina a se apropriar da vitória que já temos agora em terra, a justificação é um estilo de vida que nos leva a obtermos vitória em todas as situações, na medida em que se apropriamos da realidade de nossa posição em Cristo.

7.      IMINÊNCIA DA VOLTA DE JESUS.

E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras... Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus! Apocalipse 22:12,20

Outra verdade não menos importante ensinada no pentecostalismo é sobre a iminência da volta de Jesus Cristo. O pentecostalismo reacendeu aquele ardor pela expectativa da volta de Jesus e seu zelo missionário.
De fato, Jesus está às portas, o que leva-nos a nos posicionar em fé acerca de cada uma dessas sete verdades ministradas nesse sermão diante a urgência do cumprimento da grande comissão e expansão do Reino de Deus nessa terra.
De forma que essa última verdade endossa a adesão e motivação das anteriores, isto é, porque Jesus está voltando, então nós devemos andar em santidade, ministrar curas e libertação como expansão de seu reino, dar liberdade para o batismo com o Espírito Santo e suas manifestações e entender a realidade de nossa posição em Deus.
Que todos nós possamos dizer em alto e bom som: Maranata! Ora vem Senhor Jesus.

PASSOS PARA APROPRIAR-SE DAS VERDADES QUE FUNDAMENTAM O PENTECOSTALISMO.
1.      FÉ:
As promessas realçadas pelo pentecostalismo são para todos os que creem, isto mesmo, simplesmente crer. Deus não tem pessoas favoritas; Ele simplesmente opera por intermédio daqueles que creem nEle.
O Espírito Santo opera pela fé cuja fé precisa ser colocada em ação, isto é, devemos dar a iniciativa e agir em fé para obter os resultados esperados. O Espírito Santo se manifesta entre aqueles que creem como uma resposta direta de sua fé.
Também esta fé pode ser criada e transferida para outra pessoa.
2.      SE APROPRIAR DA PALAVRA:
            Você precisa saber que a Bíblia trás a realidade de Deus para sua vida. A Bíblia é a expressão da verdade divina que desmascara a falácia mentirosa do diabo no meio da miséria humana e a transforma para sua realidade de benção e vitória.
            O pentecostalismo conduz o leitor a se apegar na literalidade do poder destas verdades; porque estas verdades, de fato tem seu poder! Sim, realmente devemos assimilar, apropriar, reter e aplicar as verdades bíblicas já aprendidas na dimensão de sua real autoridade.
Portanto, é necessário se apropriar e viver estas verdades aprendidas na autêntica dimensão e autoridade que elas se encontram. Exercê-las com convicção e fé, compreendendo que a realidade das Escrituras é que são verdadeiras e não nossa percepção humana de mundo e de suas coisas.

EXERCENDO A INICIATIVA NO FLUIR ESPIRITUAL
            Uma vez crido nessas verdades, deve se aplicar a manifestação espiritual andando no mesmo nível de fé que há apropriado. Pois, tudo que necessitamos para liberação dessa capacitação espiritual e de dons vem como providência e suprimento do Espírito Santo que reside em nós mediante o ouvir da fé.
Aquele, pois, que vos fornece (epichoregon) o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Gl.3.5
     Tendo liberdade para expressar nossa fé com todo o dinamismo do Espírito e que contempla os anseios humanos em todos os sentidos; tanto no espiritual, no físico, no racional quanto no sentimental.

APLICAÇÃO.
Comece a quebrar agora a escravidão do vício, a escravidão da doença, a escravidão do desemprego, a escravidão do pecado.
Comece a destruir agora todo poder das trevas que leva as pessoas a um condicionamento incrédulo e fatalista que se resigna na aceitação da miséria e do sofrimento e exerça sua autoridade agora, em nome de Jesus, no entendimento do poder que há quando somos novas criaturas em Cristo Jesus.

CONCLUSÃO.
Portanto, devemos dar liberdade ao Espírito Santo, aflorar de forma espontânea e exercer nossa autoridade como nova criatura regenerada em Deus por meio do Espírito Santo.
Vamos, flua no espírito, flua na autoridade, você tem autoridade.

APELO.
Quantos querem se apropriar dessas sete verdades que fundamentam o pentecostalismo?

28 de fev. de 2014

ENDEMONINHAMENTO CULTURAL

“3  Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, 4  nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus”. 2 Co.4.3,4.

OBJETIVO. 
Nesses dias de carnaval onde há forte influência espiritual maligna é necessário tratar nesse sermão sobre as estratégias satânicas de introduzir seus desígnios malignos na cultura.

INTRODUÇÃO. 
para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios. 2 Coríntios 2:11  

Dizem que um dos mais eficazes desígnios de satanás está na artimanha de induzir as pessoas a acreditarem que ele não existe. E de fato, quando as pessoas desacreditam acerca da atuação do diabo elas tornam-se susceptíveis a cometer seus intentos.
Quer seja pela prática do pecado, quer pelas seitas que desviam as pessoas da verdade ou pelas práticas de origem diabólica que estão inseridas na cultura social.
Todos nós sofremos interferência cultural em nossas atitudes, quer seja em maior ou menor grau. Tal interferência cultural pode vir de maneira negativa - a ponto de “restringir” ou “limitar” o divino projeto de Deus em uma pessoa. Ocorre quando alguém resiste a qualquer mudança cultural em sua vida em favor da aceitação dos padrões do Evangelho, fato que aprenderemos no decorrer desse sermão.

DEFINIÇÕES. 
Mas, o que é cultura? E de que forma satanás intervém na cultura?
Edward B. Tylor definiu: “Cultura é aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e aptidões adquiridos pelo homem como membro da sociedade”. 
Todos nós pertencemos a um intrincado ecossistema e trazemos conosco in loco uma grupal e similar cosmovisão a que chamamos “cultura”. Cultura, pois, esta ligada a totalidade dos produtos da atividade humana, de sua evolução ou degeneração (materiais e espirituais). 

ANÁLISE E CARACTERÍSTICAS.
A interiorização cultural da sociedade ou do grupo social a que pertencemos é que nos permite agir de uma forma quase instintiva e automática. Este processo de interiorização pressupõe a interiorização de valores, normas morais e instituições da sociedade, a qual, nós chamamos de processo de subjetivação. 

“sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram,”  1 Pedro 1:18  

Este processo de interiorização ou subjetivação numa cultura chega a ser completo ou absoluto. Isto é, ao mesmo tempo em que assimilamos uma cultura somos assimilados por ela. 
A questão problemática ocorre quando praticamos certos comportamentos culturais tão somente porque eles estão interiorizados ou subjetivados ao nosso padrão comportamental mecânico e sequer questionamos a validade dos mesmos (se são certos ou errados de acordo com a Palavra de Deus).
Esquecemo-nos de analisar a fim de saber quem introduziu esses comportamentos, se veio de Deus, do homem ou do diabo e assim praticamos porque se tornou hábito social (como alguns equivocadamente pressupõem: “a final de contas, se todos praticam então tal comportamento deve estar certo”).

CLASSIFICAÇÃO. 
Tal é a situação encontrada na sociedade atual, contudo, no mundo secular a cultura tornou-se cada vez mais endemoninhada. Observemos:
O problema dessa questão é que satanás coloca essas praticas não somente como um aspecto religioso, mas principalmente como algo cultural, como se fosse um comportamento cultural; assim as pessoas não questionam a respeito disso, tampouco elas estão dispostas a renunciar na sua cultura tudo aquilo que não agrada a Deus. 


Porque existe relutância ao abandono de certas estratégias satânicas nas práticas culturais?

3  Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, 4  nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus. 2 Co.4.3,4.

Podemos afirmar que o “deus deste século” aqui relatado como “EON”, cujo espírito determina os padrões culturais deste século. Desta forma, reconhecemos a existência de uma guerra de valores, princípios espirituais; sendo os valores e princípios de Deus em contrariedade com os valores do mundo influenciados por satanás, dentro de nossa cultura. Assim, um deverá vencer o outro.

3  Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne. 4  Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas 5  e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo, 6  e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão. 2 Co. 10.3-6 

No texto acima (2 Co.10), Paulo descreve que as armas do Evangelho são poderosas para destruir fortalezas, as quais muitas delas estão inseridas e impregnadas em nossa cultura, isto é, nosso estilo de vida, padrões de comportamento, nosso modo de pensar e valores criam fortalezas que tende neutralizar a operação do Evangelho. Por isso o próprio Evangelho se opõe a elas.

e os que se utilizam do mundo, como se dele não usassem; porque a aparência deste mundo passa. 1 Co.7.31.
porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente. 1 João 2:16,17

Observe alguns exemplos de atitudes influenciadas pelo endemoninhamento cultural: 

1. O forte apelo à sensualidade corrente entre a moda e o despertamento da promiscuidade cada vez mais precoce no coração das crianças. 
 “Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis, nem desperteis o amor, até que este o queira.” Ct 2.7; 3.5; 8.4.
Sabemos que muitos traumas sexuais, se originam na infância, por falhas dos pais ou responsáveis; quer pela curiosidade ou por pessoas que aproveitam de sua ingenuidade. 

2. Em contrapartida, o povão é sempre manipulado pelas novelas, músicas e culturas que a mídia o impõe, tendências manipuladoras comerciais como “dia tal” para aumentar vendas. Algum artista inventa uma bobagem, assim, no outro dia as pessoas comentam e fazem aquela bobagem tornando-se ridículos. Exemplo: O menininho e a dança da garrafa. 

3. O alcoólatra, o cachaceiro, o boêmio, a mulher leviana; os quais segundo seus entendimentos e visão cultural pensam ser o máximo, mas na verdade são infelizes e miseráveis. Sem contar aqueles que gostam de ouvir música de traído, vivem na desconfiança e fobia que seus relacionamentos terminarão algum dia. Ou daquele que pensa ser o malandro e esperto e leva a vida na malandragem; não percebendo que é escravo do pecado e da vida de miséria moral e pobreza ética que leva. ESTA É A VIDA DO POVÃO MUNDANO.

4. Agregado a isso vemos a forte influência do carnaval que controla as massas da população induzindo ao pecado, ao desperdício e alienação dos problemas.
Ora, se observarmos as estatísticas do carnaval, veremos o aumento exponencial da criminalidade, da violência, dos acidentes, dos homicídios, dos divórcios, das traições, do desperdício, da perda ou abandono de emprego, da orfandade, da bastardia, etc. Todavia, com tantos males que o carnaval proporciona porque a sociedade não termina com isso? Por causa de sua influencia demoníaca!

UMA CULTURA CELESTIAL
A proposta é que devemos assumir uma postura correta tendo a Bíblia como autoridade para definir parâmetros a fim de reger nossos comportamentos culturais de uma cultura endemoninhada para celestial.

17  Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos, 18  obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração, 19  os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza. 20  Mas não foi assim que aprendestes a Cristo, 21  se é que, de fato, o tendes ouvido e nele fostes instruídos, segundo é a verdade em Jesus, 22  no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, 23  e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, 24  e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade. Ef.4.17-24 .

Baseado nos versículos acima, nós podemos considerar que o Evangelho é a cultura de Deus, e uma introdução à cultura dos céus. Através do Evangelho vem ao homem contemporâneo à transmissão dos valores e padrões celestiais e de nossa eternidade. 
Quando aceitamos a Jesus Cristo, nos tornamos cidadãos celestiais pela adoção de uma nova identidade; assim, em muitos aspectos, nós somos desafiados a trocar conceitos e valores de nossa cultura e nossa visão. Recebendo da parte de Deus uma nova ótica das coisas, nova visão, nova concepção e nova percepção do mundo que vivemos e viveremos.
É tarefa do Espírito Santo (que habita em nós) fazer com que a verdade de Deus domine sobre nosso pensamento "renovando a nossa mente". O Senhor Jesus disse: 

" o Consolador, o Espírito Santo. ..vos ensinará todas as coisas e vos  fará LEMBRAR de tudo o que vos tenho dito"   Jo 14.26

Daí surge uma pergunta: Será que há em algo nossa cultura que nos priva de ter uma vida vitoriosa em Cristo Jesus? Caso a resposta seja afirmativa; então necessitamos ser transformados pela RENOVAÇÃO de nossa MENTE e isso se faz através da Palavra de Deus. Observe o que diz Paulo: 

"Os que se inclinam para a carne COGITAM das coisas da carne. mas os que se inclinam para o Espírito das coisas do Espírito. ..o PENDOR da carne da para a morte mas o do Espírito para a vida e paz. Por isso o PENDOR da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus..." Rm 8.5-7

EXERCENDO UMA CULTURA CELESTIAL
Contudo, é necessário que estejamos dispostos a renunciar nossa cultura natural, ou seja, nossa identidade social como segunda natureza para que venhamos assimilar a cultura celestial. 
Porém, podemos fazer a seguinte pergunta: Quem está disposto a renunciar seu padrão cultural? Talvez pudéssemos afirmar que sejam raras pessoas a fazer isto. Além disso, tais pessoas seguem equivocadas e dizem: Que mal tem isso? Isto é um assunto cultural ou problema espiritual!
Além disso, estamos convictos que as pessoas escolhem sua conduta de vida cristã e até sua congregação mais por um critério cultural do que por uma direção do Espírito. Até porque elas não sabem ter direção espiritual para tal, pois na ausência de uma orientação espiritual a cultura assume esta função.
Mas, Deus na sua multiforme sabedoria aproveita esta variação cultural para permitir diversidade de igrejas; Talvez sejam os homens que criam igrejas a fim de adaptar a fé a seus ditames culturais, em todo caso, tais pessoas são volúveis, pois são guiadas pela volatilidade da alma subserviente a cultura. 

CONCLUSÃO.
Conscientes de esse poder que a cultura exerce sobre os seres humanos, somos orientados a analisar cada aspecto cultural de nossas vidas a fim de que sejamos regidos pela autoridade da Palavra de Deus.
E possamos revidar e combater o endemoninhamento cultural que se alastra dentro do mundo e principalmente dentro da igreja mediante pessoas que não questionam seus padrões culturais vigentes.

APELO.
Quantos estão conscientes dessas questões e querem mudança de vida?

23 de fev. de 2014

FUNDAMENTOS DO PENTECOSTALISMO - LIBERDADE NO ESPÍRITO

Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade”. 2 Co. 3.17.

OBJETIVO.
Este sermão trata das características pela qual se originou o movimento pentecostal em meio à igreja cristã e como tal alcançou em torno de dez por cento da população mundial.

INTRODUÇÃO.
            Começo meu sermão com a informação de que o mover do Espírito foi o maior responsável pelo crescimento da igreja primitiva. Basta observar o livro de Atos a partir do capítulo dois e certificar-se disso, cerca de trezentos anos foram necessários para que o cristianismo ocupasse a maioria dos cidadãos no império romano.
A obra do Espírito é a causa principal do reavivamento do século XX, o qual tem sido o maior de todos os tempos. Hoje, há mais de 600 milhões de “pentecostais” e “neopentecostais” espalhados pelo mundo. Um terço de todos os cristãos do mundo professa o pentecostalismo, tudo isso em pouco mais de cem anos.
            Tal êxito se dá porque muitos cristãos começaram a acreditar não apenas na presença do Espírito Santo, mas que Ele é capaz de conduzir e preparar uma igreja ataviada ao Cordeiro. Isto é, os cristãos passaram a crer não apenas na forma conceitual do dogma e da doutrina do Espírito Santo; mas, na prática passaram a dar liberdade a Ele para assumir o controle da Igreja.

ANÁLISE E CARACTERÍSTICAS.
Sabedor desse poder de transformação, o diabo tem procurado sufocar o mover do Espírito Santo através dos séculos na tentativa de conduzir a igreja a uma religião morna que contempla apenas a razão e menospreza os efeitos espirituais da fé e suas manifestações.
Em função disso, ele conseguiu introduzir espíritos de religiosidade no meio da igreja secular, os quais condicionaram a vida cristã a meras liturgias, dogmatismos vazios e aniquilação de qualquer sentimento nas manifestações de culto. Por muitos anos o demônio roubou a alegria e a espontaneidade espiritual da Igreja.
Mas, nos últimos tempos, o Espírito Santo tem mudado essa realidade. É hora de darmos um basta a toda essa intenção maligna e agirmos no mover do Espírito Santo dando plena liberdade a Ele para que conduza a obra de Deus.

Jesus foi ao Pai e enviou “o paracletos”, consolador, para que vivamos e exerçamos autoridade como Igreja no ministério do Espírito.
E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco João 14.16 
6  o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica. 7  E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente, 8  como não será de maior glória o ministério do Espírito! 9  Porque, se o ministério da condenação foi glória, em muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça. 10  Porquanto, na verdade, o que, outrora, foi glorificado, neste respeito, já não resplandece, diante da atual sobreexcelente glória. 11  Porque, se o que se desvanecia teve sua glória, muito mais glória tem o que é permanente. 2 Co.3.6-12.
            Nós temos liberdade para expressar nossa fé com todo o dinamismo do Espírito, sim uma fé que contempla os anseios humanos em todos os sentidos; tanto no espiritual, no físico, no racional quanto no sentimental. Nós temos confiança para sermos espontâneos em Deus da mesma forma que uma criança é espontânea para expressar seus sentimentos.
            Assim, você é livre para fluir com ousadia na presença de Deus, não sinta pena de si mesmo, nem venha a frente do altar com auto piedade, mas com ousadia e fé.
Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação. 2 Tm.1.7
1 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;2  de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. At.2.1,2
REPENTINAMENTE UM SOM DO CÉU VEIO COMO UM VENTO VIOLENTO (BIAIAS) MESMO.
Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele.Mt.11.12

PASSOS PARA APROPRIAR-SE DO MOVER DE DEUS.
O mover do Espírito Santo é para todos os que creem, jamais levando em consideração sua classe ou denominação. Ele não foi dado somente para os da igreja primitiva, mas á partir dela.
Nós sabemos hoje que o cumprimento da promessa do Pai teve seu início. Sabemos que Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre e não faz acepção de pessoas, nós também que pertencemos a igreja contemporânea podemos declarar que temos o mesmo direito.
Assim, através do Espírito Santo somos conduzidos e despertados em fé pelo “Batismo com o próprio Espírito Santo” em uma liberação daquilo que é espiritual essencialmente reprimido por um excesso de consciência que neutraliza as funções espirituais.
Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.
Devemos ser e manter-se espontâneos no espirito, isto é, ter um espírito sensível e uma alma aberta, a qual promove liberação de qualquer bloqueio para um processo de atuação no espírito em seu sentido existencial para sua vocação, chamado e ministério.
E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito. 2 Co.3.18.

EXERCENDO A INICIATIVA NO FLUIR ESPIRITUAL
Jamais devemos perder as oportunidades para ter comunhão com Deus. Assim, o cristão não deve negligenciar seu tempo de qualidade, comunhão e intimidade com o Espírito Santo a fim de ser refrigerado pela sua manifestação.
5  não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, 6  que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador Tito 3.5,6.
            Pois a manifestação de Deus refrigera todo nosso ser! Espírito, alma e corpo.

APLICAÇÃO.
Assim, de forma consciente devemos autorizar e liberar nosso espirito a permitir que o Espírito Santo assuma total controle de todo nosso ser e sujeitar nossa alma a sua vontade com objetivo de glorificar a Deus.
Sem qualquer medo, nós devemos confiar na capacidade do Espírito Santo em conduzir esse passo de fé através do fluir espiritual, a qual em alguns se encontra em estado latente ou inconsciente sufocado pela alma e pelo racionalismo tecnocrático.
O fato de nós termos sido feitos nova criatura em Cristo e restituído nossa posição como filhos de Deus leva-nos agora a acreditar em nossa capacidade espiritual. Pois, tudo que necessitamos para liberação dessa capacitação espiritual e de dons vem como providência e suprimento do Espírito Santo que reside em nós mediante o ouvir da fé.
Aquele, pois, que vos fornece (epichoregon) o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Gl.3.5

CONCLUSÃO.
Portanto, devemos aflorar nossa liberação espiritual agora regenerada em Deus por meio do Espírito Santo que ativa nossa espontaneidade espiritual dado pela intuição.

APELO.
Quantos querem dar liberdade ao Espírito Santo?

11 de fev. de 2014

AUTORIDADE PARA GOVERNAR O CLIMA E AFUGENTAR SEUS ESPÍRITOS

35  Naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes Jesus: Passemos para a outra margem. 36  E eles, despedindo a multidão, o levaram assim como estava, no barco; e outros barcos o seguiam. 37  Ora, levantou-se grande temporal de vento, e as ondas se arremessavam contra o barco, de modo que o mesmo já estava a encher-se de água. 38  E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro; eles o despertaram e lhe disseram: Mestre, não te importa que pereçamos? 39  E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! O vento se aquietou, e fez-se grande bonança. 40  Então, lhes disse: Por que sois assim tímidos?! Como é que não tendes fé? 41  E eles, possuídos de grande temor, diziam uns aos outros: Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?
1 Entrementes, chegaram à outra margem do mar, à terra dos gerasenos. 2  Ao desembarcar, logo veio dos sepulcros, ao seu encontro, um homem possesso de espírito imundo, 3  o qual vivia nos sepulcros, e nem mesmo com cadeias alguém podia prendê-lo; 4  porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram quebradas por ele, e os grilhões, despedaçados. E ninguém podia subjugá-lo. 5  Andava sempre, de noite e de dia, clamando por entre os sepulcros e pelos montes, ferindo-se com pedras. 6  Quando, de longe, viu Jesus, correu e o adorou, 7  exclamando com alta voz: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes! 8  Porque Jesus lhe dissera: Espírito imundo, sai desse homem! 9  E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? Respondeu ele: Legião é o meu nome, porque somos muitos. 10  E rogou-lhe encarecidamente que os não mandasse para fora do país. 11  Ora, pastava ali pelo monte uma grande manada de porcos. 12  E os espíritos imundos rogaram a Jesus, dizendo: Manda-nos para os porcos, para que entremos neles. 13  Jesus o permitiu. Então, saindo os espíritos imundos, entraram nos porcos; e a manada, que era cerca de dois mil, precipitou-se despenhadeiro abaixo, para dentro do mar, onde se afogaram. Mc.4.35-5.1-13.
OBJETIVO.
Este sermão tem como propósito alertar os cristãos acerca de sua autoridade sobre as questões climáticas e sobre espíritos que atuam através delas. 
INTRODUÇÃO.
Começo a indagação desse argumento com as seguintes perguntas que embora aparentemente absurdas nos conduzem a prerrogativa para nosso válido argumento:
      Teria Jesus criado aquela tormenta para depois repreendê-la, tendo em vista que Ele é o criador de todas as coisas (Jo.1.3)? Penso que não, porque se isso fosse provável, Jesus estaria desfazendo as suas próprias obras e isso é um absurdo! Logo, não foi Jesus quem criou aquela tormenta.

      Teria sido o Pai quem criara a tormenta e esqueceu-se de comunicar a Jesus? Digo que esse segundo raciocínio também é inviável. Logo, não foi o Pai, pois o filho está sempre em comunhão com o Pai.

      Então quem teria criado a tormenta? Seria fruto do acaso e da combinação climática das temperaturas da geografia de Israel? Se assim fosse, a natureza como criação estaria se rebelando contra seu criador, pois sua intenção era gerar perecimento (v.38). Logo, é garantido que isso não tenha acontecido e assim devemos rechaçar o pensamento determinista e fatalista de aceitamos as calamidades com resignação.
Contudo, podemos pensar que mais do que uma combinação e variação de temperaturas climáticas existem espíritos que podem interferir na atmosfera, tanto espiritual quanto natural (Ef.2.2).
A resposta plausível está na continuidade do texto em seu fluxo de argumentação de Marcos 5 de 1 a 13 sobre um espírito territorial nesse caso chamado “Legião” que tentara impedir Jesus de cruzar a fronteira e libertar aquele homem.
Sim existem espíritos territoriais que comandam as regiões tanto na esfera espiritual quanto climática e cabe a Igreja exercer autoridade contra esses espíritos.
ANÁLISE.
            Quero enumerar alguns versículos que fortalecem o pensamento de que existem espíritos que controlam as questões climáticas de regiões, vejamos:
Ainda, quanto aos anjos, diz: Aquele que a seus anjos faz ventos, e a seus ministros, labareda de fogo; Hebreus 1:7 
Depois disto, vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, conservando seguros os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma. Apocalipse 7:1 
            Observe que ambos os versículos corroboram com a ideia de que por trás dos ventos existem forças espirituais, não é por acaso que a palavra para designar espírito é a mesma para vento, tanto no hebraico, grego e latim.
            Observe também a existência de manifestações espirituais em meios a fenômenos da natureza com os ventos:
Quando estava o SENHOR para tomar Elias ao céu por um redemoinho, Elias partiu de Gilgal em companhia de Eliseu... Indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho. 2 Reis 2:1,11.

9  Então, respondeu Satanás ao SENHOR: Porventura, Jó debalde teme a Deus? 10  Acaso, não o cercaste com sebe, a ele, a sua casa e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste, e os seus bens se multiplicaram na terra. 11  Estende, porém, a mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face. 12  Disse o SENHOR a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está em teu poder; somente contra ele não estendas a mão. E Satanás saiu da presença do SENHOR... 16  Falava este ainda quando veio outro e disse: Fogo de Deus caiu do céu, e queimou as ovelhas e os servos, e os consumiu; só eu escapei, para trazer-te a nova... 18  Também este falava ainda quando veio outro e disse: Estando teus filhos e tuas filhas comendo e bebendo vinho, em casa do irmão primogênito, 19  eis que se levantou grande vento do lado do deserto e deu nos quatro cantos da casa, a qual caiu sobre eles, e morreram; só eu escapei, para trazer-te a nova. Jó.1.9-12;16,18,19.
Depois disto, o SENHOR, do meio de um redemoinho, respondeu a Jó: Jó 38:1 
            Portanto, estamos repletos de textos que tratam sobre as atividades espirituais em manifestação de fenômenos da natureza. Não apenas possuímos versículos bíblicos, mas estamos repletos de lendas na etnografia de seres espirituais que percorrem os redemoinhos e ventos comprovando a crença popular do mesmo.       
CARACTERÍSTICAS.
Ora, as catástrofes podem ocorrer pelo mínimo por dois motivos:
1.      Por juízo divino sobre uma população impenitente a fim de levá-los ao arrependimento.
Porque eis que o SENHOR virá em fogo, e os seus carros, como um torvelinho, para tornar a sua ira em furor e a sua repreensão, em chamas de fogo, Isaías 66:15 

2.      Por ação dominadora das trevas oprimindo os povos.
1 Entrementes, chegaram à outra margem do mar, à terra dos gerasenos. 2  Ao desembarcar, logo veio dos sepulcros, ao seu encontro, um homem possesso de espírito imundo, 3  o qual vivia nos sepulcros, e nem mesmo com cadeias alguém podia prendê-lo; 4  porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram quebradas por ele, e os grilhões, despedaçados. E ninguém podia subjugá-lo. Mc.5.1-4.

3.      Por inaptidão ou passividade de cristãos que deveriam orar e exercer autoridade sobre as questões climatológicas.
39  E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! O vento se aquietou, e fez-se grande bonança. 40  Então, lhes disse: Por que sois assim tímidos?! Como é que não tendes fé? Mc.4.39-40.
Todavia, o mesmo nível de autoridade que Jesus tinha para repreender o mar e o vento nós também temos (Jo.14.12-14) e assim ele nos conferiu autoridade para exercer esse poder e as forças espirituais e naturais se sujeitarem a ele.
APLICAÇÃO.
Testemunho de John Alexander Dowie em Pomona, Califórnia e seus oito meses de seca.
            Quero ressaltar que isso não é só para alguns que se afirmavam como Elias, mas isso é pata todos nós que cremos que temos a unção que estava sobre Elias, o qual alterava a climatologia e os elementos da natureza (Tg.5.17). Assim podemos orar com fé e reprender as catástrofes climáticas em o Nome de Jesus.
            Permita-me compartilhar minha experiência:
  Minha experiência no início da conversão acerca de determinar a onde à chuva ia cair.
  Minha experiência em determinar o fim de uma seca de mais de quarenta dias e a chuva ocorrer na virada do dia.
  Minha experiência de repreender ao furacão e ele alterar sua rota em Cuba.
CONCLUSÃO.
Assim, quero regimentar um exército de intercessores que tem o entendimento para usar essa autoridade de reprender as catástrofes através do poderoso nome de Jesus e em se tratando de chuvas tão necessárias, que tais possam orar para atenuá-las de tormenta para aguaceiros ou que venha desviá-las para regiões inabitadas ou despovoadas.